Mostrando postagens com marcador Massabielle. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Massabielle. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Em Lourdes, Nossa Senhora coliga seus filhos para a vitória final

Procissão das velas em Lourdes
Procissão das velas em Lourdes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






continuação do post anterior: Apelo de Nossa Senhora para formar uma grande aliança 


Na abertura do Jubileu do 150º aniversário das aparições de Lourdes em 8 de dezembro de 2008, festa da Imaculada Conceição, mais de 150 mil fiéis afluíram a Lourdes.

Em longas filas tranquilas, sob o frio e a chuva, os peregrinos passavam as mãos pelas paredes de granito da gruta, como que desejando apalpar o imponderável sobrenatural que delas emana.

A superfície áspera da pedra tornou-se suave e polida até onde alcançam as mãos, transformando-se no mais expressivo livro de visitas assinado pelos milhões de fiéis que ali desfilam anualmente.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Apelo de Nossa Senhora para formar uma grande aliança

Lourdes: o mundo inteiro geme nas trevas e na dor como o filho pródigo
Lourdes: o mundo inteiro geme nas trevas e na dor como o filho pródigo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






continuação do post anterior: Em Lourdes, Nossa Senhora fez uma irrupção decisiva


Lourdes é, pois, um formidável apelo de Nossa Senhora a seus filhos, para que se aliem e empreendam sob o manto d’Ela essa batalha já engajada, a qual há de culminar com o triunfo final predito em Fátima.

Enunciara-o o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira nas páginas de Catolicismo, por ocasião do centenário das aparições.

Lourdes é para o mundo inteiro o primeiro marco do ressurgimento contra-revolucionário:

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Em Lourdes, Nossa Senhora fez uma irrupção decisiva

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Quem volta de uma peregrinação a Lourdes traz gravada no coração algo como uma reprodução da gruta de Massabielle.

Para ela voltar-se-á com saudade e confiança nas horas mais difíceis, com a certeza de ser atendido.

E basta recordar-se dessa lembrança para fazer renascer em si o desejo ao mesmo tempo inefável e irrefreável de algum dia retornar à gruta de Nossa Senhora.

O que visa Nossa Senhora, inspirando esses sentimentos no mais fundo das almas?

Na abertura do Jubileu do 150º aniversário das aparições de Lourdes, o Cardeal Ivan Dias, então Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Legado Papal, pronunciou uma alocução merecedora de apurada meditação.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Como foi a 1ª aparição: à procura de gravetos para suportar o frio

Lourdes, Massabielle em 1858
Uma das primeiras fotos da Gruta.
É de se observar que a imagem atual ainda não havia sido instalada,
e muitas pedras originais ainda não haviam sido removidas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









Todavia, naquele 11 de fevereiro a luta pela vida continuou implacável.

O pai, Francisco, deitou-se entre esgotado e deprimido.

O frio em Lourdes corta a pele como uma navalha e não havia lenha na lareira.

Bernadette prontificou-se a colher gravetos num bosque vizinho. Iria junto com umas amigas que também tinham necessidade.

Louise, a mãe, não queria pois a saúde de Bernadette, que padecia de asma, andava fraca.




Porém, a necessidade e a insistência da filha levaram-na a aceitar. Aliás, Louise, ainda venderia uma parte daqueles gravetos e conseguiria fazer mais uma pobre sopa quente para o marido e os filhos naquela noite.

Bernadette foi, como sempre, levando seu terço no bolso. A mãe fez questão que voltasse para assistir às vésperas na igreja.

As meninas partiram com a ingênua alegria das almas sofridas, despretensiosas, generosas e sacrificadas.

Elas discutiram um pouco onde achar os melhores gravetos sem contrariar os proprietários dos bosques. Disputaram um pouquinho sobre o caminho a percorrer. Afinal puseram-se de acordo. Bernadette saiu na frente indicando a estrada.

Ouçamo-la contar ela própria o que então sucedeu.

“A primeira vez que fui à gruta, era quinta-feira, 11 de fevereiro. Fui para recolher galhos secos com outras duas jovens.

“Quando estávamos no moinho, eu lhes perguntei se queriam ver onde a água do canal se encontrava com o Gave. Elas me responderam que sim. De lá, seguimos o canal e nos encontramos diante de uma gruta, não podendo mais prosseguir.

“Minhas duas companheiras se colocaram em condição de atravessar a água que estava diante da gruta. Elas a atravessaram e começaram a chorar. Perguntei-lhes por que choravam, e disseram-me que a água estava gelada.

“Pedi que me ajudassem a jogar pedras na água, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas disseram-me que devia fazer como elas, se quisesse. Fui um pouco mais longe, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas não poderia”.

Lourdes, a GrutaEsta preocupação se explica porque Bernadette sofria de asma, e a mãe não queria que tomasse friagem. Prossegue o relato:

“Então, regressei diante da gruta e comecei a tirar os sapatos. Tinha acabado de tirar a primeira meia, quando ouvi um barulho como se fosse uma ventania.

“Então girei a cabeça para o lado do gramado, do lado oposto da gruta. Vi que as árvores não se moviam, então continuei a tirar meus sapatos.

“Ouvi mais uma vez o mesmo barulho. Assim que levantei a cabeça, olhando a gruta, vi uma Dama vestida de branco.

“Tinha um vestido branco, um véu branco, um cinto azul e uma rosa em cada pé, da cor da corda do seu terço.

“Eu pensava ser vítima de uma ilusão. Esfreguei os olhos, porém olhei de novo e vi sempre a mesma Dama. Coloquei a mão no bolso, para pegar o meu terço. Queria fazer o sinal da cruz, mas em vão. Não pude levar a mão até a testa, a mão caía.

“Então o medo tomou conta de mim, era mais forte que eu. Todavia, não fugi. A Dama tomou o terço que segurava entre as mãos e fez o sinal da cruz. Minha mão tremia, porém tentei uma segunda vez, e consegui. Assim que fiz o sinal da cruz, desapareceu o grande medo que sentia, e fiquei tranqüila.

Veja vídeo
“A canção de Bernadette”:
Um filme inesquecível
com toda a vida de Sta. Bernadete
Completo em português
“Coloquei-me de joelhos. Rezei o terço, tendo sempre ante meus olhos aquela bela Dama. A visão fazia escorrer o terço, mas não movia os lábios.

“Quando acabei o meu terço, com o dedo Ela fez-me sinal para me aproximar, mas não ousei. Fiquei sempre no mesmo lugar. Então desapareceu imprevistamente.

“Comecei a tirar a outra meia para atravessar aquele pouco de água que se encontrava diante da gruta, para alcançar as minhas companheiras e regressarmos. No caminho de volta, perguntei às minhas companheiras se não haviam visto algo.

“— Não.

“Perguntei-lhes mais uma vez, e disseram-me que não tinham visto nada. Eu lhes roguei que não falassem nada a ninguém. Então elas me interrogaram:

“— E tu viste algo?
“Eu lhes disse que não.
“— Se não viste nada, eu também não.

“Pensava que tinha me enganado. Mas retornando a casa, na estrada me perguntavam o que tinha visto. Voltavam sempre àquele assunto. Eu não queria lhes dizer, mas insistiram tanto, que decidi dizê-lo, mas na condição de que não contassem para ninguém.

“Prometeram-me que manteriam o segredo. Mas assim que chegaram às suas casas, a primeira coisa que contaram foi que eu tinha visto uma Dama vestida de branco. Esta foi a primeira vez”.



Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário.