terça-feira, 13 de agosto de 2019

A Assunção: prêmio pelos sofrimentos da co-redenção

Assunção, Fra Angelico  (1395 – 1455), Google Cultural Institute.
Assunção, Fra Angelico  (1395 – 1455), Google Cultural Institute.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Nosso Senhor quis Ele mesmo subir aos céus contemplado pelos homens. Mas, também quis que a Assunção de Nossa Senhora para o Céu, depois da dEle, se desse diante do olhar humano.

Por quê?

Era preciso que a Ascensão fosse vista por homens que pudessem dar testemunho desse fato histórico duplo: não só de que Nosso Senhor ressuscitou, mas de que tendo ressuscitado Ele subiu aos céus.

Subindo ao Céu, Ele abriu o caminho para as incontáveis almas que estavam no Limbo esperando a Ascensão para irem se assentar à direita do Padre Eterno.

Antes de Nosso Senhor Jesus Cristo ninguém podia entrar no Céu. Ali só os anjos estavam lá.

Então Nosso Senhor, na Sua Humanidade santíssima, foi a primeira criatura – porque Ele ao mesmo tempo era Homem-Deus – que subiu aos Céus.

E enquanto Redentor nosso, Ele abriu o caminho dos Céus para os homens.

Também era preciso que Ele, que sofreu todas as humilhações, tivesse todas as glorificações.

E glória maior e mais evidente não pode haver do que o subir aos Céus.

Porque significa ser elevado por cima de todas as coisas da terra e unir-se com Deus Pai transcendendo esse mundo onde nós estamos para se unir eternamente com Deus no Céu Empíreo.

Jesus Cristo quis que Nossa Senhora tivesse a mesma forma de glória.

Assim como Ela tinha participado como ninguém do mistério da Cruz, que Ela participasse também da glorificação dEle.

A glorificação dEla se deu sendo levada aos céus.

Foi uma assunção e não uma ascensão. A ascensão foi a de Nosso Senhor ao céu por Sua própria força e poder.

A coroação no Céu foi a culminação da Assunção.
Fra Angelico  (1395 – 1455). Galeria degli Uffizi, Florença
A assunção não é igual. Nossa Senhora não subiu ao Céu por um poder próprio, mas pelo ministério dos anjos. Ela foi carregada aos céus pelos Anjos.

Foi a grande glorificação dEla nesta terra, prelúdio da glorificação dEla no Céu.

No momento em que Ela entrou ao Céu, Ela foi coroada como Filha dileta do Padre Eterno, como Mãe admirável do Verbo Encarnado e como Esposa fidelíssima do Divino Espírito Santo.

Nós devemos conceber a Assunção como um fenômeno gloriosíssimo.

Infelizmente, os pintores da Renascença para cá não souberam descrever a glória que cercou este espetáculo.

Quando se quer glorificar alguém, todo mundo se põe nos seus melhores trajes, na casa se exibem os melhores objetos, se ornamenta com flores, tudo aquilo que há de mais nobre é exibido para glorificar a pessoa a quem se quer homenagear.

Esta regra da ordem natural das coisas é seguida também no Céu. Então é claro que o maior brilho da natureza angélica, o fulgor mais estupendo da glória de Deus deve ter aparecido no momento em que Nossa Senhora subiu ao Céu.

Muitas vezes na história a presença dos anjos se faz sentir de um modo imponderável, embora não seja uma revelação deles.

Mas nesta ocasião, deveriam estar rutilantíssimos, num esplendor invulgar.

É natural também que o sol tenha brilhado de um modo magnífico, que o céu tenha ficado com cores variadas refletindo a glória de Deus como numa verdadeira sinfonia.

Assunção, igreja de São Cipriano, Londres
É natural que as almas das pessoas que estavam na terra tenham sentido essa glória de um modo extraordinário, a verdadeira manifestação do esplendor de Deus em Nossa Senhora.

Nenhum dos esplendores da natureza podia se comparar com o esplendor pessoal de Nossa Senhora subindo ao Céu.

À medida que Ela ia subindo, como num verdadeiro monte Tabor, a glória interior dEla ia transparecendo aos olhos dos homens.

O Antigo Testamento diz dEla: omnis glória eius filia regis ab intus ((Ps 44, 10) – toda a glória da filha do rei lhe vem de dentro.

Com certeza essa glória interna dEla se manifestou do modo mais estupendo quando, já no alto de sua trajetória celeste, Ela olhou uma última vez para os homens, antes de deixar definitivamente esse vale de lágrimas e ingressar na glória de Deus.

Foi o fato mais esplendorosamente glorioso da história depois da Ascensão de Nosso Senhor.

Comparável apenas com o dia do Juízo Final em que Nosso Senhor Jesus Cristo virá em grande pompa e majestade para julgar os vivos e os mortos.

Junto com Ele, toda reluzente da glória dEle, aparecerá também Nossa Senhora. Nós devemos considerar aí a impressão que tiveram os apóstolos e os discípulos quando A viram subir ao Céu.

A tradição narra que o apóstolo São Tomé duvidou da Ascensão. Por isso foi convidado por Nosso Senhor a meter a mão na chaga sagrada do flanco dEle.

Ele recebeu a Pentecostes e ficou confirmado em graça e um grande santo.

Mas conta uma tradição venerável que, porque ele duvidou da Ascensão, na hora da morte e da Assunção de Nossa Senhora ele não estava presente.

Quando chegou Nossa Senhora já estava a certa distância da terra.

E ali vemos a índole de Nossa Senhora super materna, incomparável. Quando

Foi um castigo pungente e merecido por uma culpa tão reparada. Então, conta-se que Ela sorrindo, concedeu uma graça a ele que não concedeu a nenhum outro:

Ela desatou o seu cinto e de lá de cima fez cair o cinto sobre ele, que ele recebeu – não como um perdão, porque ele já estava perdoado – mas como uma suprema graça, que era uma relíquia dEla atirada para ele do mais alto dos céus.

Assunção, col. UTS, manuscrito MS49
Assim faz Nossa Senhora quando tem algo a perdoar a algum filho muito dileto.

Ela pune às vezes, porque às vezes Ela nem sequer pune, mas Ela o faz com um sorriso tão bondoso, de um perdão tão completo e de uma graça tão grande que São Tomé poderia mostrar esse presente dizendo: “o felix culpa, ó culpa feliz! Eu tive a desgraça de duvidar de meu Salvador, mas em compensação eu tive a felicidade de receber esta relíquia direta e celeste de minha Mãe Santíssima”.

O último favor dEla, a amenidade mais extrema, a bondade mais suave Ela deu exatamente a São Tomé.

Isto nos deve encorajar.

Não há nenhum de nós que não tenha falhas, não tenha algum perdão a pedir.

Nós devemos pedir a Nossa Senhora na festa da Assunção que Ela olhe para nossas falhas, e nos dê um perdão.

Se nós chegarmos atrasados, que Ela nos dê o favor especial, particularmente rico e suave, de maneira tal que quando os acontecimentos anunciados por Nossa Senhora em Fátima nós estejamos prontos.

Em Fátima durante no milagre do sol, esse se manifestou de um modo tão esplêndido, num espetáculo de terribilidade.

Na Assunção de Nossa Senhora poderemos ir nos preparando para os grandes momentos previstos em Fátima com a certeza de que Ela nos sorrirá com a super maternidade com que tratou a São Tomé.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de palestra de 10.8.1968, sem conferição do autor)



Vídeo: Assunção da imagem de Nossa Senhora em Cantillana, Espanha, 2017





O mesmo ato da assunção, completo, em 2013



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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

O que Nossa Senhora quer de nós com Lourdes - 2


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Coligação dos filhos da luz, fiéis a Nossa Senhora

As aparições de Lourdes constituem um capítulo decisivo na intervenção materna de Nossa Senhora para quebrar o curso devastador da Revolução.

A isso se referiu o Cardeal Ivan Dias, dizendo que  

“a Virgem está tecendo uma rede de filhos e filhas espirituais, para lançar uma forte ofensiva contra as forças do maligno para encarcerá-lo e assim preparar a vitória final de seu Divino Filho Jesus Cristo”. 

E acrescentou que os católicos sensíveis ao apelo de Lourdes estão convocados a se congregarem nessa luta contra o mal. Portanto — seja-nos permitido acrescentar —, a se unirem à Contra-Revolução no combate à Revolução gnóstica e igualitária.

Engajar-se, sim. Mas com que armas?

Para o Cardeal Dias, em primeiro lugar, “a conversão do coração” ― a conversão que Nossa Senhora pediu, em termos cada vez mais prementes, a Santa Catarina Labouré, em La Salette, em Lourdes e em Fátima.

Em seguida, a recitação quotidiana do rosário, a devoção ao Santíssimo Sacramento e a aceitação e oferecimento dos próprios sofrimentos pela salvação do mundo. 

Eis, pois, as nossas armas: uma conversão sincera e profunda, com a mudança de vida que ela importa; e essas santas devoções voltadas monarquicamente a Nosso Senhor Jesus Cristo, pela intercessão onipotente de Maria Santíssima.

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quarta-feira, 31 de julho de 2019

O que Nossa Senhora quer de nós com Lourdes - 1

Luis Dufaur
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Quem volta de uma peregrinação a Lourdes traz gravada no coração algo como uma reprodução da gruta de Massabielle.

Para ela voltar-se-á com saudade e confiança nas horas mais difíceis, com a certeza de ser atendido.

E basta recordar-se dessa lembrança para fazer renascer em si o desejo ao mesmo tempo inefável e irrefreável de algum dia retornar à gruta de Nossa Senhora.

O que visa Nossa Senhora, assim agindo no mais fundo das almas?

O início do Jubileu de Lourdes trouxe-nos uma luminosa resposta a esta interrogação.

Sobre Lourdes, as palavras do Legado Pontifício

Abrindo o ano jubilar de Lourdes, o Cardeal Ivan Dias, então Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Legado Papal, pronunciou uma alocução merecedora de apurada meditação.

Começou qualificando as aparições a Santa Bernadette Soubirous de “autênticas irrupções marianas na história do mundo”. 

Não se trata, portanto, de aparições fechadas em si mesmas.

Pelo contrário, elas se encaixam “na luta permanente e feroz entre as forças do bem e as forças do mal, desde o início da história humana, e que continuará até o final”.

Nessa imensa luta histórica, as aparições de Lourdes “marcam a entrada decisiva da Virgem no cerne das hostilidades entre Ela e o diabo, como está descrito no Gênesis e no Apocalipse”.

Referia-se o representante do Papa à realidade fundamental que marca a existência da humanidade neste vale de lágrimas.

Isto é, a luta da Santíssima Virgem e os filhos da luz seus seguidores, de um lado, contra o demônio, a serpente infernal, e seus sequazes, os filhos das trevas.

O Gênesis registra-a assim: “O Senhor Deus disse à serpente: [...] Porei inimizades entre ti e a mulher, entre a tua posteridade e a sua. Ela te pisará a cabeça e tu armarás traições ao seu calcanhar” (Gen. 3, 14-15).


Soldados poloneses rezam diante da Gruta
Esta inimizade basilar está hoje longe de ter amainado, explicou o Cardeal.

Pelo contrário, “é ainda mais encarniçada do que em tempos de Bernadette”.

É uma autêntica batalha, que “causa inumeráveis vítimas em nossas famílias e entre nossos jovens”.

Em consequência dessa guerra movida pelo demônio e seus sequazes, o mundo “está sendo engolido espantosamente na voragem de um laicismo que quer criar um mundo sem Deus”.

Reproduzindo as palavras do então Cardeal Wojtyla, acrescentou que na nossa época está em curso “o maior combate que a humanidade jamais tenha visto”, isto é, a “luta final entre a Igreja e a anti-Igreja, entre o Evangelho e o anti-Evangelho”. ( )

As palavras do eminente purpurado nos trazem à mente o ensinamento fundamental do preclaro Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sobre essa imensa guerra contra a Igreja e a Civilização Cristã, que desde o fim da Idade Média vem sendo conduzida pela Revolução gnóstica e igualitária.

Uma guerra que visa impor aos homens um mundo anárquico, visceralmente anticristão, caracterizado pela igualdade absoluta e a liberdade também absoluta em relação a toda lei, natural ou divina.

Em face de essa revolta, animada pelo espírito de Lúcifer, ergue-se a Contra-Revolução, que ele assim define lapidarmente:

“Se a Revolução é a desordem, a Contra-Revolução é a restauração da Ordem. E por Ordem entendemos a paz de Cristo no reino de Cristo. Ou seja, a civilização cristã, austera e hierárquica, fundamentalmente sacral, anti-igualitária e antiliberal”.


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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Na cura surpreendente de Antonietta Raco, Nossa Senhora passou por cima do medo da "eutanasia"

Antonietta Raco conta como se passou
Luis Dufaur
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O bispo de Tursi-Lagonegro, Itália, foi dos primeiros a anunciar a cura surpreendente de Antonietta Raco, paralisada desde 2005 por causa de uma esclerose lateral amiotrófica (SLA) e curada após uma peregrinação a Lourdes em 2009.

Sobre este caso já tivemos ocasião de publicar um post que inclui vídeo da curada caminhando no hospital de Turim.

Recebemos agora a indicação de página na Internet que reproduziu o testemunho da agraciada contando como aconteceu, o que ela sentiu e o que as testemunhas viram.

Pasmo e emoção dos especialistas

Antonieta, 50, vive em Francavilla in Sinni, cidadinha perto da cidade de Potenza, na região de Basilicata (sul da Itália).

Veja vídeo
Temia ser "eutanasiada"
e Nossa Senhora a curou
Ela vinha sendo tratada num grande hospital longe de seu lar: o hospital Le Molinette, em Turim, no norte da Itália. Após começar a caminhar maravilhosamente, ela voltou ao hospital onde o professor Adriano Chiò declarou:

“Jamais vi um caso do gênero em doentes de esclerose lateral amiotrófica. O diagnóstico era inequívoco: ela tinha uma forma da doença de evolução lenta.

Prof. Adriano Chiò responsável pelo caso
“É uma doença que pode diminuir de velocidade e, no máximo parar, mas não acreditamos possível que melhore, porque atinge os neurônios irreversivelmente”.

“O que nos temos visto por agora é uma regressão da doença, coisa que cientificamente nós acreditamos impossível em pacientes atingidos pela esclerose lateral amiotrófica”.

Em agosto de 2009, Antonieta narrou ao diário do episcopado italiano “Avvenire” o a consulta ao médico:

“Eu tinha presa para ver os médicos. Esperava que algum deles dissesse que eu não tinha mais nada.

“Na consulta, eu vi o estupor dos especialistas. O professor Chiò quis que eu contasse tudo o que me aconteceu sem esconder nada. Ele ficou estupefato e me disse: “Fiquei sem voz”.

Ele mandou fazer novos exames e proibiu suspender a terapia. E, sem acrescentar mais nada me abraçou. Ficamos todos emocionados. “Eu vou rezar sempre por ele desejando que se descubra logo a cura da SLA”.

Antonieta entra caminando no hospital
Como aconteceu a cura?

O medo de ser “eutanasiada”. Valor religioso da vida.

Antonieta contou a “Avvenire”:

“Em Lourdes, eu não pedi um milagre. Eu pedi a Nossa Senhora forças para viver com dignidade cada instante de vida que me restava.”

Antonieta tinha pânico de acontecer com ela o que foi feito com Piergiorgio Welby e Eluana Englaro. Este último caso é mais conhecido no Brasil: ela foi “eutanasiada” ‒ leia-se assassinada ‒ por decisão do Judiciário contra o protesto universal do mundo católico, especialmente dos católicos italianos.

Esses casos “impressionaram-me. Interromperam os auxílios vitais para essas pessoas. Eu rezei para que não me acontecesse nada parecido.

“A vida deve ser vivida sempre e em todas as circunstâncias, até o fim. Eu também rezei por uma menina de minha aldeia atingida ela também pelo SLA”.

Quando foi tomar banho nas piscinas de Lourdes:
Entrada das piscinas em Lourdes
“Entrando na água fui ajudada por três damas, dois delas afastaram-se logo e outra continuou me ajudando, mas enquanto ela agia senti a presença de mais alguém que segurava meu pescoço.

“Tentei virar-me para ver quem era, mas não tinha ninguém. Então senti uma grande dor nas pernas e depois um alivio.

“Foi nesse momento que eu ouvi, na minha esquerda uma voz feminina belíssima, delicada, tenra, leve. Jamais ouvi algo semelhante. O único fato de ouvi-la me aliviava fisicamente.

“Ela me dizia: “Não tenhas medo, não tenhas medo!” Mas, eu tremia, eu tinha muitíssimo medo, inclusive porque era a única que ouvia essa voz”.

O testemunho do bispo

O bispo diocesano de Tursi-Lagonegro, Dom Francescantonio Nolè, O.F.M.Conv, também contou ao mesmo jornal o que ele viu.

D.Francescantonio Nolè, bispo de Tursi-Lagonegro
“Esta senhora foi a Lourdes só para pedir morrer em paz”. Ela dizia: “Eu não quero acabar como Welby, eu quero que seja o Senhor, que é o dono da vida, que pegue minha vida em suas mãos”.

“Em Lourdes, após receber esta grande graça, a senhora não falou para ninguém: ela manteve o segredo durante três dias. Quando ela voltou a casa, ela ouviu uma voz interior que a convidava: “Conta! Fala!”

“Ela então me perguntou: “O que é que eu devo dizer? Eu não mereço, eu sou indigna...” Eu lhe disse, tranqüilizando-a, que o Senhor concede estas graças não somente para ela, mas para toda a comunidade e para todos os que vão apreender, e de fato estamos vivendo as conseqüências positivas”.

Na hora de contar ao marido

Na tarde do dia 5 de agosto de 2009, após a romaria a Lourdes, Antonieta ouviu de novo a mesma voz. Até aquele momento ela não tinha contado nada a ninguém.

Relata ela: “Eu estava sentada no canapé, meu marido estava a poucos metros de mim.

“Eu ouvi de novo e claramente a mesma voz de Lourdes: “Chama-o, conta para ele”. E eu dizia para mim mesma: “Mas o que devo lhe dizer?”

“E ouvi ainda: “chama teu marido e fala para ele”. Então chamei a meu marido Antonio, e eu me pus de pé, caminhei alguns passos e virei sobre mim mesma. Ele não acreditava no que estava vendo. E então lhe contei tudo”.

Antonietta Raco tem vivo desejo de voltar para Lourdes “mas como benévola, para ajudar os doentes, assim como outros me ajudaram”.

O bispo sublinha os efeitos desta cura: “Isto trouxe de volta o fervor para aqueles que tinham fé, chacoalhou as consciências tíbias ou apáticas.

“Muitos prometeram ir a Lourdes e se porem a serviço dos doentes. Os doentes dizem: “eis que essa mulher recebeu o milagre, mas ela nada pedira”.

Vídeo: Lourdes: temia ser "eutanasiada" e obteve a cura




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domingo, 14 de julho de 2019

O escapulário de Nossa Senhora do Carmo
e a mais antiga devoção marial do mundo

Nossa Senhora do Carmo, São João del Rei
Nossa Senhora do Carmo, São João del Rei
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Ordem do Carmo foi fundada pelo Profeta Elias, tendo sido Santo Eliseu seu sucessor e sendo conhecida no Antigo Testamento como a “escola dos profetas”. Tal vez o próprio São João Batista tenha se ligado a ela.

Alguns acham que até Nosso Senhor Jesus Cristo os frequentou durante o período de sua vida no deserto.

O fato é que a Ordem do Carmo representa o primeiro filão da devoção marial no mundo, em virtude da famosa visão do profeta Elias de uma nuvenzinha que preanunciou uma imensa chuva após uma seca devastadora.

A nuvenzinha foi uma prefigura de Nossa Senhora, Mãe dAquele que atrairia um sem-fim de graças para o mundo.

Santo Elias, fundador do Carmo, mosteiro de La Encarnación, Ávila, Espanha
Santo Elias, fundador do Carmo,
primeiro devoto de Nossa Senhora,
mosteiro de La Encarnación,
Ávila, Espanha
“41. Então Elias disse a [o rei] Acab: Vai, come e bebe, porque já ouço o ruído de uma grande chuva.

“42. Voltou Acab para comer e beber, enquanto Elias subiu ao cimo do monte Carmelo, onde se encurvou por terra, pondo a cabeça entre os joelhos.

“43. Disse ao seu servo: Sobe um pouco, e olha para as bandas do mar. Ele subiu, olhou (o horizonte) e disse: Nada. Por sete vezes, Elias disse-lhe: Volta e (olha).

“44. Na sétima vez o servo respondeu: Eis que, sobe do mar uma pequena nuvem, do tamanho da palma da mão. Elias disse-lhe: Vai dizer a Acab que prepare o seu carro e desça, para que a chuva não o detenha.

“45. Num instante, o céu se cobriu de nuvens negras, soprou o vento e a chuva caiu torrencialmente.” (I Reis, 18, 41-45
A mais antiga invocação de Nossa Senhora no mundo é “Virgo Flos Carmelij”, ou “Virgem Flor do Monte Carmelo”.

O Carmo representa o extremo da devoção a Nossa Senhora, que lutará no fim do mundo contra o Anticristo e contra os últimos inimigos de Nosso Senhor.

Ela constitui uma ponte desde o início da devoção a Nossa Senhora no mundo, séculos antes dEla ter nascido, até a luta contra os últimos inimigos de Nossa Senhora no fim do mundo. Contra esses virá lutar precisamente Santo Elias como está anunciado no Apocalipse.

Nossa Senhora dá o escapulário do Carmo a São Simão Stock. Anônimo, Sainte Marie-aux-Mines, França.
Nossa Senhora dá o escapulário do Carmo a São Simão Stock.
Anônimo, Sainte Marie-aux-Mines, França.
O Carmo desde muito cedo cultivou a verdadeira devoção a Nossa Senhora pregada por São Luís Maria Grignion de Montfort.

Fica fácil compreender a importância da emergência diante da qual São Simão Stock foi levado a realizar o seu apostolado.

Os carmelitas reconstituídos no tempo das Cruzadas, tiveram que abandonar a Terra Santa perseguidos pelos invasores islâmicos e passaram para o Ocidente.

Mas no Ocidente havia indiferença para com eles, não eram compreendidos e estavam meio dispersos.

São Simão Stock (1165 aprox - 1265), era o Geral deles, mas não exercia uma autoridade efetiva porque a Ordem do Carmo era como os destroços boiando sobre um mar revolto de um navio, a estrutura jurídica, coesa e uniforme, capaz de conservar, promover e transmitir um espírito à posteridade.

Nessa situação, rezando a Nossa Senhora com muita devoção, num convento de Cambridge, na Inglaterra, pediu que Ela não deixasse morrer a Ordem do Carmo.

No auge dessa aflição Nossa Senhora lhe apareceu, e lhe deu o escapulário do Carmo, que é o escapulário grande da Ordem que é como que uma libré, que se coloca sobre a túnica.

Ao mesmo tempo, revelou o famoso privilégio sabatino, ligado a quem usa piedosamente o escapulário do Carmo: a graça da perseverança final.

E se vai para o purgatório, será liberto no primeiro sábado que ocorrer depois da sua morte.

Escapulário do Carmo (deve ser de tecido, mas a imagem não é obrigatória).
Escapulário do Carmo (deve ser de tecido, mas a imagem não é obrigatória).
Então, depois dessa intervenção de Nossa Senhora, a Ordem começou a florescer e ao Ocidente, para falar senão em três pessoas, Santa Teresa, a Grande; São João da Cruz e Santa Teresinha do Menino Jesus.

Para não falar em outros santos, são três sóis no firmamento da Igreja.

Mais ainda do que isso, Nossa Senhora assegurou a continuidade da Ordem até os últimos dias.

São Simão Stock cumpriu uma missão enorme. Ele foi o traço entre a vida ocidental e a vida oriental da Ordem num momento em que essa espécie de istmo, entre dois continentes históricos, se adelgaçava parecendo sumir, Nossa Senhora interveio para salvá-la e lhe dar muito mais do que tinha antes.

A Ordem teve, no Ocidente, uma prosperidade muito maior do que teve no Oriente.

E com esses dois privilégios, Nossa Senhora transmitiu uma ideia exata de como se deve confiar nEla e de qual é o papel dEla nas obras que Ela ama.

Porque nas obras que Ela ama, as coisas podem chegar a ponto de se estraçalhar quase que completamente.

Mas quando tudo fica perdido, é o momento que Ela reserva para intervir.

As grandes intervenções de Deus são precedidas por uma fase onde tudo fica perdido, para ficar inteiramente claro que nenhum socorro humano adianta de nada.

São Simão Stock, Sabang Baliuag, Bulacan, Filipinas
São Simão Stock, Sabang Baliuag, Bulacan, Filipinas.
O santo inglês recebeu o escapulário de Nossa Senhora
Depois que ficou provado que tudo quanto era humano fracassou, na desolação e no caos, Nossa Senhora intervém e salva a situação.

Foi o que Ela fez com a Ordem do Carmo. Quer dizer, uma lição de confiança magnífica.

Há um fato da história francesa que também se aplica ao momento atual: havia um general ruim defendendo a praça de guerra de Cremona.

Os inimigos investiram, o general saiu a combate e acabou preso. Mas os inimigos não conseguiram tomar a praça porque um outro general mais competente começou a dirigir a defesa.

Então, os franceses fizeram uma cançãozinha, que era mais ou menos assim:

– Français rendez grâce à Belone – Belona era a deusa da guerra – car votre bonheur est sans égal; vous avez gardé Cremone e perdu votre géneral.

– Franceses agradecei a Belona – a deusa da guerra – porque vossa felicidade não tem igual: vós conservastes Cremona e perdestes vosso general.

Na crise atual, nós também guardamos o escapulário e perdemos os maus generais.

Enquanto tudo desaba ou é abandonado, no fundo ficamos soberanamente bem servidos com a situação.

É uma lição de confiança em Nossa Senhora do Carmo no dia de sua festa.










Vídeo: Procissão de Nossa Senhora do Carmo 2016 em São João del Rei, MG





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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Nossa Senhora cura o corpo, porque quer curar a alma

Luis Dufaur
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Há uma certa tendência um pouco exagerada para pedir favores materiais.

Essa desdenha os favores espirituais, mas se impressiona muito com as graças de Lourdes no que têm de material.

Vamos falar como amigos.

Compreendam que os favores materiais que Deus dá são de fato favores.

E favores que a gente deve pedir.

Mas que eles só visam elevar a nossa alma a desejar os favores espirituais.

As graças para a alma.

É por aí que verdadeiramente Deus atrai as almas para Ele.

Não se pense que a cura de Lourdes é só porque Nossa Senhora tem pena do homem que é capenga.

No sentido físico da palavra, Ela corrige o coxo, tem pena dele, tem gosto em corrigir a capenguiçe do coxo, é claro.

Mas muito mais do que tudo Ela quer fazer um bem para a alma dele.

E serve-se de um milagre físico, para fazer bem para a alma dele e dos outros que vêem isto.

E o bem que no caso está em vista é uma grande fé na verdade de que Ela é medianeira todas as graças.

Vamos frequentar a cerimônia das velas de São Braz.

Aquele mundo de gente, no meio do qual estamos nós, vai lá para se proteger contra a dor de garganta.

Numa paróquia de São Paulo a fila demorou quarenta.

Delizia Cirolli, miraculada em Lourdes
De gente que foi lá com medo de dor de garganta.

É claro que Nossa Senhora ama, preza, de nos livrar de um mal da garganta, nos casos em que esse mal não nos conduza para a salvação.

Porque às vezes uma dor da garganta, e às vezes muita doença faz muito bem para muita gente.

Se não houvesse doença na terra, o inferno estaria muitíssimo mais cheio do que está.

Portanto, não é qualquer doença que Nossa Senhora cura.

Mas quando é o caso de curar, Ela cura com amor materno, gosta muito de curar.

Ela cura para que?

Para fazer sentir às pessoas a bondade dEla.

E para lhes estimular o desejo de se curarem dos males, das doenças da alma.

Para adquirirem os bens da alma; é para isso que Ela faz.

E é assim que a cura do corpo visa sobretudo a cura da alma.


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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Lourdes iniciou a salvação
no naufrágio universal dos homens

Atentado destruiu imagem de Nossa Senhora de Lourdes em Valparaiso, Antioquia, Colômbia
Atentado destruiu imagem de Nossa Senhora de Lourdes
em Valparaiso, Antioquia, Colômbia
Luis Dufaur
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Quantas vezes pensando na maldade que se estadeia nos grandes meios de comunicação ou até mesmo na vida de todos os dias a gente é levada a pensar que o inimigo está mais forte do que nunca!

Há almas boas, há movimentos bons, mas diante de tanto poder do mal, poder-se-ia perguntar, o que resulta para a Igreja diante de tão poderosos adversários externos e internos?

Alguém me dizia que a julgar pelo que acontecia com ele todos os dias só falta choverem canivetes.

Tudo fala de crime, corrupção, impiedade, falta de respeito às coisas mais sagradas, da família, dos pais, dos professores, da lei, etc.

Não parece que nos aproximamos daquela era sonhada pelos iluministas há tantos séculos, de naturalismo dominado pela técnica materialista; da república universal ferozmente igualitária onde foram varridos todos os resquícios de uma religião sobrenatural?

Não está aí o comunismo, não está aí o perigoso deslizar da própria sociedade ocidental, pretensamente anticomunista, mas que no fundo também caminha para a realização de um mundo sem lei e sem moral, sem família e sem bons costumes?

Jesus da Sentença, Sevilha. Ele é o grande perseguido na era dos 'direitos do homem'
Jesus da Sentença, Sevilha.
Ele é o grande perseguido na era dos 'direitos do homem'
O mundo inteiro geme nas trevas e na dor.

Sim. E se aproxima a um perigo difuso, mas geral, que é até maior do que se pensa.

E enquanto vai tomando forma um sinistro desígnio sobre o mundo, um profundo, um imenso, um indescritível mal-estar se vai apoderando dele.

É um mal-estar muitas vezes inconsciente, que se apresenta vago e indefinido até mesmo quando é consciente, mas que ninguém ousaria contestar.

Dir-se-ia que os homens todos sofrem violência, que estão sendo postos em uma fôrma que não convém à sua natureza, e que todas as suas fibras sadias se contorcem e resistem.

Há um anseio imenso por outra coisa, que ainda não se sabe qual é.

Mas, enfim, fato talvez novo desde que começou, no século XV, o declínio da civilização cristã, o mundo inteiro geme nas trevas e na dor.

Ele está precisamente como o filho pródigo quando chegou ao último da vergonha e da miséria, longe do lar paterno.

É um paradoxo, mas no próprio momento em que a iniquidade parece triunfar, há algo de frustrado em sua aparente vitória.

Sim, como o filho pródigo que olhando para as bolotas dos porcos começou a lembrar da casa paterna.

Quem o visse de fora miserável e pesaroso poderia dizer: “esse homem está acabado!”

Mas quem pudesse auscultar seu coração com fé, diria o oposto: “nesse homem começou a restauração!”

O saudoso Papa Pio XII com a coroa pontifícia (tiara)
na sedia gestatoria, em Roma.
Num certo momento, o filho pródigo vencendo sua miséria moral, se ergue, começa a caminhar e escolhe uma direção definida.

Ele não suporta mais esse estado e começa a retornar à casa paterna.

No fundo do descontentamento com sua merecida desgraça, brota um pedido regado com lágrimas: “Perdão, meu pai, perdão!”

A experiência nos mostra que é de quedas e descontentamentos assim que também nascem as grandes surpresas da História.

À medida que a contorção se acentuar, acentuar-se-á o mal-estar geral. Então, quem poderá dizer os magníficos sobressaltos de alma que daí podem provir?

No extremo do pecado e da dor, está muitas vezes, para o pecador, a hora da misericórdia divina...

Ora, este sadio e promissor mal-estar que se alastra pelo mundo é, a meu ver, um fruto da ressurreição da fibra católica.

Ressurreição essa que repercute favoravelmente sobre o que há de restos de vida e de sanidade em todas as áreas de cultura do mundo, da política, da religião, etc.

A grande conversão do filho pródigo aconteceu no momento em que seu espírito embotado pelo vício adquiriu nova lucidez.

Jesus está a toda hora batendo na porta da alma pecadora
Jesus está a toda hora
batendo na porta da alma pecadora
Quando sua vontade adquiriu novo vigor na meditação da situação miserável em que caíra, e da torpeza de todos os erros que o haviam conduzido para fora da casa paterna.

Tocado pela graça, encontrou-se, com mais clareza do que nunca, diante da grande alternativa: ou arrepender-se e voltar, ou perseverar no erro e aceitar até o mais trágico final as suas consequências.

Tudo quanto a educação reta do pai nele implantara de bom, renasceu maravilhosamente nesse instante doloroso, mas providencial.

No momento em que a tirania dos maus hábitos nele se afirmava quiçá mais terrível do que nunca, deu-se o embate interno.

Ele escolheu o bem. E o resto da história, pelo Evangelho o conhecemos.

Não nos estaremos aproximando desse momento?


Todas as graças acumuladas para a humanidade pecadora pela devoção à Sagrada Eucaristia, a Nossa Senhora e ao Papado não produzirão a grande conversão?

Essa não poderá acontecer precisamente nos lances trágicos de uma crise apocalíptica que parece inevitável?

Aqui se encaixa o grande ensinamento de Lourdes.

Estamos vivendo uma terrível hora de em que as recusas dos homens caem sobre eles como generalizados castigos.

Mas essa hora também pode ser a ocasião admirável da misericórdia. E misericórdia rima com Lourdes.

A condição para obter o milagre da graça é que olhemos para Maria, a Estrela do Mar, que nos guia em meio às tempestades desde sua gruta sagrada em Lourdes.

As misericórdias de Nossa Senhora em Lourdes não têm limites. Teremos nós pena e pediremos perdão por nossas faltas?
As misericórdias de Nossa Senhora em Lourdes não têm limites.
Teremos nós pena e pediremos perdão por nossas faltas?
Durante mais de cem anos, movida de compaixão para com a humanidade pecadora, Nossa Senhora tem alcançado para nós os mais estupendos milagres.

Esta piedade de Mãe jamais se extinguiu.

Têm fim as misericórdias de uma Mãe, e da melhor das mães?

Não, não tem. Quem ousaria afirmá-lo?

Se alguém duvidasse, Lourdes lhe serviria de admirável lição de confiança. Nossa Senhora há de nos socorrer.

Já está vindo em nosso socorro. Ouçamos seus passos ainda que nossos ouvidos tenham ficado surdos.

Eles se fazem sentir nas almas que a invocam do fundo de sua dor: Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!


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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Nossa Senhora de Lourdes há de nos socorrer

"A última onda", Emilio Ocón y Rivas, detalhe
"A última onda". Emilio Ocón y Rivas (1845- 904), Museu de Málaga
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Nossa Senhora de Lourdes há de nos socorrer.

Essa expressão em parte é verdadeira, e em parte falsa.

Paradoxo? Não.

Na realidade Ela já começou a nos socorrer.

A definição dos dogmas da Imaculada Conceição e da infalibilidade papal pelo Beato Papa Pio IX, a renovação da piedade eucarística nos fastos mariais do pontificado subsequente de São Pio X, foram passos precursores decisivos.

Nossa Senhora apareceu em Fátima sob o pontificado de Bento XV.

Em 13 de maio de 1917, deu-se a primeira da série de aparições.

Desde o pontificado de Pio XI, a mensagem de Fátima se foi espraiando suave e seguramente por toda a terra.

Enquanto isso, crescia a devoção a Nossa Senhora de Lourdes confirmando o dogma que está no início desse processo de conversão: “Eu sou a Imaculada Conceição!”

Em La Salette, no ano de 1846, Nossa Senhora tinha descrito toda a dimensão do drama que se aproximava.