sábado, 20 de abril de 2019

A alegria do encontro de Jesus ressuscitado com Nossa Senhora

Jesus ressuscitado vai primeiro ao encontro de Nossa Senhora. Juan de Flandes, (1460 — 1519) Metropolitan Museum of Art, NYC
Jesus ressuscitado vai primeiro ao encontro de Nossa Senhora.
Juan de Flandes, (1460 — 1519) Metropolitan Museum of Art, NYC
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Assim que a alma de Nosso Senhor voltou ao corpo, Ele apareceu a Nossa Senhora.

Como terá sido esse encontro?

Ele pode ter aparecido como Senhor esplendoroso, Rei, como nunca ninguém foi nem será rei.

Ou, com um sorriso que lembrava o primeiro olhar no presépio de Belém. O que Ele comunicou a Ela?

O que Nossa Senhora terá dito, vendo-O e amando-O perfeitamente?

Foi o primeiro louvor que Jesus recebeu após a Ressurreição, feito em nome da Igreja toda.

Quando as cidades eram pouco ruidosas, ouvia-se o bimbalhar dos sinos ao meio- dia. Comemorava-se a Ressurreição.

Nas ruas, os moleques malhavam bonecos de Judas.

Aleluia cantava-se por toda parte. As pessoas cumprimentavam-se, distribuíam ovos de Páscoa.

As igrejas enchiam-se, a liturgia apresentava enorme pompa.

A dor do Calvário cedia ante a imensa alegria da Páscoa.

A alegria verdadeira, que não é filha do vício, mas fruto abençoado da virtude.

Quando Deus volta a sua Face para os homens, tudo se torna fácil, suave, alegre, brilhante. Pelo contrário, quando Ele desvia sua Face, os homens atraem épocas de castigo.

É como o sol que desaparece. Em que estado estamos nós, o mundo todo?

Ó Senhor Jesus, voltai para nós a vossa Face divina e olhai-nos com bondade. Nesse momento a graça há de nos iluminar, e sentir-nos-emos outros.

Que pelos méritos de vossa Ressurreição se congreguem os bons.

Que o Divino Espírito Santo lhes comunique força e valor para derrotar os inimigos da vossa Igreja.

Que Ele renove as almas, restaure as instituições, as nações e a Civilização Cristã.

Nós Vo-lo pedimos por meio de Nossa Senhora, Medianeira Onipotente e Co-redentora do gênero humano.



Vídeo: Procissão de Ressurreição em Cartagena (Espanha)




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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Jesus sepultado no Santo Sepulcro: Sábado Santo

Santo Enterro, Sevilha
Santo Enterro, Sevilha
Luis Dufaur
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O que se passou com os Apóstolos enquanto Nosso Senhor estava no sepulcro?

A Escritura nos diz pouco a esse respeito.

Qual terá sido o estado de espírito deles, quando Jesus morreu?

A terra tremeu, o céu trovejou, o véu do Templo se rasgou e os cadáveres dos justos percorriam a cidade com espantosa severidade.

O que eles sentiram?

Como deveriam estar abatidos, envergonhados e provavelmente dispersos!

Após o terremoto e as trevas, um trabalho misterioso da graça fê-los procurar Nossa Senhora. E procurando-A, encontraram-se uns aos outros.

Quando a Igreja Católica é crucificada, é o momento de se aproximar especialissimamente de Nossa Senhora.

Junto a Ela, confiar indefectivelmente na Igreja, amá-la acima de todas as coisas; vincularmo-nos a Ela, como filhos incondicionais.

Haverá um momento em que assistiremos à mais prodigiosa vitória da Igreja em todos os tempos. Nossa Senhora predisse em Fátima: ‘Por fim o meu Imaculado Coração triunfará’.

Toda vitória de Maria é [também] da Santa Igreja.

(Fonte: "Catolicismo", abril de 2003)






terça-feira, 16 de abril de 2019

O rosto de Jesus Cristo impresso em Notre Dame

A Paixão de Cristo e a Paixão da Igreja em nossos dias
A Paixão de Cristo e a Paixão da Igreja em nossos dias
Luis Dufaur
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“Eu não posso me esquecer que uma das viagens que eu fiz a Paris, eu cheguei à noitinha. Jantei, e fui imediatamente ver a Catedral de Notre-Dame.

Era uma noite de verão, não extraordinariamente bonita, comum.

A Catedral estava iluminada, e o automóvel em que eu vinha passava da rive gauche para a ilha, e eu via a Catedral assim de lado, e numa focalização completamente fortuita.

Ela me pareceu desde logo, naquele ângulo tomado assim, se acaso existisse ‒ em algum sentido existe ‒ eu diria que é tomado ao acaso, eu olhei e achei tão belo que eu fiquei com vontade de dizer ao automóvel:

“Para, que eu quero ficar aqui! Eu sei que o resto é muito belo, mas eu creio que poucos olharam essa Catedral desse ângulo e pararam.

“E eu quero ser dos poucos, para dar a Nossa Senhora o louvor deste ponto de vista aqui, que os outros talvez não tenham louvado suficientemente.

“Ao menos se dirá que uma vez, um peregrino vindo de longe amou o que muitos outros, por pressa, por isso ou por não terem recebido uma graça especial naquele momento para aquilo, não chegaram a amar.”

“E em todos os grandes monumentos da Cristandade, depois de admirar as maravilhas, eu tenho a tendência a ir admirando os pormenores, num ato de reparação, porque esses pormenores talvez não tenham sido amados como eles deveriam ser amados.

“E então fazer ao menos isto: amar o que deveria ter sido amado e que foi esquecido. É sempre a nossa vocação de levar à tona as verdades esquecidas, que os homens põem de lado.

“Eu fiquei encantado com a Catedral naquele ângulo.

“Depois dei a volta, e voltei para o hotel com a alma cheia.

“E se alguém naquele momento me lembrasse da palavra da Escritura:

“Eis a igreja de uma beleza perfeita, a alegria do mundo inteiro”, eu teria dito: “Oh! como está bem expresso! É bem o que eu sinto a respeito da Catedral.”

“E aí, do fundo de nossas almas, do fundo de nossas inocências, sobe uma coisa que é luz, superluz, mas ao mesmo tempo é penumbra ou é obscuridade sem ser treva.

“E é a ideia de todas as catedrais góticas do mundo, as que foram construídas, e as que não foram construídas, dando uma ideia de conjunto de Deus. Que, entretanto, ainda é infinitamente mais do que isso.

“Aí o espírito que inspirou todas essas catedrais nos aparece.

“E aí, realmente, mais nós vivemos no Céu do que na Terra.

“E aí o nosso desejo de uma outra vida, de conhecer um Outro, tão interno em mim que é mais eu do que eu mesmo sou eu, mas tão superior a mim que eu não sou nem sequer um grão de poeira em comparação com Ele, esse meu desejo se realiza.

“Eu digo: “Ah, eu compreendo, o Céu deve ser assim!”

“Nós amamos ainda mais o puríssimo Espírito, eterno e invisível, que criou tudo aquilo, para dizer:

“Meu filho, Eu existo. Ame-me e compreenda: isto é semelhante a Mim.

“Mas, sobretudo, por mais belo que isto seja, Eu sou infinitamente dessemelhante disto, por uma forma de beleza tão quintessenciada e superior, que é só quando me vires que verdadeiramente te darás conta do que Eu sou.

“Vem, meu filho. Vem, que eu te espero!

“Luta por mais algum tempo, que Eu estou me preparando para te mostrar no Céu belezas ainda maiores, na proporção em que for grande e dura a tua luta.

“Espera que, quando estiveres pronto para veres aquilo que Eu tinha intenção de que visses quando Eu te criei.

“Meu filho, sou Eu a tua Catedral!

“A Catedral demasiadamente grande! A Catedral demasiadamente bela!

“A Catedral que fez florescer nos lábios da Virgem um sorriso como nenhuma jóia fez florescer, nenhuma rosa, e nem sequer nenhuma das meras criaturas que Ela conheceu.”

“Essa Catedral é Nosso Senhor Jesus Cristo.

“É o Coração de Jesus que tirou do Coração de Maria harmonias como nada tirou. Ali, tu o conhecerás.”

“Ele disse dEle: “Serei Eu mesmo a vossa recompensa demasiadamente grande”.


Vídeo: O rosto de Jesus Cristo impresso em Notre Dame



(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 13/10/79, excerto sem revisão do autor)

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domingo, 14 de abril de 2019

A entrada de Jesus em Jerusalém no Domingo de Ramos

Jesus entrou num humilde burrico
Luis Dufaur
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No Domingo de Ramos, comemora-se a entrada triunfante de Nosso Senhor Jesus Cristo em Jerusalém.

No andor principal Nosso Senhor entra sobre um burrico na Cidade Santa.

No andor seguinte, a Mãe de Deus contempla a tragédia que se avoluma.

A entrada de Jesus em Jerusalém, no Domingo de Ramos, patenteia quanto o povo O apreciava incompletamente.

Aclamavam-No, é verdade, mas Ele merecia aclamações incomensuravelmente superiores, e uma adoração bem diversa!

Humildemente sentado num burrico, Ele atravessava aquele povo, impulsionando todos ao amor de Deus.

Em geral, as pinturas e gravuras O apresentam olhando pesaroso e quase severo para a multidão.

Para Ele, o interior das almas não oferecia segredo.

Ele percebia a insuficiência e a precariedade daquela ovação.

Nossa Senhora acompanhava passo a passo a tragédia
Nossa Senhora percebia tudo o que acontecia, e oferecia a Nosso Senhor a reparação do seu amor puríssimo.

Que requinte de glória para Nosso Senhor!

Porque Nossa Senhora vale incomparavelmente mais do que todo o resto da Criação.

Este é o lado misterioso da trama dos acontecimentos da Semana Santa.

Maria representava todas as almas piedosas que, meditando a Paixão, haveriam de ter pena d’Ele e lamentariam não terem vivido naquele tempo para tomar posição a seu lado.



VÍDEO: ENTRADA DE JESUS EM JERUSALÉM

Se seu email não visualiza corretamente o vídeo embaixo CLIQUE AQUI




Palm Sunday: triumphal entrance of Our Lord Jesus Christ in Jerusalem.
(english version)

>

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicismo”, abril de 2003)


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quarta-feira, 3 de abril de 2019

Contra Lourdes: literatos e filósofos céticos nada puderam

Ex-eclesiástico e panfletista ateu Ernest Renan
atacou Lourdes e ficou sem cara
Luis Dufaur
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A investida laicista contra Lourdes procurou assumir aparências científicas. E também nada conseguiu.

Então, o espírito de orgulho apelou para a literatura anti-clerical.

Num escrito profundamente marcado pela impiedade e pela blasfêmia, intitulado Vida de Jesus, Ernest Renan, que abandonara a carreira eclesiástica, lançou exaltado desafio a quem ousasse apresentar um milagre qualquer.

Logo — dizia — será convocada uma comissão de cientistas que analisará a ocorrência, repetirá quantas vezes forem necessárias, e por fim demonstrará, com certeza, ser fato inteiramente explicável pela ciência, ficando esmagada para sempre a crença em intervenções sobrenaturais.

Renan escreveu isto cinco anos após as aparições de Lourdes. Entretanto, as numerosas curas dariam cabal e insofismável desmentido ao exacerbado autor revolucionário.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Lourdes triunfa contra as tentativas de fechar a gruta

Procurador Vital Dutour fez relatórios
contra milagres de Lourdes
Luis Dufaur
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Ficou claro desde o início que a ira do demônio e seus sequazes haveria de se lançar com fúria contra Lourdes.

Como de costume, agindo bem no seu estilo, isto é, ocultando as verdadeiras razões e procurando menosprezar, denegrir e, se possível, impedir o fluxo dos peregrinos.

Ainda não haviam terminado as aparições de Nossa Senhora, e já ocorriam milagres patentes. Mas igualmente a máquina difamatória estava em ação.

O procurador de Lourdes, em relatórios, perguntava ao governo da capital como impedir os “extravios da imaginação” que mencionavam milagres na Gruta, ridicularizando as curas acontecidas.

Num outro relatório ele denunciava a água de Lourdes por conter carbonato de cálcio (aliás, simples antiácido hoje utilizado pela medicina) e vituperava o descontrole dos “boatos” sobre curas.

Clément Pailhasson, farmacêutico da cidade, espalhava que a água era “muito ruim”.

O diretor da escola superior, Antoine Clarens, a apontava como causa de “graves perigos”; enquanto Jacomet, delegado de polícia, prevenia que era “malsã”.


quarta-feira, 20 de março de 2019

Santa Bernadette: exemplo de desinteresse, alienação e holocausto

Luis Dufaur
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Santa Bernadette e tantos outros santos morreram para que fôssemos desinteressados.

Para que tivéssemos uma vida espiritual em que procurássemos, mais do que o Céu para nós, a graça de amar desinteressadamente a Deus.

Não procurar o Céu para ser feliz no Céu, mas procurar o Céu porque Deus está lá e para amarmos desinteressadamente a Deus.

Antes de tudo e acima de tudo, colocando a nossa felicidade no Céu como uma coisa enormemente preciosa, mas secundária em comparação com a ideia de que nós vamos ver a Deus e vamos adorá-Lo.

De que vamos contemplar a glória dEle.

Então, exclusivamente para Ele. Que sejamos tais que também nós atuemos em nossa família de almas pelo exclusivo interesse da Causa católica.

Este é o perfeito holocausto, daquilo que tantos seguidores de Satanás chamariam de perfeita “alienação”.

Santa Bernadette é uma pessoa que se alienou a Nossa Senhora completamente.

Deu tudo e depois de dar tudo agradeceu o fato de não ser nada.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Uma janela do Céu: testemunho de um peregrino a Lourdes


Luis Dufaur
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Chegando a Lourdes um instinto misterioso conduz o neófito rumo à Gruta.

Os cartazes são inexistentes e desnecessários.

Os guardas são escassos e sem trabalho.

A multidão é ordenada, composta e fervorosa. Tudo é pulcro e bem conservado.

Magotes de peregrinos convergem para o local das aparições.

Uns rezam em grupo ou isoladamente, em voz alta ou baixa; outros cantam.

Ainda outros caminham em atitude recolhida, ou com ávida curiosidade, até o fulcro dessa unção que a tudo envolve maternalmente.

Não há algazarra nem pesado silêncio.

Há uma plenitude de vida harmoniosa, impregnada de sobrenatural, que empolga.

Alguns chegam acompanhados de um sacerdote. A imensa maioria vem por iniciativa própria.

O que os levou lá?

O que a graça disse na alma daquele romeno, australiano, japonês, brasileiro ou sul-africano, para virem de todos os recantos da Terra a Lourdes, com tanta consonância de espírito?

quarta-feira, 6 de março de 2019

Santa Bernadette esquecida de todos

Luis Dufaur
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Santa Bernadette antes de ser freira, era uma camponesa, com a expressão do olhar muito viva, com muita firmeza de ideias e de princípios na sua atitude.

Embora se visse que ela era uma pessoa quase iletrada e que não era capaz, portanto, de estruturar normalmente, correntemente, um princípio e o apresentar a quem quer que seja.

Ela tinha, por obra do Espírito Santo, o que têm tantas outras almas de condição modesta e que não tiveram os meios para estudar.

Ela tinha um verdadeiro conhecimento de certos princípios e uma heroica atitude de amor ofensivo e defensivo em relação a esses princípios.

Muito cedo aflorou nela a vocação religiosa.

Essa vocação a conduziu a uma congregação religiosa que têm uma casa na cidade de Nevers, que é a capital da zona chamada antigamente Nivernais.

Ela entrou nessa congregação onde, com intencionalidade das superioras, o trato dado a ela foi o seguinte:

Entenderam muito bem que se se conhecesse lá que Bernadette era a moça das aparições, ela seria o objeto da veneração e do entusiasmo de todas as pessoas no convento.

E ela ao invés de ter dentro do convento a vida sacrificada e dura que deve ser própria a quem segue a vocação religiosa, ela teria uma vida de bonequinha. Ela seria a bonequinha das outras freiras.

Então resolveram ocultar que ela fosse Bernadette Soubirous.

Fora também não se sabia que ela estava nesse convento. A entrada dela para o convento foi completamente ignorada.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Santa Bernadette explica o significado de comer ervas: penitência

Santa Bernadette bebe por vez primeira da fonte
Santa Bernadette bebe por vez primeira da fonte
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No dia 25 de fevereiro, Nossa Senhora mandou Santa Bernadette se lavar com a água da gruta e comer ervas da mesma gruta.

No dia anterior (24 de fevereiro) Nossa Senhora tinha feito um apelo insistente à penitência.

O comer ervas insere-se num contexto penitencial, por certo o mais explícito e taxativo de todas as aparições.

Num primeiro momento, o público ficou vendo a Santa comer ervas e se lavar com a água barrenta da fonte achou que enlouquecera.

No diálogo que então aconteceu encontramos, vindos dos próprios lábios da vidente, a explicação do até então insólito gesto:

― “E essa erva que tu comeste?”

― “Ela também pediu que fizesse…”

― “O que Ela te disse?”

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Santa Bernadette e a grandeza da Cruz

Nossa Senhora de La Salette
Nossa Senhora de La Salette
Luis Dufaur
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Além de Lourdes, houve na França, no mesmo século XIX, uma outra grande aparição.

Essa aparição foi ocasião de uma mensagem que, em última análise, é mais rica de conteúdo do que as aparições de Lourdes.

Foi a mensagem de La Salette com seu famoso segredo para o Beato Papa Pio IX. LEIA MAIS SOBRE A MENSAGEM DE LA SALETTE

Melânia foi a camponesa a quem Nossa Senhora apareceu junto com o camponesinho Maximino.

Por que é que ela não é tão grande quanto Bernadette?

Ela recebeu uma visão maior, talvez, do que Bernadette.

É porque o que faz a grandeza da pessoa não é a grandeza da visão, mas a grandeza da Cruz.

Então, nós vemos uma pessoa que não é nada, que reconhece que não é nada, que toma esse nada que é e faz desse nada uma hóstia para oferecer a Nosso Senhor.

É Santa Bernadette.

Ela viveu ensinando o seguinte:

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Ação de graças e engajamento com Nossa Senhora de Lourdes

Luis Dufaur
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Lourdes contém um eloquente apelo de Nossa Senhora a seus filhos, para que se aliem e empreendam sob o manto d’Ela essa grande batalha já engajada, a qual há de culminar com o triunfo final predito em Fátima.

Enunciara-o o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira nas páginas de Catolicismo, por ocasião do centenário das aparições.

Ele escreveu que Lourdes é para o mundo inteiro o primeiro marco do ressurgimento contra-revolucionário:

“Há um anseio imenso por outra coisa, que ainda não se sabe qual é.

“Mas, enfim –– fato talvez novo desde que começou, no século XV, o declínio da civilização cristã –– o mundo inteiro geme nas trevas e na dor, precisamente como o filho pródigo quando chegou ao último da vergonha e da miséria, longe do lar paterno. [...]

“Têm fim as misericórdias de uma Mãe, e da melhor das mães?

“Quem ousaria afirmá-lo?

“Se alguém duvidasse, Lourdes lhe serviria de admirável lição de confiança.

“Nossa Senhora [...] já começou a nos socorrer. [...]

“Os dias do domínio da impiedade estão contados.

“A definição do dogma da Imaculada Conceição marcou o início de uma sucessão de fatos que conduzirá ao Reinado de Maria”.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Lourdes confirmou o dogma da Imaculada Conceição e premiou a combatividade do Beato Papa Pio IX

"Eu sou a Imaculada Conceição": palavras de Nossa Senhora em Lourdes,
pronunciadas no dialeto da região de Santa Bernadette
Luis Dufaur
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Não muito antes da aparição de Nossa Senhora em Lourdes, o bem-aventurado Papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição.

Essa proclamação aconteceu em 8 de dezembro de 1854.

O glorioso Papa visou em primeiro lugar a afirmação de um dogma de grande importância para o progresso da mariologia dentro da Igreja.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Em Lourdes, Nossa Senhora coliga seus filhos para a vitória final

Procissão das velas em Lourdes
Procissão das velas em Lourdes
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continuação do post anterior: Apelo de Nossa Senhora para formar uma grande aliança 


Na abertura do Jubileu do 150º aniversário das aparições de Lourdes em 8 de dezembro de 2008, festa da Imaculada Conceição, mais de 150 mil fiéis afluíram a Lourdes.

Em longas filas tranquilas, sob o frio e a chuva, os peregrinos passavam as mãos pelas paredes de granito da gruta, como que desejando apalpar o imponderável sobrenatural que delas emana.

A superfície áspera da pedra tornou-se suave e polida até onde alcançam as mãos, transformando-se no mais expressivo livro de visitas assinado pelos milhões de fiéis que ali desfilam anualmente.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Apelo de Nossa Senhora para formar uma grande aliança

Lourdes: o mundo inteiro geme nas trevas e na dor como o filho pródigo
Lourdes: o mundo inteiro geme nas trevas e na dor como o filho pródigo
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Em Lourdes, Nossa Senhora fez uma irrupção decisiva


Lourdes é, pois, um formidável apelo de Nossa Senhora a seus filhos, para que se aliem e empreendam sob o manto d’Ela essa batalha já engajada, a qual há de culminar com o triunfo final predito em Fátima.

Enunciara-o o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira nas páginas de Catolicismo, por ocasião do centenário das aparições.

Lourdes é para o mundo inteiro o primeiro marco do ressurgimento contra-revolucionário:

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Em Lourdes, Nossa Senhora fez uma irrupção decisiva

Luis Dufaur
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Quem volta de uma peregrinação a Lourdes traz gravada no coração algo como uma reprodução da gruta de Massabielle.

Para ela voltar-se-á com saudade e confiança nas horas mais difíceis, com a certeza de ser atendido.

E basta recordar-se dessa lembrança para fazer renascer em si o desejo ao mesmo tempo inefável e irrefreável de algum dia retornar à gruta de Nossa Senhora.

O que visa Nossa Senhora, inspirando esses sentimentos no mais fundo das almas?

Na abertura do Jubileu do 150º aniversário das aparições de Lourdes, o Cardeal Ivan Dias, então Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Legado Papal, pronunciou uma alocução merecedora de apurada meditação.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

A “água milagrosa” de Lourdes:
significado e efeitos sobrenaturais

A fonte de Lourdes, dentro da Gruta
Luis Dufaur
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Incontáveis multidões de fiéis vão a Lourdes a venerar à Santíssima Virgem, no local das Suas aparições à Santa Bernadete Soubirous.

E, obedecendo ao pedido da Mãe de Deus, essas multidões de fiéis bebem e lavam-se com a água da gruta das aparições.


Significado da “água milagrosa”

Já no tempo das aparições, a água da fonte de Lourdes foi tida como “milagrosa”.

E, no mesmo sentido em que numerosas imagens de Nosso Senhor, de nossa Senhora e de incontáveis Santos são tidas por “imagens milagrosas”. Do mesmo modo que, também a justo título, numerosas relíquias são chamadas “relíquias milagrosas”.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A tragédia da família de Santa Bernadette

Entrada do
Entrada do "cachot" (cela carcerária) onde sobrevivia a família Soubirous
Luis Dufaur
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No tempo das aparições, a família de Santa Bernadette estava composta pelo pai Francisco Soubirous, sua esposa Louise e seus quatro filhos: Bernadette, a mais velha, Marie, Jean-Marie e Justin.

Eram muito pobres. Mas, das famílias pobres de Lourdes sobre nenhuma a inclemência da miséria se abateu com tanto empenho como contra eles.

A desgraça atingira-os sem piedade. Francisco e Louise pertenciam a famílias de proprietários de moinhos de trigo.

Esta condição não era apenas uma fonte de renda, mas um título de honra e preeminência no ambiente camponês de Lourdes.

Mas, para eles, tudo dera errado. A crise arruinou seus moinhos.

As dívidas e maus negócios consumiram o resto.

Caíram numa miséria tão funda que perderam até a casa onde moravam.

Em desespero de causa tiveram que se instalar numa antiga cela da prisão da cidade que fora desativada por falta de condições higiênicas.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Lendo as cartas de Santa Bernadette Soubirous – 2

Manuscritos de Santa Bernadette
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Lendo as cartas de Santa Bernadette Soubirous – 1


Percebendo a mão de Deus que castiga

Bernadette via com olhos sobrenaturais os acontecimentos de sua época.

Assim, por exemplo, em 1870, durante a guerra franco-prussiana, quando os alemães já estavam próximos de Nevers — e, portanto, ameaçavam a própria segurança das irmãs —, estando já a comunidade inteira a serviço dos feridos, Santa Bernadette escreve à sua irmã Maria:

“Não temos senão uma coisa a fazer: é pedir muito à Santíssima Virgem, a fim de que Ela queira interceder por nós junto de seu querido Filho, e nos obter perdão e misericórdia; tenho a doce confiança de que a Justiça de Deus que nos castiga neste momento será então aplacada por essa terna Mãe” (Carta à sua irmã Maria, de 25 de dezembro de 1870, p.70).

Em 1871, durante os grandes tumultos da Comuna de Paris, ela escreve à Madre Alexandrina:
“Permiti, minha querida Mãe, que vos deseje um bom Aleluia, bem como a todas as queridas Irmãs. Nós deveríamos mais chorar do que nos regozijar vendo nossa pobre França tão endurecida e tão cega.

“Quanto Nosso Senhor é ofendido! Roguemos muito por esses pobres pecadores, a fim de que eles se convertam: apesar de tudo, são nossos irmãos! Peçamos a Nosso Senhor e à Santíssima Virgem que transformem esses lobos em cordeiros” (Carta à Madre Alexandrina Roques, de 3 de abril de 1872, p. 78).