quarta-feira, 21 de julho de 2021

Médico irlandês conta suas experiências
com os milagres de Lourdes

Dr Michael Moran, médico do Comité Internacional de Lourdes
Dr Michael Moran, médico do Comitê Internacional de Lourdes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O Dr. Michael Moran foi a Lourdes como voluntário há poucas décadas, e não imaginava que viria a formar parte de uma equipe pequena, mas seleta, que avalia as curas apresentadas pelos fieis como milagrosas no Santuário de Lourdes.

O Dr. Michael é cirurgião e o primeiro médico irlandês a fazer parte do painel de médicos que julga segundo a ciência as curas surpreendentes.

Ele é católico da Irlanda do Norte e foi entrevistado pela “BBC News Northern Ireland”.

Ele diz que a nomeação foi uma surpresa. “Eu tinha sido voluntário em Lourdes durante anos e mantinha os contatos normais que qualquer médico pode ter com o Bureau Médico”, explicou.

O painel do Comitê Médico Internacional de Lourdes é composto por 40 médicos do mundo inteiro, especialistas em diversos campos da medicina, com diferentes folhas de serviço e treino. 

Esse funciona como uma espécie de segunda instância médica que revisa e aprova ou não, as decisões do Bureau Medical, espécie de primeira instância para julgar os milagres alegados em Lourdes.

Sua função é decidir se à luz da ciência médica se explica ou não a cura que as pessoas afirmam ter experimentado em Lourdes.

“É mais do que tudo um comitê científico. Portanto nós não somos desse tipo de gente que vai dizendo que é um milagre. Isso é a Igreja que deve decidir”, explica o médico.

“Acredito que o mais importante é que os membros do Comitê Internacional têm que pôr suas crenças de lado, sejam eles favoráveis ou não a Lourdes, acreditem ou não que é um local onde acontecem milagres e curas.

“O Comitê está verdadeiramente organizado como um grupo de profissionais que trabalha com as mais exigentes provas médicas e pode pedir ainda mais provas para fundamentar o que a pessoa está dizendo”.


O Comitê Médico Internacional de Lourdes se reúne anualmente, mas as decisões podem demorar anos. 

Os julgamentos dos médicos – e a consequente proclamação do milagre pela autoridade eclesiástica – não saem assim às pressas como se fossem decisões políticas, e não científicas e religiosas.

Dr Michael Moran, médico do Comité Internacional de Lourdes Na entrada do Santuário.
Dr Michael Moran, médico do Comité Internacional de Lourdes Na entrada do Santuário.
“Por causa da necessidade do longo período de tempo estritamente definido pela Igreja para se ter certeza de que houve uma cura, ano após ano nós discutimos casos que na verdade não vão mudar muito e ficamos aguardando que passe a margem de tempo prefixada enquanto encomendamos novos exames ou testes se necessário”.


Desde 1858, por volta de 7.000 curas passaram por este exigente crivo e foram declaradas inexplicáveis pela ciência, embora só 69 tenham sido canonicamente declaradas milagres pelos bispos responsáveis.

“Esses são casos dos quais temos provas médicas absolutamente certas e que nós não podemos negar”, acrescentou.

“O caso mais recente foi o de uma mulher que tinha uma pressão sanguínea extremamente alta e um tumor na glândula adrenal que secretava adrenalina e mantinha sua pressão em nível muito alto, mas subitamente ela passou a sentir-se bem. 

“Isso é característico: você sente subitamente que aconteceu algo diferente, ela percebeu quando estava tomando banho em Lourdes nos anos 1980 e o processo de reconhecimento do milagre só foi completado em 2011."

O Dr. Michael contou que o primeiro milagre que ele acompanhou foi o de um doente com um braço paralisado que recuperou o movimento subitamente.

“Outro exemplo típico foi a de um homem que veio da Itália e tinha um tumor na pélvis, e você podia ver a destruição do osso pélvico nas chapas de raios X que estão disponíveis para o público ver em Lourdes, mas o osso voltou a crescer, seja na pélvis e no fêmur, de um modo anatomicamente correto e que é muito difícil de explicar”, contou.

Mas, para o Dr. Michael, os milagres são apenas o “topo do iceberg” em Lourdes.

“Antes de tudo é um local onde as pessoas podem vir em tempo de férias, quando talvez já estejam em estado terminal e encontram uma paz que não se encontra em nenhum outro lugar”.

Perguntaram a ele se não haveria a possibilidade de as pessoas que vão a Lourdes serem objeto de algum efeito subjetivo, e não de uma verdadeira cura.

“Do ponto de vista do Comitê, respondeu, o que nós estamos fazendo é ver se o caso se explica ou não pela medicina; também há casos que acontecem em outros lugares que tampouco podem ser explicados.

“Nosso papel é discutir os fatos que se deram aqui num momento preciso com gente que realmente acredita que estão relacionados com uma experiência espiritual”, respondeu.

Também foi observado que há pessoas para quem a religião e a ciência dificilmente podem andar lado a lado.

“Eu me sinto bastante feliz, respondeu, vendo que as duas atitudes têm um papel para desempenhar aqui. Eu sei que não todos os cientistas ou médicos acreditam, mas eu certamente vi pessoas dessas que tiveram uma grande consolação espiritual em Lourdes.

“Eu mesmo tive uma impressionante experiência, que não posso descrever apropriadamente, porque este é um local cheio de paz, onde o doente de fato ocupa o primeiro lugar e onde você fica impactado vendo que se os hospitais de Belfast e do mundo todo fossem assim a toda hora, então o mundo seria um lugar melhor”.

E o que dizem seus amigos e parentes de seu papel aqui em Lourdes?

“Eu geralmente não falo para eles. Não me envergonho disso nem de nada. Pessoalmente, para mim é tal honra e uma tão grande tarefa, que não é o tipo de serviço de que você vai se pavonear”, concluiu.

Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário. 


CLIQUE AQUI: WEBCAM

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Peço um milagre, ou não peço?

Luis Dufaur
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Devo pedir um milagre a Nossa Senhora de Lourdes?

Ou devo pôr nas mãos de Nossa Senhora e aceitar o que d’Ela vier com a paz no fundo do coração?

Acho que não fui só eu que se fez a pergunta. Ou que ainda está se fazendo.

Eu posso sonhar uma coisa santa que na realidade é apenas um sonho. E, portanto, não ser possível.

Como é que eu posso discernir a aspiração santa que me leva a esperar o milagre?

Ou, como perceber que a aspiração que julgo ser santa não é uma esperança bem encaminhada, mas um sonho por onde não vai passar o milagre?

Qual é a diferença entre ambas as coisas?

A resposta parece simples: a gente precisa ter motivos razoáveis para esperar que Deus faça o milagre por meio de Nossa Senhora.

Então, à vista dessas razões, nós podemos ter esperança do milagre.

Mas, em geral, quando a gente sente uma firme esperança do milagre, é porque há algum movimento interior da graça que nos dá uma segurança especial.

Esse movimento da graça é imponderável, mas sem ele o milagre não se realiza.

Então, os doentes vão naquela quantidade para Lourdes. E certo número deles se cura realmente.

Esses que se curam, foram para Lourdes porque esperavam o milagre.

A esperança deles era razoável?

Era. Porque Deus queria que eles fossem curados, em vista de razões que eles talvez conhecessem, ou sentissem no fundo de sua alma qualquer coisa que lhes dava uma fé muito grande de que eles seriam curados.

Por isso eram curados.

Mas muitos outros vão levados por Deus, que lhes inspira uma grande esperança.

E Deus os leva até Lourdes, até a boca do milagre, mas não são curados.

Por quê?

Porque Deus pôs a Fé deles à prova, e pediu a eles, por vozes interiores, na hora de beberem a água da Gruta, de entrarem na piscina, de participarem da procissão, da bênção do Santíssimo Sacramento, que oferecessem a renúncia deles à cura em favor de uma pessoa que não merecesse, mas que Deus queria curar.

Quem então foi o mais beneficiado? Aquele que pediu, confiou e foi curado?

Ou aquele que pediu, confiou, mas não foi curado e voltou com a alma cheia, sem saber que seu sacrifício tinha contribuído para a cura de alguém que ele não conhece, mas que Deus queria curar?

O mais beneficiado não foi quem Deus curou. Foi aquela alma de quem Deus tinha obtido esse ato heroico.

Então, compreende-se que a ida a Lourdes nunca é vã, nem é um sonho.

Mas foi até a Gruta, foi atendido em algo, e volta levando Lourdes na alma. É a saudade de Lourdes, que é uma espécie de saudade do Céu.

Ele aparentemente não teve resolvido o problema que o preocupava: saúde, dinheiro, família. etc.

Mas teve o início da solução de todos os problemas, e para toda a eternidade. Ele começou a viver o desejo do Céu, onde não há mais problema nenhum.

Mas quem foi lá com pouca Fé, por acaso, por turismo, com mau humor, colhe outro resultado e não é curado.

Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário. 

 



quarta-feira, 7 de julho de 2021

Olha a estrela - Invoca a Nossa Senhora

Luis Dufaur
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Se se levanta o vento da tentação

Se você bate no rochedo das provações

Se as ondas de ambição te levam embora

Se a tempestade das paixões se desencadeia

Olha a estrela

Invoca Maria

Se você a segue, você nada temerás

Olha a estrela

Invoca Maria

Ela te reconduz ao caminho

Na hora da dúvida, da angústia e dos perigos,

Quando a noite de desespero te envolve

Se a gravidade de tuas faltas

Te atormenta com o pensamento do Juízo

Olha a estrela

Invoca Maria

Se você a segue, você nada temerás

Olha a estrela

Invoca Maria

Ela te reconduz ao caminho

Se tua alma está tomada pelo rancor

Se o ciúme e a traição te dominam

Se teu coração está mergulhado no abismo

Levado por torrentes de tristeza

Olha a estrela

Invoca Maria

Se você a segue, você nada temerás

Olha a estrela

Invoca Maria

Ela te reconduz ao caminho

Ela se eleva sobre o mar, Ela fulgura

Seu brilho e seus raios iluminam

Sua luz brilha na Terra toda

Nos céus e no fundo dos abismos

Olha a estrela

Invoca Maria

Se você a segue, você nada temerás

Olha a estrela

Invoca Maria

Ela te reconduz ao caminho

Se você a seguir, você não vacilará

Se você a seguir, você não hesitará

Você nada temerás

Ela está com você

E até o fim

Ela vai te guiar.





A letra glosa uma famosa homilia de São Bernardo. Ei-la:


Seguindo-A, nós não nos desviamos.

Rezando a Ela, nós não desesperamos.

Pensando nEla, nós não nos enganamos.

Se Ela te segura pela mão, você não vai cair.

Se Ela te protege, você não terá medo.

Se Ela está com você, você certamente chegará ao fim do caminho.

Maria é aquela nobre estrela cujos raios iluminam o mundo inteiro,

cujo esplendor brilha nos céus e perfura os infernos.

Ilumina o mundo e aquece as almas.

Acende as virtudes e consome os vícios.

Ela brilha por seus méritos e ilumina com seus exemplos.

Ó você chacoalhado pelo furor das tempestades, não desvies o olhar do brilho desta estrela se não quiseres afundar.

Se os ventos da tentação aumentam, se você bate nos recifes da tribulação, olha para a estrela, invoca Maria.

Se você está dominado pelo orgulho, pela ambição, pela difamação e pelo ciúme, olha para a estrela, clama a Maria.

Se a raiva, a ganância ou as fantasias da carne abalam teu espírito, olha para Maria.

Se, oprimido pela enormidade de teus crimes, confuso com a feiura de tua consciência, assustado com o horror do Juízo, você começa a afundar no abismo da tristeza, no abismo do desespero,

pensa em Maria.

Que o seu nome não saia de teus lábios, que não saia de teu coração e para obter o favor de suas orações, não te esqueças dos exemplos de sua vida.



quarta-feira, 30 de junho de 2021

O caos geral clama pela intervenção de Nossa Senhora

O caos do mundo indica que a hora de Nossa Senhora está perto
O caos do mundo indica que a hora de Nossa Senhora está perto
Luis Dufaur
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O futuro só Deus o conhece.

Ninguém poderia razoavelmente surpreender-se se toda a estrutura da atual civilização viesse a desabar fragorosa e tragicamente, num grande banho de sangue.

Partem perigosos foguetes da Coreia do Norte enquanto naves e aviões de guerra americanos giram perto pelo Mar da China. Na Síria prossegue a guerra. O incêndio comunista atinge a Venezuela. A Rússia ameaça, etc., etc.

E há quem pergunte até em livros se é o caso de voltarmos às catacumbas ou nos escondermos num local inacessível.

Mas há uma razão – e não é a única – para se esperar que a Providencia não permitirá que a Santa Igreja seja forçada a voltar às catacumbas por muito tempo.

É que, entre as desolações da época presente, já existe um prenuncio de vitória: a ação por assim dizer visível, da Virgem Santíssima na terra.

Desde Lourdes, desde Fátima, até os dias de hoje, quanto mais a crise universal cresce de ponto, tanto mais as intervenções de Maria Santíssima se tornam numerosas e palpáveis.

Combate-se a devoção a Nossa Senhora, não só fora da Igreja mas – é horrível dize-lo – até em certos meios que são ou se jactam de católicos.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Lourdes: devoção divinamente inspirada

Gruta de Lourdes em Cotabato, Filipinas
Gruta de Lourdes em Cotabato, Filipinas
Luis Dufaur
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Em Lourdes se apalpa um fato curioso na vida da Igreja.

Mas, ao mesmo tempo, edificante e cheio de significados.

A Igreja é a depositária das verdades teológicas as mais altas e complexas. Ela as ensina em grandes universidades e os doutores as glosam nos livros.

Por sua vez, a massa dos fiéis servida por uma especial acuidade de visão, penetra e vive estas verdades.

E isso ainda quando seu nível cultural pareceria vedar-lhe o acesso às atividades intelectuais de ordem superior.

Em tudo que se relaciona com a devoção a Nossa Senhora, esta observação se comprova com toda a clareza.

São Luís Maria Grignion de Montfort mostra com todo o vigor e com toda a profundeza os argumentos em que a Santa Igreja alicerça sua doutrina marial.

A doutrina marial da devoção a Nossa Senhora se eleva como uma torre de raciocínios, firme como o granito, à qual cada geração de teólogos acrescenta mais alguns andares.

Entretanto, a piedade popular, ignorando muitas vezes os argumentos da Teologia sagrada, e deixando-se guiar em grande parte pela finura de sua sensibilidade, desce até o âmago profundo das verdades teológicas ensinadas pela Igreja.

 Ela sabe viver tais verdades com uma autenticidade de convicções e de sentimentos que não poderia se explicar sem a ação do Espírito Santo.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Nossa Senhora de Lourdes e a harmonia das classes sociais

Luis Dufaur
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Nossa Senhora se apresenta muito à nossa admiração em Lourdes.

Ela apareceu dizendo que é a Imaculada Conceição.

Quer dizer, uma criatura que está numa condição inteiramente superior a todas as outras criaturas.

Porque Nosssa Senhora foi concebida sem pecado original e gozando de uma predileção toda especial de Deus.

De outro lado, Ela aparece praticando milagres dos mais estupendos, numa continuidade e numa importância sem igual história da Igreja.

E isto é porque Ela quer.

Então, Ela se apresenta muito à nossa admiração.

Mas, de outro lado, Ela se apresenta muito ao nosso amor pela sua caridade, pela sua bondade, pelo interesse pela nossa salvação eterna.

E também pelo interesse pelo bem dos corpos e pela felicidade dos homens na vida terrena.

Nossa Senhora em Lourdes reúne especialmente duas qualidades que o mundo paganizado, semeador de inveja e igualitário de hoje gostaria de separar.

Mas nEla as duas qualidades verdadeiramente se ligam indissoluvelmente.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Milagres de Lourdes: Jeanne Fretel (1948) após 10 anos de hospital e 7 cirurgias sem resultado

Luis Dufaur
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Jeanne Fretel, nascida a 27 de maio de 1914 na Bretanha, teve uma infância sofrida: rubéola, escarlatina, difteria etc.

Em janeiro de 1938, quando tinha vinte e quatro anos, é operada de apendicite no Hôtel-Dieu em Rennes. Depois disto, passará dez anos no hospital, praticamente sem interrupções.

Primeiro tem que operar um quisto tuberculoso nos ovários, depois, uma peritonite tuberculosa, logo seguida por uma fístula estercoral.

É somente no fim da guerra que sai do hospital, porém aparece uma erisipela, em seguida um hallux valgus bilateral, finalmente uma osteíte do maxilar superior, que não lhe deixou mais do que três dentes na arcada superior e seis na inferior.

A 3 de dezembro de 1946 ingressou no hospital de Pontchaillou, em Rennes. Desta feita, diz ela, é “para morrer lá”.

Está sempre acamada e todas as noites a febre atinge os 39° 5. Tem o abdômen inchado, distendido, terrivelmente dolorido: faz-se necessária uma aplicação diária de seis centigramas de morfina.

Apesar de um prolongado tratamento de estreptomicina, cuja descoberta era recente, o estado de Jeanne Fretel não apresenta melhoras, segundo o demonstra este atestado médico redigido pelo Dr. Pellé:

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Na festa de Corpus Christi, o hino “Ave Verum”
(“Salve, ó verdadeiro corpo”)

Luis Dufaur
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Na Idade Média foram compostas muitas músicas e poesias religiosas em louvor do Santíssimo Sacramento.

Esta grande devoção teve, aliás, imenso incremento no período medieval.

Podemos então dizer que ela ‒ aperfeiçoada pela Contra-Reforma ‒ chegou até nós impregnada do perfume da Idade Média.

A presencia real de Nosso Senhor Jesus Cristo, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade na Sagrada Eucaristia está fundamentada nas próprias palavras de Cristo na Última Ceia: “Este é meu corpo, esta é minha sangue”.

A Fé na presença real de Cristo na Eucaristia foi professada universalmente por toda a Igreja desde sua fundação.

Só com o protestantismo que apareceram contestações, aliás mais próximas da chicana do que qualquer outra coisa. 
 
Foram sobejamente refutadas pelos Doutores e notadamente pelo Concílio de Trento.

Na crise da fé no século XX, reapareceram falsos teólogos que pretenderam reviver os erros protestantes com outro nome.

É o malfadado progressismo, que tem menos fundamento na verdade que os próprios protestantes. 
 
Todos esses erros acabarão ficando à margem da História, como já ficaram os de Calvino, Zwinglio, Melanchton ou Lutero.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Milagres de Lourdes: mais uma cura surpreendente

Antonietta Raco, entra caminhando no hospital para análises relacionados com sua inexplicável cura
Antonietta Raco, entra caminhando no hospital
para análises relacionados com sua inexplicável cura
Luis Dufaur
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No dia 1º de agosto de 2009, Antonietta Raco, 50, dona de casa de Francavilla sul Sinni, na proximidade de Turim, estava doente de esclerose lateral amiotrófica.

Trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração das células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos. Antonietta andava de cadeira de rodas.

Ela foi a Lourdes esperançosa no milagre.

Na hora de tomar o banho na água de gruta sentiu uma voz que lhe dizia: “Não temas”.

A doença foi diagnosticada em 2004 e desde 2006 já não caminhava mais. Porém, no dia 5 de agosto, voltando de Lourdes, retomou todas atividades normais que a doença lhe impedia realizar.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Aspectos pouco conhecidos de Santa Bernadette

Luis Dufaur
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Santa Bernadette tinha muitos ditos engraçados como: “Se quiserem saber tanto sobre Nossa Senhora, tratem de ver que Ela apareça”.

A superiora dela várias vezes burilou, poliu e, no fim, ela deixou.

Mas ela tinha uma nota de comicidade e de polemismo que às vezes chegava até o pontiagudo e que indica seu temperamento borbulhante.

Nossa Senhora escolheu-a porque era ela a mais ignorante de Lourdes.

Ela era uma boa menina, mas não era uma santa antes das revelações.

Nossa Senhora a escolheu, porque um dos argumentos para confirmar as revelações era a ignorância dela.

Ela era uma camponesa tão ignorante que não podia saber as coisas que ela dizia, e não tinha o alcance de espírito de toda a atitude que ela mantinha.

A ignorância dela é um dos aspectos apologéticos de Lourdes.

Santa Bernadette era muito baixinha, viva, mas passava facilmente desapercebida.

Com o tempo e a doença ela foi definhando e acabou sendo uma pessoa que, fisicamente falando, era ínfima.

Trata-se de algo parecido com Santa Terezinha do Menino Jesus.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

S.S. Pio XII viu o “milagre do sol” quatro vezes no Vaticano

70.000 pessoas contemplam o “milagre do sol” em Fátima em 1917
70.000 pessoas contemplam o “milagre do sol” em Fátima em 1917
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No dia 13 se comemora o início das aparições de Nossa Senhora em Fátima.

Infelizmente, mais uma vez, os fiéis ficarão proibidos de concorrer, como faziam todos os anos, ao santuário da históricas aparições em que Nossa Senhora advirtiu à humanidade dos castigos que viriam se não corrigiam os maus costumes.

Corroborando a importância dessas advertências na última houve a portentoso “milagre do sol” diante de 70.000 pessoas em Fátima.

Esse “milagre do sol” tal como aconteceu em Fátima repetiu-se quatro vezes diante do olhar de S.S. Pio XII no Vaticano em datas sucessivas posteriores.

Segundo informou o vaticanista Andrea Tornielli, citado pela agência Zenit, o fato ficou consignado num bilhete manuscrito do próprio Papa que foi exposto na amostra “Pio XII: o homem e o Pontificado”, na Santa Sé.

O bilhete foi achado nos arquivos da família do Pontífice.

“Eu vi o ‘milagre do sol’, esta é a pura verdade”, escreveu ele.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Uma grande razão para rezarmos pelas almas dos falecidos: o Purgatório 2


Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Uma grande razão para rezarmos pelas almas dos falecidos: o Purgatório



Prosseguimos com a transcrição da entrevista ao Pe. Domenico Santangini, pároco da igreja do Sagrado Coração do Sufrágio e curador do Museu das Almas do Purgatório:

Jornalista : Entendemos, portanto, qual é a diferença entre a evocação, portanto o espiritismo, dos defuntos, e a simples oração e a veneração. Mas voltemos ao Purgatório. Este local que pela sua natureza é uma realidade ultraterrena, deixou sua marca e é uma marca muitíssimo tangível. Olhemos.

– Pe. Domenico Santangini: Aqui, em 1895, não havia nada, apenas uma capela em volta; não havia nada.

Em 1897 houve um incêndio fortuito e, quando o incêndio foi apagado, uma imagem misteriosa ficou impressa na parede da capela.(foto ao lado)

Agora lhe faço ver exatamente o original. É a imagem de um homem que sofre, pelo que o Pe. Victor Jouët (N.T.: 1839-1912, missionário do Sagrado Coração, de Issoudun, França), capelão que cuidava desta igrejinha e devoto das almas do Purgatório, entendeu:

“Este é um sinal dessas almas que querem uma igreja dedicada às suas intenções”.

Então, quando a notícia se espalhou pela região, segundo as crônicas, houve um afluxo de gente durante oito dias, de milhares de pessoas para verem este fenômeno.

Então, o Pe. Jouët teve a ideia de construir neste local uma igreja dedicada ao Sagrado Coração do Sufrágio. Quer dizer, do sufrágio das almas do Purgatório.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Uma grande razão para rezarmos pelas almas dos falecidos: o Purgatório

Fachada da igreja do Sagrado Coração do Sufrágio
Luis Dufaur
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Pensando no bem que podem ganhar nesta data religiosa as almas dos fiéis defuntos -- ente as quais pode haver parentes ou amigos nossos -- reproduzimos a continuação o post Museu das almas do Purgatório 1: uma janela para o além que merece ser mais estudada com estimulante matéria a respeito para rezarmos por essas almas.


Indo à Basílica de São Pedro pelo Lungotevere – a avenida que bordeja o histórico rio Tibre – o romeiro é surpreso por uma bonita igreja que tem o imponderável de conter algo muito singular.

Não é só o fato de seu estilo neogótico evocar a França e destoar do distendido conjunto arquitetônico romano.

Luminosa, delicada, esguia, sorridente, mas infelizmente fechada boa parte do dia, a igreja do Sagrado Coração do Sufrágio fica a dois quarteirões de Castel Sant’Angelo e da Via dela Conciliazione, que leva direto ao Vaticano.

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Os 7 critérios da cura milagrosa

O Papa Bento XIV quando Cardeal definiu os 7 critérios para caracterizar o milagre. Pierre Subleyras (1699 – 1749), Metropolitan Museum of Art
O Papa Bento XIV quando Cardeal
definiu os 7 critérios para caracterizar o milagre.
Pierre Subleyras (1699 – 1749), Metropolitan Museum of Art
Luis Dufaur
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A Igreja não afirma a ocorrência de um milagre em Lourdes apenas por um sentimento ou crença, explicou “Aleteia”.

Previamente Ela submete cada cura apresentada como milagre a uma sequência criteriosa de revisões científicas.

Essas incluem duas instâncias – nacional e internacional – de especialistas ou comissões médicas – sem ligar para a religião – para vasculhar cada alegação de cura inexplicável.

A cura não será declarada canonicamente milagrosa se não tiver passado por estas instâncias num processo que demora alguns anos.

É a tarefa da Comissão Médica Internacional de Lourdes, geralmente chamado “Bureau” que aplica a metodologia usada na investigação científica mais moderna.

Seus membros costumam citar o princípio do professor de hematologia e diretor do Instituto de Leucemia da Universidade de Paris Jean Bernard: “Quem não é científico não é ético”.

Não se trata de cair no cientificismo ou no positivismo por si mesmos, e sim de buscar a verdade com a clara consciência daquilo que a encíclica Fides et Ratio sintetizou:

“A fé e a razão são como as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade”.

O cardeal Prospero Lambertini, posteriormente papa Bento XIV (pontífice de 17 de agosto de 1740 até a morte em 3 de maio de 1758), definiu as características do milagre do ponto de vista médico-científico na “De servorum beatificatione et beatorum canonizatione” (“A beatificação dos servos de Deus e a canonização dos beatos”), livro IV, capítulo VIII, 2-1734.

Nessa obra maestra para as beatificações e canonizações nos bons tempos, ele estabeleceu 7 critérios para reconhecer se uma cura é extraordinária ou inexplicável:

1. A doença deve ter características de gravidade, com prognóstico negativo.
 
2. O diagnóstico real da doença deve ser certo e preciso.

3. A doença deve ser apenas orgânica.
 
4. Eventual tratamento não pode ter favorecido o processo de cura.
 
5. A cura deve ser repentina, inesperada e instantânea.

6. A retomada da normalidade deve ser completa (e sem convalescência).
 
7. A cura deve ser duradoura (sem recaída).

Os 7 critérios do Cardeal Lambertini são válidos até hoje e esclarecem o perfil específico da cura inexplicável.

Eles garantem que toda objeção ou contestação seja levada em ampla consideração antes de se atestar que uma determinada cura foi “não explicável cientificamente”.

Mas o milagre só pode ser proclamado em ato oficial pelo bispo diocesano do miraculado.

Em Lourdes, de 7.200 curas que a ciência declarou inexplicáveis, só 70 foram proclamadas canonicamente como milagres de origem sobrenatural.

O caso mais recente caso é o da irmã Bernadette Moriau, uma religiosa francesa que atualmente tem 79 anos de idade.

Ela não conseguia andar sem ajuda. Peregrinou ao santuário mariano em 2008 e, pouco tempo depois, viu-se perfeitamente recuperada enquanto fazia adoração ao Santíssimo Sacramento.

Cfr: Mais um milagre de Lourdes proclamado oficialmente. É o nº 70

O 69º milagre reconhecido em Lourdes: Danila Castelli

Após 8 anos de avaliações e estudos, os médicos e cientistas reconheceram, em novembro de 2016, que a sua cura é cientificamente inexplicável.

A responsabilidade pelo caso passou então para a Igreja. E a confirmação do milagre foi tornada pública em 11 de fevereiro de 2018, festa de Nossa Senhora de Lourdes e Dia Mundial dos Enfermos.

O mais recente milagre anterior em Lourdes foi o de Danila Castelli. Ela foi curada em 1989.

Mas o anúncio formal da inexplicabilidade científica de sua cura só aconteceu em 2013; portanto, foram 24 anos de estudos e pesquisas, disponíveis para a contestação da comunidade científica.

Cfr: O 69º milagre reconhecido em Lourdes

O primeiro caso reconhecido em Lourdes foi a cura de Catherine Latapie, ocorrida poucos dias depois da primeira aparição de Nossa Senhora em Massabielle.

Cfr.: Curas milagrosas: depoimento do médico responsável de Lourdes (2)

Um caso de impressionar


Soror Luigina Traverso
Um dos casos de cura mais impactantes que passaram pela Comissão Médica Internacional de Lourdes é o da religiosa Luigina Traverso.

Ela foi curada repentinamente de uma lombociática incapacitante de meningocele no dia 23 de julho de 1965, após anos de tratamento médico e várias cirurgias que não tinham dado resultado.

Em 20 de julho de 1965, a irmã viajou até Lourdes em estado grave – aliás, os médicos tinham recomendado que ela não fizesse a peregrinação porque a viagem representava alto risco de morte.

Em 23 de julho, na passagem do Santíssimo Sacramento durante a celebração eucarística, a irmã Luigina relata ter experimentado uma súbita sensação de forte calor e bem-estar, acompanhada pelo “desejo de ficar em pé” – o que era impossível para ela havia meses. De repente, ela recuperou o movimento dos pés e deixou de sentir dor.

Em 24 de julho, acompanhada pela madre superiora, a religiosa caminhou sem ajuda alguma até a gruta de Lourdes para agradecer a Nossa Senhora.

No mesmo dia, participou da via-crúcis dos peregrinos e subiu rezando até a quarta estação – a subida é íngreme. Ao longo dos dias seguintes, a irmã Luigina já estava ajudando a cuidar dos doentes que peregrinavam ao santuário.

Demorou até 2012 para que o milagre fosse reconhecido, cumpridas todas as rígidas etapas de estudos médicos e científicos e, por último, de análise por parte da Igreja.

Cfr.: O milagre de Soror Luigina Traverso

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Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Santa Bernadette Soubirous no dia de sua festa

Santa Bernadette, imagem em Lourdes
Santa Bernadette, imagem em Lourdes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






No dia 16 de abril celebramos a festa litúrgica de Santa Bernadette, a vidente de Lourdes.

Ela faleceu em 16 de abril de 1879 na enfermaria posta sob a invocação de Santa Cruz, no Convento Saint Gildard (França), onde professara como religiosa.

Muitos se converteram só de vê-la fazer o Sinal da Cruz, que aprendeu a fazer diretamente com Nossa Senhora


A vida de qualquer santo é uma maravilha única e sempre surpreendente, desde que a vida do santo seja bem escrita.

Assim a vida de Santa Bernadette Soubirous.

Ela era do interior, de uma cidade pequena, e não se incomodava com a opinião do mundo.

Gostou? Gostou. Não gostou? Gostasse! Como que dizendo: “Eu sou assim e faço assim porque cumpro meu dever, porque a Santa Igreja Católica manda. Você achou feio? Fique achando, porque a coisa é exatamente assim”.

quarta-feira, 31 de março de 2021

Premios Nobel reconhecem curas inexplicáveis

Anna Santaniello, antes da cura e 50 anos depois
Anna Santaniello, antes da cura e 50 anos depois
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Desde que começaram a ser analisadas com todo o rigor dos métodos médicos, mais de 7.000 curas inexplicáveis pela ciência foram constatadas pelo Departamento Médico de Lourdes, registrou entre outros “Aleteia”.

O número de curas prodigiosas supera muito largamente esse número, mas na maioria dos casos os beneficiados não possuem a documentação clínica exigida, ou não podem voltar a Lourdes para acompanhamento pós-cura, ou foram sarados de doenças psiquiátricas não constatáveis por chapas ou exames físicos de algum tipo, etc.

Após a medicina se reconhecer incapaz de explicar ditas curas, o bispo diocesano do fiel curado deve proclamar que houve o milagre.

A ciência vai até o limite do que lhe é possível. O milagre é um fato de origem sobrenatural e só pode ser declarado pela Igreja e seus hierarcas autorizados.

O Departamento Médico de Lourdes foi constituído e é liderado por médicos e cientistas para julgar o número imenso de pessoas que se declaram curadas pela água de Lourdes ou por orações no santuário.

O “Bureau“, como também é chamado, é constituído por 20 médicos e cientistas estáveis e seus registros estão abertos a qualquer médico ou cientista que queira fazer a própria investigação particular ou contestar qualquer caso específico reconhecido como “milagroso”.

Alexis Carrel, (1873 — 1944) Nobel de Medicina de 1912
Alexis Carrel, (1873 — 1944) Nobel de Medicina de 1912
O Dr. Alexis Carrell protagonizou um dos casos mais estrondosos. Ele era um médico agnóstico que, obviamente, não acreditava em milagre algum.

Mas foi a Lourdes a assistir um caso para eventualmente descobrir tretas ou artimanhas. Assim testemunhou a cura de Marie Bailly em todos os pormenores clínicos.

A cura foi de tal maneira contrária a toda a ciência que ele dominava que ele próprio acabou se convertendo à fé católica depois de estudar com lupa o inexplicável que presenciou.

Aconteceu em 1902 quando um amigo médico o convidou para assistir doentes transportados por trem de Lyon até Lourdes. Carrell aceitou por amizade e pelo interesse em descobrir as causas naturais de curas tão rápidas.

No trem, a paciente Marie Bailly padecia de peritonite tuberculosa aguda. Seu abdômen estava consideravelmente distendido, com grandes massas dura e ela estava apenas parcialmente consciente.

O Dr. Carrell acreditava que ela morreria muito rapidamente tal vez antes de chegar a Lourdes. Outros médicos no trem concordavam com o diagnóstico.

Em Lourdes, Marie foi levada até a gruta, onde três jarros d’água foram derramados sobre seu abdômen.

Após o primeiro derramamento, ela sentiu uma dor lancinante, que diminuiu depois do segundo.

Após o terceiro, ela experimentou uma sensação agradável. Seu estômago começou a se achatar e seu pulso voltou ao normal.

O Dr. Carrel estava em pé logo atrás de Marie, junto com outros médicos, tomando notas e escreveu:

“O abdome, enormemente distendido e muito duro, começou a se achatar. Em 30 minutos [a protuberância] havia desaparecido completamente. Nenhuma descarga foi observada do corpo”.

Pouco depois Marie se sentou na cama, jantou e, no dia seguinte, saiu da cama sozinha e se vestiu. Embarcou no trem, sentou-se em um dos bancos duros e chegou a Lyon revigorada.

O Dr. Carrel pediu que ela fosse monitorada por um psiquiatra e um médico durante quatro meses.

Depois desse tempo, Marie se juntou às Irmãs da Caridade para trabalhar com os doentes e os pobres em uma vida bastante árdua. Ela faleceu em 1937, aos 58 anos, 35 anos após o milagre.

Assistindo a essa cura Carrel acreditou ter visto um milagre, mas era difícil declará-lo porque sabia que, se o caso se tornasse público, a sua carreira na Faculdade de Medicina de Lyon se arruinaria.

Mas a cura de Marie Bailly foi tão evidentemente milagrosa, tão rápida, completa e inexplicável, que se tornou pública no mundo.

Jornalistas assediaram ao Dr. Carrel até que ele redigiu o relato público do milagre. Acrescentou que a comunidade médica tinha se recusado injustificadamente a reconhecer fatos que pareciam de fato prodigiosos.

Luc Montaigner (1932 - ) Premio Nobel de Medicina de 2008
Luc Montagnier (1932 - ) Premio Nobel de Medicina de 2008
Aconteceu o que Dr. Carrel temia e lhe tiraram o posto na Faculdade de Medicina de Lyon. Ele se transferiu para a Universidade de Chicago e, depois, para a Universidade Rockefeller nos EUA e recebeu nada menos que o Prêmio Nobel de Medicina de 1912.

Ele retornou muitas vezes a Lourdes, e testemunhou um segundo milagre: a cura instantânea de um menino cego de 18 meses.

Até que em 1942 anunciou publicamente que acreditava em Deus, na imortalidade da alma e nos ensinamentos da Igreja Católica.

Mais próximo da nossa época, o Dr. Luc Montagnier também premiado com o Nobel de Medicina afirmou:

“Muitos cientistas cometem o erro de rejeitar o que não entendem. Não gosto dessa atitude. (…)

“Quanto aos milagres de Lourdes que eu estudei, creio que realmente se trata de algo inexplicável (…)

“Não consigo entender esses milagres, mas reconheço que há curas que não estão previstas no estado atual da ciência”.

Segundo o Dr. Montagnier é recomendável que os incrédulos, em vez de promulgarem os seus próprios dogmas de “intelectualidade superior” diante daquilo que não entendem, procurem conhecer o assunto com mais rigor científico e menos conclusões precipitadas (e anticientíficas).

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