quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Lourdes e seus milagres: a prova irrefutável de que Nossa Senhora ouve a todos, até ao mais pecador

Nossa Senhora veio para os inocentes,
mas sobretudo para os pecadores, doentes e necessitados
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Alguém poderá dizer:

“Tudo isso é muito bonito, mas eu não mereço que as minhas orações sejam ouvidas por Nossa Senhora de Lourdes... se eu penso que tive pecados na vida passada...

“Emendei-me, quer dizer, mais ou menos... não tenho certeza... terei feito bastante penitência para merecer ser ouvido?

“Se eu olho para mim mesmo penso: ‘como é que posso obter um milagre ou uma graça dessas de Nossa Senhora de Lourdes?’

“Então, para que pedir?”

Primeiro lugar, o milagre é uma obra de misericórdia da bondade divina, obtida para a gente por meio de Nossa Senhora.

Se a gente for ver os milagres obtidos em Lourdes, muitas vezes são para ateus. Nossa Senhora cura o corpo e converte a alma.

Doentes à testa da procissão das velas
O sujeito sara e está acabado. Não tem conversa. Sara e se converte.

Mas, sobretudo, o que tem é que Nossa Senhora pede para nós.

Alguém dirá: “Está bem, mas como é que Ela pede para nós se eu não mereço?”.

Alguém conhece na Terra uma boa mãe que diga o seguinte:

“Você, meu filho, eu só farei qualquer benefício a você na medida em que você merecer. Se você não merecer, as portas do meu afeto estão fechadas para e não conte comigo”.

Milagre não depende de nossa virtude,
mas da misericórdia de Nossa Senhora
Ninguém conhece, porque uma boa mãe não faz isso nunca.

É até o contrário: quanto mais o filho é pecador, mais por algum lado Ela tem pena e quer emendar, quer dar um jeito no filho.

Isso é arqui assim de Nossa Senhora para nós. Ela é Mãe de Misericórdia.

Veja vídeo
Procissão final:
canto do Credo
São Luís Grignion de Montfort mostra o seguinte: se nós tomarmos todas as mães do mundo e somarmos o afeto que cada uma delas tem para seu filho, vamos ver que Nossa Senhora tem um amor maior pelo último dos homens do que todo o amor das mães somado.

Portanto, devemos confiar n’Ela, na misericórdia d’Ela, na bondade d’Ela.

Nessas condições, é fora de dúvida que devemos pedir, pedir e pedir, certos de que pedindo por meio d’Ela obteremos.

Sem ser por meio d’Ela ninguém obtém nada.

Coroa dourada em Lourdes.
No fundo a basílica da Imaculada Conceição
Nem os Santos que já estão no Céu obteriam qualquer coisa se eles não pedissem por meio de Nossa Senhora.

Quanto mais nós!

Ela é nossa Mãe de Misericórdia.

E, portanto, nunca desanimaremos.

Mas pediremos, pediremos, pediremos, e Ela nos salvará.

E se alguém precisar ainda de mais uma prova – uma prova que dá para pegar com a mão, analisável com olho clínico, frio e metódico –, ali estão os milagres de Lourdes para nos certificar dessa Misericórdia sem limites de Nossa Senhora.



Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário. 


quarta-feira, 11 de setembro de 2019

“Bernadette é doida!”
Como nasceu a fonte de Lourdes

A fonte da Gruta hoje
A fonte da Gruta hoje
Luis Dufaur
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No dia 25 de fevereiro de 1858 (novena aparição), havia por volta de 350 pessoas diante da Gruta.

Santa Bernadette começou a rezar o terço em êxtase, como de costume.

Depois ela foi subindo de joelhos até o fundo da Gruta. De tempos em tempos beijava o chão.

Sua agilidade sem esforço era surpreendente, considerando-se que o local estava coberto de pedras.

Ela chegou até a abertura que comunica com o nicho da aparição e ali se deteve. Seus lábios mexeram, mas ninguém ouviu nada.

Depois fez o sinal de aquiescer e voltou-se, sempre de joelhos, em direção ao rio Gave. Porém, foi como se algo a tivesse detido.

Voltou-se de novo para a Gruta e foi até o fundo, mas em sentido inverso ao nicho.

Ela procurava não se sabia o quê; voltou novamente, tornou a olhar para a gruta, e subiu ainda uma outra vez. Curvando-se sobre a terra, olhou com repugnância o chão lamacento, e começou a cavar no local com a mão direita.

Santa Bernadette cava a fonte e alguns acham que ficou doida
Santa Bernadette cava a fonte
e alguns acham que ficou doida
Formou uma pequena bacia, e retirando um pouco de lama avermelhada levou-a até o rosto, mas a recusou com desgosto.

Logo recomeçou, parecendo que queria beber essa água suja, mas a repugnância era mais forte.

Só conseguiu na quarta vez. Em seguida comeu algumas ervas que brotam no fundo da Gruta.

O que ela fazia? Ninguém entendia nada.

Quando desceu com o rosto lambuzado, a consternação foi geral.

— Ela é doida! – murmurava-se.

Àqueles que lhe perguntavam, Santa Bernadette explicava:

— Aqueró [expressão do dialeto do lugar com a qual ela se referia a Nossa Senhora] me disse: Ide beber na fonte e lavar-vos.

Como eu não via água, fui para o Gave. Mas ela me fez sinal com o dedo para ir a beber sob a rocha.

Encontrei um pouco de água [que era] quase lama: tão pouco que mal podia pegar na concha da mão. Eu a joguei fora três vezes, de tal maneira estava suja. Na quarta vez eu consegui.

— Mas, por que te mandou fazer isso?

— Ela não me disse.

— E essa erva que você comeu?

Bernadette não tinha resposta.

— Você sabe que acreditam que você é doida fazendo essas coisas?

— Pelos pecadores! – era a única resposta de Santa Bernadette, repetindo o que tinha ouvido no êxtase.

Bernadette: foto após as aparições
Bernadette: foto após as aparições
Pela tarde, algumas pessoas voltaram à Gruta.

Elas ficavam olhando esse buraco “grande como uma sopeira” que Bernadette havia cavado.

Eleonora Pérard inseriu uma vara nesse buraco de água lamacenta. E percebeu uma vibração de água que corria subterraneamente.

Outros tentaram beber e, como Bernadette, cavavam mais. A água começou então a minar com mais abundância e cada vez mais clara.

A lama se transformou em água pura.

Alguém voltou à cidade com duas garrafas.

Uma foi levada por Jeanne Montat para seu pai doente:

— É preciso que ele beba desta água – pensava ela.

A outra foi levada pelo filho do vendedor de cigarros.

Esse menino tinha uma faixa sobre o olho.

Nos dias seguintes, ele já não mais precisava da faixa – observou Jacquette Pène, irmã do vigário que o viu puxando a água.

O jorro de milagres havia começado.


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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

A casa natal de Santa Bernadette: muita simplicidade mas nada de vulgaridade

Cama de Santa Bernadette antes da família perder a casa
Luis Dufaur
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As fotos mostram quanta dignidade, quanta compostura afável e sóbria pode impregnar um ambiente próprio a gente pobre... de dinheiro, mas rica em alma.

Em primeiro lugar, temos a pobreza de uma família obscura... e imortal: a família de Santa Bernadette Soubirous, a vidente de Lourdes.

A sala serve ao mesmo tempo de dormitório e cozinha.

O grande leito, com seu cortinado, é pobre, mas dá uma impressão de recolhimento, estabilidade e dignidade inegáveis.

Essa impressão se comunica a todo o aposento, acentuada ainda pelas imagens populares, mas piedosas, e pela lareira espaçosa a cujo calor se acercava a família nos serões de inverno.

Veja vídeo
Procissão das velas: 
canto final da 
Salve Rainha (Latim)
Santa Bernardette nasceu nessa casa, até que a miséria - teleguiada pela Providência -, levou a família de queda em queda até o "cachot" que hoje é tão venerado, mas que naquele tempo causava espanto e vergonha.

Lourdes, casa paterna de Santa Bernadette
Casa onde nasceu a vidente
Após as aparições, a família Soubirous recuperou sua digna condição social.

Mas, Santa Bernadette entrou num internato desde 1860, nela nunca morou, e depois se fez freira em Nevers.



* * *



Depois da pobreza familiar, a nobre pobreza voluntária da vida religiosa.

Trata-se de um aspecto da enfermaria do Convento de Saint Gildard, com a cadeira na qual Santa Bernadette morreu.

Nevers, enfermaria da Santa Cruz, onde morreu Santa Bernadette
Enfermaria de Saint Gildard onde faleceu Sta. Bernadette
O ambiente, naturalmente, é diverso. Mas a pobreza é indiscutível.

Entretanto, as camas com seus cortinados, a sala espaçosa, as imagens, tudo enfim também exprime compostura, dignidade e recolhimento.

Em suma, é mil vezes mais repousante e atraente do que muito cubículo de luxo de "pálaces" modernos.

Tal é a pobreza, quando iluminada pela luz de Cristo e o sorriso de Maria Santíssima: composta, digna, recolhida, suave e discretamente alegre.

Nevers, enfermaria da Santa Cruz, poltrona onde morreu Santa Bernadette
Poltrona sobre a qual morreu S. Bernadette.
Para o demagogismo contemporâneo, filho da "massificação" hodierna, isto é, da transformação do povo em imensas massas anorgânicas, proletarizadas e anônimas, a compostura, a dignidade e a distinção constituem atributos exclusivos das classes altas.

A vulgaridade, a falta de gosto, os ambientes rasteiros e sem alma são próprios às massas.

E, como as classes altas estariam fadadas a desaparecer, arrastando no seu ocaso a compostura, a dignidade e a distinção, o mundo daqui por diante viveria imerso, cada vez mais, na vulgaridade proletária.

Santa Bernadette e a família Soubirous nos ensinam o contrário.



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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Santa Bernadette e a humilhação

Nossa Senhora aponta para um canto da gruta, para ali cavar e tirar a água.
Nossa Senhora aponta para um canto da gruta,
para ali cavar e tirar a água.
Luis Dufaur
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No século XIX, na gruta de Massabielle, na cidadezinha de Lourdes, Nossa Senhora apareceu a uma camponesa chamada Bernadette Soubirous.

Ela era filha de um casal extremamente pobre que vivia com dificuldades econômicas: o pai era moleiro e tinha perdido o moinho e não encontrava emprego.

Era gente do povo reta, de costumes muito bons, mas de educação muito pobre, porque eram trabalhadores manuais e não tinham contato com nada de mais elevado.

Um dia em que Bernadette estava perto de uma gruta muito comum e até usada para lixo em Lourdes, ela ouviu uma voz.

Ela olhou para a gruta e viu dentro uma senhora de uma beleza admirável.

Conheceu que era Nossa Senhora em pessoa que estava falando com ela. E ela com toda a simplicidade, começou a falar com Nossa Senhora com mãos postas, na atitude de quem reza.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Lourdes e nosso drama pessoal: “Minha mãe, pequei! Perdão!” O resto Ela faz, Ela conserta tudo.

Luis Dufaur
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Em 1917, Nossa Senhora apareceu em Fátima e deu aos três pastorzinhos – Jacinta, Francisco e Lúcia – as mensagens conhecidas.

O ponto essencial das mensagens é uma queixa: o mundo vai mal, e vai mal porque está afundado na imoralidade.

Nossa Senhora falou especialmente, como índice palpável dessa imoralidade, dos trajes que se usavam naquele tempo, dos modos, do sistema social, da vida social daquele tempo.

E disse que aquilo ofende tanto a Deus que, se os homens não se emendassem, Nosso Senhor ia fazer cair sobre o mundo os castigos que estão na mensagem.

Se fôssemos ver as modas e as danças daquele tempo, comparadas com as de hoje a conclusão é acachapante: o mundo não fez outra coisa senão atolar-se cada vez mais na imoralidade.

Basta andar um pouco pelas ruas, sobretudo nesses dias de calor, para ver os trajes femininos e masculinos como são.

Rapazes mais novos, menos novos, homens maduros, chefes de família usando apenas uma... – como se pode designar isso? – chamemos de tanga, que cinge apenas uma parte baixa do tronco e uma parte alta das pernas, e mais nada, e o resto nu.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

A Assunção: prêmio pelos sofrimentos da co-redenção

Assunção, Fra Angelico  (1395 – 1455), Google Cultural Institute
Assunção, Fra Angelico  (1395 – 1455), Google Cultural Institute
Luis Dufaur
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Nosso Senhor quis Ele mesmo subir aos céus contemplado pelos homens. Mas, também quis que a Assunção de Nossa Senhora para o Céu, depois da dEle, se desse diante do olhar humano.

Por quê?

Era preciso que a Ascensão fosse vista por homens que pudessem dar testemunho desse fato histórico duplo: não só de que Nosso Senhor ressuscitou, mas de que tendo ressuscitado Ele subiu aos céus.

Subindo ao Céu, Ele abriu o caminho para as incontáveis almas que estavam no Limbo esperando a Ascensão para irem se assentar à direita do Padre Eterno.

Antes de Nosso Senhor Jesus Cristo ninguém podia entrar no Céu. Ali só os anjos estavam lá.

Então Nosso Senhor, na Sua Humanidade santíssima, foi a primeira criatura – porque Ele ao mesmo tempo era Homem-Deus – que subiu aos Céus.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

O que Nossa Senhora quer de nós com Lourdes - 2


Luis Dufaur
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Coligação dos filhos da luz, fiéis a Nossa Senhora

As aparições de Lourdes constituem um capítulo decisivo na intervenção materna de Nossa Senhora para quebrar o curso devastador da Revolução.

A isso se referiu o Cardeal Ivan Dias, dizendo que  

“a Virgem está tecendo uma rede de filhos e filhas espirituais, para lançar uma forte ofensiva contra as forças do maligno para encarcerá-lo e assim preparar a vitória final de seu Divino Filho Jesus Cristo”. 

quarta-feira, 31 de julho de 2019

O que Nossa Senhora quer de nós com Lourdes - 1

Luis Dufaur
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Quem volta de uma peregrinação a Lourdes traz gravada no coração algo como uma reprodução da gruta de Massabielle.

Para ela voltar-se-á com saudade e confiança nas horas mais difíceis, com a certeza de ser atendido.

E basta recordar-se dessa lembrança para fazer renascer em si o desejo ao mesmo tempo inefável e irrefreável de algum dia retornar à gruta de Nossa Senhora.

O que visa Nossa Senhora, assim agindo no mais fundo das almas?

O início do Jubileu de Lourdes trouxe-nos uma luminosa resposta a esta interrogação.

Sobre Lourdes, as palavras do Legado Pontifício

Abrindo o ano jubilar de Lourdes, o Cardeal Ivan Dias, então Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Legado Papal, pronunciou uma alocução merecedora de apurada meditação.

Começou qualificando as aparições a Santa Bernadette Soubirous de “autênticas irrupções marianas na história do mundo”. 

Não se trata, portanto, de aparições fechadas em si mesmas.

Pelo contrário, elas se encaixam “na luta permanente e feroz entre as forças do bem e as forças do mal, desde o início da história humana, e que continuará até o final”.

Nessa imensa luta histórica, as aparições de Lourdes “marcam a entrada decisiva da Virgem no cerne das hostilidades entre Ela e o diabo, como está descrito no Gênesis e no Apocalipse”.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Na cura surpreendente de Antonietta Raco, Nossa Senhora passou por cima do medo da "eutanasia"

Antonietta Raco conta como se passou
Luis Dufaur
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O bispo de Tursi-Lagonegro, Itália, foi dos primeiros a anunciar a cura surpreendente de Antonietta Raco, paralisada desde 2005 por causa de uma esclerose lateral amiotrófica (SLA) e curada após uma peregrinação a Lourdes em 2009.

Sobre este caso já tivemos ocasião de publicar um post que inclui vídeo da curada caminhando no hospital de Turim.

Recebemos agora a indicação de página na Internet que reproduziu o testemunho da agraciada contando como aconteceu, o que ela sentiu e o que as testemunhas viram.

Pasmo e emoção dos especialistas

Antonieta, 50, vive em Francavilla in Sinni, cidadinha perto da cidade de Potenza, na região de Basilicata (sul da Itália).

domingo, 14 de julho de 2019

O escapulário de Nossa Senhora do Carmo
e a mais antiga devoção marial do mundo

Nossa Senhora do Carmo, São João del Rei
Nossa Senhora do Carmo, São João del Rei
Luis Dufaur
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A Ordem do Carmo foi fundada pelo Profeta Elias, tendo sido Santo Eliseu seu sucessor e sendo conhecida no Antigo Testamento como a “escola dos profetas”. Tal vez o próprio São João Batista tenha se ligado a ela.

Alguns acham que até Nosso Senhor Jesus Cristo os frequentou durante o período de sua vida no deserto.

O fato é que a Ordem do Carmo representa o primeiro filão da devoção marial no mundo, em virtude da famosa visão do profeta Elias de uma nuvenzinha que preanunciou uma imensa chuva após uma seca devastadora.

A nuvenzinha foi uma prefigura de Nossa Senhora, Mãe dAquele que atrairia um sem-fim de graças para o mundo.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Nossa Senhora cura o corpo, porque quer curar a alma

Luis Dufaur
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Há uma certa tendência um pouco exagerada para pedir favores materiais.

Essa desdenha os favores espirituais, mas se impressiona muito com as graças de Lourdes no que têm de material.

Vamos falar como amigos.

Compreendam que os favores materiais que Deus dá são de fato favores.

E favores que a gente deve pedir.

Mas que eles só visam elevar a nossa alma a desejar os favores espirituais.

As graças para a alma.

É por aí que verdadeiramente Deus atrai as almas para Ele.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Lourdes iniciou a salvação
no naufrágio universal dos homens

Atentado destruiu imagem de Nossa Senhora de Lourdes em Valparaiso, Antioquia, Colômbia
Atentado destruiu imagem de Nossa Senhora de Lourdes
em Valparaiso, Antioquia, Colômbia
Luis Dufaur
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Quantas vezes pensando na maldade que se estadeia nos grandes meios de comunicação ou até mesmo na vida de todos os dias a gente é levada a pensar que o inimigo está mais forte do que nunca!

Há almas boas, há movimentos bons, mas diante de tanto poder do mal, poder-se-ia perguntar, o que resulta para a Igreja diante de tão poderosos adversários externos e internos?

Alguém me dizia que a julgar pelo que acontecia com ele todos os dias só falta choverem canivetes.

Tudo fala de crime, corrupção, impiedade, falta de respeito às coisas mais sagradas, da família, dos pais, dos professores, da lei, etc.

Não parece que nos aproximamos daquela era sonhada pelos iluministas há tantos séculos, de naturalismo dominado pela técnica materialista; da república universal ferozmente igualitária onde foram varridos todos os resquícios de uma religião sobrenatural?

Não está aí o comunismo, não está aí o perigoso deslizar da própria sociedade ocidental, pretensamente anticomunista, mas que no fundo também caminha para a realização de um mundo sem lei e sem moral, sem família e sem bons costumes?

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Nossa Senhora de Lourdes há de nos socorrer

"A última onda", Emilio Ocón y Rivas, detalhe
"A última onda". Emilio Ocón y Rivas (1845- 904), Museu de Málaga
Luis Dufaur
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Nossa Senhora de Lourdes há de nos socorrer.

Essa expressão em parte é verdadeira, e em parte falsa.

Paradoxo? Não.

Na realidade Ela já começou a nos socorrer.

A definição dos dogmas da Imaculada Conceição e da infalibilidade papal pelo Beato Papa Pio IX, a renovação da piedade eucarística nos fastos mariais do pontificado subsequente de São Pio X, foram passos precursores decisivos.

Nossa Senhora apareceu em Fátima sob o pontificado de Bento XV.

Em 13 de maio de 1917, deu-se a primeira da série de aparições.

Desde o pontificado de Pio XI, a mensagem de Fátima se foi espraiando suave e seguramente por toda a terra.

Enquanto isso, crescia a devoção a Nossa Senhora de Lourdes confirmando o dogma que está no início desse processo de conversão: “Eu sou a Imaculada Conceição!”

Em La Salette, no ano de 1846, Nossa Senhora tinha descrito toda a dimensão do drama que se aproximava.

terça-feira, 18 de junho de 2019

O milagre eucarístico de Bolsena
na origem da festa de Corpus Christi

Altar com as relíquias menores do milagre eucarístico de Bolsena
Altar com as relíquias menores do milagre eucarístico de Bolsena
Luis Dufaur
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Na Basílica de Santa Cristina em Bolsena, Itália, conserva-se zelosamente há sete séculos, as relíquias menores do milagre eucarístico de Bolsena.

Dizemos as ‘menores’ pois as ‘maiores’ estão na catedral de Orvieto.

Trata-se de uma das pedras sagradas onde ainda são bem perceptíveis grumos do precioso Sangue de Nosso Redentor.

O fato miraculoso aconteceu em 1264 e está ligado a dois dos mais poderosos expoentes do pensamento teológico universal: São Tomás de Aquino e São Boaventura.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

De joelhos, sozinho, na meia luz e no silêncio ante o Santíssimo Sacramento


Luis Dufaur
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Neste ano a festa de Corpus Christi se comemora o dia 20 de junho.



O maná que Deus enviou para alimentar os judeus durante a travessia do deserto, após abandonar o Egito sob a direção do profeta Moisés rumo à Terra Prometida, mudava de gosto.

Por causa disso diante do Santíssimo Sacramento exposto, antes de dar a bênção, o padre ajoelhado usando uma muito bonita capa pluvial cantava: Panem de caelo, prestistis eis alelluia, Vós destes a eles pão do Céu, aleluia. Quer dizer, o maná.

O coro respondia: Omne delectamentum in se habentem, alelluia, Que tinha em si todos os sabores aleluia.

Isso fazia parte daquela distinção, daquela classe, daquela categoria, de uma bênção do Santíssimo Sacramento bem dada.

Com o Santíssimo resplandecente dentro de um sol de ouro, a interlocução entre o oficiante e o povo representado pelo coro, era esta: vós destes a eles um pão do Céu.

E o coro respondia: que contém em si todos os sabores.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Em Lourdes, Deus instalou o milagre em série
rumo à vitória da contrarrevolução

No início do século XIX parecia que os inimigos da religião, inspirados na Revolução Francesa iriam devastar a Igreja
No início do século XIX parecia que os inimigos da religião,
inspirados na Revolução Francesa iriam devastar a Igreja.
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No século XIX, após as devastações das guerras napoleônicos e a entrada generalizada das doutrinas imorais da Revolução Francesa, inúmeros ambientes católicos estavam em deplorável derrota ou debandada.

Sobre tudo entre os que na sociedade temporal deveriam defender a Igreja e a Civilização Cristã.

Podia se comparar à situação no tempo da invasão bárbara da Europa.

Diante dos hunos todos os generais e governadores do Império Romano se deixaram derrotar ou debandaram.

Foi o que aconteceu diante da Revolução e em número incontável.

Nesta situação, houve uma exceção de nobre e solene dramaticidade.

Foi o beato Papa Pio IX, que como São Leão Magno, foi o único a enfrentar o adversário e a lhe impor a retirada.

Recuar? A proposição parece ousada. Entretanto, nada mais verdadeiro.

A partir de 1854 com a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, a Revolução começou a sofrer suas grandes derrotas.

Na aparência e na realidade, a Revolução gnóstica e igualitária e, por isso mesmo, radicalmente anticristã, continuou a desenvolver seu império sobre a terra.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Após aparições, Santa Bernadete sofre hostilização

Missa na Gruta no centenário das aparições
No século XIX
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Para Santa Bernadete não foram fáceis os dias que vieram após as aparições. Entretanto, ela em nada perdia a serena e sobrenatural disposição de alma.

O micro-mundo da política, do judiciário e da polícia de Lourdes estava dominado pelas utopias anti-cristãs da Revolução Francesa. Ele tramou vários golpes.

Do ponto de vista médico tentaram forjar um diagnóstico segundo o qual Bernadette seria uma psicopata e devia ser encerrada num manicômio.

Como vimos, foi em vão. As tentativas fracassaram face à solidez moral e psíquica de Bernadette.

Vieram, então, intimidações por parte do procurador, do juiz e do delegado de polícia. Eles acenaram com metê-la no cárcere se não declarava que as visões eram uma fraude. Também não lhes adiantou de nada.

O prefeito de Lourdes, Adolphe Lacadé, queria acabar de vez com as manifestações de piedade em torno da gruta.