quarta-feira, 20 de março de 2019

Santa Bernadette: exemplo de desinteresse, alienação e holocausto

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
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Santa Bernadette e tantos outros santos morreram para que fôssemos desinteressados.

Para que tivéssemos uma vida espiritual em que procurássemos, mais do que o Céu para nós, a graça de amar desinteressadamente a Deus.

Não procurar o Céu para ser feliz no Céu, mas procurar o Céu porque Deus está lá e para amarmos desinteressadamente a Deus.

Antes de tudo e acima de tudo, colocando a nossa felicidade no Céu como uma coisa enormemente preciosa, mas secundária em comparação com a ideia de que nós vamos ver a Deus e vamos adorá-Lo.

De que vamos contemplar a glória dEle.

Então, exclusivamente para Ele. Que sejamos tais que também nós atuemos em nossa família de almas pelo exclusivo interesse da Causa católica.

Este é o perfeito holocausto, daquilo que tantos seguidores de Satanás chamariam de perfeita “alienação”.

Santa Bernadette é uma pessoa que se alienou a Nossa Senhora completamente.

Deu tudo e depois de dar tudo agradeceu o fato de não ser nada.

Este é o grande exemplo que recebemos de Santa Bernadette Soubirous.

Exame de consciência

Então, o primeiro ponto é:

1 - eu fixei bem minha atenção no ponto central, quer dizer, o desinteresse absoluto?

2 - Eu me esforço bem por compreender por que esse desinteresse é fundamental.

3 - Se eu admiro esse desinteresse. Por exemplo, se eu acho mais bonito ser desinteressado do que ser rico, homem de negócios, gerente de uma fábrica de pneumáticos, ator famoso, modelo, político extraordinário, astronauta.

Se eu visse Santa Bernadette Soubirous, toquinho de gente, doentinha, tossindo, com asma, com uma vozinha de falsete, com olho estrábico, se eu a visse e soubesse: a essa apareceu Nossa Senhora. A quem é que eu teria mais admiração? Em concreto!

4 - Temos pedido forças a Nossa Senhora para ter pelo menos um pouco desse desinteresse?

Se for muito duro, façamos como Santa Bernadette, que deu graças pela mestra de noviças muito dura. E rezemos uma Ave-Maria. Já será um modo de adiantar na vida espiritual.



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quarta-feira, 13 de março de 2019

Uma janela do Céu: testemunho de um peregrino a Lourdes


Luis Dufaur
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Chegando a Lourdes um instinto misterioso conduz o neófito rumo à Gruta.

Os cartazes são inexistentes e desnecessários.

Os guardas são escassos e sem trabalho.

A multidão é ordenada, composta e fervorosa. Tudo é pulcro e bem conservado.

Magotes de peregrinos convergem para o local das aparições.

Uns rezam em grupo ou isoladamente, em voz alta ou baixa; outros cantam.

Ainda outros caminham em atitude recolhida, ou com ávida curiosidade, até o fulcro dessa unção que a tudo envolve maternalmente.

Não há algazarra nem pesado silêncio.

Há uma plenitude de vida harmoniosa, impregnada de sobrenatural, que empolga.

Alguns chegam acompanhados de um sacerdote. A imensa maioria vem por iniciativa própria.

O que os levou lá?

O que a graça disse na alma daquele romeno, australiano, japonês, brasileiro ou sul-africano, para virem de todos os recantos da Terra a Lourdes, com tanta consonância de espírito?

À direita de quem chega, o caudaloso rio Gave corre impetuosamente, emitindo leve murmúrio, imagem material dessa torrente de graças que ali age tão poderosa e discretamente nas almas.

À esquerda, as numerosas torneiras onde os romeiros colhem e bebem a água da fonte aberta por Santa Bernadete por ordem de Nossa Senhora.

Logo a seguir, a Gruta das aparições. Como descrevê-la?

É difícil.

Nada há nela que não se pareça com mais uma concavidade lavrada na rocha pelo vento e pelas águas.

Porém, olhando-a, tem-se a impressão de contemplar uma janela que abre direto para o Céu.

No alto, à direita, numa espécie de túnel aberto na rocha, a famosa imagem de Nossa Senhora de Lourdes, tão simples, sem mérito artístico especial, irradiando um oceano de graças.

No canto inferior à esquerda, no fundo, a fonte que Santa Bernadete cavou com suas próprias mãos, a mando de Nossa Senhora.

A água jorra límpida, incessante, com a musicalidade aconchegante de um despretensioso manancial de montanha.

Eis a água de Lourdes, eis o simples instrumento de que Nossa Senhora se serve para vencer a doença e o pecado, a lubricidade igualitária da humanidade que recusou a Civilização Cristã. Que contraste!

Que glória, que poder da Santíssima Virgem!

Toda a obra de impiedade erigida em séculos de Revolução, vencida pela Rainha dos Céus e da Terra com um simples fio de água!



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quarta-feira, 6 de março de 2019

Santa Bernadette esquecida de todos

Luis Dufaur
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Santa Bernadette antes de ser freira, era uma camponesa, com a expressão do olhar muito viva, com muita firmeza de ideias e de princípios na sua atitude.

Embora se visse que ela era uma pessoa quase iletrada e que não era capaz, portanto, de estruturar normalmente, correntemente, um princípio e o apresentar a quem quer que seja.

Ela tinha, por obra do Espírito Santo, o que têm tantas outras almas de condição modesta e que não tiveram os meios para estudar.

Ela tinha um verdadeiro conhecimento de certos princípios e uma heroica atitude de amor ofensivo e defensivo em relação a esses princípios.

Muito cedo aflorou nela a vocação religiosa.

Essa vocação a conduziu a uma congregação religiosa que têm uma casa na cidade de Nevers, que é a capital da zona chamada antigamente Nivernais.

Ela entrou nessa congregação onde, com intencionalidade das superioras, o trato dado a ela foi o seguinte:

Entenderam muito bem que se se conhecesse lá que Bernadette era a moça das aparições, ela seria o objeto da veneração e do entusiasmo de todas as pessoas no convento.

E ela ao invés de ter dentro do convento a vida sacrificada e dura que deve ser própria a quem segue a vocação religiosa, ela teria uma vida de bonequinha. Ela seria a bonequinha das outras freiras.

Então resolveram ocultar que ela fosse Bernadette Soubirous.

Fora também não se sabia que ela estava nesse convento. A entrada dela para o convento foi completamente ignorada.

De mais a mais, Nossa Senhora e os milagres atraíam todas as atenções.

E como é razoável, a vidente que tinha sido um glorioso e santo instrumento para o plano de Nossa Senhora saiu da cena e afundou no isolamento.

Santa Bernadette, freira em Nevers
Parece que revestido do hábito religioso ela manifestou ter uma estatura menor do que com o hábito de camponesa. Era muito pequenininha.

Se não fosse irreverência dizer que ela era quase um ratinho é o que se deveria dizer.

E aquela louçania, aquele vigor que ela tinha antes de entrar para o convento foi perdendo em vista de numerosas doenças que sucessivamente a afligiram.

Ela, portanto, foi implodindo. Ela em vez de desabrochar foi mirrando, murchando, e no convento a tinham em conta de nada e de ninguém.

Daí o fato de que ela que parece que não tinha contato com a família também, é a impressão pelo menos que se tem através dessa oração, ela foi se sentido terrivelmente abandonada.

Esse abandono era um abandono dos que a circundavam.

E esse abandono é uma das grandes glórias de Santa Bernadette.

É curioso, mas Deus pede nesta terra grandes renúncias.

E quando a alma aceita essas renúncias, padece a vida toda por causa delas.

Mas, depois, quando vai no Céu, acontece o contrário, e aquilo que renunciou passa a ser um título de glória na terra.

Santa Bernadette aceitou o esquecimento e o abandono. Hoje é uma das santas mais lembradas e mais invocadas no mundo todo!


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de conferência de 29/6/94. Não revisto pelo autor)


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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Santa Bernadette explica o significado de comer ervas: penitência

Santa Bernadette bebe por vez primeira da fonte
Santa Bernadette bebe por vez primeira da fonte
Luis Dufaur
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No dia 25 de fevereiro, Nossa Senhora mandou Santa Bernadette se lavar com a água da gruta e comer ervas da mesma gruta.

No dia anterior (24 de fevereiro) Nossa Senhora tinha feito um apelo insistente à penitência.

O comer ervas insere-se num contexto penitencial, por certo o mais explícito e taxativo de todas as aparições.

Num primeiro momento, o público ficou vendo a Santa comer ervas e se lavar com a água barrenta da fonte achou que enlouquecera.

No diálogo que então aconteceu encontramos, vindos dos próprios lábios da vidente, a explicação do até então insólito gesto:

― “E essa erva que tu comeste?”

― “Ela também pediu que fizesse…”

― “O que Ela te disse?”

― “Come dessa erva que está ali”.

― “Mas são os animais que comem erva!”

― “Mas por quê essa agitação hoje? Ontem, Ela me tinha dito de beijar a terra em penitência pelos pecadores”.

― “Mas você sabe que por causa dessas coisas, o pessoal acredita que você está doida?”

― “Pelos pecadores...”

Alguns autores narram o fato atribuindo a Nossa Senhora simplesmente o seguinte pedido:

― “Queres comer erva pelos pecadores?”

Fica assim claro que, como bem entendeu Santa Bernadette, o comer ervas é um ato penitencial em benefício dos pecadores.

Romaria "des Guardians" é feita à cavalo. Fundo: basílica de Lourdes
Romaria "des Guardians" é feita à cavalo. Fundo: basílica de Lourdes
O Êxodo do Egito, outro exemplo

Ainda que não tivéssemos as palavras de Santa Bernadette, a exegese católica nos conduziria à mesma conclusão.

De fato, na véspera da partida do Egito, Moisés mandou os judeus prepararem um cabrito e o comerem com ervas amargas (Êxodo 12, 8).

É a origem da Ceia Pascal e uma prefigura da Redenção.

Os judeus conservaram o costume como lembrança da escravidão no Egito, que simboliza a escravidão ao pecado do qual Nosso Senhor veio nos libertar.

O cordeiro da Ceia Pascal era recheado com ervas amargas, prefigurando que o Cordeiro de Deus assumiria a tarefa de nos redimir do pecado com um sacrifício satisfatório.

A essência da penitência está precisamente no abandono do reino do pecado em que possamos ter tido parte, simbolizado pelo Egito, para nos voltarmos para a fidelidade a Deus e trilhar o caminho da Lei e da Terra Prometida.

Terra Prometida esta que no contexto histórico de Lourdes, La Salette e Fátima, é bem claramente o Reino de Maria, que Nossa Senhora prometeu dizendo: “No fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.



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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Santa Bernadette e a grandeza da Cruz

Nossa Senhora de La Salette
Nossa Senhora de La Salette
Luis Dufaur
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Além de Lourdes, houve na França, no mesmo século XIX, uma outra grande aparição.

Essa aparição foi ocasião de uma mensagem que, em última análise, é mais rica de conteúdo do que as aparições de Lourdes.

Foi a mensagem de La Salette com seu famoso segredo para o Beato Papa Pio IX. LEIA MAIS SOBRE A MENSAGEM DE LA SALETTE

Melânia foi a camponesa a quem Nossa Senhora apareceu junto com o camponesinho Maximino.

Por que é que ela não é tão grande quanto Bernadette?

Ela recebeu uma visão maior, talvez, do que Bernadette.

É porque o que faz a grandeza da pessoa não é a grandeza da visão, mas a grandeza da Cruz.

Então, nós vemos uma pessoa que não é nada, que reconhece que não é nada, que toma esse nada que é e faz desse nada uma hóstia para oferecer a Nosso Senhor.

É Santa Bernadette.

Ela viveu ensinando o seguinte:

“Meu Deus, enquanto todos perdem a alma para ser alguma coisa, enquanto aqueles que vós sobrecarregastes de dons, dilapidam esses dons de um modo miserável, eu a quem Vós fizestes nada, eu vos agradeço esse nada.

“Peço-vos que aceiteis a minha conformidade com esse nada para glória vossa.

“Eu sei que eu sou o rebotalho do mundo, eu sei que eu sou o asco da terra, eu sei que ninguém quer saber de mim, mas eu sei que Vós, três vezes Santo, perfeito, eterno, imutável, onisciente, misericordioso, eu sei que para Vós, ó meu Deus, dentro de meu nada eu sou muito.

Santa Bernadette e Nossa Senhora. Basílica de Lourdes
Santa Bernadette e Nossa Senhora. Basílica de Lourdes
“Eu sou tanto, que por mim Vós vos teríeis encarnado, e Vós teríeis sofrido o tormento da Cruz. Vós, sim Vós me amais.

“E se Vós amais esse nada, aceitai esse nada. Ele vale pelo amor que Vós lhe tendes.

“Aceitai esse nada e aceitai-o por aqueles a quem Vós destes tanto.

“Eles que receberam de Vós dons que eu não recebi, os utilizem segundo os vossos desígnios.

“Eu vos ofereço, meu Deus, eu vos agradeço os dons que eu não recebi”.

Essa atitude de alma leva até o sublime o desinteresse. É o amor de Deus sem preocupação por si, é exatamente o puro amor de Deus.

A tal ponto que Santa Bernadette, no que diz respeito mesmo às aparições, que deveriam ser para ela um título de glória ela conservava um discreto silêncio.

Como quem diz:

“Eu sei que eu fui escolhida por ser um nada. Se houvesse alguém mais estúpido na terra, teria sido ele escolhido.

“Mas eu vos agradeço a estupidez que me valeu, que não foi a contrapartida da aparição, mas que foi a ocasião da aparição. Eu vos adoro, eu vos dou graças”.

É um desinteresse completo, é o holocausto completo, é o himeneu completo. Aí nós temos um ato de culto perfeito.

Santa Bernadette, tornai-nos humildes, sérios e amantes da Cruz como vós!



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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Ação de graças e engajamento com Nossa Senhora de Lourdes

Luis Dufaur
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Lourdes contém um eloquente apelo de Nossa Senhora a seus filhos, para que se aliem e empreendam sob o manto d’Ela essa grande batalha já engajada, a qual há de culminar com o triunfo final predito em Fátima.

Enunciara-o o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira nas páginas de Catolicismo, por ocasião do centenário das aparições.

Ele escreveu que Lourdes é para o mundo inteiro o primeiro marco do ressurgimento contra-revolucionário:

“Há um anseio imenso por outra coisa, que ainda não se sabe qual é.

“Mas, enfim –– fato talvez novo desde que começou, no século XV, o declínio da civilização cristã –– o mundo inteiro geme nas trevas e na dor, precisamente como o filho pródigo quando chegou ao último da vergonha e da miséria, longe do lar paterno. [...]

“Têm fim as misericórdias de uma Mãe, e da melhor das mães?

“Quem ousaria afirmá-lo?

“Se alguém duvidasse, Lourdes lhe serviria de admirável lição de confiança.

“Nossa Senhora [...] já começou a nos socorrer. [...]

“Os dias do domínio da impiedade estão contados.

“A definição do dogma da Imaculada Conceição marcou o início de uma sucessão de fatos que conduzirá ao Reinado de Maria”.



Vídeo: Ação de graças a Nossa Senhora de Lourdes




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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Lourdes confirmou o dogma da Imaculada Conceição e premiou a combatividade do Beato Papa Pio IX

"Eu sou a Imaculada Conceição": palavras de Nossa Senhora em Lourdes,
pronunciadas no dialeto da região de Santa Bernadette
Luis Dufaur
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Não muito antes da aparição de Nossa Senhora em Lourdes, o bem-aventurado Papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição.

Essa proclamação aconteceu em 8 de dezembro de 1854.

O glorioso Papa visou em primeiro lugar a afirmação de um dogma de grande importância para o progresso da mariologia dentro da Igreja.

Beato Pio IX, papa que proclamou o dogma da Imaculada Conceição atraindo sobre si o ódio anticristão
Beato Pio IX, papa que proclamou o dogma da Imaculada Conceição
atraindo sobre si o ódio anticristão
Em segundo lugar ele queria com a afirmação desse dogma, tão profundamente anti-igualitário, esmagar o ceticismo do século.

É curioso que exatamente os milagres de Lourdes são de natureza a esmagar o ceticismo .

E a própria aparição de Lourdes veio como uma confirmação do dogma, uma vez que Nossa Senhora declarou que Ela era a Imaculada Conceição.

Foi um prêmio e uma confirmação da veracidade do dogma.

Face à impiedade revolucionária do século, o Beato Pio IX fez o contrário de dar a carne para a fera.

Ele enfrentou o pecado, o laicismo, o espírito de revolta igualitário e sensual.

Então, a Providência interveio dando uma série estupenda de milagres.

Os milagres de Lourdes, debaixo desse ponto de vista, confirmam a estratégia do santo Papa.

Essa estratégia foi a seguinte: a impiedade a gente enfrenta, não se faz gentilezas, nem se recua, mas se enfrenta.

Doentes e devotos em torno da Gruta da aparição
Doentes e devotos em torno da Gruta da aparição

Há, portanto, uma dupla confirmação em Lourdes: a confirmação do dogma e a aprovação da oportunidade.

Quando se medita a respeito de Lourdes é apropriado refletir no caráter anti-revolucionário autêntico do B. Pio IX.

Assim agindo, ele atraiu as boas graças de Nossa Senhora e o início do maravilhoso cortejo de milagres que chega até nossos dias.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 8.12.63. Sem revisão do autor)



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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Em Lourdes, Nossa Senhora coliga seus filhos para a vitória final

Procissão das velas em Lourdes
Procissão das velas em Lourdes
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continuação do post anterior: Apelo de Nossa Senhora para formar uma grande aliança 


Na abertura do Jubileu do 150º aniversário das aparições de Lourdes em 8 de dezembro de 2008, festa da Imaculada Conceição, mais de 150 mil fiéis afluíram a Lourdes.

Em longas filas tranquilas, sob o frio e a chuva, os peregrinos passavam as mãos pelas paredes de granito da gruta, como que desejando apalpar o imponderável sobrenatural que delas emana.

A superfície áspera da pedra tornou-se suave e polida até onde alcançam as mãos, transformando-se no mais expressivo livro de visitas assinado pelos milhões de fiéis que ali desfilam anualmente.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Apelo de Nossa Senhora para formar uma grande aliança

Lourdes: o mundo inteiro geme nas trevas e na dor como o filho pródigo
Lourdes: o mundo inteiro geme nas trevas e na dor como o filho pródigo
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Em Lourdes, Nossa Senhora fez uma irrupção decisiva


Lourdes é, pois, um formidável apelo de Nossa Senhora a seus filhos, para que se aliem e empreendam sob o manto d’Ela essa batalha já engajada, a qual há de culminar com o triunfo final predito em Fátima.

Enunciara-o o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira nas páginas de Catolicismo, por ocasião do centenário das aparições.

Lourdes é para o mundo inteiro o primeiro marco do ressurgimento contra-revolucionário:

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Em Lourdes, Nossa Senhora fez uma irrupção decisiva

Luis Dufaur
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Quem volta de uma peregrinação a Lourdes traz gravada no coração algo como uma reprodução da gruta de Massabielle.

Para ela voltar-se-á com saudade e confiança nas horas mais difíceis, com a certeza de ser atendido.

E basta recordar-se dessa lembrança para fazer renascer em si o desejo ao mesmo tempo inefável e irrefreável de algum dia retornar à gruta de Nossa Senhora.

O que visa Nossa Senhora, inspirando esses sentimentos no mais fundo das almas?

Na abertura do Jubileu do 150º aniversário das aparições de Lourdes, o Cardeal Ivan Dias, então Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Legado Papal, pronunciou uma alocução merecedora de apurada meditação.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

A “água milagrosa” de Lourdes:
significado e efeitos sobrenaturais

A fonte de Lourdes, dentro da Gruta
Luis Dufaur
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Incontáveis multidões de fiéis vão a Lourdes a venerar à Santíssima Virgem, no local das Suas aparições à Santa Bernadete Soubirous.

E, obedecendo ao pedido da Mãe de Deus, essas multidões de fiéis bebem e lavam-se com a água da gruta das aparições.


Significado da “água milagrosa”

Já no tempo das aparições, a água da fonte de Lourdes foi tida como “milagrosa”.

E, no mesmo sentido em que numerosas imagens de Nosso Senhor, de nossa Senhora e de incontáveis Santos são tidas por “imagens milagrosas”. Do mesmo modo que, também a justo título, numerosas relíquias são chamadas “relíquias milagrosas”.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A tragédia da família de Santa Bernadette

Entrada do
Entrada do "cachot" (cela carcerária) onde sobrevivia a família Soubirous
Luis Dufaur
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No tempo das aparições, a família de Santa Bernadette estava composta pelo pai Francisco Soubirous, sua esposa Louise e seus quatro filhos: Bernadette, a mais velha, Marie, Jean-Marie e Justin.

Eram muito pobres. Mas, das famílias pobres de Lourdes sobre nenhuma a inclemência da miséria se abateu com tanto empenho como contra eles.

A desgraça atingira-os sem piedade. Francisco e Louise pertenciam a famílias de proprietários de moinhos de trigo.

Esta condição não era apenas uma fonte de renda, mas um título de honra e preeminência no ambiente camponês de Lourdes.

Mas, para eles, tudo dera errado. A crise arruinou seus moinhos.

As dívidas e maus negócios consumiram o resto.

Caíram numa miséria tão funda que perderam até a casa onde moravam.

Em desespero de causa tiveram que se instalar numa antiga cela da prisão da cidade que fora desativada por falta de condições higiênicas.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Lendo as cartas de Santa Bernadette Soubirous – 2

Manuscritos de Santa Bernadette
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Continuação do post anterior: Lendo as cartas de Santa Bernadette Soubirous – 1


Percebendo a mão de Deus que castiga

Bernadette via com olhos sobrenaturais os acontecimentos de sua época.

Assim, por exemplo, em 1870, durante a guerra franco-prussiana, quando os alemães já estavam próximos de Nevers — e, portanto, ameaçavam a própria segurança das irmãs —, estando já a comunidade inteira a serviço dos feridos, Santa Bernadette escreve à sua irmã Maria:

“Não temos senão uma coisa a fazer: é pedir muito à Santíssima Virgem, a fim de que Ela queira interceder por nós junto de seu querido Filho, e nos obter perdão e misericórdia; tenho a doce confiança de que a Justiça de Deus que nos castiga neste momento será então aplacada por essa terna Mãe” (Carta à sua irmã Maria, de 25 de dezembro de 1870, p.70).

Em 1871, durante os grandes tumultos da Comuna de Paris, ela escreve à Madre Alexandrina:
“Permiti, minha querida Mãe, que vos deseje um bom Aleluia, bem como a todas as queridas Irmãs. Nós deveríamos mais chorar do que nos regozijar vendo nossa pobre França tão endurecida e tão cega.

“Quanto Nosso Senhor é ofendido! Roguemos muito por esses pobres pecadores, a fim de que eles se convertam: apesar de tudo, são nossos irmãos! Peçamos a Nosso Senhor e à Santíssima Virgem que transformem esses lobos em cordeiros” (Carta à Madre Alexandrina Roques, de 3 de abril de 1872, p. 78).

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Lendo as cartas de Santa Bernadette – 1

Manuscrito de Santa Bernadette com um exercício gramatical
Manuscrito de Santa Bernadette com um exercício gramatical
Luis Dufaur
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Maria Bernarda, ou Bernadette nasceu em Lourdes, nos contrafortes dos Pirineus franceses, no dia 7 de janeiro de 1844.

Seus pais eram patrões de moinho e tinham tido certa abastança, mas que, por sua facilidade em perdoar as dívidas, acabaram caindo na miséria.

A vida de Bernadette resume-se em praticar o que lhe recomendou a Santíssima Virgem: rezar, especialmente o Rosário, e fazer penitência pelos pecadores.

Por isso, tendo entrado posteriormente no convento das Irmãs da Caridade de Nevers, sua oração frequente era:
“Ó Jesus! Ó Maria! Fazei que todo meu consolo neste mundo consista em amar-vos e sofrer pelos pecadores.

“Que eu mesma seja um crucifixo vivente, transformada em Jesus. [...] Tenho que ser vítima [...] Levarei com valentia e generosidade a cruz oculta em meu coração. Minha ocupação é sofrer”.(1)
Analfabeta até os 14 anos, em sua humildade ela se considerava pouco inteligente e capaz. Por isso dizia:
“Posto que não sei nada, posso pelo menos rezar o Rosário e amar a Deus com todo o coração. E, ademais, a Santíssima Virgem recomendou tanto que rogasse pelos pecadores!”.