Mostrando postagens com marcador Bureau Médico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bureau Médico. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

O 69º milagre reconhecido em Lourdes

Danila Castelli em sua casa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









A beneficiada pelo 69º milagre de Lourdes canonicamente reconhecido é a italiana Danila Castelli.

Nota: Felizmente após este reconhecimento se deu mais um. O da Irmã Bernadette Moriau,

Ela foi curada miraculosamente da síndrome da cauda equina, quando tinha 79 anos em 11-07-2008. 

Ela é de Beauvais (França) e o reconhecimento aconteceu em 11-02-2018. 

Veja como foi em "Mais um milagre de Lourdes proclamado oficialmente. É o nº 70"

Ela nasceu em 16 janeiro de 1946 na cidade de Bereguardo, Itália, é casada, mãe de família e mora em Pavia, Itália.

Até os 34 anos de idade levou uma vida normal, quando começou a padecer de crises de hipertensão (pressão alta) espontâneas graves.

Em 1982, exames radiológicos e ecografias revelaram a existência de um tumor para-uterino e um útero fibromatóide

Danila foi objeto então de uma histerectomia (ablação do útero) e de uma anexectomia (excisão de anexos uterinos).

Sua situação foi piorando e em novembro de 1982 ela foi objeto de uma ablação parcial do pâncreas.

"Estava desenganada pelos médicos,
mas em Lourdes fiquei curada"
No ano seguinte, uma cintilografia (exame que permite a visualização de órgão) confirmou a presencia de “feocromocitomas” (doença tumoral que produz catecolaminas, ou tumores raros que se desenvolvem na região medular das glândulas suprarrenais) na região do rectum, da vesícula e da vagina.

Até 1988, passou por diversas intervenções cirúrgicas com o objetivo de eliminar os focos que provocavam as crises de tensão arterial. Porém, o efeito foi nulo.

Desde 1983, Danila começou a peregrinar todo ano a Lourdes.

A peregrinação de 1989 parecia ser a última. Ela passava muito mal. “Estava desenganada”, conta ela.

Mas, foi nessa romaria em que tudo parecia perdido, quando ela tinha 43 anos e após 9 anos de sofrimentos continuados, que Nossa Senhora lhe concedeu o milagre.

No dia 4 de maio, Danila tomou banho nas piscinas do santuário obedecendo ao pedido de Nossa Senhora transmitido por Santa Bernadette: “a Senhora me disse que eu deveria beber da fonte e lavar-me nela”.

Naquele momento sentiu um bem-estar extraordinário.

D. Giovanni Giudici, bispo de Pavia,
decretou o milagre
A seguir, ela se apresentou ao Escritório de Constatações Médicas de Lourdes (Bureau des Constatations Médicales de Lourdes) e declarou o que lhe tinha acontecido.

Como é de praxe, foi analisada, teve que fornecer os resultados dos exames antes e após a cura extraordinária e responder a todas as perguntas médicas.

O Bureau realizou cinco reuniões (em 1989, 1992, 1994, 1997 e 2010 respectivamente) e acabou constatando a cura inexplicável pela ciência.

Os médicos tiveram ainda que votar o caso e com um voto formal e unânime declararam:

“A Sra. Castelli esta curada de maneira completa e durável, desde sua peregrinação a Lourdes em 1989, do síndrome que ela sofria, e isto sem relação com as intervenções e tratamentos médicos”.

Desde a data do milagre, Danila Castelli retomou uma vida totalmente normal.

O caso de Danila foi então para o Comitê Médico Internacional de Lourdes – CMIL (Comité Médical International de Lourdes).

O CMIL é uma espécie de segunda instância médica que revisa e critica a decisão dos médicos do Escritório de Constatações Médicas de Lourdes, que é uma espécie de primeira instância. Os médicos do CMIL não tem relação com o Escritório de Lourdes e é composto de outras autoridades, que muitas vezes moram no exterior.

Por fim, o CMIL, reunido em Paris, em 19 de novembro 2011, confirmou e certificou:

“que o modo da cura continua sendo inexplicável no atual estágio dos conhecimentos científicos”.

A ciência havia dado sua última palavra. Depois disso, era o momento da Igreja falar, pois o milagre é um fato religioso e só a autoridade diocesana do beneficiado é capaz de se pronunciar a este respeito.

No caso concreto, a responsabilidade recaia no bispo de Pavia, que ainda entregou o caso à análise de uma comissão teológica-médica. O resultado foi a aprovação plena.

Hoje Danila também é voluntária em Lourdes para ajudar aos doentes
Hoje Danila é voluntária em Lourdes para ajudar os doentes
Diante das evidências e sem temer as críticas dos céticos e da cristianofobia, no dia 20 junho de 2013, Dom Giovanni Giudici, bispo da diocese de Pavia (Itália) onde mora Danila Castelli, declarou o caráter “prodigioso e milagroso” e a categoria de “sinal” de dita cura.

Este é a 69ª cura de Lourdes reconhecida milagrosa por um bispo, de forma canônica, quer dizer de acordo com a lei da Igreja, não havendo mais razão para se duvidar dela.

Hoje Danila também é voluntária em Lourdes para ajudar os doentes.

Quem sabe o leitor romeiro em Lourdes passou ao lado dela e não chegou a perceber, de tal maneira o sobrenatural impregna o ambiente do santuário.


(Fonte: Bureau des Constatations Médicales du sanctuaire de Lourdes


Vídeo: Fala o Dr. de Franciscis, presidente do Bureau des Constatations Médicales du sanctuaire de Lourdes (italiano)




Vídeo: Danila Castelli conta o que ela sentiu na sua cura milagrosa




Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário. 



quarta-feira, 30 de julho de 2025

O milagre de Théa Angele

Théa Angele
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Em Lourdes, os milagres acontecem de modo imprevisível a pessoas de todas as idades e condições.

Mais comumente acontecem por ocasião do uso da água da Gruta denominada "água de Lourdes" — bebendo-a ou banhando-se nela — ou em cerimônias litúrgicas tradicionais, como a bênção do Santíssimo Sacramento aos doentes.

A grande maioria dos milagres reconhecidos ocorreu em Lourdes.

Porém houve curas — também reconhecidas — em outros continentes, de pessoas que recorreram à água da Gruta, ou de alguma gruta local evocativa da gruta de Lourdes.

Caso típico em Lourdes foi o de Théa Angele (foto), jovem alemã atingida por arteriosclerose em placa, que chegou quase moribunda a Lourdes em 17 de maio de 1950.

Veja vídeo
Procissão final: 
canto do Credo
Seu corpo repelia tudo que lhe davam. Ela subsistia com soro endovenoso, pesava 34 quilos, estava inconsciente e quadriplégica.

Seu único movimento eram espasmos dos olhos e da mandíbula.

Acreditou-se que morreria em plena viagem. Um sacerdote administrou-lhe a Extrema Unção, achando que ela já era cadáver.

― “Como pode se enviar ao exterior uma moribunda que têm que fazer uma viagem de 30 horas”, protestou um de seus médicos na cidade de Colônia quando soube da vontade da doente.

A ficha de Théa na Sala dos Milagres, Lourdes
Em Lourdes, após o quarto banho consecutivo, sorriu e falou pela primeira vez, dizendo:

“Agora posso falar tudo, e estou com uma fome terrível”. E comeu com apetite.

No dia seguinte foi levada ao Bureau Médico, onde a paralisia acabou de se dissipar diante dos médicos.

No outro dia, após mais dois banhos, venceu a fraqueza e caminhou até a capela do asilo.

O milagre é acompanhado de uma conversão espiritual.

Théa fez-se religiosa, como várias miraculadas.

Mas outras, e numerosas, foram mães de família.

Geralmente os miraculados atingiram grande longevidade, embora um tenha morrido com 44 anos num acidente.

Com muita frequência eles voltam a Lourdes para trabalhar como benévolos na assistência aos doentes.


Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário. 

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Lourdes: como se constata um milagre científicamente

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Para o processo de reconhecimento médico de um milagre foi instituído em Lourdes um Bureau Médico.

Esse Bureau tem sede no próprio santuário e está sempre à disposição de quem se apresente. Fazem parte dele médicos de todas as especialidades, católicos ou não católicos.

Qualquer médico presente no santuário pode assistir à verificação de cura que esteja sendo feita.

O fiel que se julga beneficiado pode se apresentar no Bureau. Nessa ocasião é elaborada uma ficha clínica do caso e feito um primeiro reconhecimento médico.

No momento de se apresentar ao Bureau, é fundamental que o interessado vá acompanhado da documentação que comprove o estado da doença antes da cura (resultados de exames, atestado médico sobre a natureza e gravidade da doença etc.).

Milhares de casos não foram aceitos para estudo por carência desse tipo de documentação, apesar de parecerem verdadeiros milagres.

Quando o Bureau julga — à luz dos documentos e da análise in loco — que o caso tem características extraordinárias, o interessado é convidado a voltar dentro de um ano, para verificar se a cura é durável.

Houve casos de fiéis que voltaram até vários anos consecutivos para conferir que a cura era definitiva.

Quando os médicos do Bureau, após atento exame, se pronunciam pela inexplicabilidade da cura, todo o dossiê é encaminhado a uma segunda instância: o Comitê Médico Internacional de Lourdes — CMIL.

O CMIL é inteiramente independente e nem sequer tem sede em Lourdes.

Ele revisa todos os dados, pode proceder a novas investigações e análises, e até ao exame da pessoa curada, ou consultar especialistas alheios ao Comitê.

Satisfeitas todas as exigências, os membros do Comitê devem responder a uma série de 16 perguntas, que não deixam margem a objeção alguma sobre a natureza da cura.

Por fim, devem responder “sim” ou “não” à pergunta: “A cura constatada em ....... constitui, nas condições em que aconteceu ou se mantém, um fenômeno contrário às observações e às previsões da experiência médica, sendo cientificamente inexplicável?”.

Caso pelo menos dois terços votem pelo sim, o dossiê com o parecer final é encaminhado para o Bispo da diocese do miraculado, para eventual proclamação canônica. O processo todo costuma durar anos.


Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário.
CLIQUE AQUI: WEBCAM .

quarta-feira, 19 de julho de 2023

Paradoxo em Lourdes: muitos milagres reconhecidos pela ciência e poucas proclamações canônicas

Alice Couteault: um dos milagres estudados e aprovados
Alice Couteault: um dos milagres reconhecidos
e canonicamente aprovados
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Até 1998, 6.772 casos foram julgados “inexplicáveis”. Mas só 68 foram reconhecidos oficialmente pela Igreja.

O mais recente reconhecimento aconteceu em 11 de fevereiro de 2018, na pessoa da irmã Bernadette Moriau, da diocese de Beauvais, França, curada em 11 de julho de 2008.

Tais cifras são como “a árvore que oculta a floresta que há por trás”, segundo um ditado francês.

Com efeito, muitas pessoas não sabem que existe o Bureau Médico, não se apresentam e nenhuma apuração pode ter lugar.

Muitas outras não conservam, ou não tiveram a documentação médica que serve para documentar o milagre ou, ainda, não podem voltar nos anos seguintes para os exames indispensáveis.

Um número ainda maior é objeto de curas que os beneficiados têm certeza de serem sobrenaturais. Mas as doenças não têm características ou proporções para serem apresentadas ao Bureau.

Por exemplo, mau funcionamento de órgãos, distúrbios neuro-vegetativos ou psiquiátricos.

Maior ainda é o número de males de tipo espiritual ou moral, casos que não são suscetíveis de análise médica.

Ainda mais vasto é o leque dos favorecidos com graças que resolvem problemas de índole familiar, afetiva, profissional, econômica etc., que não entram no âmbito da medicina.

A crise da Igreja e a “pusilanimidade” freiam muitos reconhecimentos

Pode-se perguntar: havendo mais de seis mil casos certificados como inexplicáveis, por que apenas 70 foram reconhecidos pela Igreja?

Em 1862 — isto é, quatro anos após as aparições — foram proclamados sete milagres, mas depois houve silêncio até 1907.

Esse período foi marcado por governos ateus ou anticlericais na Franca. O Prof. Yves Chiron no livro “Enquête sur les miracles de Lourdes” (“Inquérito sobre os milagres de Lourdes”, Ed. Perrin, Paris, col. Synthèses historiques, 2008) julga que os bispos naquela circunstância histórica deixaram-se levar pela “pusilanimidade”.

Tinham medo de “ofender” governos que impulsionavam a Revolução anticristã declarando publicamente a veracidade dos milagres.

São Pio X estimulou os bispos a reconhecerem os milagres
São Pio X estimulou os bispos a reconhecerem os milagres
Tal situação cessou com São Pio X.

Este Papa, consciente do dever de todo Vigário de Cristo, deu mais uma prova de sua prudência e determinação.

Incitou corajosamente os Bispos franceses a reconhecerem os milagres, de preferência em cerimônia de grande aparato e edificação para os fiéis.

Foi assim que entre 1907 e 1913 ocorreram 33 proclamações, a metade de todas as havidas em quase 150 anos de milagres.

Porém, com a morte do Pontífice santo, o “desinteresse dos Bispos” provocou um novo “silêncio da Igreja”, segundo Chiron.

A omissão abrandou-se um pouco no fim do espantoso cortejo de catástrofes, com dezenas de milhões de mortes, da Segunda Guerra Mundial.

A partir de 1946 houve reconhecimentos eclesiásticos, embora a conta-gotas. Mas cessaram em 1965, ano de encerramento do Concílio Vaticano II.

“Bom número de Bispos tem podido julgar as proclamações de milagres como 'inaptas pastoralmente', considerando o espírito dos tempos pós-conciliares”, conclui o Prof. Chiron.

Entretanto, merecem menção duas felizes exceções: uma em 1976 e outra em 1978. Depois, o deserto de proclamações continuou até 1999, quando o Bispo de Angoulême (França) reconheceu canonicamente o caráter autêntico de uma cura.

E ainda mais recentemente duas na Itália e uma na França. Sem dúvida muito pouco considerando os milhares de processos científicos declarando que as curas foram inexplicáveis segundo as ciências humanas.

Chiron registra uma tendência, entre altos eclesiásticos, de tratar a palavra milagre como se fosse proibida. Em seu lugar, utilizam-se fórmulas pouco claras para o comum dos fiéis ou que diminuem a importância da cura milagrosa.


Leia na coluna da esquerda, um por um, todos os milagres reconhecidos.



Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário. 
CLIQUE AQUI: WEBCAM



quarta-feira, 16 de março de 2022

Lourdes: como saber se uma cura é inexplicável?

Fiéis doentes conduzidos no santuário de Lourdes
Fiéis doentes conduzidos no santuário de Lourdes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









Os critérios que orientam o Bureau Médico de Lourdes e o Comitê Internacional refletem em termos especializados os princípios estabelecidos pelo Cardeal Prospero Lambertini — posteriormente eleito Papa Bento XIV — num célebre tratado que regula até hoje os processos de beatificação e canonização:

1. que a doença seja grave, e impossível ou difícil de curar;

2. que a doença não esteja numa fase em que logo começa a declinar;

3. que não tenham sido tomados medicamentos, ou que estes não tenham causado efeito;

4. que a cura seja súbita ou instantânea;

5. que a cura seja perfeita;

6. que a cura não seja precedida de uma “vazão” notável ou de uma crise;

7. que a doença não volte mais.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Médico irlandês conta suas experiências
com os milagres de Lourdes

Dr Michael Moran, médico do Comité Internacional de Lourdes
Dr Michael Moran, médico do Comitê Internacional de Lourdes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs










O Dr. Michael Moran foi a Lourdes como voluntário há poucas décadas, e não imaginava que viria a formar parte de uma equipe pequena, mas seleta, que avalia as curas apresentadas pelos fieis como milagrosas no Santuário de Lourdes.

O Dr. Michael é cirurgião e o primeiro médico irlandês a fazer parte do painel de médicos que julga segundo a ciência as curas surpreendentes.

Ele é católico da Irlanda do Norte e foi entrevistado pela “BBC News Northern Ireland”.

Ele diz que a nomeação foi uma surpresa. “Eu tinha sido voluntário em Lourdes durante anos e mantinha os contatos normais que qualquer médico pode ter com o Bureau Médico”, explicou.

O painel do Comitê Médico Internacional de Lourdes é composto por 40 médicos do mundo inteiro, especialistas em diversos campos da medicina, com diferentes folhas de serviço e treino. 

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Milagres de Lourdes: mais uma cura surpreendente

Antonietta Raco, entra caminhando no hospital para análises relacionados com sua inexplicável cura
Antonietta Raco, entra caminhando no hospital
para análises relacionados com sua inexplicável cura
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








No dia 1º de agosto de 2009, Antonietta Raco, 50, dona de casa de Francavilla sul Sinni, na proximidade de Turim, estava doente de esclerose lateral amiotrófica.

Trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração das células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos. Antonietta andava de cadeira de rodas.

Ela foi a Lourdes esperançosa no milagre.

Na hora de tomar o banho na água de gruta sentiu uma voz que lhe dizia: “Não temas”.

A doença foi diagnosticada em 2004 e desde 2006 já não caminhava mais. Porém, no dia 5 de agosto, voltando de Lourdes, retomou todas atividades normais que a doença lhe impedia realizar.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Curas inexplicáveis, mas rigorosamente comprovadas

O médico italiano Alessandro de Franciscis há 11 anos à frente do Laboratório de Constatações Médicas
O médico italiano Alessandro de Franciscis há 11 anos
à frente do Laboratório de Constatações Médicas
CATOLICISMO
Fevereiro/2021
Nº 842







O Bureau médico de Lourdes demonstra com todo rigor, exatidão e seriedade quando as curas são consideradas milagrosas

O médico italiano Alessandro de Franciscis — membro da Associação Médica Internacional de Lourdes, primeiro presidente não francês desse Bureau, há 11 anos à frente do Laboratório de Constatações Médicas — começou a se interessar aos 17 anos pelos milagres ocorridos em Lourdes, quando se apresentou como voluntário.

Numa entrevista para a revista australiana The Record (6 de fevereiro de 2020), ele descreve o processo no laboratório para julgar os casos apresentados como medicamente inexplicáveis e tidos como milagrosos.

“Eu gosto de dizer que sou o único médico de que as pessoas realmente não precisam, porque elas só vêm a mim quando estão curadas […].

“Tenho sido muito privilegiado com o que vejo, e a parte mais interessante e emocionalmente impactante do meu trabalho é ouvir relatos muito íntimos e pessoais de vidas e histórias que mudaram completamente por causa de Lourdes.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

O milagre de Soror Luigina Traverso

Soror Luigina hoje, beneficiada pelo mais recente milagre de Lourdes reconhecido
O caso de Soror Luigina: mais um milagre de Lourde
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A irmã Luigina Traverso, religiosa salesiana, nasceu em 1934.

Em julho de 1965 ela se encontrava “gravemente doente” e só ficava de maca, não andava e fora operada diversas vezes sem sucesso.

“Pouco antes de viajar para Lourdes, contou ela, eu fui fazer um check-up que deu: ‘Paciente em condições gerais graves, pálida, hipotensa, com cicatriz cirúrgica fresca e seca... rigidez e contração do trato lumbosacral da coluna. Mobilidade reduzida dos pés em virtude de paralise dos músculos tibiais anteriores... Hipoeficiencia do sural e do tibial posterior’”.
A Irmã Luigina peregrinou a Lourdes e tomou banho nas piscinas do santuário, como Nossa Senhora pediu a santa Bernadette.

Em 23 de julho, na Bênção dos Doentes, enquanto o sacerdote passava com a hóstia consagrada na procissão eucarística, ela sentiu um “forte calor em seu corpo e o desejo de se levantar”.

A freira passou a se sentir melhor, voltou a movimentar o pé, e a dor desaparecia.

Ele foi levada de volta ao seu quarto e, na presença do chefe da peregrinação, Dr. Danillo Cebrelli, e do bispo Dom Lorenzo Ferrarazzo, recebeu uma ordem explícita: “Irmã Luigina, se a senhora quiser receber a bênção, deve se levantar e ajoelhar-se para rezar”.

A irmã deixou imediatamente a cama e se ajoelhou.

“Ela sentiu – explicou o Dr. de Franciscis – uma intensa sensação de calor e de bem-estar, se sentiu curada. Ela não ousou falar isso às assistentes que a acompanhavam.

“Voltando a seu quarto, ela chamou ao capelão de sua peregrinação e lhe pediu uma bênção pois ela achava que podia mover o pé.

Sor Luigina auxiliando doentes em Lourdes
Sor Luigina auxiliando doentes em Lourdes
“O sacerdote que a conhecia bem, intuiu a coisa e enquanto sorria lhe ordenou sair da cama. Que só então ele daria a bênção.

“Soror Luigina então saiu do leito para se por de joelhos diante do padre”.

Em 27 de julho de 1965 – portanto quatro dias após a cura miraculosa – o professor Claudio Rinaldi registrou “boas condições gerais [...] articulações inferiores totalmente móveis com igual força e simetria [...] sensibilidade normal”.

Desde aquela data, a Irmã Luigina nunca voltou a ter qualquer tipo de manifestação da doença.

Em julho de 2010, muitos anos após a abertura do processo médico de análise, durante a peregrinação da associação Oftal, da Itália, o caso da Irmã Luigina Traverso foi julgado pelo “Bureau Medical”.

Este votou por unanimidade pelo reconhecimento da “cura completa e permanente”.

Quase meio século depois, a Irmã Luigina puxa carrinhos de doentes em Lourdes.

Alberto Busto, presidente diocesano da associação Oftal, que organiza muitas romarias a Lourdes, agradeceu também “o olhar amoroso de Maria pela cura extraordinária de Ganora Evasio, acontecida em 2 de junho de 1950 e solenemente reconhecida pela Igreja como milagre em 1955”.

A religiosa ainda passou por três exigentes juntas no Bureau de constatações médicas de Lourdes (anos 1966, 1984 e 2010) e por novos exames médicos para verificar e provar a cura da religiosa.

Em 19 de novembro de 2011, em Paris, o Comité Médico Internacional de Lourdes (CMIL) confirmou o “caráter inexplicável da cura posto o estado atual dos conhecimentos da ciência”.

O bispo de Lourdes transmitiu então ao bispo de Casale Monferrato o julgamento final dos médicos do CMIL

Dom Alceste Catella, bispo de Casale-Monferrato, Itália, reconheceu oficialmente o milagre operado na pessoa da Irmã Luigina Traverso, informou o diário “La Croix”.

Desta forma passou a ser o 68º milagre reconhecido oficialmente pela Igreja.

“Eu julgo e declaro que a cura de Soror Luigina Traverso, acontecida em Lourdes no dia 23 de julho de 1965, é milagrosa e deve ser atribuída à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, Imaculada Mãe de Deus e nossa Mãe, e que esta ocorrência vem a ajudar a fé do povo cristão”, diz o prelado em seu documento.

Nos mesmos dias, em 12 de outubro de 2012, o bispo diocesano de Lourdes D. Nicolas Brouwet, acompanhado pelo Reitor dos Santuários, Pe. Horacio Brito e pelo médico Dr. Alessandro de Franciscis, responsável permanente do Bureau de constatações médicas dos Santuários de Lourdes, deram uma conferência de imprensa.

A religiosa com seu bispo
O bispo de Lourdes explicou que a proclamação do milagre é atribuição exclusiva do bispo em cuja diocese reside o miraculado.

Ele não somente deve ponderar as opiniões dos médicos, mas os frutos espirituais da cura inexplicável pela ciência.

Só depois que emite seu julgamento com a autoridade que o Direito Canônico lhe confere. E, neste caso a conclusão foi positiva.

O Dr. Alessandro de Franciscis explicou o caso médico da Irmã Luigina Traverso: ciática lombar esquerda paralisante, hérnia de disco, pé paralisado, diversas intervenções cirúrgicas na coluna vertebral sem resultado.

Soror Luigina foi a 68º miraculada de Lourdes.

Com esse reconhecimento até agora houve sete milagres a italianos em Lourdes reconhecidos pelos respectivos bispos diocesanos.



Vídeo: O milagre contado pela religiosa





Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário. 

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Médico de Lourdes responde sobre curas e milagres (3, final)

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Continuação do post anterior: Curas milagrosas: depoimento do médico responsável de Lourdes (2)



Catolicismo — As pessoas que foram curadas em Lourdes também têm a percepção disso?

Dr. Patrick Theillier — Narro-lhe a história de um senhor de 67 anos, que veio aqui contar-me uma cura que ele obteve em 1963, exatamente há 40 anos, mas que ele nunca esqueceu.

Durante o serviço militar na Argélia, ele foi atingido por uma doença chamada sacro-coxalgia tuberculosa. Propuseram-lhe de vir a Lourdes, quando ele já estava havia vários meses no Hospital Militar de Bordeaux, repatriado por causa da doença. É preciso dizer que ele tinha sido declarado, pelo sistema de saúde francês, como 100% inválido, beneficiando-se com a aposentadoria correspondente a isso.

Chegando aqui, sugeriram-lhe ir banhar-se nas águas de Lourdes. Ele aceitou, mas como havia um gesso de seu pescoço até os pés, impossível de ser retirado, foi apenas aplicada do lado de fora do gesso, no local dolorido, uma esponja umedecida.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Curas milagrosas: depoimento do médico responsável de Lourdes (2)

Catherine Latapie, primeiro milagre reconhecido de Lourdes
Catherine Latapie, primeiro milagre reconhecido de Lourdes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








continuação do post anterior: Curas milagrosas: depoimento do médico responsável do Bureau Médico de Lourdes



Catolicismo — Qual foi o primeiro milagre reconhecido oficialmente?

Dr. Patrick Theillier — O primeiro milagre foi o de Catherine Latapie, que era uma mulher de 38 anos. Ela tinha dado à luz quatro filhos, dois já haviam morrido. Na noite de 28 de fevereiro para o dia 1º de março 1858, sentiu a necessidade de vir à Gruta de Massabielle [que e o nome da gruta onde Nossa Senhora apareceu].

Dois anos antes, ela caíra de uma árvore e tinha uma paralisia cubital no braço direito, que a atrapalhava enormemente em suas atividades. Além disso, ela estava grávida. Apesar disso tudo, não hesitou em vir durante a noite para assistir à aparição que aconteceu naquele dia — a décima segunda.

Quando tudo tinha terminado, ela subiu na gruta, pois naquela época era preciso escalar um pouco. E encontrou a fonte em que, três dias antes, Nossa Senhora tinha pedido a Santa Bernadette para lavar-se. A Sra. Latapie colocou a mão, e logo em seguida ficou com o uso completo do braço direito. Partindo de volta a pé para casa, a seis quilômetros da gruta, ela sentiu as dores do parto e deu à luz um filho que se chamou Jean-Baptiste. Mais tarde ele tornar-se-ia padre.

Catolicismo — Quantos milagres foram reconhecidos até hoje?

Dr. Patrick Theillier — Sessenta e seis milagres [N.R.: posterior a este entrevista foram reconhecidos mais alguns, como o de Anna Santaniello. Conferir lista completa na coluna à esquerda] foram reconhecidos oficialmente pela Igreja.

Seria bom explicar que é sempre o bispo da diocese, da qual vem a pessoa que foi curada, que reconhece o milagre. Portanto, não é o Papa nem o Vaticano, e tampouco o bispo da diocese de Tarbes-Lourdes. Pelo mundo inteiro, o bispo local é quem recebe o dossiê reconhecido pela medicina.

Anna Santaniello doente
Anna Santaniello doente
No entanto, é bom saber que o número de curas declaradas pela medicina é 100 vezes maior do que as reconhecidas pelas autoridades eclesiásticas. Apenas uma cura sobre 100 declarações, em média, é reconhecida de modo oficial.

Catolicismo — Existem casos recentes?

Dr. Patrick Theillier — Claro, sempre aparecem casos novos. Sempre tenho mais ou menos cinquenta casos para estudar. São as curas que foram declaradas nos últimos 10, 12 anos, e que me parecem sérias.

Necessito estudar alguns casos de câncer, por exemplo. Mas há uma dificuldade quanto ao câncer. É uma doença que obrigatoriamente é tratada logo.

Assim, é preciso distinguir aquilo que poderia ser considerado um tratamento, na origem da cura. É um longo trabalho que necessita tempo, estudos. É preciso comparar com outras eventuais curas ocorridas no mundo. Dessa forma, novas declarações aparecem sempre.

Catolicismo — Quanto tempo pode levar para estudar e reconhecer um milagre?

Dr. Patrick Theillier — No mínimo cinco anos, já que não se fala de cura na medicina antes disso. Mas, em geral, de 10 a 12 anos. Recebo mais ou menos 35 declarações por ano, e destas, entre três e cinco serão objeto de uma pesquisa.

Catolicismo — Como o Consultório toma contato com as pessoas curadas?

Dr. Patrick Theillier — Nós aguardamos as solicitações. São as pessoas que tomam contato voluntariamente, seja por telefone, pessoalmente, ou então por correio postal ou eletrônico, tudo é possível.

Há casos também de pessoas que foram curadas somente rezando a Nossa Senhora de Lourdes, sem nunca terem vindo orar diante da Gruta.

Catolicismo — Há um tipo de cura mais freqüente que outros?

Anna Santaniello assistindo doentes após sua cura milagrosa
Anna Santaniello assistindo doentes após sua cura milagrosa
Dr. Patrick Theillier — Não. Existem todos os cenários possíveis, todos os tipos de doenças.

Catolicismo — Quando se vem a Lourdes, pode-se ler e escutar em vários lugares que “o milagre maior que se produz diante da Gruta, ou durante a peregrinação, é o milagre na alma, mais do que o do corpo”. Como o Sr., enquanto médico católico, sente isso?

Dr. Patrick Theillier — Enquanto médico católico, creio que em cada ser humano existe uma dimensão espiritual que é inerente à sua natureza. Somos criados à imagem e semelhança de Deus, existe em nós uma fonte de vida eterna. Considero que a cura física é um sinal da benevolência e da misericórdia de Deus em relação ao doente, ao pecador, mas que não acontece sem uma cura interior.

No Evangelho, todas as curas são sempre acompanhadas de uma cura interior: “Vai, tua Fé te curou”; “A partir de agora não peques mais”, e assim por diante. É, portanto, cura que é sinal de um restabelecimento total da pessoa. Acredito que em Lourdes é assim.

A cura física é a única visível, a única sobre a qual podemos nos debruçar, trabalhar, estudar e precisar, mas todas as curas físicas tocam a pessoa em toda a sua dimensão, seja ela física, psíquica ou espiritual. Posso dizer-lhe que uma pessoa que vive uma cura divina – pois a cura milagrosa é uma cura divina – não esquece nunca, representa algo muito forte na sua existência, há um antes e um depois, isso a toca profundamente.

Essas curas físicas são as únicas visíveis, mas elas devem ser vistas como um sinal das curas invisíveis que têm lugar aqui, e que são talvez mais numerosas e importantes: as curas do coração, da alma, a cura do pecado, a reconciliação com Deus, com os outros e consigo mesmo.

É preciso entender como uma cura interior, uma cura de todas as feridas que nós acumulamos durante nossa existência, e que naquele momento particular precisam ser tratadas e curadas. Assim, acredito que não se pode apenas fixar o lado “prodigioso” do milagre físico — frequentemente maravilhoso, claro — mas procurar o sentido que está escondido atrás dele, que é a cura interior.

continua no próximo post: Médico de Lourdes responde sobre curas e milagres (3, final)



Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário. 


quarta-feira, 20 de junho de 2018

Curas milagrosas: depoimento do médico responsável do Bureau Médico de Lourdes

Dr. Patrick Theillier, diretor do Bureau Médico  de Lourdes desde 1998 até 2009
Dr. Patrick Theillier, diretor do Bureau Médico
de Lourdes desde 1998 até 2009
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Tal vez ninguém esteja melhor posicionado para falar dos milagres de Lourdes do ponto de vista estritamente clínico que o próprio médico, até pouco responsável do Bureau Médico de Lourdes, Dr. Patrick Theillier.

Formado pela Faculdade de Lille, no norte da França, especialista do aparelho digestivo, trabalhou na Cooperação Militar no Marrocos como Médico Responsável do Hospital de Targuist.

Foi professor de cursos de Homeopatia na Universidade de Lille e é detentor de diplomas de Medicina do Trabalho Agrícola, Acupuntura e Homeopatia.

Desde abril de 1998 foi médico permanente do Santuário de Lourdes, Presidente da Association Médical International de Lourdes (AMIL) e redator-chefe do Boletim da AMIL (trimestral de 10.000 assinantes, divulgado em cinco línguas), até sua aposentadoria em 10 de fevereiro de 2009.

Seu sucessor é o pediatra italiano Dr. Alessandro di Franciscis, doutorado em epidemiologia pela Universidade de Harvard.

Autor de dois livros: Une nouvelle approche biomédicale des maladies chroniques: l’endothérapie multivalente (juntamente com o Doutor Michel Geffard), publicado em 2000 por F-X de Guilbert; e Et si on parlait des miracles..., editado em 2001 por Presses de la Renaissance, Paris, traduzido em Portugal com o título E se falássemos sobre... Milagres? pela editora Sopa de Letras.

O Dr. Theillier recebeu ao enviado especial da revista de cultura católica CATOLICISMO, Sr. Miguel da Costa Carvalho Vidigal, no próprio Consultório Médico de Lourdes. Nessa entrevista, que acrescentamos aqui na íntegra, há dados inéditos que interessarão profundamente a nossos leitores.

Catolicismo — O Sr., como responsável pelo Consultório Médico de Lourdes, poderia explicar aos leitores de Catolicismo o trabalho que realiza aqui?

Dr. Patrick Theillier — Inicialmente, o trabalho consiste em receber os peregrinos, os doentes, que supõem ter sido beneficiados por uma graça de cura por intercessão de Nossa Senhora de Lourdes. São eles próprios que o dizem e vêm testemunhar esse fato. Eu anoto e procuro investigar se existe a possibilidade de que essa cura seja reconhecida como milagrosa. É a primeira etapa.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Como nasceu o Bureau Médico de Lourdes
para analisar cientificamente os milagres

O Dr Patrick Theillier foi responsável do Bureau Médico de Lourdes durante muitos anos
O Dr Patrick Theillier foi responsável do
Bureau Médico de Lourdes durante muitos anos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A ofensiva de críticas e calúnias forçou a criação de um setor médico para apurar a autenticidade das curas sobre bases estritamente científicas.

Para cortar o passo às más interpretações iniciais, em 28 de julho de 1858 — ou seja, doze dias após a última aparição — o bispo diocesano, D. Laurence, nomeou uma “comissão encarregada de constatar a autenticidade e a natureza dos fatos que têm acontecido... numa gruta no oeste da cidade de Lourdes”.

Foi o ponto de partida do atual Bureau Médico de Lourdes.

Com ele, o espírito naturalista e de orgulho revolucionário haveria de sofrer outro revés.

Pois o Bureau passou a constatar, com base em critérios muito rígidos, que o inexplicável naturalmente — o milagre — acontece para aqueles que apelam à graça da Virgem Santíssima, que esmaga sob seus pés o pai de todas as revoltas, Satanás.

O atual Bureau Médico de Lourdes apura, apenas do ponto de vista médico, se as curas alegadas pelos fiéis são explicáveis ou não pela ciência.

Se não o são, o Bureau encaminha a conclusão do inquérito ao Bispo da diocese do miraculado.

O Prelado então decide se reconhece oficialmente ou não o milagre.