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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O que Nossa Senhora quer com Lourdes - 2

Coligação dos filhos da luz, fiéis a Nossa Senhora

As aparições de Lourdes constituem um capítulo decisivo na intervenção materna de Nossa Senhora para quebrar o curso devastador da Revolução.

A isso se referiu o Cardeal Ivan Dias, dizendo que “a Virgem está tecendo uma rede de filhos e filhas espirituais, para lançar uma forte ofensiva contra as forças do maligno para encarcerá-lo e assim preparar a vitória final de seu Divino Filho Jesus Cristo”. 

E acrescentou que os católicos sensíveis ao apelo de Lourdes estão convocados a se congregarem nessa luta contra o mal. Portanto — seja-nos permitido acrescentar —, a se unirem à Contra-Revolução no combate à Revolução gnóstica e igualitária.
Engajar-se, sim. Mas com que armas? Para o Cardeal Dias, em primeiro lugar, “a conversão do coração” ― a conversão que Nossa Senhora pediu, em termos cada vez mais prementes, a Santa Catarina Labouré, em La Salette, em Lourdes e em Fátima.

Em seguida, a recitação quotidiana do rosário, a devoção ao Santíssimo Sacramento e a aceitação e oferecimento dos próprios sofrimentos pela salvação do mundo. 

Eis, pois, as nossas armas: uma conversão sincera e profunda, com a mudança de vida que ela importa; e essas santas devoções voltadas monarquicamente a Nosso Senhor Jesus Cristo, pela intercessão onipotente de Maria Santíssima.



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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Falso alarme de bomba em Lourdes patenteia o poder de Nossa Senhora sobre o mal

A polícia agiu celeremente
Por volta de 30.000 peregrinos foram evacuados de emergência no meio-dia de domingo, festa da Assunção, do Santuário de Lourdes, após um falso alarme de bomba.

Na data, o santuário estava particularmente concorrido pela importância da Assunção de Nossa Senhora e pelo fato de ser domingo, no meio das férias.

“O alarme foi recebido na delegacia e anunciava que quatro bombas iriam explodir às 15:00 hs (18:00 hs horário de Brasília) nos Santuários”, segundo o responsável do serviço de imprensa dos santuários, Pierre Adias.

Pierre Bidal, préfét (cargo análogo ao de governador) do departamento de Hauts Pyrénées, onde fica Lourdes, explicou que o telefonema foi feito desde uma cabine próxima do santuário por “um homem com forte pronúncia mediterrânea (do sul da França), que parecia bastante determinado”, informou o diário francês “Le Figaro”.

A polícia nada achou
“Creio que num santuário como Lourdes, com todo o simbolismo que está envolvido, é supremamente importante levar a sério a hipótese, sobre tudo pelo fato que este tipo de alarmes são extraordinariamente escassas”, explicou Bidal à imprensa.

Os peregrinos foram convidados a sair do Santuário com mensagens em seis línguas. A evacuação ocorreu em perfeita calma, e não foi registrado nenhum incidente nem feridos.

Aliás, um dos imponderáveis de Lourdes é a calma sobrenatural que se respira no local. Em outros locais marcados por falsas religiões ou pela imoralidade, como em Meca ou no Love Parade de Berlim, circunstâncias análogas geram pânicos irracionais com dezenas e até centenas de mortos.

Equipes especializadas da polícia e da gendarmaria vasculharam todos os cantos, mas não encontraram nenhum objeto suspeito.

Momentos de preocupação
O prefeito da cidade, Jean-Pierre Artiganave, elogiou “a dignidade e o respeito dos romeiros que aguardaram com tranqüilidade o fim das investigações e depois re-ingressaram calmamente no santuário”.

Durante a intervenção das equipes anti-explosivos, os fiéis “cantaram e rezaram sem nenhuma forma de debandada”, grande perigo nessas circunstâncias e, tal vez, objetivo final da ameaça.

Às 16:45 hs (21:45 hs de Brasília), após a investigação policial, o santuário foi reaberto e as devoções retomaram no mesmo dia e nos horários previstos.

Em 12 de agosto de 1983, uma explosão provocada por mão desconhecida, destruiu uma estátua do Via Crucis.

O Santuário ocupa 52 hectares e inclui 22 locais de devoção e dois hospitais para doentes.

Peregrinos aguardam para voltar ao Santuário
Em volta da Gruta das aparições há três basílicas: a da Imaculada Conceição (feita em 1871, é a que está no local mais elevado), a de Nossa Senhora do Rosário (de 1901, embaixo da anterior) e a de São Pio X (1958, subterrânea), além de várias capelas, como a cripta da basílica da Imaculada Conceição.

Nos locais das piscinas, onde os fiéis podem cumprir o pedido de Nossa Senhora de se lavar, todo ano tomam banho na água da Gruta por volta de 400.000 pessoas.

O total das velas acessas atinge as 750 toneladas.

Em 2009, Lourdes recebeu 6,3 milhões de peregrinos vindos do mundo inteiro.

O falso alarme evidencia quanto o espírito das trevas e seus asseclas sentem-se prejudicados com a devoção a Nossa Senhora de Lourdes.

E, ao mesmo tempo, patenteia a proteção de Nossa Senhora sobre o local de sua aparição e que conjura as insídias do mal.

Video: Lourdes: falso alarme de bomba (TF1, em francês)
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O que Nossa Senhora quer com Lourdes - 1

Quem volta de uma peregrinação a Lourdes traz gravada no coração algo como uma reprodução da gruta de Massabielle. Para ela voltar-se-á com saudade e confiança nas horas mais difíceis, com a certeza de ser atendido.


E basta recordar-se dessa lembrança para fazer renascer em si o desejo ao mesmo tempo inefável e irrefreável de algum dia retornar à gruta de Nossa Senhora.

O que visa Nossa Senhora, assim agindo no mais fundo das almas?

O início do Jubileu de Lourdes trouxe-nos uma luminosa resposta a esta interrogação.

Sobre Lourdes, as palavras do Legado Pontifício

Abrindo o ano jubilar de Lourdes, o Cardeal Ivan Dias, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Legado Papal, pronunciou uma alocução merecedora de apurada meditação.

Começou qualificando as aparições a Santa Bernadette Soubirous de “autênticas irrupções marianas na história do mundo”. 

Não se trata, portanto, de aparições fechadas em si mesmas. Pelo contrário, elas se encaixam “na luta permanente e feroz entre as forças do bem e as forças do mal, desde o início da história humana, e que continuará até o final”. Nessa imensa luta histórica, as aparições de Lourdes “marcam a entrada decisiva da Virgem no cerne das hostilidades entre Ela e o diabo, como está descrito no Gênesis e no Apocalipse”.

Referia-se o representante do Papa à realidade fundamental que marca a existência da humanidade neste vale de lágrimas. Ou seja, a luta da Santíssima Virgem e os filhos da luz seus seguidores, de um lado, contra o demônio, a serpente infernal, e seus sequazes, os filhos das trevas. O Gênesis registra-a assim: “O Senhor Deus disse à serpente: [...] Porei inimizades entre ti e a mulher, entre a tua posteridade e a sua. Ela te pisará a cabeça e tu armarás traições ao seu calcanhar” (Gen. 3, 14-15).
Soldados poloneses rezam diante da Gruta
Esta inimizade basilar está hoje longe de ter amainado, explicou o Cardeal. Pelo contrário, “é ainda mais encarniçada do que em tempos de Bernadette”. É uma autêntica batalha, que “causa inumeráveis vítimas em nossas famílias e entre nossos jovens”.

Em conseqüência dessa guerra movida pelo demônio e seus sequazes, o mundo “está sendo engolido espantosamente na voragem de um laicismo que quer criar um mundo sem Deus”.

Reproduzindo as palavras do então Cardeal Wojtyla, acrescentou que na nossa época está em curso “o maior combate que a humanidade jamais tenha visto”, isto é, a “luta final entre a Igreja e a anti-Igreja, entre o Evangelho e o anti-Evangelho”. ( )

As palavras do eminente purpurado nos trazem à mente o ensinamento fundamental do preclaro Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sobre essa imensa guerra contra a Igreja e a Civilização Cristã, que desde o fim da Idade Média vem sendo conduzida pela Revolução gnóstica e igualitária.

Uma guerra que visa impor aos homens um mundo anárquico, visceralmente anticristão, caracterizado pela igualdade absoluta e a liberdade também absoluta em relação a toda lei, natural ou divina.

Em face de essa revolta, animada pelo espírito de Lúcifer, ergue-se a Contra-Revolução, que ele assim define lapidarmente: “Se a Revolução é a desordem, a Contra-Revolução é a restauração da Ordem. E por Ordem entendemos a paz de Cristo no reino de Cristo. Ou seja, a civilização cristã, austera e hierárquica, fundamentalmente sacral, anti-igualitária e antiliberal”.

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