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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Ato de Consagração a nossa Senhora de Lourdes

Santa Maria, Mãe de Deus, Virgem Imaculada, que apareceste 18 vezes a Bernardete na Gruta de Lourdes para recordar aos cristãos as maravilhas e as exigencias do Evangelho, ensinando a oração, a penitência, a Eucaristia e a vida dentro da Igreja.

Para poder responder melhor a vosso chamado me consagro a vosso Filho Jesus por intermedio de Vos as mãos.

Fazei me dócil a seu Espírito; e pelo fervor de minha fé, pela transparencia de toda minha vida por minha dedicação ao serviço dos enfermos, que eu trabalhe para Vós, ajudando aos mais necessitados para a reconciliação dos homens, para a unidade da Igreja e para a paz do mundo.

Com o coração aberto, Mãe minha, te dirijo esta oração rogando que a recebas e as dê vossa aprovação.

Bendita seja a Santa e Imaculada Concepção da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus.

Oh! Maria concebida sem pecado rogai por nós que recorremos a Vós

Salve Rainha

Nossa Senhora de Lourdes: rogai por nós

Santa Bernadete: rogai por nós







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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Com Nossa Senhora não se brinca...

catedral de GantePerto de Gante, na Bélgica, existe um santuário no qual os milagres são numerosos. Eis um muito excepcional.

Três estudantes de um ginásio do Estado resolveram um dia, como passatempo, zombar da fé dos peregrinos.

Um deles quis desempenhar o papel de cego, e foi levado aos pés de uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes pelas mãos dos outros dois companheiros.

O pretenso milagre consistia nisto: o moço, chegando à gruta com os olhos vendados, devia esfregá-los com a água da fonte e gritar: "Estou curado! Enxergo perfeitamente!"

Mas o efeito foi muito diferente do que se esperava.

Havia ali muitos peregrinos de fora.

Cercaram os moços embusteiros, que fingiam implorar com lágrimas o auxílio da Virgem em favor do pobre cego.

Pode-se enganar aos homens, a Deus nunca.

A primeira ablução feita com intenção perversa fez com que o moço ficasse cego verdadeira e completamente.

Chorou, gritou, chamou por sua mãe. O pavor estampara-se no seu rosto, com todos os pormenores.

Suplicou-se a Nossa Senhora em favor do infeliz, mas debalde. O moço enlouqueceu e foi levado sem demora para uma casa de saúde.


(Fonte: "Maria ensinada à mocidade" - Livraria Francisco Alves, Rio, 1915)





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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Vocação e missão providencial do Brasil

No anoitecer em São João d’El Rei, o imponderável das ruas evoca um Brasil que deveria ter sido, um Brasil que não podemos admitir que nunca venha a ser.

Traz uma saudade de um Brasil tão diferente disso que hoje presenciamos, que até parece um sonho.

Mas não é um mero sonho, é uma promessa:

É a promessa da Providência Divina, que chamou o Brasil para uma missão especial.

Qual é essa missão providencial?

O que diz essa promessa?

Ei-la:

“Talvez não fosse ousado afirmar que Deus colocou os povos de sua eleição em panoramas adequados à realização dos grandes destinos a que os chama.

“E não há quem, viajando por nosso Brasil, não experimente a confusa impressão de que Deus destinou para teatro de grandes feitos este País, cujas montanhas trágicas e misteriosas penedias parecem convidar o homem às supremas afoitezas do heroísmo cristão, cujas verdejantes planícies parecem querer inspirar o surto de novas escolas artísticas e literárias, de novas formas e tipos de belezas, e na orla de cujo litoral os mares parecem cantar a glória futura de um dos maiores povos da Terra.

“Quando nosso poeta cantava que "nossa terra tem palmeiras onde canta o sabiá, e as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá”, percebeu, talvez confusamente, que a Providência depositou na natureza brasileira a promessa de um porvir igual ao dos maiores povos da Terra.

“E hoje, que o Brasil emerge de sua adolescência para a maturidade, e titubeia nas mãos da velha Europa o cetro da cultura cristã que o totalitarismo quereria destruir, aos olhos de todos se patenteia que os países católicos da América são na realidade o grande celeiro da Igreja e da Civilização, o terreno fecundo onde poderão reflorir, com brilho maior do que nunca, as plantas que a barbárie devasta no velho mundo.

“A América inteira é uma constelação de povos irmãos. Nessa constelação, inútil é dizer que as dimensões materiais do Brasil são uma figura da magnitude de seu papel providencial.

“Tempo houve em que a História do mundo se pôde intitular Gesta Dei per francos. Dia virá em que se escreverá a Gesta Dei per brasilienses — as ações de Deus pelos brasileiros.

“A missão providencial do Brasil consiste em crescer dentro de suas próprias fronteiras, em desdobrar aqui os esplendores de uma civilização genuinamente católica, apostólica, romana, em iluminar amorosamente todo o mundo com o facho desta grande luz, que será verdadeiramente o lumen Christi que a Igreja irradia.

Video: Vocação e missão providencial do Brasil



“Nossa índole meiga e hospitaleira, a pluralidade das raças que aqui vivem em fraternal harmonia, o concurso providencial dos imigrantes que tão intimamente se inseriram na vida nacional, e mais do que tudo as normas do Santo Evangelho, jamais farão de nossos anseios de grandeza um pretexto para jacobinismos tacanhos, para racismos estultos, para imperialismos criminosos.

“Dái a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

“Se algum dia o Brasil for grande, sê-lo-á para bem do mundo inteiro.

“Explorai, senhores do poder temporal, as riquezas de nossa terra.

“Estruturai todas as nossas instituições civis segundo as máximas da Igreja, que são a essência da civilização cristã.

“Auxiliai a Santa Igreja de Deus, quanto em vós estiver, e plasmai a alma nacional na vida da graça, para a glória do Céu.

“Fazei do Brasil uma pátria próspera, organizada e pujante, enquanto a Igreja fará do povo brasileiro um dos maiores povos da História.

“Na harmonia desta mesma obra está a predestinação de uma íntima cooperação entre dois poderes.

“Deus jamais é tão bem servido como quando César se porta como seu filho.

“Senhores, em nome dos católicos do Brasil, eu vo-lo afianço: César jamais é tão grande como quando é filho de Deus.

“Nessa colaboração está o segredo de nosso progresso, e nela vossa parte é verdadeiramente magnífica.

“Trabalhai, senhores, trabalhai neste sentido.

“Tereis a cooperação entusiástica de todos os nossos recursos, de todos os nossos corações, de todo o nosso fervor.

“E quando algum dia Deus vos chamar à vida eterna, tereis a suprema ventura de contemplar um Brasil imensamente grande e profundamente cristão, sobre o qual o Cristo do Corcovado, com seus braços abertos, poderá dizer aquilo que é o supremo título de glória de um povo cristão.

“Executai um programa de governo, que consista em procurar antes o reino de Deus e sua justiça, pois todas as coisas serão dadas por acréscimo.

“Em um Brasil imensamente rico, vereis florescer um povo imensamente rico, vereis florescer um povo imensamente grande, porque dele se poderá dizer:

“Bem-aventurado este povo sóbrio e desapegado, embora no esplendor de sua riqueza, porque dele é o reino dos céus.

“Bem-aventurado este povo generoso e acolhedor, que ama a paz mais do que as riquezas, porque ele possui a terra.

“Bem-aventurado este povo de coração sensível ao amor e às dores do Homem-Deus, às dores e ao amor de seu próximo, porque nisto mesmo encontrará sua consolação.

“Bem-aventurado este povo varonil e forte, intrépido e corajoso, faminto e sedento das virtudes heróicas e totais, porque será saciado em seu apetite de santidade e grandeza sobrenatural.

“Bem-aventurado este povo misericordioso, porque ele alcançará misericórdia.

“Bem-aventurado este povo casto e limpo de coração.

“Bem aventurada a inviolável pureza de suas famílias cristãs, porque verá a Deus.

“Bem-aventurado este povo pacífico, de idealismo isento de jacobismos e racismos, porque será chamado filho de Deus.

“Bem-aventurado este povo que leva seu amor à Igreja a ponto de lutar e sofrer por Ela, porque dele é o reino dos céus.”

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, discurso no IV Congresso Eucarístico Nacional — 7 de setembro de 1942, “O Legionário” de 7-9-1942).


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terça-feira, 23 de abril de 2013

Oração à Nossa Senhora de Lourdes

“Santíssima Virgem de Lourdes, que a ninguém desamparas nem desprezas, olhai-me com olhos de piedade.

“Alcançai-me de teu Filho o perdão de meus pecados para que com devoto afeto celebre tua Santa e Imaculada Conceição, em tua milagrosa imagem de Lourdes.

“Que eu receba depois o presente da bem-aventurança do mesmo Jesus de quem sois Mãe. Amém.” 





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domingo, 14 de abril de 2013

A recusa dos milagres de Lourdes e o dogma do inferno

Jeanne Frétel: um dos milagres cientificamente constatados.
VEJA COMO FOI
Se não houvesse os milagres de Lourdes, todo mundo diria: se ao menos houvesse milagres eu acreditaria. Milagres só havia antigamente, naquele tempo, mas se houvesse milagres hoje, eu seria o primeiro a ficar entusiasmado!

E muito católico amolecido diria: é verdade. Por que Deus não faz um milagre para ele? Ele está dizendo que se converteria...

Bem, Nossa Senhora há cem anos vem operando milagres em Lourdes.

Esses milagres são examinados com a maior severidade.

Com uma severidade tão grande que alguns até sustentam que é exagerada e que dos milagres que acontecem, apenas uma pequena parte é comprovada como milagre.

Mas o exagero aqui tem a vantagem de provar que se trata de milagre mesmo.

E o que faz esta gente diante do argumento do milagre?

Prova-se com radiografias, com exames de laboratórios, com as provas mais seguras que há, prova-se que houve milagres em Lourdes, a resposta é: é... e ficam quietos.

Porque?

São assim, não se entregam, não retrocedem diante de nenhuma espécie de argumento.

Eu li um livro de um sacerdote “progressista”, “pra frente”, sobre Lourdes que sustenta que numa ciência médica e biológica evoluída, pode admitir a idéia da cura como tampouco nenhuma prova das aparições.

Isto assim, dito numa palavra: ele destrói todas as provas que existem, sem nenhum raciocínio.

Então, qual é a prova de que a Nossa Senhora apareceu para a Bernadette em Lourdes?

Os senhores podem chamar esses padre “modernos” e discutir com eles como quiserem, eles não mudam de ideia.

E até alguém vendo o padre não mudar de ideia, ele pode ficar achando que ele tem razão porque nunca se fala diferente de um padre.

Esta dureza face às manifestações mais fulgurantes do sobrenatural como acontece nos milagres de Lourdes, explica porque Nossa Senhora acenou com o inferno ao pastorzinhos de Fátima.

E mostrou o inferno e a irmã Lúcia e os bem-aventurados Francisco e Jacinta viram caírem nele incontáveis almas.

Os videntes de Fátima ficaram horrorizados
vendo quantas almas vão para o inferno
Compreende-se assim melhor a razão de ser do inferno: a dureza dos corações que negam a verdade a mais evidente.

Então não espanta que Deus não tenha outra opção senão mandar para o inferno. Porque se recusa sem cessar a evidência da Fé, do milagre, e quer ser assim, então seja assim por toda a eternidade.

O lugar, para esses, é no inferno.

A recusa dos milagres de Lourdes justifica o dogma do inferno, maravilhosamente.

Essa obstinação invencível tem como corolário normal e correspondente, a perenidade das penas do inferno.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 3/2/65. Texto não revisto pelo autor)


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domingo, 7 de abril de 2013

Reprodução da Gruta de Lourdes nos jardins do Vaticano

Reprodução da Gruta de Lourdes nos jardins do Vaticano
Reprodução da Gruta de Lourdes nos jardins do Vaticano

Nos jardins do Vaticano existe uma reprodução da Gruta de Lourdes.

Ela foi ali instalada mediante uma doação do bispo de Tarbes – diocese onde está Lourdes –, D. Francisco Xavier Schoepfer, ao Papa S.S. Leão XIII.

As duas personalidades religiosas estão retratadas em medalhões na fachada da Gruta, que foi desenhada pelo arquiteto dos Sagrados Palácios Apostólicos, Costantino Schneider.

Em 1° de junho de 1902 a gruta foi visitada pela primeira vez pelo Papa, na presença de numerosos Cardeais, Bispos e do público.

A construção foi financiada por uma coleta especial promovida pelos Missionários da Imaculada em todo o mundo católico.
Imagem na reprodução da Gruta de Lourdes nos jardins do Vaticano
Imagem na reprodução da Gruta de Lourdes nos jardins do Vaticano
Em 1902, havia 23 anos que Santa Bernadette deixara esta terra.

Ela morreu como freira da Caridade e da Educação Cristã no ano de 1879, em Nevers, com a idade de 35 anos.

Porém, a inauguração solene só aconteceu no pontificado de São Pio X, em 28 de março de 1905.

São Pio X, que no mundo se chamava Giuseppe Melchiorre Sarto, foi eleito em 4 de agosto 1903. Em 1912, ele determinou que a diocese de Tarbes mudasse de nome para Tarbes-Lourdes.

São Pio X teve muita influência na promoção da devoção a Nossa Senhora de Lourdes e estimulou vivamente os bispos a reconhecerem os milagres que estavam pendentes de aprovação eclesiástica.

Muitos bispos tinham medo de desafiar o laicismo cristofóbico da época e deixavam engavetados processos em que a ciência reconhecia não haver explicação humana para as curas havidas.

Bernadette Soubirous foi beatificada em 1925 e canonizada em 1933. Naquele ano, o Papa Pio XI decidiu demolir uma das partes secundárias da Gruta no Vaticano, a qual havia suscitado críticas estéticas e estava em mau estado.

Reprodução da Gruta de Lourdes nos jardins do Vaticano
O altar veio de Lourdes
Em 1960, D. Théas, bispo de Tarbes e Lourdes, doou ao Papa o altar que havia sido feito para a Gruta de Lourdes por ocasião do cinquentenário das aparições.

A simplicidade da cópia da Gruta de Lourdes nos jardins do Vaticano evoca a despretensão da própria gruta de Massabielle.

Ao lado da gruta vaticana foi montada uma fonte recordando o pedido feito por Nossa Senhora a Santa Bernadette de ir à fonte de Lourdes para se lavar e beber dela.

No dia 31 de maio de cada ano, o Papa dirige a palavra aos fiéis que participaram da procissão de encerramento do mês mariano junto a esta reprodução da Gruta de Lourdes.

(Fonte: Luci sull’Est)



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domingo, 31 de março de 2013

Breve resumo da vida de Santa Bernadette

 
Bernadette Soubirous nasceu em 7 de janeiro de 1844.

No tempo das aparições seu pai, que era dono de um moinho, estava arruinado.

A família morava de graça numa cela abandonada da cadeia da cidade.

"Cachot": ex-cela onde morava a família
Nossa Senhora lhe apareceu em 11 de fevereiro de 1858, quando Bernadette colhia gravetos para esquentar a mísera cela e a mãe cozinhar uma pobre sopa.

Nossa Senhora escolheu-a porque ela era a mais ignorante de Lourdes.

Ela era uma boa menina, mas não era santa antes das aparições. Porém, quando começava a visão, ela se transfigurava.

Corpo incorrupto de Santa Bernardette
E ela, simples camponesa, adquiria uma majestade que impressionava todo mundo.

Após as aparições, Santa Bernadette fez-se freira no convento de Saint-Gildard, na cidade de Nevers, onde faleceu em 16 de abril de 1879.

Seu corpo está milagrosamente incorrupto com as articulações flexíveis e pode ser venerado numa bela urna de cristal na capela do convento.

Santa Bernadette, rogai por nós!




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domingo, 24 de março de 2013

Lourdes: confirmação do dogma definido pelo Beato Pio IX e prêmio de sua combatividade


Não muito antes da aparição de Nossa Senhora em Lourdes, o bem-aventurado Papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição.


"Eu sou a Imaculada Conceição": plavras de Nossa Senhora em Lourdes, pronunciadas no dialeto da região de Santa Bernadette


Essa proclamação aconteceu em 8 de dezembro de 1854.

O glorioso Papa visou em primeiro lugar a afirmação de um dogma de grande importância para o progresso da mariologia dentro da Igreja;

Em segundo lugar ele queria com a afirmação desse dogma, tão profundamente anti-igualitário, esmagar o ceticismo do século.

Beato Pio IX, papa que previamente proclamou o dogma da Imaculada Conceição atraíndo sobre si o ódio anti-cristão

É curioso que exatamente os milagres de Lourdes são de natureza a esmagar o ceticismo .

E a própria aparição de Lourdes veio como uma confirmação do dogma, uma vez que Nossa Senhora declarou que Ela era a Imaculada Conceição.

Foi um prêmio e uma confirmação da veracidade do dogma.

Face à impiedade revolucionária do século, o Beato Pio IX fez o contrário de dar a carne para a fera. Ele enfrentou o pecado, o laicismo, o espírito de revolta igualitário e sensual.

Então, a Providência interveio dando uma série estupenda de milagres.

Os milagres de Lourdes, debaixo desse ponto de vista, confirmam a estratégia do santo Papa.

Essa estratégia foi a seguinte: a impiedade a gente enfrenta, não se faz gentilezas, nem se recua, mas se enfrenta.

Há, portanto, uma dupla confirmação em Lourdes: a confirmação do dogma e a aprovação da oportunidade.

Quando se medita a respeito de Lourdes é apropriado refletir no caráter anti-revolucionário autêntico do B. Pio IX.

Assim agindo, ele atraiu as boas graças de Nossa Senhora e o início do maravilhoso cortejo de milagres que chega até nossos dias.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 8.12.63. Sem revisão do autor)


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domingo, 17 de março de 2013

Como foi a 1ª aparição: à procura de gravetos para suportar o frio

Lourdes, Massabielle em 1858
Uma das primeiras fotos da Gruta.
É de se observar que a imagem atual ainda não havia sido instalada,
e muitas pedras originais ainda não haviam sido removidas
Todavia, naquele 11 de fevereiro a luta pela vida continuou implacável.

O pai, Francisco, deitou-se entre esgotado e deprimido.

O frio em Lourdes corta a pele como uma navalha e não havia lenha na lareira.

Bernadette prontificou-se a colher gravetos num bosque vizinho. Iria junto com umas amigas que também tinham necessidade.

Louise, a mãe, não queria pois a saúde de Bernadette, que padecia de asma, andava fraca.






Porém, a necessidade e a insistência da filha levaram-na a aceitar. Aliás, Louise, ainda venderia uma parte daqueles gravetos e conseguiria fazer mais uma pobre sopa quente para o marido e os filhos naquela noite.

Bernadette foi, como sempre, levando seu terço no bolso. A mãe fez questão que voltasse para assistir às vésperas na igreja.

As meninas partiram com a ingênua alegria das almas sofridas, despretensiosas, generosas e sacrificadas.





Elas discutiram um pouco onde achar os melhores gravetos sem contrariar os proprietários dos bosques. Disputaram um pouquinho sobre o caminho a percorrer. Afinal puseram-se de acordo. Bernadette saiu na frente indicando a estrada.

Ouçamo-la contar ela própria o que então sucedeu.

“A primeira vez que fui à gruta, era quinta-feira, 11 de fevereiro. Fui para recolher galhos secos com outras duas jovens.

“Quando estávamos no moinho, eu lhes perguntei se queriam ver onde a água do canal se encontrava com o Gave. Elas me responderam que sim. De lá, seguimos o canal e nos encontramos diante de uma gruta, não podendo mais prosseguir.

“Minhas duas companheiras se colocaram em condição de atravessar a água que estava diante da gruta. Elas a atravessaram e começaram a chorar. Perguntei-lhes por que choravam, e disseram-me que a água estava gelada.

“Pedi que me ajudassem a jogar pedras na água, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas disseram-me que devia fazer como elas, se quisesse. Fui um pouco mais longe, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas não poderia”.

Lourdes, a GrutaEsta preocupação se explica porque Bernadette sofria de asma, e a mãe não queria que tomasse friagem. Prossegue o relato:

“Então, regressei diante da gruta e comecei a tirar os sapatos. Tinha acabado de tirar a primeira meia, quando ouvi um barulho como se fosse uma ventania.

“Então girei a cabeça para o lado do gramado, do lado oposto da gruta. Vi que as árvores não se moviam, então continuei a tirar meus sapatos.

“Ouvi mais uma vez o mesmo barulho. Assim que levantei a cabeça, olhando a gruta, vi uma Dama vestida de branco.

“Tinha um vestido branco, um véu branco, um cinto azul e uma rosa em cada pé, da cor da corda do seu terço.

“Eu pensava ser vítima de uma ilusão. Esfreguei os olhos, porém olhei de novo e vi sempre a mesma Dama. Coloquei a mão no bolso, para pegar o meu terço. Queria fazer o sinal da cruz, mas em vão. Não pude levar a mão até a testa, a mão caía.

“Então o medo tomou conta de mim, era mais forte que eu. Todavia, não fugi. A Dama tomou o terço que segurava entre as mãos e fez o sinal da cruz. Minha mão tremia, porém tentei uma segunda vez, e consegui. Assim que fiz o sinal da cruz, desapareceu o grande medo que sentia, e fiquei tranqüila.

Veja vídeo
“A canção de Bernadette”:
Um filme inesquecível
com toda a vida de Sta. Bernadete
Completo em português
“Coloquei-me de joelhos. Rezei o terço, tendo sempre ante meus olhos aquela bela Dama. A visão fazia escorrer o terço, mas não movia os lábios.

“Quando acabei o meu terço, com o dedo Ela fez-me sinal para me aproximar, mas não ousei. Fiquei sempre no mesmo lugar. Então desapareceu imprevistamente.

“Comecei a tirar a outra meia para atravessar aquele pouco de água que se encontrava diante da gruta, para alcançar as minhas companheiras e regressarmos. No caminho de volta, perguntei às minhas companheiras se não haviam visto algo.

“— Não.

“Perguntei-lhes mais uma vez, e disseram-me que não tinham visto nada. Eu lhes roguei que não falassem nada a ninguém. Então elas me interrogaram:

“— E tu viste algo?
“Eu lhes disse que não.
“— Se não viste nada, eu também não.

“Pensava que tinha me enganado. Mas retornando a casa, na estrada me perguntavam o que tinha visto. Voltavam sempre àquele assunto. Eu não queria lhes dizer, mas insistiram tanto, que decidi dizê-lo, mas na condição de que não contassem para ninguém.

“Prometeram-me que manteriam o segredo. Mas assim que chegaram às suas casas, a primeira coisa que contaram foi que eu tinha visto uma Dama vestida de branco. Esta foi a primeira vez”.



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domingo, 10 de março de 2013

Ultima aparição a Santa Bernadette: na festa de Nossa Senhora do Carmo

Nossa Senhora do Carmo, Sao Joao del Rei, Lourdes
A última vez que Santa Bernadette viu a Nossa Senhora na gruta de Lourdes foi no dia 16 de julho de 1858, festa de Nossa Senhora do Carmo, ou do Monte Carmelo.

Trata-se de mais antiga devoção a Nossa Senhora, pois originou-se no Antigo Testamento.

O profeta Elias viu, simbolizada numa nuvenzinha, a Mãe do Salvador, quando ele estava rezando no Monte Carmelo, Terra Santa, acosado pelas tropas do ímpio Acab, rei prevaricador de Israel.

Por isso, na Missa desta festa, em lugar da Epístola, a Igreja mandava ler o seguinte trecho do Antigo Testamento:

"Eu sou a mãe do amor formoso, e do temor, e do conhecimento, e da santa esperança. Em mim há toda a graça do caminho e da verdade, em mim toda a esperança da vida e da virtude. Passai-vos a mim todos os que me cobiçais, encheivos dos meus frutos; porque o meu espírito é mais doce do que o mel, e a minha herança vence em doçura o mel e o favo" (Ecl 24, 24-27)

Desde então, os discípulos de Santo Elías, foram chamados "os filhos do profeta" cultuaram a Mãe do Messias que iria vir. A Ordem do Carmo é a continuadora deste filão mariano.


Naquele dia, Santa Bernadette voltou a sentir um apelo interior de Nossa Senhora para ir à Gruta.

Apenas tinha começado a reçar o terço, que as mãos de Bernadette se afastaram em sinal de jubilosa surpresa.

Ela ficou rezando o terço um bom tempo.

A aparição foi silenciosa. No caminho de volta, a Santa disse:

A Gruta, aliás, estava fechada com cercas e o governo proibia comparecer.

Mas, a Santa foi disimuladamente acompanhada de poucas mulheres. Ficaram do outro lado do rio Gave.

- "Eu não via os tapumes, nem o rio Gave. Me parecia estar na gruta, sem que houvesse maior distância que as outras vezes. Eu só via a Santíssima Virgem", contou ela.

Foi a última vez que a viu nesta terra.






Também na última aparição de Fátima, em 13 de outubro de 1917, Nossa Senhora quis aparecer vestida como Nossa Senhora do Carmo.

O fato sublinha a continuidade entre Lourdes e Fátima. Existirá, além do mais, alguma conexão com a continuidade dos "filhos dos profetas" de Santo Elias?


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