
Depois do fracasso da ofensiva de maus cientistas e literatos laicistas, chegou a zombaria lançada pelo modernismo católico — heresia condenada pelo Papa São Pio X — antecessor direto do progressismo atual.
O Pe. Alfred Loisy, professor do Instituto Católico de Paris, comparava as curas de Lourdes com as que — segundo ele — “aconteciam outrora nos templos de Esculápio”, deus pagão da medicina.
Loisy morreu excomungado em 1940. Seu infame intento de desprestigiar Lourdes não teve maior sucesso que a dos céticos Ernesto Renan e Anatole France.
Houve, porém, ofensivas mais subtis. Em 1894, o habilidoso romancista e político socialista Émile Zola deu a lume a sua novela Lourdes, fortemente sentimental, inverídica e anti-católica.
Ela bem poderia servir de roteiro para as mais desavergonhadas novelas da TV de hoje. Pelo fato de achar que viu a Virgem, Bernadette é apresentada como uma “retardada de espírito e de corpo”, frustrada por não se realizar como mulher, esposa e mãe.
Outros personagens entram em cena: um jovem sacerdote que perdeu a fé e duvida de tudo em Lourdes; algumas miraculadas ludibriadas, mistificadoras ou maníacas, médicos trapalhões e inescrupulosos explorando a ignorância popular etc.
A novela passou de todas as medidas, e foi sepultada por um dilúvio de protestos.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Hereges modernistas e socialistas também atentaram contra Lourdes e foi inútil
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Contra Lourdes: literatos e filósofos céticos nada puderam

A investida laicista contra Lourdes procurarou assumir aparências científicas. E nada conseguiu.
Então, o espírito de orgulho apelou para a literatura anti-clerical. Num escrito profundamente marcado pela impiedade e pela blasfêmia, intitulado Vida de Jesus, Ernest Renan (foto ao lado), que abandonara a carreira eclesiástica, lançou exaltado desafio a quem ousasse apresentar um milagre qualquer.
Logo — dizia — será convocada uma comissão de cientistas que analisará a ocorrência, repeti-la-á quantas vezes forem necessárias, e por fim demonstrará, com certeza, ser fato inteiramente explicável pela ciência, ficando esmagada para sempre a crença em intervenções sobrenaturais.
Renan escreveu isto cinco anos após as aparições de Lourdes. Entretanto, as numerosas curas dariam cabal e insofismável desmentido ao exacerbado autor revolucionário.
Anatole France, Prêmio Nobel de Literatura, cobria de ironias toda espécie de religiosidade.
Durante sua visita a Lourdes, mostraram-lhe a enorme quantidade de muletas penduradas na parede da Gruta.
Torcendo o nariz, só soube dizer: “Mas não tem sequer uma perna de pau!”.
Na realidade, o racionalismo igualitário e libertino, inspirador da Revolução Francesa, estava sofrendo duríssimos golpes em conseqüência dos prodígios ocorridos em Lourdes.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
De nada adiantou a onda de difamações contra Santa Bernadette
No século XIX generalizaram-se as doenças nervosas, como repercussão da industrialização e das megalópoles nascentes. E os primeiros vagidos da moderna psiquiatria revelaram toda uma coletânea de novas patologias, perturbações e desequilíbrios mentais.
Três médicos de Lourdes analisaram Santa Bernadette buscando pretexto para interná-la num asilo psiquiátrico. Nada conseguiram.
Em 1872, o Dr. Voisin, médico do famoso hospital da Salpêtrière (Paris), em conferência sobre doenças psíquicas, apresentou Santa Bernadette como exemplo de alienada mental, de “criança alucinada”, “encerrada num convento das Ursulinas de Nevers”.
O Bispo dessa cidade respondeu em carta pública, esclarecendo que Bernadette não estava nas Ursulinas, mas no convento das freiras da Caridade, e convidou o pouco informado psicólogo a constatar diretamente como ela era “uma pessoa de uma sabedoria pouco comum e de uma calma que ninguém consegue nem de perto imitar”. O Dr. Voisin sumiu...
A seguir, o Dr. Jean Martin Charcot, também da Salpêtrière, conhecido pelas suas teorias sobre as idéias fixas no inconsciente — tese desenvolvida depois por Freud — atribuiu os milagres de Lourdes a uma “fase de exaltação” físico-afetiva que produziria uma aliás enigmática “operação cerebral”. Tumores e feridas curadas miraculosamente seriam produtos da histeria.
Concomitantemente o Dr. Bernheim, chefe da Escola de Nancy, desqualificava os mesmos milagres como artifícios da sugestão. Estes opositores e suas teorias afundaram sob uma maré de críticas até de seus próprios seguidores e discípulos.
Em 1955, os Drs. Thérèse e Guy Valot publicaram uma rumorosa contestação intitulada “Lourdes e a ilusão terapêutica”. Segundo eles, tudo não passa de uma tríplice ilusão:
1) dos fiéis mergulhados na credulidade e na ignorância;
2) dos médicos viciados na parcialidade, nos erros de diagnóstico e na leitura incorreta dos resultados dos exames;
3) dos comerciantes, hoteleiros e autoridades locais que lucrariam com o “negócio”. O ataque foi amplamente refutado por teólogos e doutores.
Em 1957, nova investida, desta vez articulada nos caliginosos arraiais da parapsicologia. O Dr. West, dos EUA, estudou onze curas miraculosas. Com base numa só delas, julgou tratar-se de fenômeno histérico misturado com auto-sugestão inconsciente e tapeação médica. Sofismas que nem mereceram refutação.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
Milagres de Lourdes: Jeanne Fretel (1948) após dez anos de hospital e sete intervenções cirúrgicas
Em janeiro de 1938, quando conta vinte e quatro anos, é operada de apendicite no Hôtel-Dieu em Rennes. Depois disto, passará dez anos no hospital, praticamente sem interrupções. Primeiro tem que operar um quisto tuberculoso nos ovários, depois, uma peritonite tuberculosa que a acometeu, logo seguida por uma fístula estercoral.
É somente no fim da guerra que sai, finalmente, do hospital, porém aparece uma erisipela, em seguida um hallux valgus bilateral, finalmente uma osteíte do maxilar superior, que não lhe deixou mais do que três dentes na arcada superior e seis na inferior.
A 3 de dezembro de 1946, dá entrada no hospital de Pontchaillou, em Rennes, onde já estivera internada durante algum tempo após a guerra. Desta feita, diz ela, é “para morrer lá”.
Está sempre acamada e todas as noites a febre atinge os 39° 5. Tem o abdômen inchado, distendido, terrivelmente dolorido: faz-se necessário uma aplicação diária de seis centigramas de morfina. Apesar de se ter submetido a um prolongado tratamento de estreptomicina, cuja descoberta era recente, o estado de Jeanne Fretel não apresenta melhoras, segundo o demonstra este atestado médico redigido pelo Dr. Pellé:
“De agosto de 1948 a outubro de 1948, a enferma mostra-se cada vez mais cansada: só consegue ingerir pequenas quantidades de líquido. Surgem sinais meningíticos. Um deles é o ventre, volumoso e dolorido. Há um escoamento abundante de pus com as fezes, bem como nos vômitos, acompanhado de sangue negro. Os desfalecimentos cardíacos são freqüentes e colocam em perigo a vida da paciente. Toda esperança parece estar perdida.”
Pela terceira vez em cinco anos, a 20 de setembro de 1948, a doente recebe a extrema-unção. A temperatura oscila todos os dias entre 40° à noite e 36° pela manhã. As aplicações de morfina são feitas de três a quatro injeções diárias de dois centigramas cada uma: “O simples esforço para sentar-se na cama já lhe é quase impossível”. Deixa-a extenuada.
E, no entanto, é neste estado que empreende a peregrinação a Lourdes, no dia 4 de outubro de 1948, levando consigo o seguinte atestado do Dr. Pellé:
“Peritonite tuberculosa. A enferma foi submetida a sete intervenções cirúrgicas abdominais a partir de 1938. Há três anos encontra-se em completo repouso, alimenta-se muito pouco e as dores no ventre obrigam-na a permanecer quase que totalmente imóvel”
Ao ser levada a Lourdes, está semi-consciente, sempre acometida por vômitos que a impedem de alimentar-se e dormir. Na sexta-feira, 8 de outubro, levam-na muito cedo, às 7h30, para assistir a missa dos doentes no altar de Santa Bernadette.
O padre que oficia a cerimônia, assustado e constrangido com a presença dessa doente dominada pelas náuseas, hesita em lhe administrar a comunhão. O maqueiro que carrega Jeanne FreteI insiste. E assim a enferma recebe a hóstia...
“Foi então ‒ contará ela mesma mais tarde ‒ que comecei a perceber que estava melhor e que me achava em Lourdes. Perguntaram pela minha saúde. Respondi que me sentia outra! Meu ventre continuava duro e inchado, mas já não padecia nenhuma dor. Deram-me uma xícara de café com leite que tomei com apetite e prazer.
“Após a missa, levaram-me até a gruta, sempre carregada na maca. Chegando ali, ao cabo de alguns minutos, tive a impressão que uma pessoa me amparava sob as axilas para me ajudar a sentar. E vi-me sentada. Virei-me a fim de ver quem me havia auxiliado, porém não vi ninguém. Tão logo me sentei, tive a sensação de que as mesmas mãos que me tinham ajudado a sentar seguravam as minhas para colocá-las sobre minha barriga.
“Perguntei a mim mesma o que estava me acontecendo: se estava curada ou saindo de um sonho. Notei que meu ventre tinha voltado ao normal. E então senti uma fome fora do comum.”
Volta para o hospital ainda na maca. Pede algo para comer. O Dr. Guégan examina-a e dá-lhe autorização para alimentar-se. Faz uma refeição frugal: um pedaço de vitela e purê de batatas com três pedaços de pão. Mas para ela é um banquete extraordinário: já faz dez anos que não tem uma refeição igual.
“Ao terminar ainda continuava com fome. Pedi mais uma porção. Fui atendida e pedi mais. Então me trouxeram como sobremesa um prato de sêmola de arroz, com receio que me sentisse mal.”
À tarde, a recuperada, satisfeita sem estar saciada, levanta-se, veste-se sozinha e sai para dar um passeio:“Já fazia três anos que eu não andava e naquele instante caminhei com a mesma desenvoltura de hoje ‒ esclarece Jeanne Fretel –. Assim que cheguei às piscinas, tomei um banho de pé, sem me cansar.”
À noite, torna a ingerir uma refeição (sopa, pão e patê, sobremesa) e adormece, mas desperta por volta da meia-noite, ainda atormentada pela fome; serve-se de pão, manteiga, doces, bolo e readormece.
No dia seguinte, levam-na até a Junta das Constatações onde cinco médicos assinam em conjunto um boletim em que declaram:
“Enorme melhora, talvez cura completa.”
Jeanne Fretel sente-se tão aliviada no trem de volta que pede e suporta muito bem a parada brusca das injeções de morfina, sem experimentar as perturbações graves e costumeiras de uma desintoxicação tão violenta.
E podemos imaginar o assombro do médico assistente da doente, o Dr. Pellé, que escreve a 13 de outubro de 1949:
“Voltamos a ver a senhorita Fretel no mesmo dia de seu retorno de Lourdes para Rennes, onde a examinamos e observamos o desaparecimento completo de todos os sinais patológicos. Temos acompanhado a paciente com regularidade e constatamos que a melhora do seu estado geral prossegue. Seu peso que era de 44 quilos no dia 5 de outubro de 1948 passou para 58,200 quilos. Durante os oito primeiros dias, esta jovem ganha 1,350 por dia. A temperatura é normal: 36°8 pela manhã, 37°2 à noite. O apetite e o sono são muito bons.”
Jeanne Fretel, após o seu regresso, teve condições de reencetar uma vida ativa que prossegue sempre sem qualquer acidente patológico. Nunca mais sentiu qualquer tipo de dor. A vida normal retomou seu curso na plenitude de uma saúde perfeita. Todos os dias levanta-se às 5h30 e recolhe-se às 11 da noite. E, no entanto, tem que fazer as tarefas mais cansativas da casa.
Um ano depois, a jovem comparecerá diante dos vinte e oito médicos da Junta médica de Lourdes. Em 1950, após terem concluído tratar-se de uma “cura inexplicável”, o processo de Jeanne Fretel é enviado à Comissão canônica criada expressamente para examinar este caso pelo cardeal Roques, arcebispo de Rennes. E a 8 de novembro de 1950, a Comissão canônica declara:
“O caso da senhorita Fretel situa-se na série das curas extraordinárias, cientificamente inexplicáveis, na presença das quais só podemos repetir: 'O dedo de Deus se faz sentir'.”
Em seguida, o cardeal Roques, na data de 20 de novembro, apresenta um “reconhecimento de milagre” assim redigido:
“Reconhecemos que a senhorita Jeanne Fretel, acometida de peritonite tuberculosa com sinais meningíticos e em estado muito grave de caquexia, foi curada súbita e radicalmente a 8 de outubro de 1948, no momento em que comungava no altar de Santa Bernadette em Lourdes, e nós julgamos e declaramos que a cura é milagrosa e deve ser atribuída à Nossa Senhora de Lourdes.”
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Vagalhões inúteis contra Lourdes
É claro que a ira do demônio e seus sequazes haveria de se lançar com fúria contra Lourdes. Como de costume, agindo bem no seu estilo, isto é, ocultando as verdadeiras razões e procurando menosprezar, denegrir e, se possível, impedir o fluxo dos peregrinos.
Ainda não haviam terminado as aparições de Nossa Senhora, e já ocorriam milagres patentes. Mas igualmente a máquina difamatória estava em ação.
Procurador Vital Dutour fez relatorios contra milagres de Lourdes
O procurador de Lourdes, em relatórios, perguntava ao governo da capital como impedir os “extravios da imaginação” que mencionavam milagres na Gruta, ridicularizando as curas acontecidas.
Num outro relatório ele denunciava a água de Lourdes por conter carbonato de cálcio (aliás, simples antiácido hoje utilizado pela medicina) e vituperava o descontrole dos “boatos” sobre curas.
Clément Pailhasson, farmacêutico da cidade, espalhava que a água era “muito ruim”. O diretor da escola superior, Antoine Clarens, a apontava como causa de “graves perigos”; enquanto Jacomet, delegado de polícia, prevenia que era “malsã”.
Essas acusações não pegaram. Então o ataque mudou inteiramente. Pierre-Auguste Latour, farmacêutico de Trie, franco-maçom e conhecido inimigo dos milagres, emitiu um parecer cientificamente fraudulento.
Segundo ele os milagres eram falsos. A explicação de todas as curas seria que a água continha excepcionais virtudes curativas!
Mas muitas outras análises imparciais classificaram a água de Lourdes como simples “água potável, análoga à maioria das que se encontram nas montanhas onde o solo é rico em calcário”.
Portanto, uma água comum que nem chega a ser mineral.
Vendo desmontada essa interpretação capciosa, o ódio das trevas excogitou outros ardis.
O fim do século XIX estava impressionado com algumas descobertas pioneiras sobre radioatividade. O fato foi logo explorado: nada de fenômenos sobrenaturais, a “radioatividade” da água de Lourdes explica tudo!!!
“Explicações” do gênero foram repetidas, como num realejo, até no século XX. Sucessivas análises refutaram todas essas suposições mal fundadas ou maliciosas.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
A partida para o Céu
Santa Bernadette passou as ultimas horas de sua vida, longas e dolorosas, numa cadeira para doentes na enfermaria de Saint-Gildard. Não podia deitar por causa das múltiplas chagas que cobriam seu corpo.
Enfermagem do convento de Sainte Croix, onde morreu Santa Bernadette
Na segunda-feira após o Domingo de Páscoa, 14 de abril de 1879, ela disse à irmã Bernard que a visitava:
― “Adeus, Bernard, desta vez acabou deveras”.
E à irmã Léontine:
― “Eu estou moída como um grão de trigo”.
Em 16 de abril de 1879, uma religiosa lhe sussurrou:
― “Vou pedir a Nossa Imaculada Mãe que vos dê consolações”.
― “Não, respondeu a santa, consolações não, mas a força e a paciência”.
Após as 3 horas de tarde, com um gesto muito expressivo, ela pediu algo para beber.
Fez um grande sinal da cruz, pegou o vidro com a bebida fortificante que lhe apresentaram, engoliu algumas gotas em duas ocasiões, e inclinando a cabeça rendeu docemente sua alma a Deus.
Seu corpo se encontra milagrosamente incorrupto com as articulações flexíveis.Apenas uma ligeira camada de cera foi passada no rosto para evitar a formação de mofo.
Ele está exposto na capela do convento de Saint-Gildard, em Nevers, numa preciosa urna de cristal e metal dourado.
Ali, envolvido de imponderáveis sobrenaturais, pode ser visto e venerado por qualquer fiel.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Milagre de Lourdes: é no que faz pensar mais uma cura surpreendente
No dia 1º de agosto do mês em curso, Antonia Raco, 50, dona de casa de Francavilla sul Sinni, na proximidade de Turim, estava doente de esclerose lateral amiotrófica.
Antonietta Raco, entra caminhando no hospital para análises relacionados com sua inexplicável cura
Trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração das células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos. Antonietta andava de cadeira de rodas.
Ela foi a Lourdes esperançosa no milagre.
Na hora de tomar o banho na água de gruta sentiu uma voz que lhe dizia: “Não temas”.
A doença foi diagnosticada em 2004 e desde 2006 já não caminhava mais. Porém, no dia 5 de agosto, voltando de Lourdes, retomou todas atividades normais que a doença lhe impedia realizar.
“Eu prefiro falar de dom, de graça e não de milagre”, diz prudentemente Da. Antonia que se declara disposta a todos os exames necessários par confirmar o caráter miraculoso da cura.
O neurologista Adriano Chiò, do Hospital Molinette, o maior de Turim, declara que a cura “não é explicável cientificamente com os meios de que disponho”.
O fato foi largamente noticiado por órgãos da imprensa italiana, como os diários de Milão “Il Giornale” e “Il Corriere della Sera”, ou da Internet como o diário digital “El Imparcial” de Madri.
O Dr. Chiò que acompanha o caso da senhora desde 2006, acrescentou para “Il Giornale”:
“No mês de junho, quando visitei a senhora, ela não tinha condições de caminhar, mas apenas de se levantar da cadeira de rodas e ficar em pé com um apóio. Agora caminha normalmente sem se cansar. Ficou-lhe apenas uma ligeira moléstia na perna esquerda, onde começou a se manifestar a doença.
Dr. Adriano Chiò, neurologista do Hospital Molinnete que trata Da. Antonietta.
“Jamais vi um caso do gênero em doentes de esclerose lateral amiotrófica. O diagnóstico era inequívoco: ela tinha uma forma da doença de evolução lenta.
“É uma doença que pode diminuir de velocidade e, no máximo parar, mas não acreditamos possível que melhore, porque atinge os neurônios irreversivelmente”.
“O que nos temos visto por agora é uma regressão da doença, coisa que cientificamente nós acreditamos impossível em pacientes atingidos pela esclerose lateral amiotrófica”.
Do mesmo modo que a paciente, o neurologista evita o termo “milagre” aguardando novos exames. “Disso, esclareceu, se ocupam as autoridades eclesiásticas”.De fato, a Igreja, com muita sabedoria, instituiu um famoso Bureau Médico e a Comissão Médica Internacional de Lourdes (CMIL) que recolhem todos os dados do suposto milagre e os submetem a um longo e exaustivo processo de crítica e revisão por equipes médicas nacionais e internacionais.
Embora os critérios sejam exigentíssimos, o Bureau Médico e a CMIL já constataram cientificamente mais de 4.000 curas inexplicáveis pela medicina.
Corresponde aos bispos diocesanos do miraculado decidir se procedem ou não à proclamação canônica do milagre.
Com este procedimento toda chicana fica afastada. Esperamos que Antonieta Raco inicie um processo desses. Chegando ele a bom fim, será mais um dos milagres constatados de modo incontrovertível e deslumbrante, que Nossa Senhora pratica a mãos cheias em Lourdes.
Da. Antonietta está certa do milagre. Ela assim o descreve:“Na água senti uma voz que me dizia de ter coragem. Era como se houvesse alguém me erguesse, compreendi que estava acontecendo algo”.De volta à sua casa, no dia 5 de agosto, voltou a ouvir a voz: “conta a teu marido. Então diante dele eu me levantei, di uma meia volta e fui a seu encontro”. “Agora caminho, nunca estou cansada e não sinto dores”, acrescentou.
Antonietta segue sendo observada pelo departamento de neurologia do Hospital Molinette, onde todo ano são tratados 250 pacientes de esclerose lateral amiotrófica, que vêm da Itália toda e do exterior.
Veja e ouça Da. Antonietta Raco contando o acontecido (em italiano):
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Protestos católicos criaram muro de horror em torno de show blasfemo de Madonna
Afinal, a cantante Madonna fez seu show no antigo aeroporto militar de Bemowo, em Varsóvia, capital da Polônia, em ato de provocação à Nossa Senhora na festa da sua gloriosa Assunção.
Mas, as dezenas de milhares de mensagens de protestos católicos vindos da Polônia, dos EUA e do Brasil (captura ao lado), ajudaram a erigir uma muralha de horror em torno da blasfêmia.
Blasfemar é uma ofensa ao Céu comparada pela teologia moral ao ato irracional de cuspir para o céu.
Deus, Nossa Senhora, os santos e os anjos não são atingidos por essas baixezas.
O que causa verdadeira dor a Nosso Senhor Jesus Cristo, a Nossa Senhora é a indiferença dos que Eles mais amam, isto é os católicos.
Para a provocação de Madonna atingir seu alvo teria sido preciso que o show corresse na indiferença dos católicos.
É isso precisamente foi o que não aconteceu!
Mais de 24.562 mensagens de protesto categórico foram encaminhadas pela Fundação Padre Piotr Skarga às autoridades polonesas (foto acima, Ler aqui, em polonês ).
Foram também milhares os protestos que choveram dos EUA e do Brasil.
Diversos grupos poloneses anunciaram atos de reparação no próprio local do show, mas foram dissuadidos. A proximidade poderia ter favorecido distúrbios que os organizadores explorariam para aumentar o escândalo.
Nossa Senhora passou esse dia como uma nobre mãe que no dia de sua festa é objeto de escárnio por parte de uma pirralhada obscena num local noturno e periférico.
Mas Ela passou rodeada por dezenas de milhares de filhos que Ela ama especialmente e cujas manifestações de reparação e amor trazem para Ela uma consolação muito maior do que a dor causada pela vulgaridade das ofensas.
O show se deu num ambiente nacional de repulsa. E a cantante e seus patrocinadores parecem ter percebido bem o gelo criado em torno do ato.
No dia seguinte, a cantante satanista apareceu no outro extremo da Europa, em Portofino, no Mediterrâneo. Não é o que fazem as pessoas que obtêm sucesso: essas depois da apresentação bem sucedida se passeiam pela cidade rodeadas de jornalistas e fãs.
Ela saiu da Polônia como quem foge.
Fugir de quem?
Por certo, não dos católicos que não iriam lhe fazer dano físico algum.
Captura ao lado: 24.562 protestos contra o show blasfemo na Polônia
É como se ela, ou seus patrocinadores, sentissem que uma força mais alta ‒ a sobrenatural ‒ impelia-a a sair logo do católico território polonês.
Poucas horas depois, um dos shows seguintes, programado para o dia 20 em Liubliana, capital da Eslovênia, foi cancelado.
Segundo site dos promotores da gira ‒ cujo link não copiamos por respeito a nossos leitores ‒, o desinteresse estava tão grande que de 63.000 ingressos à venda, só tinham saído sete mil.
E sites e jornais anunciavam que os protestos católicos ameaçam mais outro show da gira na Bulgária.
Os sites e jornais brasileiros, infelizmente ávidos dos escândalos da cantante, publicaram quase nada do show de Varsóvia. Foi mais um sintoma do frio glacial que desceu sobre o torpe espetáculo.
Todos aqueles que participaram da campanha tiveram parte nessa reparação filial e amorosa a Nossa Senhora e isso nos enche de alegria.
Porém, devemos ficar atentos. Atos semelhantes podem ser tentados no Brasil!
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Em reparação a Nossa Senhora: reflexões sobre sua maravilhosa Assunção

“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”
Com essas imorredouras palavras, o Santo Padre Pio XII definiu o dogma da Assunção da Santíssima Virgem ao Céu em corpo e alma, solenemente proclamado no dia 1º de novembro de 1950, pela Constituição dogmática “Munificentissimus Deus”.
A mais importante festividade mariana deste mês é a celebração dessa gloriosa subida ao Céu. Em recordação do grandioso acontecimento, oferecemos a nossos leitores o seguinte excerto de uma palestra do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em 14-8-65:
“O dogma da Assunção de Nossa Senhora foi ardentemente desejado pelas almas católicas do mundo inteiro, porque é mais uma das afirmações a respeito da Mãe de Deus que A coloca completamente fora de paralelo com qualquer outra mera criatura e justifica o culto de hiperdulia que a Igreja lhe tributa.
“Nossa Senhora teve uma morte suavíssima, tão suave que é qualificada pelos autores, com uma propriedade de linguagem muito bonita, a “Dormição da Bem-Aventurada Virgem Maria” (Dormitio Beatae Mariae Virgine), indicando que Ela teve uma morte tão suave, tão próxima da ressurreição que, apesar de constituir verdadeira morte, entretanto é mais parecida a um simples sono.
“Nossa Senhora, depois da morte, ressuscitou como Nosso Senhor Jesus Cristo, foi chamada à vida por Deus e subiu aos Céus na presença de todos os Apóstolos ali reunidos, e de muitos fiéis.“Essa Assunção representa para a Virgem Santíssima uma verdadeira glorificação aos olhos dos homens e de toda a humanidade até o fim do mundo, bem como proêmio da glorificação que Ela deveria receber no Céu.
“A Igreja triunfante inteira vai recebê-la, com todos os coros de anjos; Nosso Senhor Jesus Cristo a acolhe; São José assiste à cena; depois Ela é coroada pela Santíssima Trindade.
“É a glorificação de Nossa Senhora aos olhos de toda a Igreja triunfante e aos olhos de toda a Igreja militante.
“Com certeza, nesse dia, a Igreja padecente também recebeu uma efusão de graças extraordinárias.
“E não é temerário pensar que quase todas as almas que estavam no Purgatório foram então libertadas por Nossa Senhora nesse dia, de maneira que ali houve igualmente uma alegria enorme. Assim podemos imaginar como foi a glória de nossa Rainha.
“Algo disso repetir-se-á, creio, quando for instaurado o Reino de Maria, quando virmos o mundo todo transformado e a glória de Nossa Senhora brilhar sobre a Terra”.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Sim, eu farei algo por Nossa Senhora que faz tanto por mim
Versão atualizada para os usuários de Outlook ou Mail.
Prezado assinante do blog “Lourdes 150º aniversário das aparições”:
Postamos excepcionalmente esta matéria solicitando sua especial atenção.
Estamos ainda vivamente impressionados por uma ofensa a Nossa Senhora que se tenta fazer numa nação católica, muito amada pela Mãe de Deus: a Polônia.
Lá foi oficialmente anunciado que a cantante americana “Madonna” fará um show no aeroporto de Varsóvia, a capital da Polônia, no dia 15 de agosto, que é a festa da Assunção de Nossa Senhora.
Mais ainda, é a festa nacional da Polônia, em que centenas de milhares de peregrinos vão venerar Nossa Senhora de Czestochowa, padroeira do país, no mosteiro de Jasna Gora. Muitos deles peregrinam a pé durante semanas.
Se isso for feito num país tão católico amanha poderá ser tentado no Brasil!
O Sr., a Sra., já imaginaram um show blasfemo de “Madonna”, por exemplo no aeroporto internacional de São Paulo, Rio de Janeiro ou outra capital brasileira, para debicar de Nossa Senhora Aparecida, no dia de sua festa?
Essa cantante explora a blasfêmia, a obscenidade e os temas sexuais. O show é um ato ant-católico feito com desrespeito e arrogância. A revista escandalosa polonesa “Machina” publicou na sua capa um escárnio de Nossa Senhora de Czestochowa com o dizer: “Não há lugar para duas rainhas na Polônia”.
Católicos de todo o mundo estão se unindo aos católicos poloneses que, dentro do estrito respeito da lei, solicitam às autoridades polonesas que impeçam essa grave ofensa a Nossa Senhora.
O artigo 196 do Código Penal Polonês proíbe essas ofensas à religião.
Nós pedimos tanta coisa a Nossa Senhora.
E ela nos dá tanta coisa, tantas graças, tantos favores, tantos sorrisos, tanta misericórdia!
Não poderíamos dar algo também a Ela?
Por certo, Ela que é Mãe extremosa vai ser sensível a esse nosso gesto de amor filial.
Se muitos católicos do mundo enviarem seu protesto, essa horrível ofensa a Nossa Senhora poderá ser impedida.
Se muitos brasileiros enviarem seu protesto, os organizadores desses programas anti-católicos pensarão duas vezes antes de tentarem algo no Brasil contra a Mãe de Deus e nossa.
Protesto às autoridades da Polônia:
Prezado Sr.
Eu lhe escrevo para manifestar o pesar que me tem causado o show da cantante Louise Ciccone, mais conhecida como Madonna, a se realizar no aeroporto da capital polonesa, em 15 de agosto do presente ano.
A escolha da data (a festa de Nossa Senhora assunta pelo poder de Deus) e a natureza ofensiva das propagandas do show (como aquela que nega 'haver lugar para duas rainhas', Nossa Senhora e Madonna, em terra polonesa) atentam contra o sentimento da catolicidade no mundo todo.
Como brasileiro devoto da Virgem Maria, eu me sinto atingido pessoalmente por esse ato blasfemo.
Madonna tornou-se bem conhecida por seus gestos e palavras voltadas contra o catolicismo. Pode se permitir que ela visite vossa capital para difamar a nossa Igreja e seu Evangelho, praticando ato proibido pelas leis dos povos civilizados como o vosso e o nosso?
Eu exprimo o mais vivo desejo que o Sr utilize os poderes que lhe confere a lei para tomar medidas preventivas para evitar esse ato que ofende a Nossa Senhora e ao catolicismo venerados pela imensa maioria dos brasileiros e dos poloneses.
Respeitosamente,
Campanha encerrada. Veja aqui o resultado.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Santa Bernadete: sofrimentos em Nevers pelo Papa e pela vitória da igreja sobre seus inimigos

Em Saint Gildard, Santa Bernadete ficou encarregada da enfermaria do convento.
No fundo da casa há uma imagem da Nossa Senhora das Águas, dentro de uma espécie de gruta artificial.
Santa Bernadete achava que por causa da atitude de benevolência e o sorriso, essa imagem era a que melhor lhe relembrava a Nossa Senhora como lhe apareceu em Lourdes.
A saúde de Santa Bernadete sempre foi periclitante. Com o tempo, não fez senão piorar, trazendo-lhe agonias e tormentos indizíveis. Várias vezes temeu-se que morreria logo, recebeu a Extrema unção e até proferiu os votos solenes in articulo mortis.
Em dezembro de 1876, por iniciativa do bispo diocesano e com o auxilio de outras religiosas escreveu uma carta de punho e letra ao Papa Pio IX, felizmente reinante.
Naquela época, Roma e o Vaticano estavam invadidos pelas tropas revolucionárias garibaldinas. Ainda ecoavam no mundo católico as proezas dos zuavos pontifícios defendendo a Cidade Santa contra as tropas revolucionárias de Garibaldi e do rei Vitor Emanuel.
Na carta encontramos aspectos importantes de sua personalidade:
― “Há muito que eu sou zuavo (soldado voluntário do Papa), embora indigno, de Vossa Santidade. Minhas armas são a oração e o sacrifício”, escreveu.
E concluía dizendo:
― “No Céu a Santíssima Virgem deve fixar sobre vós o seu olhar com freqüência, Santíssimo Padre, pois vós a proclamastes Imaculada, e quatro anos depois, nossa boa Mãe veio à terra para dizer: ‘Eu sou a Imaculada Conceição’.”
E concluía:
― “Eu espero que (...) esta boa Mãe (...) se dignará pousar seu pé sobre a cabeça da maldita serpente, e assim pôr termo às cruéis provações da Santa Igreja e às dores de seu augusto e bem-amado Pontífice”.
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quinta-feira, 16 de julho de 2009
Santa Bernadete fugia dos que queriam vê-la

No hospital de Lourdes como pupila e mais tarde no convento de Saint-Gildard em Nevers, como religiosa, Santa Bernadete trabalhou na enfermaria.
O trabalho lhe aprazia, pois atendia a seu profundo desejo de se consagrar aos mais pobres e desvalidos.
Tanto no hospital de Lourdes quanto no convento de Nevers a Santa não pôde evitar inteiramente as visitas mais categorizadas que queriam conhecê-la. Ela escapulia dos compromissos quanto podia sem violar a obediência e o respeito. Muitas vezes,porém, tratava-se de bispos aos quais não podia evitar.
Tanto mais quanto com freqüência eram pessoas que faziam uma idéia fantasiosa ou sentimental a respeito de alguém que viu Nossa Senhora. Ela então fazia sentir a sobriedade de conduta que se deve esperar de uma vidente.
Houve o caso de uma noviça, por exemplo, que se queixou de após três dias no convento não ter visto a Santa, cujo nome de religião era irmã Maria-Bernarda.
A sua surpresa foi enorme ao saber de outra religiosa que ela tinha estado sentada a seu lado no dia anterior.
A irmã Bernard Dalias quando a viu pela primeira vez não pôde se contiver:
― “Bernadete? Ela é só isto!”
Santa Bernadete era cheia de personalidade e de força de caráter. Mostrava uma seriedade e uma objetividade em todo o seu modo de ser que desconcertava os superficiais.
Ela insistia muito em que era uma “ignorante”, mas possuía um bom senso natural sublimado pela graça para discernir o que ninguém percebia a respeito das pessoas e das situações.
A Congregação de Nevers é por vocação voltada para o atendimento dos doentes e desvalidos. Mas uma santa conjuração entre o bispo e a superiora acabou dando a Santa Bernadete uma vida de reclusa.
Os superiores queriam protegê-la da multidão de curiosos que desejava vê-la, tocá-la, etc. As autoridades viam com base na experiência os perigos da popularidade.
Mas Santa Bernadete não queria outra coisa senão esse isolamento. Ela aspirava à renúncia de si própria e contradizer aquilo que ela mais detestava: o orgulho.
As superioras faziam questão de submetê-la a pequenas humilhações, por vezes muito sensíveis, movidas pelo desejo de protegê-la da vaidade. Talvez em certos casos tenham passado da conta. Santa Bernadete acrescia outras humilhações, até espantosas.
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quinta-feira, 2 de julho de 2009
O último adeus de Santa Bernadete a Lourdes
Em 4 de julho de 1866, Bernadete tomou o trem por vez primeira e única na vida. Foi a partida de Lourdes, à qual nunca mais voltaria.
Ela sofreu muito a ruptura com seu rincão natal, mas interrogada muitas vezes, ela sempre respondia que a missão em Lourdes estava cumprida, que ela só voltaria a ver Nossa Senhora no Céu, se ela fosse direita.
Em Nevers, ela sofria de grandes saudades da gruta abençoada. Mas, temia profundamente a multidão de curiosos que iria se aglomerar em torno dela, caso viajasse.
Uma vez falou que voltaria a visitar a gruta se pudesse fazer uma viagem de balão para evitar a multidão.
Certa feita, exclamou:
― “Ah se eu pudesse vê-la, sem ser vista!”.
Mas o caminho de Nossa Senhora não passava por ali. Ela nunca mais retornou:
― “Eu fiz o sacrifício de Lourdes, disse. Eu verei Nossa Senhora no Céu, vai ser mais bonito”.
Num dia que lhe mostraram fotos da gruta com as melhoras materiais necessárias para acolher os peregrinos, ela disse:
― “Oh minha pobre gruta! Eu não a reconheceria mais!”
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
A família Soubirous recompõe a situação mas Bernadette vai ser freira
Nos meses seguintes às aparições, Bernadette continuou cumprindo seus deveres familiares na cela da ex-prisão, único reduto que lhes ficara para morar.
O afluxo de romeiros multiplicou imensamente seus trabalhos. Pois ela contentava a todos reproduzindo uma e outra vez os acontecimentos da gruta.
O médico aconselhou que a família deixasse essa cela infecta porque estava comprometendo a saúde da própria Bernadette e das crianças.
Mas então as coisas sorriam para a família Soubirous.
Acharam um quarto melhor, e alguns meses depois, o pai de Bernadette pode obter um moinho de farinha com o qual voltou a seu ofício e reconstituiu sua condição social.
Então, os perigos passaram a serem outros. Romeiros ofereciam dinheiro a Santa Bernadette e sua família. Muitos com boa intenção, outros não.
Certa feita, o menor dos irmãos aceitou ingenuamente uma moeda de ouro. Santa Bernadette mandou devolve-la lhe dando um sonoro bofe.
Futuramente, parentes ou amigos de Santa Bernadette montaram lojas de objetos religiosos. O fato incomodou profundamente a vidente. Ela temia que a atividade comercial diminuísse a devoção e o respeito que se devia a Nossa Senhora.
As autoridades religiosas acharam melhor que Bernadette ingressasse numa casa religiosa. Ali poderia completar seus estudos e ficar protegida do assédio dos visitantes. Bernadette, nessa época não sentia uma atração especial pela vida religiosa mas aceitou entrar no hospício mantido pelas Irmãs da Caridade.
Bernadette estava convencida que ela era “bonne à rien” ― “boa para nada” ― e que por isso não era digna de ser religiosa.
Além do mais ela tinha a saúde muito fraca e não possuía dote. Pensou até em se tornar carmelita, mas as carências de saúde a dissuadiram.
Muitas ordens e casas religiosas disputaram a honra de recebê-la. Mas ela acabou pedindo ingressar na casa mãe da Congregação que a tinha acolhido no hospício de Lourdes. I. é, em Nevers.
― “Vou a Nevers porque elas não me têm procurado”, explicou a Santa.
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quinta-feira, 4 de junho de 2009
Bispo diocesano reconhece oficialmente as aparições de Lourdes

Na onda das primeiras romaria apareceram dois bispos em Lourdes. Foram Mons. Cardon de Garsignies, bispo de Soissons e Mons. Thibaud, bispo de Montpellier.
Os dois ficaram convencidos pelo relato de Bernadette e o fizeram saber ao diocesano Mons. Laurence, bispo de Tarbes.
Este instituiu uma Comissão de Inquérito em 28 de julho do mesmo ano das aparições.
Bernadette foi convocada a declarar diante dela a partir do mês de novembro.
Em dezembro de 1860, Bernadette foi chamada para um interrogatório solene.
O bispo e doze eclesiásticos sentados sobre um estrado apresentaram-lhe questões decisivas.
No fim, pediram-lhe que mostrasse bem precisamente como a Santíssima Virgem tinha pronunciado “Eu sou a Imaculada Conceição”.
A vidente se pôs em pé, estendeu os braços e juntou as mãos. Os presentes notaram no gesto qualquer coisa de inspirado.
Dos olhos de Mons. Laurence escorreram duas lágrimas ao longo do rosto. Após o inquérito, ainda emocionado, o prelado perguntava aos outros eclesiásticos:
― “Viram essa criança?”
O 18 de janeiro de 1862, o bispo promulgou o Mandamento em que reconhecia oficialmente as aparições: “Nós julgamos que a Imaculada Mãe de Deus verdadeiramente apareceu a Bernadette”.
O caso estava julgado pela Igreja.Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Santa Bernadette responde a contento a todos os eclesiásticos

Passada a tempestade dos primeiros dias, Santa Bernadette passou uma prova díficil, mas muito diferente: os inquéritos de eclesiásticos.
Fiéis de todas as condições arrumaram a gruta, abriram caminhos e montaram uma escadaria que descia até ela. Instalaram uma bacia com torneiras para recolher a água da fonte e mesas para pôr as velas, canalizaram o canal e o rio. Os albergues ficaram cheios e foi preciso construir mais.
Os milagres sucediam-se uns aos outros. Doações e ex-votos acumulavam-se na gruta e o delegado de polícia andava de olho aberto para inculpar Bernadette de falcatrua.
Procissões improvisadas, orações e cânticos eram continuas diante de Massabielle.
Eclesiásticos interrogam Santa Bernadette
Os romeiros queriam conhecer Bernadette e ouvir de sua boca a narração do acontecido. Submeteram-na a intérminos interrogatórios.
Mas nem todos eram bem intencionados. O Pe. Hyacinthe Loison, um pregador então muito na moda, tentou fazê-la cair em contradição. O infeliz e faceiro religioso posteriormente abandonou o sacerdócio.
O Pe Nègre SJ, querendo testar a autenticidade das aparições, empregou os recursos mais complicados da teologia para convencer Bernadette de que “tinha visto o diabo”.
― “O diabo não é tão belo quanto ela”, revidou Bernadette.
O hábil jesuíta lhe mostrou que o demônio, quando aparece, não pode deixar de exibir formas animais horríveis ou grosseiras que o denunciam. E acrescentou:
― “E você não viu os pés. Seus pés estavam ocultos”.
― “Sim, eu vi. Ela tinha os pés à vista, e muito bonitos”.
― “Mas, você não viu suas mãos! Não estavam encobertas por um véu?”
― “Não, eu as via, e eram muito bonitas”.
Outros eclesiásticos ameaçaram Bernadette com o fogo eterno do inferno.
Ainda outros lhe apresentaram questões com melindres teológicos e subtilezas inextricáveis.
Mas Bernadette saiu de todas as provas com uma segurança desconcertante. Suas respostas fazem lembrar as de Santa Joana de Arco.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
As tentativas de proibir a devoção de Lourdes não deram certo
Para Santa Bernadette ão foram fáceis os dias que vieram após as aparições. Entretanto, ela em nada perdia a serena e sobrenatural disposição de alma.
O micro-mundo da política, do judiciário e da polícia de Lourdes estava dominado pelas utopias anti-cristãs da Revolução Francesa. Ele tramou vários golpes.
Do ponto de vista médico tentaram forjar um diagnóstico segundo o qual Bernadette seria uma psicopata e devia ser encerrada num manicômio. Como vimos, foi em vão. As tentativas fracassaram face à solidez moral e psíquica de Bernadette.
Vieram, então, intimidações por parte do procurador, do juiz e do delegado de polícia. Eles acenaram com metê-la no cárcere se não declarava que as visões eram uma fraude. Também não lhes adiantou de nada.
O prefeito de Lourdes, Adolphe Lacadé, queria acabar de vez com as manifestações de piedade em torno da gruta. Para ele não passavam de crendices de um povo atrasado que não conhecia a "luzes" das idéias democráticas revolucionárias novas ― aliás, falsas, igualitárias e licenciosas ― e do progresso, então idolatrado.
Quando o prefeito percebeu que a procura da água milagrosa de Lourdes era irrefreável, concebeu o mirabolante projeto de montar um hotel de águas termais no local da gruta. Também não deu certo.
Mais tarde, como político matreiro foi visto presidindo a procissão das velas ao local da maravilhosa aparição, por ele tão detestada ao menos de início.
Pseudo visionárias criam confusão
Houve ainda outros fatores de perturbação.
Cinco mulheres, falsas visionárias, entraram numa anfractuosidade da Gruta. Voltaram dizendo ter visto uma dama branca resplandecente. Tratava-se em verdade de uma estalagmite de vaga forma feminina, mas sem cabeça.
A impostura serviu de pretexto ideal para as autoridades anticlericais. Elas que já estavam montadas contra a verdadeira aparição fecharam a gruta com cercas.
Foi por isso que, na última aparição, na festa de Nossa Senhora do Carmo, Santa Bernadette não pode entrar na gruta e ficou do outro lado do rio, vendo igualmente a Nossa Senhora.
A cerca, entretanto, revoltou a população. Esta a demoliu diversas vezes.
Quando era posta abaixo, as falsas visionárias se adentravam na gruta para supostos contatos com o sobrenatural, dando azo a novas interdições.
As autoridades anti-católicas, que se inspiravam na trilogia revolucionária Liberdade-Igualdade-Fraternidade, na Razão e no progresso, mandavam reerguê-la outras tantas vezes.
O caso das falsas visionárias só foi encerrado pela intervenção do bispo, Mons. Laurence que as advertiu de não mais se apresentarem no local.
O fim da proibição
Enquanto Lourdes assim se agitava, chegavam peregrinos das cidades vizinhas e, em pouco tempo, de Paris, a capital.
Os guardas apostados para bloquear o acesso não davam conta do recado. Tarefa, aliás, que cumpriam sem muita convicção.
A visita de uma dama ilustre teve um efeito impactante. Tratou-se da esposa do almirante Bruat. Ela era nada mais e nada menos que a governanta do príncipe imperial que estava doente. Era o filho único do imperador Napoleão III.
A imperatriz Eugênia a encomendara de ir a Lourdes para trazer água para o principezinho no leito.
Um guarda de nome Callet, encarregado de impedir quem quer que fosse beber ou colher água da fonte, não teve mais zelosa iniciativa do que prende-la enquanto mandava encher um garrafão e a levou ante o procurador imperial Vital-Dutour.
O procurador já tinha aprontado uma cena para intimidar Santa Bernadette ― sem sucesso, aliás. Ele bancava a mais extrema fidelidade ao imperador. Ele fez um discursinho diante da dama e a multou por colher água. A multa era de cinco sous (tostões), mas a imponente dama puxou uma nota de cem francos fazendo questão de levar a garrafa de todas as maneiras.
O procurador se opôs e ainda pediu à dama que se identificasse, coisa que ela fez.
Quando ouviu o nome da esposa do almirante Bruat, governanta do príncipe imperial, o procurador engoliu suas palavras, fez salamaleques, mas sua carreira tinha acabado. E sua perseguição contra a aparição também. Tempo depois, ele e o delegado foram “promovidos” a outras cidades em verdadeiros exílios administrativos.
A perseguição escancarada acabou.Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Em Lourdes, Nossa Senhora nos pede amar a Imaculada Conceição, privilégio divino exclusivo que A põe por cima de todos

Quanto mais nós admiramos uma pessoa, mais nós devemos amá-la.
E quanto mais nós a amamos, mais nós devemos ser propensos a admirar as qualidades que Ela tem.
Por causa disso, nos veneramos Nossa Senhora como Mãe ao mesmo tempo sumamente amável e sumamente admirável.
Nossa Senhora aparece fazendo-se admirar pelo título que Ela proclama.
Ela disse a Santa Bernadette Soubirous: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
Quer dizer, uma criatura que está numa condição inteiramente superior a todas as outras. Porque concebida sem pecado original e gozando de uma predileção toda especial de Deus.
De outro lado, Ela pratica milagres dos mais estupendos, numa continuidade e numa importância sem igual história da igreja. E isto é porque Ela quer. Então Ela se apresenta muito à nossa admiração.
Mas, de outro lado, Ela se apresenta ao nosso amor pela sua caridade, pela sua bondade, pelo interesse na nossa salvação eterna, e pela felicidade dos homens na vida terrena.
Há aí, portanto, esses dois qualificativos que se unem. Aquilo que um falso espírito seudo-democrático e pagão gostaria de separar.
E o princípio de autoridade, na sua mais alta expressão.
Os privilégios d’Ela na sua mais alta categoria e realização não afastam do amor, mas pelo contrário convidam ao amor.
A devoção a Nossa Senhora de Lourdes nos comunica este amor à hierarquia sublime, à desigualdade harmônica.
Ela nos dá indiretamente uma lição de anti-igualitarismo. Quer dizer, uma lição do oposto do mal que corre pelo mundo em forma de Revolução imoral que ataca a família e a sociedade.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Após as aparições, o torvelhino

Após as aparições, em poucas semanas a vida de Bernadette mudou radicalmente.
Antes das aparições era a digna, mas esquecida filha da família mais miserável de Lourdes. Depois, ficou no fulcro das atenções da cidade e, bastante rapidamente, da França e do mundo.
A fisionomia e a personalidade de Santa Bernadette era do tipo do plebeu digno, altivo de sua qualidade de criatura humana incorporada misticamente a Nosso Senhor Jesus Cristo pelo batismo, mas satisfeito em sua modesta condição.
Nas fotos, ela acostumava aparecer com roupas de camponesa no estilo das levadas durante as aparições. Ela vestia com decência e sensata simplicidade.
No todo manifestava uma compostura que, mais do que no traje, se patenteava no olhar sereno, firme, profundo, puro e equilibrado até o mais alto grau.
Em volta dela, seus admiradores e seus detratores criaram verdadeiros torvelinhos. Entre os admiradores havia os sinceros e os interesseiros.
Entre os sinceros, por sua vez, havia as almas retas e os influenciados por idéias deformadas a respeito da santidade, da vida espiritual e dos fenômenos das visões e revelações.
Entre os opositores havia os que ostentavam uma hostilidade explícita e acalorada e os tomados por uma fria e seletiva antipatia.
Todos eles disputavam de modos diversos entre si e Santa Bernadette era o pomo da discórdia.
O tufão teria feito perder a cabeça a mais de um. Mas a retidão e a firmeza da jovem mais o auxílio da graça a fez sair tranquilamente de todas as dificuldades. Ela impunha criteriosas atitudes a uns e outros.Quero receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email
sábado, 11 de abril de 2009
Gloriosa resurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo no domingo de Páscoa

Assim que a alma de Nosso Senhor voltou ao corpo, Ele apareceu a Nossa Senhora. Como terá sido esse encontro?
Nós poderíamos imaginar que Ele tenha aparecido como Senhor esplendoroso — Rei, como nunca ninguém foi nem será rei.
Ou, pelo contrário, com um sorriso de afago que lembrava o seu primeiro olhar no presépio de Belém.
O que o olhar d’Ele comunicou a Ela? O que Nossa Senhora, a criatura perfeita, teria dito, vendo-O e amando-O inteiramente? Foi o primeiro louvor que Nosso Senhor recebeu da sua Mãe, após a Ressurreição.
Quando as cidades eram pouco ruidosas, ouvia-se o bimbalhar dos sinos ao meio- dia, celebrando a Ressurreição. Nas ruas, os moleques espancavam bonecos de Judas.
A Aleluia cantava-se por toda parte. As pessoas cumprimentavam-se, distribuíam ovos de Páscoa. As igrejas enchiam-se, a liturgia apresentava enorme pompa. Da dor do Calvário nasceu a imensa alegria da Páscoa. A alegria verdadeira, que não é filha do vício, mas fruto abençoado da virtude.
Quando Deus volta a sua Face para os homens, tudo se torna fácil, suave, alegre, brilhante. Quando Deus desvia a sua Face dos homens, são épocas de castigo.
É como o sol que desaparece. Ó Senhor Jesus, voltai para nós a vossa Face divina e olhai-nos com bondade.
Nesse momento a graça há de nos iluminar, e sentir-nos-emos outros.
Que o Divino Espírito Santo, pelos méritos de vossa Ressurreição, comunique aos que Vos são fiéis a força e o valor para congregar os bons e derrotar os inimigos da vossa Igreja.
Que Ele renove as almas, restaure as instituições, as nações e a Civilização Cristã — nós Vo-lo pedimos por meio de Nossa Senhora, Medianeira Onipotente e Co-redentora do gênero humano.
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sexta-feira, 10 de abril de 2009
Jesus morto e sepultado no túmulo de José de Arimateia: Sábado Santo
O que se passou com os Apóstolos enquanto Nosso Senhor estava no sepulcro? A Escritura nos diz pouco a esse respeito.
Qual terá sido o estado de espírito deles, quando Jesus morreu? A terra tremeu, o céu trovejou, o véu do Templo se rasgou e os cadáveres dos justos percorriam a cidade com espantosa severidade.
O que eles sentiram? Como deveriam estar abatidos, envergonhados e provavelmente dispersos!
Após o terremoto e as trevas, um trabalho misterioso da graça fê-los procurar Nossa Senhora. E procurando-A, encontraram-se uns aos outros.
Quando a Igreja Católica é crucificada, é o momento de se aproximar especialissimamente de Nossa Senhora. Junto a Ela, confiar indefectivelmente na Igreja, amá-la acima de todas as coisas; vincularmo-nos a Ela, como filhos incondicionais.
Haverá um momento em que assistiremos à mais prodigiosa vitória da Igreja em todos os tempos. Nossa Senhora predisse em Fátima: ‘Por fim o meu Imaculado Coração triunfará’. Toda vitória de Maria é [também] da Santa Igreja.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Paixão e Morte do nosso Santíssimo Redentor
O povo judaico gemia porque o Messias não vinha. Mas quando veio, se pôs a persegui-Lo. Ele praticou milagres, entusiasmou o povo.
A classe sacerdotal, a classe alta política, teve medo: ‘Quem é este homem que leva atrás de Si as multidões? O que restará do nosso poder? Ele é perigoso para nós!’.
A perseguição começou à maneira muito moderna: por uma guerra de calúnias e perguntas retorcidas, cheias de ciladas, montadas nos laboratórios da insinceridade.
A resposta divina era simples, direta, luminosa e pulverizadora!
Pôncio Pilatos só O condenou devido a uma jogada política dos sacerdotes. Disseram eles: ‘Se tu não condenares Cristo à morte, tu não és amigo de César!’ (Jo 19,12).
E Pilatos, mole e de maneira vil, diante da idéia de perder o cargo de governador da Judéia, mandou matá-Lo.
Pilatos começou parlamentando com a populaça, e propôs: ‘Quem desejais que seja solto: Jesus ou Barrabás?’ (Mt 27,17).
Barrabás era o chefe de um bando sedicioso. Era o pináculo da infâmia e do malfazejo. Jesus era símbolo da dignidade do povo judeu. Ele era o descendente de David, a figura mais eminente do Antigo Testamento. Só tinha passado pela Terra fazendo o bem.
Pilatos, sempre centrista, achou que os judeus não seriam tão maus que chegassem a preferir Barrabás a Jesus. Ele não compreendia que, quando os homens não seguem a Jesus, escolhem quase necessariamente Barrabás.
A primeira e a maior revolução de todos os tempos explodiu na Semana Santa. A revolução é, por definição, uma revolta dos que devem estar em baixo, e devem amar e obedecer aqueles que estão acima.
Nosso Senhor possuía todos os graus possíveis de superioridade sobre todo o gênero humano. A missão dos judeus era reconhecê-Lo como Homem-Deus e submeter-se a seu doce império.
Fizeram o contrário. Não O reconheceram e não Lhe tributaram nem admiração nem obediência, por maldade, por inveja.
Não quiseram a sua Lei, porque eram corrompidos e Nosso Senhor ensinava a austeridade. Revoltaram-se e mataram-No.
Foi a maior das revoluções, porque nunca se praticará tanta infâmia contra uma tão alta autoridade. A revolução protestante, a Revolução Francesa, a revolução comunista têm seu padrão arquetípico na revolta contra Nosso Senhor, o Rei dos reis.
Que a consideração de nosso Rei enxovalhado encha-nos de adoração e compaixão para com Ele e de indignação para com a revolução que O crucificou.
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terça-feira, 7 de abril de 2009
Quarta-feira Santa: dia em que a Igreja lembra a Traição de Judas

O Sinédrio tramava apoderar-se de Cristo. Judas indicou o meio: ‘Eu sei onde, sou discípulo d’Ele, mas quero dinheiro pelas indicações!’
Era natural que os sinedristas dessem uma boa quantia.
Mas eles eram gananciosos, e Judas conformou-se com pouco, porque queria dinheiro logo.
Quando Judas apareceu para prender Nosso Senhor e osculou-O, Jesus perguntou-lhe com afeto: ‘Judas, com um ósculo tu trais o Filho do Homem?’ (Lc 22,48).
Judas não se incomodou. ‘Trinta dinheiros, o resto não importa!’
Conhecemos a resto da história, que terminou ignobilmente numa figueira.
Nosso Senhor sabia que ia ser vendido por esse preço. Zacarias havia profetizado: ‘Deram para o meu salário trinta moedas de prata’ (Zc 11,13).
Tudo se passou assim, porque Ele consentiu. O Salvador não era um vencido amarrado e garroteado, mas o vencedor que divinamente quis deixar-Se prender para a salvação do gênero humano
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quinta-feira, 26 de março de 2009
18ª e última aparição ― quinta-feira, 16 de julho
A última aparição aconteceu com um intervalo de algumas semanas em relação à anterior.
O chamado de Nossa Senhora surpreendeu Bernadette ao anoitecer, quando ela se encontrava em oração na igreja paroquial.
A Gruta tinha sido fechada com uma cerca de madeira, por ordem das autoridades hostis à aparição.
Bernadette passou então com sua tia Lucile e algumas amigas para o outro lado do rio Gave, diante da Gruta. Todas se ajoelharam e rezaram.
Após alguns instantes, as mãos de Bernadette afastaram-se em sinal de maravilhada surpresa, como por ocasião da quinzena de aparições.
Terminado o êxtase, e voltando à casa, ela confidenciou:
― “Eu não via a cerca nem o Gave. Parecia-me estar na gruta, na mesma distância das outras vezes. Eu via somente a Virgem”.
Esta última aparição ocorreu na festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo.
Sintomaticamente, em 13 de outubro de 1917, depois do milagre do sol em Fátima, Nossa Senhora se mostrou revestida do hábito da Ordem do Carmo.
Foi a última despedida na Gruta. Santa Bernadette Soubirous somente voltaria a ver Nossa Senhora 21 anos depois, em Nevers, no dia 16 de abril de 1879, quando deixou esta terra de exílio para contemplá-la eternamente no Céu!
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quinta-feira, 12 de março de 2009
Simplicidade e Vulgaridade: uma lição da casa da família de Santa Bernadette

As fotos mostram quanta dignidade, quanta compostura afável e sóbria pode impregnar um ambiente próprio a gente pobre... de dinheiro, mas rica em alma.
Em primeiro lugar, temos a pobreza de uma família obscura... e imortal: a família de Santa Bernadette Soubirous, a vidente de Lourdes.
A sala serve ao mesmo tempo de dormitório e cozinha.
O grande leito, com seu cortinado, é pobre, mas dá uma impressão de recolhimento, estabilidade e dignidade inegáveis.
Essa impressão se comunica a todo o aposento, acentuada ainda pelas imagens populares, mas piedosas, e pela lareira espaçosa a cujo calor se acercava a família nos serões de inverno.
Santa Bernardette nasceu nessa casa, até que a miséria - teleguiada pela Providência -, levou a família de queda em queda até o hoje tão venerado "cachot".
Após as aparições, a família Soubirous recuperou sua modesta condição.
Mas, Santa Bernadette entrou num internato desde 1860, nela nunca morou, e depois se fez freira em Nevers.
* * *
Depois da pobreza familiar, a nobre pobreza voluntária da vida religiosa.
Trata-se de um aspecto da enfermaria do Convento de Saint Gildard, com a cadeira na qual Santa Bernadette morreu.
O ambiente, naturalmente, é diverso. Mas a pobreza é indiscutível.
Entretanto, as camas com seus cortinados, a sala espaçosa, as imagens, tudo enfim também exprime compostura, dignidade e recolhimento. Em suma, é mil vezes mais repousante e atraente do que muito cubículo de luxo de "pálaces" modernos.
Tal é a pobreza, quando iluminada pela luz de Cristo e o sorriso de Maria Santíssima: composta, digna, recolhida, suave e discretamente alegre.
Para o demagogismo contemporâneo, filho da "massificação" hodierna, isto é, da transformação do povo em imensas massas anorgânicas, proletarizadas e anônimas, a compostura, a dignidade e a distinção constituem atributos exclusivos das classes altas.
A vulgaridade, a falta de gosto, os ambientes rasteiros e sem alma são próprios às massas.
E, como as classes altas estariam fadadas a desaparecer, arrastando no seu ocaso a compostura, a dignidade e a distinção, o mundo daqui por diante viveria imerso, cada vez mais, na vulgaridade proletária.
Santa Bernadette e a família Soubirous nos ensinam o contrário.
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