segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Como se constata um milagre do ponto de vista científico segundo o Bureau Médico de Lourdes

O Bureau Médico tem sede na própria cidade de Lourdes, e está sempre à disposição de quem se apresente. É composto por médicos de todas as especialidades, católicos ou não católicos.

Qualquer médico presente pode assistir à verificação de cura que esteja sendo feita. O fiel que se julga beneficiado pode se apresentar lá. Nessa ocasião é elaborada uma ficha clínica do caso e feito um reconhecimento médico.

No momento de se apresentar ao Bureau, é fundamental que o interessado vá acompanhado da documentação que comprove o estado da doença antes da cura (resultados de exames, atestado médico sobre a natureza e gravidade da doença etc.). Milhares de casos não foram aceitos para estudo por carência desse tipo de documentação, apesar de parecerem verdadeiros milagres.

Quando o Bureau julga — à luz dos documentos e da análise in loco — que o caso tem características extraordinárias, o interessado é convidado a voltar dentro de um ano, para verificar se a cura é durável.

Houve casos de fiéis que voltaram até vários anos consecutivos para conferir que a cura era definitiva.

Quando os médicos do Bureau, após atento exame, se pronunciam pela inexplicabilidade da cura, todo o dossiê é encaminhado a uma segunda instância: o Comitê Médico Internacional de Lourdes — CMIL.

O CMIL é inteiramente independente e nem sequer tem sede em Lourdes. Ele revisa todos os dados, pode proceder a novas investigações e análises, e até ao exame da pessoa curada, ou consultar especialistas alheios ao Comitê.

Satisfeitas todas as exigências, os membros do Comitê devem responder a uma série de 16 perguntas, que não deixam margem a objeção alguma sobre a natureza da cura.

Por fim, devem responder “sim” ou “não” à pergunta: “A cura constatada em ....... constitui, nas condições em que aconteceu ou se mantém, um fenômeno contrário às observações e às previsões da experiência médica, sendo cientificamente inexplicável?”.

Caso pelo menos dois terços votem pelo sim, o dossiê com o parecer final é encaminhado para o Bispo da diocese do miraculado, para eventual proclamação canônica. O processo todo costuma durar anos.


Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Os milagres em série de Nossa Senhora com a Medalha Milagrosa lembram Lourdes



(Continuação do post anterior)


Quatro meses depois da primeira aparição, aconteceu a segunda. Santa Catarina narrou-a assim:

“No dia 27 de novembro de 1830.... vi a Santíssima Virgem, de estatura média, estava de pé, trajando um vestido de seda branco-aurora feito à maneira que se chama à la Vierge, afogado, mangas lisas, com um véu branco que Lhe cobria a cabeça e descia de cada lado até em baixo.

“Sob o véu, vi os cabelos lisos repartidos ao meio e por cima uma renda de mais ou menos três centímetros de altura, sem franzido, isto é, apoiada ligeiramente sobre os cabelos.

“O rosto bastante descoberto, os pés apoiados sobre meia esfera, tendo nas mãos uma esfera de ouro, que representava o Globo. Ela tinha as mãos elevadas à altura do estômago de uma maneira muito natural, e os olhos elevados para o Céu... Aqui seu rosto era magnificamente belo. Eu não saberia descrevê-lo...


Rue du Bac, Capela das Aparições
 
“E depois, de repente, percebi nesses dedos anéis revestidos de pedras, umas mais belas que as outras, umas maiores e outras menores, que lançavam raios cada qual mais belo que os outros.

“Partiam das pedras maiores os mais belos raios, sempre alargando para baixo, o que enchia toda a parte de baixo. Eu não via mais os seus pés... Nesse momento em que estava a contemplá-La, a Santíssima Virgem baixou os olhos, fitando-me. Uma Voz se fez ouvir, dizendo-me estas palavras:

“A esfera que vedes representa o mundo inteiro, particularmente a França... e cada pessoa em particular...

“Aqui eu não sei exprimir o que senti e o que vi, a beleza e o fulgor, os raios tão belos...

“’É o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que mas pedem’, fazendo-me compreender quanto é agradável rezar à Santíssima Virgem e quanto Ela é generosa para com as pessoas que a Ela rezam, quantas graças concede às pessoas que Lhas rogam, que alegria Ela sente concedendo-as...

“Nesse momento formou-se um quadro em torno da Santíssima Virgem, um pouco oval, onde havia no alto estas palavras: ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós’, escritas em letras de ouro ... Então, uma voz se fez ouvir, que me disse:

‘Fazei, fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança...’

“Nesse instante, o quadro me pareceu se voltar, onde vi o reverso da medalha. Preocupada em saber o que era preciso pôr do lado reverso da medalha, após muitas orações, um dia, na meditação, pareceu-me ouvir uma voz que me dizia: ‘O M e os dois Corações dizem o suficiente’”.

Medalha Milagrosa: primeiros prodígios

Não foi fácil fazer a Medalha. Santa Catarina sofreu muitas resistências e oposições. “Nossa Senhora quer..., Nossa Senhora está descontente..., é preciso cunhar a medalha”, insistia ela.

Por fim, em 1832 foram encomendadas as primeiras 20.000 medalhas. No mesmo ano começaram a fazer milagres durante uma epidemia de cólera havida na França, em 1832.

Promessas e perspectivas

Santa Catarina Labouré partiu para o Céu em 31 de dezembro de 1876. Naquela data a Medalha Milagrosa já girava pelo mundo todo, com um extraordinário cortejo de milagres e graças para os que a portavam com devoção.

As aparições da Medalha Milagrosa, as de La Salette, Lourdes e Fátima, abriram uma esplêndida perspectiva marial para o futuro, malgrado os horrores em meio aos quais presentemente nos encontramos.

“Para além da tristeza e das punições supremamente prováveis para as quais caminhamos, temos diante de nós os clarões sacrais da aurora do Reino de Maria: ‘Por fim o meu Imaculado Coração triunfará’. É uma perspectiva grandiosa de universal vitória do Coração régio e maternal da Santíssima Virgem. É uma promessa apaziguadora, atraente e sobretudo majestosa e empolgante” (Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicismo”, maio de 1967).


Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ponte sobrenatural une a Medalha Milagrosa e Lourdes


Entre as aparições de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa (1830) e a de Nossa Senhora em Lourdes (1858) há um elo unidade muito profunda.

A ponto de uma ser continuidade da outra, dentro de uma cadeia de aparições que incluem a de Nossa Senhora de La Salette (1846) e a de Nossa Senhora de Fátima (1917), para citar as principais.

Quando Santa Catarina Labouré ‒ a vidente de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa ‒ soube, em Paris, das aparições de Nossa Senhora em Lourdes, exclamou: “É a mesma!”.

A santa lamentou várias vezes que não se tivesse construído na Rue du Bac o santuário dedicado à Medalha Milagrosa, pedido pela Mãe de Deus: “Se os superiores tivessem querido, a Santa Virgem teria escolhido nossa capela” para operar os milagres de Lourdes, disse em outra ocasião.

Para Santa Catarina, Nossa Senhora escolheu Lourdes para suprir a falta de interesse das autoridades religiosas de Paris pelo pedido de Nossa Senhora.

Santa Catarina Labouré, no dia 21 de abril de 1830, transpôs os umbrais do noviciado das Filhas da Caridade, na Rue du Bac, em Paris.

Ela chegou, sem sabé-lo, conduzida pela mão de São Vicente de Paula.

Primeira aparição: Nossa Senhora mostra que o mundo caminha para um desastre

Na noite anterior ao dia da festa de São Vicente, 19 de julho, Catarina ouviu uma voz que a acordava. Assim contou ela:

“Enfim, às onze e meia da noite, ouvi que me chamavam pelo nome: ‘Minha irmã! Minha irmã!’ Acordando, corro a cortina e vejo um menino de quatro a cinco anos vestido de branco que me diz: ‘Vinde à Capela; a Santíssima Virgem vos espera’.


“Vesti-me depressa e me dirigi para o lado do menino que permanecera de pé. Eu o segui, sempre à minha esquerda. Por todos os lugares onde passávamos, as luzes estavam acesas, o que me espantava muito.

Santa Catarina Labouré aos pés de Nossa Senhora

“Porém, muito mais surpresa fiquei quando entrei na Capela: a porta se abriu mal o menino a tocou com a ponta do dedo. E minha surpresa foi ainda mais completa quando vi todas as velas e castiçais acesos, o que me recordava a missa de meia-noite ....

“Por fim, chegou a hora. O menino mo preveniu: ‘Eis a Santíssima Virgem: ei-La’.

“Eu ouvi como um frufru de vestido de seda, que vinha do lado da tribuna, perto do quadro de São José, e que pousava sobre os degraus do altar, do lado do Evangelho, sobre uma cadeira igual à de Sant'Ana ...

“Nesse momento, olhando para a Santíssima Virgem, dei um salto para junto dEla, pondo-me de joelhos sobre os degraus do altar e com as mãos apoiadas sobre os joelhos da Santíssima Virgem...


Altar da apariçao e poltrona onde Nossa Senhora sentou

“Ali se passou o momento mais doce de minha vida. Ser-me-ia impossível exprimir tudo o que senti. Ela disse: .... ‘Minha filha, o bom Deus quer encarregar-vos de uma missão. Tereis muito que sofrer, mas superareis estes sofrimentos pensando que o fareis para a glória do bom Deus ... Sereis contraditada, mas tereis a graça; não temais … Sereis inspirada em vossas orações...

“Os tempos são muito maus, calamidades virão precipitar-se sobre a França. O trono será derrubado. O mundo inteiro será transtornado por males de toda ordem. (Ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha um ar muito penalizado).

“Mas vinde ao pé deste altar: aí as graças serão derramadas... sobre todas as pessoas, grandes pequenas, particularmente sobre aquelas que as pedirem... O perigo será grande, entretanto não temais, o bom Deus e São Vicente protegerão a comunidade’”.

“Minha filha, eu gosto de derramar graças sobre a comunidade em particular. Eu a aprecio muito. Sofro porque há grandes abusos na regularidade. As Regras não são observadas. Há grande relaxamento nas duas comunidades.

“Dizei-o àquele que está encarregado de uma maneira particular da comunidade. Ele deve fazer tudo o que lhe for possível para repor a regra em vigor. Dizei-lhe, de minha parte, que vigie sobre as más leituras, as perdas de tempo e as visitas...

Corpo de Santa Catarina Labouré na Capela da rue du Bac, Paris

“Conhecereis minha visita e a proteção de Deus e de São Vicente sobre as duas comunidades. Mas não se dará o mesmo com outras congregações.

“Haverá vítimas (ao dizer isto, a Santíssima Virgem tinha lágrimas nos olhos). Para o Clero de Paris haverá vítimas: Monsenhor, o Arcebispo (a esta palavra, lágrimas de novo).

“Minha filha, a Cruz será desprezada e derrubada por terra. O sangue correrá. Abrir-se-á de novo o lado de Nosso Senhor. As ruas estarão cheias de sangue.

“Monsenhor, o Arcebispo será despojado de suas vestes (aqui Santíssima Virgem não podia mais falar o sofrimento estava estampado em sua face). Minha filha – me dizia ela – o mundo todo estará na tristeza. A estas palavras, pensei quando isto se daria. Eu compreendi muito bem: quarenta anos”.

(Continua no próximo post)


Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Nasce o Bureau Médico de Lourdes para atestar os milagres

A ofensiva de críticas e calúnias forçou a criação de um setor médico para apurar a autenticidade das curas sobre bases estritamente científicas.

Para cortar o passo às más interpretações iniciais, em 28 de julho de 1858 — ou seja, doze dias após a última aparição — o bispo diocesano, D. Laurence, nomeou uma “comissão encarregada de constatar a autenticidade e a natureza dos fatos que têm acontecido... numa gruta no oeste da cidade de Lourdes”.

Dr Patrick Theillier responsável do Bureau Médico de Lourdes durante muitos anos

Foi o ponto de partida do atual Bureau Médico de Lourdes. Com ele, o espírito naturalista e de orgulho revolucionário haveria de sofrer outro revés. Pois o Bureau passou a constatar, com base em critérios muito rígidos, que o inexplicável naturalmente — o milagre — acontece para aqueles que apelam à graça da Virgem Santíssima, que esmaga sob seus pés o pai de todas as revoltas, Satanás.

O atual Bureau Médico de Lourdes apura, apenas do ponto de vista médico, se as curas alegadas pelos fiéis são explicáveis ou não pela ciência. Se não o são, o Bureau encaminha a conclusão do inquérito ao Bispo da diocese do miraculado. O Prelado então decide se reconhece oficialmente ou não o milagre.

As atribuições estão muito claramente definidas. O Bureau se pronuncia apenas do ponto de vista médico, jamais do ponto de vista religioso-sobrenatural. Por isso, não fala em milagre, mas em cura inexplicável pela ciência. Por sua vez, os Bispos não se pronunciam do ponto vista médico. Eles apenas proclamam que houve milagre, quando julgam isso oportuno.

Portanto, a constatação pelo Bureau, de cura que vai além de quanto a medicina conhece, é o primeiro e indispensável passo para o reconhecimento oficial do milagre.


Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Itália defende a Cruz com Jesus nas salas de aula

Excepcionalmente publicamos uma matéria que, temos certeza, será do interesse dos nossos leitores.

O fato é que um tribunal europeu puniu a Itália por ter crucifixos nas salas de aula. A proibição é um primeiro passo.

Ela cria as bases jurídicas para banir toda Cruz e toda imagem de Nossa Senhora dos locais públicos.

A iníqua e anticristã decisão suscitou admirável reação dos católicos italianos que lutam para defender a presença de Jesus crucificado nas salas onde são educadas as crianças.

Neste sentido publicamos a seguir matéria tirada do blog Luzes de Esperança:


O catolicidade do povo italiano está reagindo de um modo admirável à uma sentença anticristã do Tribunal Europeu de Direitos Humanos que proíbe os crucifixos nas salas de aula.

O Tribunal pretextou que a presença de Jesus Crucificado constitui “violação da liberdade dos pais a educar seus filhos segundo suas convicções” e uma “violação da liberdade religiosas dos alunos”.

A iníqua decisão é inteiramente acorde com o espírito e as finalidades do processo de unificação européia.

Nesse processo, a União Européia (UE) é a organização mais conhecida, e vem escondendo seu rosto anti-cristão e anti-europeu com artifícios verbais, textos legais obscuros e agindo de costas aos povos europeus.

Mas a católica Itália, desta vez, não se deixou ludibriar.

A agência alemã kreuz.net publicou farta informação sobre esta exemplar reação popular, sob o sintomático título: “Esta é a resposta ao Juiz turco de Estrasburgo!”  Em toda a Itália inicia-se uma competição para mostrar isso aos juízes de Estrasburgo.

Por exemplo, o prefeito de San Remo, Maurizio Zoccarato, colocou uma cruz de dois metros no prédio da prefeitura e convidou todos os diretores de escolas a afixarem cruzes nas salas de aula. A cidade de San Remo encontra-se no extremo noroeste da Itália.

Na cidade de Busto Arsizio, perto de Milão, a administração municipal hasteou a meio mastro as bandeiras da União Européia em frente aos prédios oficiais.

Teatro Bellini de Catania, na Sicília com a cruz




Um enorme crucifixo foi instalado diante da fachada do Teatro Bellini de Catania, na Sicília. A decisão foi do superintendente do Teatro Antonio Fiumefreddo. Ele declarou: “fique claro que nós não pretendemos esconder nossa Fé nem tirá-la dos muros, pelo contrário queremos nos mostrar orgulhosos dela”.

A iniciativa, entretanto, foi criticada pelo vice-pároco da igreja de São Pedro e São Paulo de Catania, Pe Salvatore Resca, um dos poucos que aderiu à campanha contra Cristo, tal vez em nome de uma mal-entendida modernidade "ecumênica". O sacerdote foi aplaudido pela União dos ateus e agnósticos racionalistas.

Inúmeras comunidades italianas encomendaram novas cruzes para suas escolas.

A cidade de Sassuolo, província de Modena no norte da Itália, encomendou cinqüenta novos crucifixos. Eles deverão ser pendurados em todas as salas de aula em que ainda não houver algum.

O Ministro da Defesa Ignazio La Russa abordou o tema da defesa nacional espiritual em uma discussão de TV: “Todas as cruzes devem permanecer penduradas, e os opositores da cruz que morram, juntamente com essas instituições aparentemente internacionais!”

A comunidade Montegrotto Terme com 10.000 habitantes – onze quilômetros a sudoeste de Pádua – anuncia em placas de néon: “Noi non lo togliamo” – “Nós não o tiramos”.

O prefeito da cidade de Treviso, noroeste da Itália, resumiu a situação muito bem: “Encontramo-nos no reino da demência, essa é uma decisão, que clama por vingança. O tribunal deve processar a si mesmo pelo crime que cometeu!”


O prefeito de Assis sugeriu que além dos crucifixos fossem colocados também presépios nas salas de aula. A piedosa prática do presépio foi concebida por São Francisco de Assis na Idade Média e agora está se aproximando a época de Natal.

O prefeito da cidade de Trieste esclareceu que tudo permaneceria do jeito que está.

A Câmara de Comércio de Roma ‒ Confcommercio, pediu que as lojas pendurassem crucifixos.

Na comunidade Abano Terme – onde mora a ateísta militante finlandesa que reclamou do crucifixo – houve protestos em frente das escolas a favor da Cruz de Cristo.

Segundo a União dos ateus e agnósticos racionalistas ‒ que obviamente rejubila com a proibição anticristã ‒ Massimo Bitonci, prefeito de Cittadella aconselhou ao prefeito de Abano Terme revogar a licencia de residência da família Albertin, e advertiu que “se estas pessoas tivessem que passar por Cittadella poderiam encontrar suas fotos coladas nas paredes com o dizer “Wanted”.


O prefeito de Galzignano Terme na província de Pádua, Riccardo Roman, ordenou colocação imediata de cruzes em todos os edifícios públicos – não somente escolas, mas também na Prefeitura e museus.

Dentro de duas semanas a polícia irá conferir se a ordem foi obedecida, caso contrário haverá uma multa de 500 Euros.

O Prefeito Maurizio Bizzarri da comunidade de Scarlino no sul da Toscana impôs uma multa de 500 €uros para aqueles que retirem uma cruz dos prédios públicos.

Na cidade de Trapani, no extremo oeste da Sicília, o presidente e o assessor do governo da província encomendaram 72 cruzes com recursos próprios.

Na cidade de Nápoles uma pichação dizia: “Se V. arrancar a cruz, eu arranco a tua mão!”



Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Hereges modernistas e socialistas também atentaram contra Lourdes e foi inútil


Depois do fracasso da ofensiva de maus cientistas e literatos laicistas, chegou a zombaria lançada pelo modernismo católico — heresia condenada pelo Papa São Pio X — antecessor direto do progressismo atual.

O Pe. Alfred Loisy, professor do Instituto Católico de Paris, comparava as curas de Lourdes com as que — segundo ele — “aconteciam outrora nos templos de Esculápio”, deus pagão da medicina.

Loisy morreu excomungado em 1940. Seu infame intento de desprestigiar Lourdes não teve maior sucesso que a dos céticos Ernesto Renan e Anatole France.

Houve, porém, ofensivas mais subtis. Em 1894, o habilidoso romancista e político socialista Émile Zola deu a lume a sua novela Lourdes, fortemente sentimental, inverídica e anti-católica.

Ela bem poderia servir de roteiro para as mais desavergonhadas novelas da TV de hoje. Pelo fato de achar que viu a Virgem, Bernadette é apresentada como uma “retardada de espírito e de corpo”, frustrada por não se realizar como mulher, esposa e mãe.

Outros personagens entram em cena: um jovem sacerdote que perdeu a fé e duvida de tudo em Lourdes; algumas miraculadas ludibriadas, mistificadoras ou maníacas, médicos trapalhões e inescrupulosos explorando a ignorância popular etc.

A novela passou de todas as medidas, e foi sepultada por um dilúvio de protestos.


Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Contra Lourdes: literatos e filósofos céticos nada puderam


A investida laicista contra Lourdes procurarou assumir aparências científicas. E nada conseguiu.

Então, o espírito de orgulho apelou para a literatura anti-clerical. Num escrito profundamente marcado pela impiedade e pela blasfêmia, intitulado Vida de Jesus, Ernest Renan (foto ao lado), que abandonara a carreira eclesiástica, lançou exaltado desafio a quem ousasse apresentar um milagre qualquer.

Logo — dizia — será convocada uma comissão de cientistas que analisará a ocorrência, repeti-la-á quantas vezes forem necessárias, e por fim demonstrará, com certeza, ser fato inteiramente explicável pela ciência, ficando esmagada para sempre a crença em intervenções sobrenaturais.

Renan escreveu isto cinco anos após as aparições de Lourdes. Entretanto, as numerosas curas dariam cabal e insofismável desmentido ao exacerbado autor revolucionário.

Anatole France, Prêmio Nobel de Literatura, cobria de ironias toda espécie de religiosidade.

Durante sua visita a Lourdes, mostraram-lhe a enorme quantidade de muletas penduradas na parede da Gruta.

Torcendo o nariz, só soube dizer: “Mas não tem sequer uma perna de pau!”.

Na realidade, o racionalismo igualitário e libertino, inspirador da Revolução Francesa, estava sofrendo duríssimos golpes em conseqüência dos prodígios ocorridos em Lourdes.


Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

De nada adiantou a onda de difamações contra Santa Bernadette

No século XIX generalizaram-se as doenças nervosas, como repercussão da industrialização e das megalópoles nascentes. E os primeiros vagidos da moderna psiquiatria revelaram toda uma coletânea de novas patologias, perturbações e desequilíbrios mentais.

Três médicos de Lourdes analisaram Santa Bernadette buscando pretexto para interná-la num asilo psiquiátrico. Nada conseguiram.

Em 1872, o Dr. Voisin, médico do famoso hospital da Salpêtrière (Paris), em conferência sobre doenças psíquicas, apresentou Santa Bernadette como exemplo de alienada mental, de “criança alucinada”, “encerrada num convento das Ursulinas de Nevers”.

O Bispo dessa cidade respondeu em carta pública, esclarecendo que Bernadette não estava nas Ursulinas, mas no convento das freiras da Caridade, e convidou o pouco informado psicólogo a constatar diretamente como ela era “uma pessoa de uma sabedoria pouco comum e de uma calma que ninguém consegue nem de perto imitar”. O Dr. Voisin sumiu...

A seguir, o Dr. Jean Martin Charcot, também da Salpêtrière, conhecido pelas suas teorias sobre as idéias fixas no inconsciente — tese desenvolvida depois por Freud — atribuiu os milagres de Lourdes a uma “fase de exaltação” físico-afetiva que produziria uma aliás enigmática “operação cerebral”. Tumores e feridas curadas miraculosamente seriam produtos da histeria.

Concomitantemente o Dr. Bernheim, chefe da Escola de Nancy, desqualificava os mesmos milagres como artifícios da sugestão. Estes opositores e suas teorias afundaram sob uma maré de críticas até de seus próprios seguidores e discípulos.

Em 1955, os Drs. Thérèse e Guy Valot publicaram uma rumorosa contestação intitulada “Lourdes e a ilusão terapêutica”. Segundo eles, tudo não passa de uma tríplice ilusão:

1) dos fiéis mergulhados na credulidade e na ignorância;

2) dos médicos viciados na parcialidade, nos erros de diagnóstico e na leitura incorreta dos resultados dos exames;

3) dos comerciantes, hoteleiros e autoridades locais que lucrariam com o “negócio”. O ataque foi amplamente refutado por teólogos e doutores.

Em 1957, nova investida, desta vez articulada nos caliginosos arraiais da parapsicologia. O Dr. West, dos EUA, estudou onze curas miraculosas. Com base numa só delas, julgou tratar-se de fenômeno histérico misturado com auto-sugestão inconsciente e tapeação médica. Sofismas que nem mereceram refutação.


Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Milagres de Lourdes: Jeanne Fretel (1948) após dez anos de hospital e sete intervenções cirúrgicas


Jeanne Fretel, nascida a 27 de maio de 1914 na Bretanha, teve uma infância sofrida: rubéola, escarlatina, difteria etc.

Em janeiro de 1938, quando conta vinte e quatro anos, é operada de apendicite no Hôtel-Dieu em Rennes. Depois disto, passará dez anos no hospital, praticamente sem interrupções. Primeiro tem que operar um quisto tuberculoso nos ovários, depois, uma peritonite tuberculosa que a acometeu, logo seguida por uma fístula estercoral.

É somente no fim da guerra que sai, finalmente, do hospital, porém aparece uma erisipela, em seguida um hallux valgus bilateral, finalmente uma osteíte do maxilar superior, que não lhe deixou mais do que três dentes na arcada superior e seis na inferior.

A 3 de dezembro de 1946, dá entrada no hospital de Pontchaillou, em Rennes, onde já estivera internada durante algum tempo após a guerra. Desta feita, diz ela, é “para morrer lá”.

Está sempre acamada e todas as noites a febre atinge os 39° 5. Tem o abdômen inchado, distendido, terrivelmente dolorido: faz-se necessário uma aplicação diária de seis centigramas de morfina. Apesar de se ter submetido a um prolongado tratamento de estreptomicina, cuja descoberta era recente, o estado de Jeanne Fretel não apresenta melhoras, segundo o demonstra este atestado médico redigido pelo Dr. Pellé:

“De agosto de 1948 a outubro de 1948, a enferma mostra-se cada vez mais cansada: só consegue ingerir pequenas quantidades de líquido. Surgem sinais meningíticos. Um deles é o ventre, volumoso e dolorido. Há um escoamento abundante de pus com as fezes, bem como nos vômitos, acompanhado de sangue negro. Os desfalecimentos cardíacos são freqüentes e colocam em perigo a vida da paciente. Toda esperança parece estar perdida.”

Pela terceira vez em cinco anos, a 20 de setembro de 1948, a doente recebe a extrema-unção. A temperatura oscila todos os dias entre 40° à noite e 36° pela manhã. As aplicações de morfina são feitas de três a quatro injeções diárias de dois centigramas cada uma: “O simples esforço para sentar-se na cama já lhe é quase impossível”. Deixa-a extenuada.

E, no entanto, é neste estado que empreende a peregrinação a Lourdes, no dia 4 de outubro de 1948, levando consigo o seguinte atestado do Dr. Pellé:
“Peritonite tuberculosa. A enferma foi submetida a sete intervenções cirúrgicas abdominais a partir de 1938. Há três anos encontra-se em completo repouso, alimenta-se muito pouco e as dores no ventre obrigam-na a permanecer quase que totalmente imóvel”


Ao ser levada a Lourdes, está semi-consciente, sempre acometida por vômitos que a impedem de alimentar-se e dormir. Na sexta-feira, 8 de outubro, levam-na muito cedo, às 7h30, para assistir a missa dos doentes no altar de Santa Bernadette.

O padre que oficia a cerimônia, assustado e constrangido com a presença dessa doente dominada pelas náuseas, hesita em lhe administrar a comunhão. O maqueiro que carrega Jeanne FreteI insiste. E assim a enferma recebe a hóstia...
“Foi então ‒ contará ela mesma mais tarde ‒ que comecei a perceber que estava melhor e que me achava em Lourdes. Perguntaram pela minha saúde. Respondi que me sentia outra! Meu ventre continuava duro e inchado, mas já não padecia nenhuma dor. Deram-me uma xícara de café com leite que tomei com apetite e prazer.

“Após a missa, levaram-me até a gruta, sempre carregada na maca. Chegando ali, ao cabo de alguns minutos, tive a impressão que uma pessoa me amparava sob as axilas para me ajudar a sentar. E vi-me sentada. Virei-me a fim de ver quem me havia auxiliado, porém não vi ninguém. Tão logo me sentei, tive a sensação de que as mesmas mãos que me tinham ajudado a sentar seguravam as minhas para colocá-las sobre minha barriga.

“Perguntei a mim mesma o que estava me acontecendo: se estava curada ou saindo de um sonho. Notei que meu ventre tinha voltado ao normal. E então senti uma fome fora do comum.”

Volta para o hospital ainda na maca. Pede algo para comer. O Dr. Guégan examina-a e dá-lhe autorização para alimentar-se. Faz uma refeição frugal: um pedaço de vitela e purê de batatas com três pedaços de pão. Mas para ela é um banquete extraordinário: já faz dez anos que não tem uma refeição igual.

“Ao terminar ainda continuava com fome. Pedi mais uma porção. Fui atendida e pedi mais. Então me trouxeram como sobremesa um prato de sêmola de arroz, com receio que me sentisse mal.”

À tarde, a recuperada, satisfeita sem estar saciada, levanta-se, veste-se sozinha e sai para dar um passeio:

“Já fazia três anos que eu não andava e naquele instante caminhei com a mesma desenvoltura de hoje ‒ esclarece Jeanne Fretel –. Assim que cheguei às piscinas, tomei um banho de pé, sem me cansar.”

À noite, torna a ingerir uma refeição (sopa, pão e patê, sobremesa) e adormece, mas desperta por volta da meia-noite, ainda atormentada pela fome; serve-se de pão, manteiga, doces, bolo e readormece.

No dia seguinte, levam-na até a Junta das Constatações onde cinco médicos assinam em conjunto um boletim em que declaram:

“Enorme melhora, talvez cura completa.”

Jeanne Fretel sente-se tão aliviada no trem de volta que pede e suporta muito bem a parada brusca das injeções de morfina, sem experimentar as perturbações graves e costumeiras de uma desintoxicação tão violenta.

E podemos imaginar o assombro do médico assistente da doente, o Dr. Pellé, que escreve a 13 de outubro de 1949:
“Voltamos a ver a senhorita Fretel no mesmo dia de seu retorno de Lourdes para Rennes, onde a examinamos e observamos o desaparecimento completo de todos os sinais patológicos. Temos acompanhado a paciente com regularidade e constatamos que a melhora do seu estado geral prossegue. Seu peso que era de 44 quilos no dia 5 de outubro de 1948 passou para 58,200 quilos. Durante os oito primeiros dias, esta jovem ganha 1,350 por dia. A temperatura é normal: 36°8 pela manhã, 37°2 à noite. O apetite e o sono são muito bons.”

Jeanne Fretel, após o seu regresso, teve condições de reencetar uma vida ativa que prossegue sempre sem qualquer acidente patológico. Nunca mais sentiu qualquer tipo de dor. A vida normal retomou seu curso na plenitude de uma saúde perfeita. Todos os dias levanta-se às 5h30 e recolhe-se às 11 da noite. E, no entanto, tem que fazer as tarefas mais cansativas da casa.

Um ano depois, a jovem comparecerá diante dos vinte e oito médicos da Junta médica de Lourdes. Em 1950, após terem concluído tratar-se de uma “cura inexplicável”, o processo de Jeanne Fretel é enviado à Comissão canônica criada expressamente para examinar este caso pelo cardeal Roques, arcebispo de Rennes. E a 8 de novembro de 1950, a Comissão canônica declara:

“O caso da senhorita Fretel situa-se na série das curas extraordinárias, cientificamente inexplicáveis, na presença das quais só podemos repetir: 'O dedo de Deus se faz sentir'.”

Em seguida, o cardeal Roques, na data de 20 de novembro, apresenta um “reconhecimento de milagre” assim redigido:

“Reconhecemos que a senhorita Jeanne Fretel, acometida de peritonite tuberculosa com sinais meningíticos e em estado muito grave de caquexia, foi curada súbita e radicalmente a 8 de outubro de 1948, no momento em que comungava no altar de Santa Bernadette em Lourdes, e nós julgamos e declaramos que a cura é milagrosa e deve ser atribuída à Nossa Senhora de Lourdes.”


Video (em espanhol) com o testemunho de Jeanne Fretel



(Fonte: Philippe Aziz, “Os milagres de Lourdes ‒ A Ciência face à fé”, 1981, Tradução de WiIma Freitas Ronald de Carvalho, http://www.scribd.com/doc/7352670/Philippe-Aziz-OS-MILAGRES-DE-LOURDES)


Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vagalhões inúteis contra Lourdes

É claro que a ira do demônio e seus sequazes haveria de se lançar com fúria contra Lourdes. Como de costume, agindo bem no seu estilo, isto é, ocultando as verdadeiras razões e procurando menosprezar, denegrir e, se possível, impedir o fluxo dos peregrinos.

Ainda não haviam terminado as aparições de Nossa Senhora, e já ocorriam milagres patentes. Mas igualmente a máquina difamatória estava em ação.

Procurador Vital Dutour fez relatorios contra milagres de Lourdes

O procurador de Lourdes, em relatórios, perguntava ao governo da capital como impedir os “extravios da imaginação” que mencionavam milagres na Gruta, ridicularizando as curas acontecidas.

Num outro relatório ele denunciava a água de Lourdes por conter carbonato de cálcio (aliás, simples antiácido hoje utilizado pela medicina) e vituperava o descontrole dos “boatos” sobre curas.

Clément Pailhasson, farmacêutico da cidade, espalhava que a água era “muito ruim”. O diretor da escola superior, Antoine Clarens, a apontava como causa de “graves perigos”; enquanto Jacomet, delegado de polícia, prevenia que era “malsã”.

Essas acusações não pegaram. Então o ataque mudou inteiramente. Pierre-Auguste Latour, farmacêutico de Trie, franco-maçom e conhecido inimigo dos milagres, emitiu um parecer cientificamente fraudulento.

Segundo ele os milagres eram falsos. A explicação de todas as curas seria que a água continha excepcionais virtudes curativas!

Primeiras fotos de peregrinos na gruta, em 1858

Mas muitas outras análises imparciais classificaram a água de Lourdes como simples “água potável, análoga à maioria das que se encontram nas montanhas onde o solo é rico em calcário”.

Portanto, uma água comum que nem chega a ser mineral.

Vendo desmontada essa interpretação capciosa, o ódio das trevas excogitou outros ardis.

O fim do século XIX estava impressionado com algumas descobertas pioneiras sobre radioatividade. O fato foi logo explorado: nada de fenômenos sobrenaturais, a “radioatividade” da água de Lourdes explica tudo!!!

“Explicações” do gênero foram repetidas, como num realejo, até no século XX. Sucessivas análises refutaram todas essas suposições mal fundadas ou maliciosas.


Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A partida para o Céu

Santa Bernadette passou as ultimas horas de sua vida, longas e dolorosas, numa cadeira para doentes na enfermaria de Saint-Gildard. Não podia deitar por causa das múltiplas chagas que cobriam seu corpo.


Enfermagem do convento de Sainte Croix, onde morreu Santa Bernadette


Na segunda-feira após o Domingo de Páscoa, 14 de abril de 1879, ela disse à irmã Bernard que a visitava:

― “Adeus, Bernard, desta vez acabou deveras”.

E à irmã Léontine:

― “Eu estou moída como um grão de trigo”.

Em 16 de abril de 1879, uma religiosa lhe sussurrou:

― “Vou pedir a Nossa Imaculada Mãe que vos dê consolações”.

― “Não, respondeu a santa, consolações não, mas a força e a paciência”.


Poltrona onde morreu Santa Bernadette


Após as 3 horas de tarde, com um gesto muito expressivo, ela pediu algo para beber.

Fez um grande sinal da cruz, pegou o vidro com a bebida fortificante que lhe apresentaram, engoliu algumas gotas em duas ocasiões, e inclinando a cabeça rendeu docemente sua alma a Deus.

Seu corpo se encontra milagrosamente incorrupto com as articulações flexíveis.

Apenas uma ligeira camada de cera foi passada no rosto para evitar a formação de mofo.

Ele está exposto na capela do convento de Saint-Gildard, em Nevers, numa preciosa urna de cristal e metal dourado.

Ali, envolvido de imponderáveis sobrenaturais, pode ser visto e venerado por qualquer fiel.


Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Milagre de Lourdes: é no que faz pensar mais uma cura surpreendente

No dia 1º de agosto do mês em curso, Antonia Raco, 50, dona de casa de Francavilla sul Sinni, na proximidade de Turim, estava doente de esclerose lateral amiotrófica.

Antonietta Raco, entra caminhando no hospital para análises relacionados com sua inexplicável cura

Trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração das células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos. Antonietta andava de cadeira de rodas.

Ela foi a Lourdes esperançosa no milagre.

Na hora de tomar o banho na água de gruta sentiu uma voz que lhe dizia: “Não temas”.

A doença foi diagnosticada em 2004 e desde 2006 já não caminhava mais. Porém, no dia 5 de agosto, voltando de Lourdes, retomou todas atividades normais que a doença lhe impedia realizar.

“Eu prefiro falar de dom, de graça e não de milagre”, diz prudentemente Da. Antonia que se declara disposta a todos os exames necessários par confirmar o caráter miraculoso da cura.

O neurologista Adriano Chiò, do Hospital Molinette, o maior de Turim, declara que a cura “não é explicável cientificamente com os meios de que disponho”.

Hospital Universitário Molinette de Turim

O fato foi largamente noticiado por órgãos da imprensa italiana, como os diários de Milão “Il Giornale” e “Il Corriere della Sera”, ou da Internet como o diário digital “El Imparcial” de Madri.

O Dr. Chiò que acompanha o caso da senhora desde 2006, acrescentou para “Il Giornale”:
“No mês de junho, quando visitei a senhora, ela não tinha condições de caminhar, mas apenas de se levantar da cadeira de rodas e ficar em pé com um apóio. Agora caminha normalmente sem se cansar. Ficou-lhe apenas uma ligeira moléstia na perna esquerda, onde começou a se manifestar a doença.

Dr. Adriano Chiò, neurologista do Hospital Molinnete que trata Da. Antonietta.

“Jamais vi um caso do gênero em doentes de esclerose lateral amiotrófica. O diagnóstico era inequívoco: ela tinha uma forma da doença de evolução lenta.

“É uma doença que pode diminuir de velocidade e, no máximo parar, mas não acreditamos possível que melhore, porque atinge os neurônios irreversivelmente”.

“O que nos temos visto por agora é uma regressão da doença, coisa que cientificamente nós acreditamos impossível em pacientes atingidos pela esclerose lateral amiotrófica”.
Do mesmo modo que a paciente, o neurologista evita o termo “milagre” aguardando novos exames. “Disso, esclareceu, se ocupam as autoridades eclesiásticas”.

De fato, a Igreja, com muita sabedoria, instituiu um famoso Bureau Médico e a Comissão Médica Internacional de Lourdes (CMIL) que recolhem todos os dados do suposto milagre e os submetem a um longo e exaustivo processo de crítica e revisão por equipes médicas nacionais e internacionais.

Embora os critérios sejam exigentíssimos, o Bureau Médico e a CMIL já constataram cientificamente mais de 4.000 curas inexplicáveis pela medicina.

Corresponde aos bispos diocesanos do miraculado decidir se procedem ou não à proclamação canônica do milagre.

Com este procedimento toda chicana fica afastada. Esperamos que Antonieta Raco inicie um processo desses. Chegando ele a bom fim, será mais um dos milagres constatados de modo incontrovertível e deslumbrante, que Nossa Senhora pratica a mãos cheias em Lourdes.

Da. Antonietta está certa do milagre. Ela assim o descreve:
“Na água senti uma voz que me dizia de ter coragem. Era como se houvesse alguém me erguesse, compreendi que estava acontecendo algo”.
De volta à sua casa, no dia 5 de agosto, voltou a ouvir a voz: “conta a teu marido. Então diante dele eu me levantei, di uma meia volta e fui a seu encontro”. “Agora caminho, nunca estou cansada e não sinto dores”, acrescentou.

Antonietta segue sendo observada pelo departamento de neurologia do Hospital Molinette, onde todo ano são tratados 250 pacientes de esclerose lateral amiotrófica, que vêm da Itália toda e do exterior.

Veja e ouça Da. Antonietta Raco contando o acontecido (em italiano):




Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Protestos católicos criaram muro de horror em torno de show blasfemo de Madonna

Afinal, a cantante Madonna fez seu show no antigo aeroporto militar de Bemowo, em Varsóvia, capital da Polônia, em ato de provocação à Nossa Senhora na festa da sua gloriosa Assunção.

Mas, as dezenas de milhares de mensagens de protestos católicos vindos da Polônia, dos EUA e do Brasil (captura ao lado), ajudaram a erigir uma muralha de horror em torno da blasfêmia.

Blasfemar é uma ofensa ao Céu comparada pela teologia moral ao ato irracional de cuspir para o céu.

Deus, Nossa Senhora, os santos e os anjos não são atingidos por essas baixezas.

O que causa verdadeira dor a Nosso Senhor Jesus Cristo, a Nossa Senhora é a indiferença dos que Eles mais amam, isto é os católicos.

Para a provocação de Madonna atingir seu alvo teria sido preciso que o show corresse na indiferença dos católicos.

É isso precisamente foi o que não aconteceu!

Mais de 24.562 mensagens de protesto categórico foram encaminhadas pela Fundação Padre Piotr Skarga às autoridades polonesas (foto acima, Ler aqui, em polonês ).

Foram também milhares os protestos que choveram dos EUA e do Brasil.

Diversos grupos poloneses anunciaram atos de reparação no próprio local do show, mas foram dissuadidos. A proximidade poderia ter favorecido distúrbios que os organizadores explorariam para aumentar o escândalo.

Nossa Senhora passou esse dia como uma nobre mãe que no dia de sua festa é objeto de escárnio por parte de uma pirralhada obscena num local noturno e periférico.

Mas Ela passou rodeada por dezenas de milhares de filhos que Ela ama especialmente e cujas manifestações de reparação e amor trazem para Ela uma consolação muito maior do que a dor causada pela vulgaridade das ofensas.

O show se deu num ambiente nacional de repulsa. E a cantante e seus patrocinadores parecem ter percebido bem o gelo criado em torno do ato.

No dia seguinte, a cantante satanista apareceu no outro extremo da Europa, em Portofino, no Mediterrâneo. Não é o que fazem as pessoas que obtêm sucesso: essas depois da apresentação bem sucedida se passeiam pela cidade rodeadas de jornalistas e fãs.

Ela saiu da Polônia como quem foge.

Fugir de quem?

Por certo, não dos católicos que não iriam lhe fazer dano físico algum.

Captura ao lado: 24.562 protestos contra o show blasfemo na Polônia

É como se ela, ou seus patrocinadores, sentissem que uma força mais alta ‒ a sobrenatural ‒ impelia-a a sair logo do católico território polonês.

Poucas horas depois, um dos shows seguintes, programado para o dia 20 em Liubliana, capital da Eslovênia, foi cancelado.

Segundo site dos promotores da gira ‒ cujo link não copiamos por respeito a nossos leitores ‒, o desinteresse estava tão grande que de 63.000 ingressos à venda, só tinham saído sete mil.

E sites e jornais anunciavam que os protestos católicos ameaçam mais outro show da gira na Bulgária.

Os sites e jornais brasileiros, infelizmente ávidos dos escândalos da cantante, publicaram quase nada do show de Varsóvia. Foi mais um sintoma do frio glacial que desceu sobre o torpe espetáculo.

Todos aqueles que participaram da campanha tiveram parte nessa reparação filial e amorosa a Nossa Senhora e isso nos enche de alegria.

Porém, devemos ficar atentos. Atos semelhantes podem ser tentados no Brasil!



Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Em reparação a Nossa Senhora: reflexões sobre sua maravilhosa Assunção


“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”


Com essas imorredouras palavras, o Santo Padre Pio XII definiu o dogma da Assunção da Santíssima Virgem ao Céu em corpo e alma, solenemente proclamado no dia 1º de novembro de 1950, pela Constituição dogmática “Munificentissimus Deus”.

A mais importante festividade mariana deste mês é a celebração dessa gloriosa subida ao Céu. Em recordação do grandioso acontecimento, oferecemos a nossos leitores o seguinte excerto de uma palestra do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em 14-8-65:

* * *

“O dogma da Assunção de Nossa Senhora foi ardentemente desejado pelas almas católicas do mundo inteiro, porque é mais uma das afirmações a respeito da Mãe de Deus que A coloca completamente fora de paralelo com qualquer outra mera criatura e justifica o culto de hiperdulia que a Igreja lhe tributa.

“Nossa Senhora teve uma morte suavíssima, tão suave que é qualificada pelos autores, com uma propriedade de linguagem muito bonita, a “Dormição da Bem-Aventurada Virgem Maria” (Dormitio Beatae Mariae Virgine), indicando que Ela teve uma morte tão suave, tão próxima da ressurreição que, apesar de constituir verdadeira morte, entretanto é mais parecida a um simples sono.

“Nossa Senhora, depois da morte, ressuscitou como Nosso Senhor Jesus Cristo, foi chamada à vida por Deus e subiu aos Céus na presença de todos os Apóstolos ali reunidos, e de muitos fiéis.

“Essa Assunção representa para a Virgem Santíssima uma verdadeira glorificação aos olhos dos homens e de toda a humanidade até o fim do mundo, bem como proêmio da glorificação que Ela deveria receber no Céu.

“A Igreja triunfante inteira vai recebê-la, com todos os coros de anjos; Nosso Senhor Jesus Cristo a acolhe; São José assiste à cena; depois Ela é coroada pela Santíssima Trindade.

“É a glorificação de Nossa Senhora aos olhos de toda a Igreja triunfante e aos olhos de toda a Igreja militante.

“Com certeza, nesse dia, a Igreja padecente também recebeu uma efusão de graças extraordinárias.

“E não é temerário pensar que quase todas as almas que estavam no Purgatório foram então libertadas por Nossa Senhora nesse dia, de maneira que ali houve igualmente uma alegria enorme. Assim podemos imaginar como foi a glória de nossa Rainha.

“Algo disso repetir-se-á, creio, quando for instaurado o Reino de Maria, quando virmos o mundo todo transformado e a glória de Nossa Senhora brilhar sobre a Terra”.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicismo”, agosto de 2001)

Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sim, eu farei algo por Nossa Senhora que faz tanto por mim

Versão atualizada para os usuários de Outlook ou Mail.

Prezado assinante do blog “Lourdes 150º aniversário das aparições”:

Postamos excepcionalmente esta matéria solicitando sua especial atenção.

Estamos ainda vivamente impressionados por uma ofensa a Nossa Senhora que se tenta fazer numa nação católica, muito amada pela Mãe de Deus: a Polônia.

Lá foi oficialmente anunciado que a cantante americana “Madonna” fará um show no aeroporto de Varsóvia, a capital da Polônia, no dia 15 de agosto, que é a festa da Assunção de Nossa Senhora.

Mais ainda, é a festa nacional da Polônia, em que centenas de milhares de peregrinos vão venerar Nossa Senhora de Czestochowa, padroeira do país, no mosteiro de Jasna Gora. Muitos deles peregrinam a pé durante semanas.

Se isso for feito num país tão católico amanha poderá ser tentado no Brasil!

O Sr., a Sra., já imaginaram um show blasfemo de “Madonna”, por exemplo no aeroporto internacional de São Paulo, Rio de Janeiro ou outra capital brasileira, para debicar de Nossa Senhora Aparecida, no dia de sua festa?

Essa cantante explora a blasfêmia, a obscenidade e os temas sexuais. O show é um ato ant-católico feito com desrespeito e arrogância. A revista escandalosa polonesa “Machina” publicou na sua capa um escárnio de Nossa Senhora de Czestochowa com o dizer: “Não há lugar para duas rainhas na Polônia”.

Católicos de todo o mundo estão se unindo aos católicos poloneses que, dentro do estrito respeito da lei, solicitam às autoridades polonesas que impeçam essa grave ofensa a Nossa Senhora.

O artigo 196 do Código Penal Polonês proíbe essas ofensas à religião.

Nós pedimos tanta coisa a Nossa Senhora.

E ela nos dá tanta coisa, tantas graças, tantos favores, tantos sorrisos, tanta misericórdia!

Não poderíamos dar algo também a Ela?

Por certo, Ela que é Mãe extremosa vai ser sensível a esse nosso gesto de amor filial.

Se muitos católicos do mundo enviarem seu protesto, essa horrível ofensa a Nossa Senhora poderá ser impedida.

Se muitos brasileiros enviarem seu protesto, os organizadores desses programas anti-católicos pensarão duas vezes antes de tentarem algo no Brasil contra a Mãe de Deus e nossa.

Protesto às autoridades da Polônia:

Prezado Sr.

Eu lhe escrevo para manifestar o pesar que me tem causado o show da cantante Louise Ciccone, mais conhecida como Madonna, a se realizar no aeroporto da capital polonesa, em 15 de agosto do presente ano.

A escolha da data (a festa de Nossa Senhora assunta pelo poder de Deus) e a natureza ofensiva das propagandas do show (como aquela que nega 'haver lugar para duas rainhas', Nossa Senhora e Madonna, em terra polonesa) atentam contra o sentimento da catolicidade no mundo todo.

Como brasileiro devoto da Virgem Maria, eu me sinto atingido pessoalmente por esse ato blasfemo.

Madonna tornou-se bem conhecida por seus gestos e palavras voltadas contra o catolicismo. Pode se permitir que ela visite vossa capital para difamar a nossa Igreja e seu Evangelho, praticando ato proibido pelas leis dos povos civilizados como o vosso e o nosso?

Eu exprimo o mais vivo desejo que o Sr utilize os poderes que lhe confere a lei para tomar medidas preventivas para evitar esse ato que ofende a Nossa Senhora e ao catolicismo venerados pela imensa maioria dos brasileiros e dos poloneses.

Respeitosamente,


Campanha encerrada. Veja aqui o resultado.



Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Santa Bernadete: sofrimentos em Nevers pelo Papa e pela vitória da igreja sobre seus inimigos

Gruta de Nossa Senhora das Aguas relembrava a Gruta de Lourdes
Em Saint Gildard, Santa Bernadete ficou encarregada da enfermaria do convento.

No fundo da casa há uma imagem da Nossa Senhora das Águas, dentro de uma espécie de gruta artificial.

Santa Bernadete achava que por causa da atitude de benevolência e o sorriso, essa imagem era a que melhor lhe relembrava a Nossa Senhora como lhe apareceu em Lourdes.

A saúde de Santa Bernadete sempre foi periclitante. Com o tempo, não fez senão piorar, trazendo-lhe agonias e tormentos indizíveis. Várias vezes temeu-se que morreria logo, recebeu a Extrema unção e até proferiu os votos solenes in articulo mortis.

Em dezembro de 1876, por iniciativa do bispo diocesano e com o auxilio de outras religiosas escreveu uma carta de punho e letra ao Papa Pio IX, felizmente reinante.

Naquela época, Roma e o Vaticano estavam invadidos pelas tropas revolucionárias garibaldinas. Ainda ecoavam no mundo católico as proezas dos zuavos pontifícios defendendo a Cidade Santa contra as tropas revolucionárias de Garibaldi e do rei Vitor Emanuel.

Na carta encontramos aspectos importantes de sua personalidade:
― “Há muito que eu sou zuavo (soldado voluntário do Papa), embora indigno, de Vossa Santidade. Minhas armas são a oração e o sacrifício”, escreveu.

E concluía dizendo:
― “No Céu a Santíssima Virgem deve fixar sobre vós o seu olhar com freqüência, Santíssimo Padre, pois vós a proclamastes Imaculada, e quatro anos depois, nossa boa Mãe veio à terra para dizer: ‘Eu sou a Imaculada Conceição’.”

E concluía:
― “Eu espero que (...) esta boa Mãe (...) se dignará pousar seu pé sobre a cabeça da maldita serpente, e assim pôr termo às cruéis provações da Santa Igreja e às dores de seu augusto e bem-amado Pontífice”.



Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Santa Bernadete fugia dos que queriam vê-la

Entrada do convento Saint-Gildard em Nevers.
No hospital de Lourdes como pupila e mais tarde no convento de Saint-Gildard em Nevers, como religiosa, Santa Bernadete trabalhou na enfermaria.

O trabalho lhe aprazia, pois atendia a seu profundo desejo de se consagrar aos mais pobres e desvalidos.

Tanto no hospital de Lourdes quanto no convento de Nevers a Santa não pôde evitar inteiramente as visitas mais categorizadas que queriam conhecê-la. Ela escapulia dos compromissos quanto podia sem violar a obediência e o respeito. Muitas vezes,porém, tratava-se de bispos aos quais não podia evitar.

Capela do convento de NeversTanto mais quanto com freqüência eram pessoas que faziam uma idéia fantasiosa ou sentimental a respeito de alguém que viu Nossa Senhora. Ela então fazia sentir a sobriedade de conduta que se deve esperar de uma vidente.

Houve o caso de uma noviça, por exemplo, que se queixou de após três dias no convento não ter visto a Santa, cujo nome de religião era irmã Maria-Bernarda.

A sua surpresa foi enorme ao saber de outra religiosa que ela tinha estado sentada a seu lado no dia anterior.

A irmã Bernard Dalias quando a viu pela primeira vez não pôde se contiver:
― “Bernadete? Ela é só isto!”

Santa Bernadete era cheia de personalidade e de força de caráter. Mostrava uma seriedade e uma objetividade em todo o seu modo de ser que desconcertava os superficiais.

Santa Bernadette religiosa em NeversEla insistia muito em que era uma “ignorante”, mas possuía um bom senso natural sublimado pela graça para discernir o que ninguém percebia a respeito das pessoas e das situações.

A Congregação de Nevers é por vocação voltada para o atendimento dos doentes e desvalidos. Mas uma santa conjuração entre o bispo e a superiora acabou dando a Santa Bernadete uma vida de reclusa.

Os superiores queriam protegê-la da multidão de curiosos que desejava vê-la, tocá-la, etc. As autoridades viam com base na experiência os perigos da popularidade.

Mas Santa Bernadete não queria outra coisa senão esse isolamento. Ela aspirava à renúncia de si própria e contradizer aquilo que ela mais detestava: o orgulho.

As superioras faziam questão de submetê-la a pequenas humilhações, por vezes muito sensíveis, movidas pelo desejo de protegê-la da vaidade. Talvez em certos casos tenham passado da conta. Santa Bernadete acrescia outras humilhações, até espantosas.


Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O último adeus de Santa Bernadete a Lourdes

O hospital de Lourdes nos tempos de Santa BernadeteEm 4 de julho de 1866, Bernadete tomou o trem por vez primeira e única na vida. Foi a partida de Lourdes, à qual nunca mais voltaria.

Ela sofreu muito a ruptura com seu rincão natal, mas interrogada muitas vezes, ela sempre respondia que a missão em Lourdes estava cumprida, que ela só voltaria a ver Nossa Senhora no Céu, se ela fosse direita.

Em Nevers, ela sofria de grandes saudades da gruta abençoada. Mas, temia profundamente a multidão de curiosos que iria se aglomerar em torno dela, caso viajasse.

Uma vez falou que voltaria a visitar a gruta se pudesse fazer uma viagem de balão para evitar a multidão.

Lourdes, melhoras foram feitas na gruta para acolher os peregrinosCerta feita, exclamou:
― “Ah se eu pudesse vê-la, sem ser vista!”.

Mas o caminho de Nossa Senhora não passava por ali. Ela nunca mais retornou:
― “Eu fiz o sacrifício de Lourdes, disse. Eu verei Nossa Senhora no Céu, vai ser mais bonito”.

Num dia que lhe mostraram fotos da gruta com as melhoras materiais necessárias para acolher os peregrinos, ela disse:
― “Oh minha pobre gruta! Eu não a reconheceria mais!”



Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A família Soubirous recompõe a situação mas Bernadette vai ser freira

O 'cachot', cela da prisão da delegacia: único local que sobrou para a família Soubirous na misériaNos meses seguintes às aparições, Bernadette continuou cumprindo seus deveres familiares na cela da ex-prisão, único reduto que lhes ficara para morar.

O afluxo de romeiros multiplicou imensamente seus trabalhos. Pois ela contentava a todos reproduzindo uma e outra vez os acontecimentos da gruta.

O médico aconselhou que a família deixasse essa cela infecta porque estava comprometendo a saúde da própria Bernadette e das crianças.

Mas então as coisas sorriam para a família Soubirous.

Acharam um quarto melhor, e alguns meses depois, o pai de Bernadette pode obter um moinho de farinha com o qual voltou a seu ofício e reconstituiu sua condição social.

Então, os perigos passaram a serem outros. Romeiros ofereciam dinheiro a Santa Bernadette e sua família. Muitos com boa intenção, outros não.

Certa feita, o menor dos irmãos aceitou ingenuamente uma moeda de ouro. Santa Bernadette mandou devolve-la lhe dando um sonoro bofe.

Futuramente, parentes ou amigos de Santa Bernadette montaram lojas de objetos religiosos. O fato incomodou profundamente a vidente. Ela temia que a atividade comercial diminuísse a devoção e o respeito que se devia a Nossa Senhora.

O moinho Lacadé, nova casa para a família SoubirousAs autoridades religiosas acharam melhor que Bernadette ingressasse numa casa religiosa. Ali poderia completar seus estudos e ficar protegida do assédio dos visitantes. Bernadette, nessa época não sentia uma atração especial pela vida religiosa mas aceitou entrar no hospício mantido pelas Irmãs da Caridade.

Bernadette estava convencida que ela era “bonne à rien” ― “boa para nada” ― e que por isso não era digna de ser religiosa.

Além do mais ela tinha a saúde muito fraca e não possuía dote. Pensou até em se tornar carmelita, mas as carências de saúde a dissuadiram.

Muitas ordens e casas religiosas disputaram a honra de recebê-la. Mas ela acabou pedindo ingressar na casa mãe da Congregação que a tinha acolhido no hospício de Lourdes. I. é, em Nevers.

― “Vou a Nevers porque elas não me têm procurado”, explicou a Santa.

Lourdes, a imagem da Gruta



Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Bispo diocesano reconhece oficialmente as aparições de Lourdes

Mons Thibauld, bispo de Montpellier, foi dos primeiros a ficar convencido
Na onda das primeiras romaria apareceram dois bispos em Lourdes. Foram Mons. Cardon de Garsignies, bispo de Soissons e Mons. Thibaud, bispo de Montpellier.

Os dois ficaram convencidos pelo relato de Bernadette e o fizeram saber ao diocesano Mons. Laurence, bispo de Tarbes.

Este instituiu uma Comissão de Inquérito em 28 de julho do mesmo ano das aparições.

Bernadette foi convocada a declarar diante dela a partir do mês de novembro.

Em dezembro de 1860, Bernadette foi chamada para um interrogatório solene.

O bispo e doze eclesiásticos sentados sobre um estrado apresentaram-lhe questões decisivas.

Santa Bernadette interrogada pela Comissão de Inquérito eclesiasticaNo fim, pediram-lhe que mostrasse bem precisamente como a Santíssima Virgem tinha pronunciado “Eu sou a Imaculada Conceição”.

A vidente se pôs em pé, estendeu os braços e juntou as mãos. Os presentes notaram no gesto qualquer coisa de inspirado.

Dos olhos de Mons. Laurence escorreram duas lágrimas ao longo do rosto. Após o inquérito, ainda emocionado, o prelado perguntava aos outros eclesiásticos:
― “Viram essa criança?”

O 18 de janeiro de 1862, o bispo promulgou o Mandamento em que reconhecia oficialmente as aparições: “Nós julgamos que a Imaculada Mãe de Deus verdadeiramente apareceu a Bernadette”.

O caso estava julgado pela Igreja.


Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Santa Bernadette responde a contento a todos os eclesiásticos

Santa Bernadette em foto de 18 outubro 1864
Passada a tempestade dos primeiros dias, Santa Bernadette passou uma prova díficil, mas muito diferente: os inquéritos de eclesiásticos.

Fiéis de todas as condições arrumaram a gruta, abriram caminhos e montaram uma escadaria que descia até ela. Instalaram uma bacia com torneiras para recolher a água da fonte e mesas para pôr as velas, canalizaram o canal e o rio. Os albergues ficaram cheios e foi preciso construir mais.

Os milagres sucediam-se uns aos outros. Doações e ex-votos acumulavam-se na gruta e o delegado de polícia andava de olho aberto para inculpar Bernadette de falcatrua.
Procissões improvisadas, orações e cânticos eram continuas diante de Massabielle.

Eclesiásticos interrogam Santa Bernadette

Os romeiros queriam conhecer Bernadette e ouvir de sua boca a narração do acontecido. Submeteram-na a intérminos interrogatórios.

Mas nem todos eram bem intencionados. O Pe. Hyacinthe Loison, um pregador então muito na moda, tentou fazê-la cair em contradição. O infeliz e faceiro religioso posteriormente abandonou o sacerdócio.

Santa Bernadette com sua famíliaO Pe Nègre SJ, querendo testar a autenticidade das aparições, empregou os recursos mais complicados da teologia para convencer Bernadette de que “tinha visto o diabo”.
― “O diabo não é tão belo quanto ela”, revidou Bernadette.

O hábil jesuíta lhe mostrou que o demônio, quando aparece, não pode deixar de exibir formas animais horríveis ou grosseiras que o denunciam. E acrescentou:
― “E você não viu os pés. Seus pés estavam ocultos”.
― “Sim, eu vi. Ela tinha os pés à vista, e muito bonitos”.
― “Mas, você não viu suas mãos! Não estavam encobertas por um véu?”
― “Não, eu as via, e eram muito bonitas”.

Outros eclesiásticos ameaçaram Bernadette com o fogo eterno do inferno.

Ainda outros lhe apresentaram questões com melindres teológicos e subtilezas inextricáveis.

Mas Bernadette saiu de todas as provas com uma segurança desconcertante. Suas respostas fazem lembrar as de Santa Joana de Arco.

Lourdes, procissão das velas, ©Fr Lawrence OP


Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 7 de maio de 2009

As tentativas de proibir a devoção de Lourdes não deram certo

Missa na Gruta no centenário das apariçõesPara Santa Bernadette ão foram fáceis os dias que vieram após as aparições. Entretanto, ela em nada perdia a serena e sobrenatural disposição de alma.

O micro-mundo da política, do judiciário e da polícia de Lourdes estava dominado pelas utopias anti-cristãs da Revolução Francesa. Ele tramou vários golpes.

Do ponto de vista médico tentaram forjar um diagnóstico segundo o qual Bernadette seria uma psicopata e devia ser encerrada num manicômio. Como vimos, foi em vão. As tentativas fracassaram face à solidez moral e psíquica de Bernadette.

Vieram, então, intimidações por parte do procurador, do juiz e do delegado de polícia. Eles acenaram com metê-la no cárcere se não declarava que as visões eram uma fraude. Também não lhes adiantou de nada.

O prefeito de Lourdes, Adolphe Lacadé, queria acabar de vez com as manifestações de piedade em torno da gruta. Para ele não passavam de crendices de um povo atrasado que não conhecia a "luzes" das idéias democráticas revolucionárias novas ― aliás, falsas, igualitárias e licenciosas ― e do progresso, então idolatrado.

O prefeito de Midi-Pyrenées, barão MassyQuando o prefeito percebeu que a procura da água milagrosa de Lourdes era irrefreável, concebeu o mirabolante projeto de montar um hotel de águas termais no local da gruta. Também não deu certo.

Mais tarde, como político matreiro foi visto presidindo a procissão das velas ao local da maravilhosa aparição, por ele tão detestada ao menos de início.

Pseudo visionárias criam confusão

Houve ainda outros fatores de perturbação.

Cinco mulheres, falsas visionárias, entraram numa anfractuosidade da Gruta. Voltaram dizendo ter visto uma dama branca resplandecente. Tratava-se em verdade de uma estalagmite de vaga forma feminina, mas sem cabeça.

A impostura serviu de pretexto ideal para as autoridades anticlericais. Elas que já estavam montadas contra a verdadeira aparição fecharam a gruta com cercas.


Foi por isso que, na última aparição, na festa de Nossa Senhora do Carmo, Santa Bernadette não pode entrar na gruta e ficou do outro lado do rio, vendo igualmente a Nossa Senhora.

A cerca, entretanto, revoltou a população. Esta a demoliu diversas vezes.

Quando era posta abaixo, as falsas visionárias se adentravam na gruta para supostos contatos com o sobrenatural, dando azo a novas interdições.

As autoridades anti-católicas, que se inspiravam na trilogia revolucionária Liberdade-Igualdade-Fraternidade, na Razão e no progresso, mandavam reerguê-la outras tantas vezes.

O caso das falsas visionárias só foi encerrado pela intervenção do bispo, Mons. Laurence que as advertiu de não mais se apresentarem no local.

O fim da proibição

Enquanto Lourdes assim se agitava, chegavam peregrinos das cidades vizinhas e, em pouco tempo, de Paris, a capital.

O procurador imperial Vital Dutour passou vergonha e perdeu o cargoOs guardas apostados para bloquear o acesso não davam conta do recado. Tarefa, aliás, que cumpriam sem muita convicção.

A visita de uma dama ilustre teve um efeito impactante. Tratou-se da esposa do almirante Bruat. Ela era nada mais e nada menos que a governanta do príncipe imperial que estava doente. Era o filho único do imperador Napoleão III.

A imperatriz Eugênia a encomendara de ir a Lourdes para trazer água para o principezinho no leito.

Um guarda de nome Callet, encarregado de impedir quem quer que fosse beber ou colher água da fonte, não teve mais zelosa iniciativa do que prende-la enquanto mandava encher um garrafão e a levou ante o procurador imperial Vital-Dutour.

O procurador já tinha aprontado uma cena para intimidar Santa Bernadette ― sem sucesso, aliás. Ele bancava a mais extrema fidelidade ao imperador. Ele fez um discursinho diante da dama e a multou por colher água. A multa era de cinco sous (tostões), mas a imponente dama puxou uma nota de cem francos fazendo questão de levar a garrafa de todas as maneiras.

O procurador se opôs e ainda pediu à dama que se identificasse, coisa que ela fez.

Quando ouviu o nome da esposa do almirante Bruat, governanta do príncipe imperial, o procurador engoliu suas palavras, fez salamaleques, mas sua carreira tinha acabado. E sua perseguição contra a aparição também. Tempo depois, ele e o delegado foram “promovidos” a outras cidades em verdadeiros exílios administrativos.

A perseguição escancarada acabou.

Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Em Lourdes, Nossa Senhora nos pede amar a Imaculada Conceição, privilégio divino exclusivo que A põe por cima de todos

Nossa Senhora de Lourdes coroada
Quanto mais nós admiramos uma pessoa, mais nós devemos amá-la.

E quanto mais nós a amamos, mais nós devemos ser propensos a admirar as qualidades que Ela tem.

Por causa disso, nos veneramos Nossa Senhora como Mãe ao mesmo tempo sumamente amável e sumamente admirável.

Nossa Senhora aparece fazendo-se admirar pelo título que Ela proclama.

Ela disse a Santa Bernadette Soubirous: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

Quer dizer, uma criatura que está numa condição inteiramente superior a todas as outras. Porque concebida sem pecado original e gozando de uma predileção toda especial de Deus.

Doentes diante da Gruta de LourdesDe outro lado, Ela pratica milagres dos mais estupendos, numa continuidade e numa importância sem igual história da igreja. E isto é porque Ela quer. Então Ela se apresenta muito à nossa admiração.

Mas, de outro lado, Ela se apresenta ao nosso amor pela sua caridade, pela sua bondade, pelo interesse na nossa salvação eterna, e pela felicidade dos homens na vida terrena.

Há aí, portanto, esses dois qualificativos que se unem. Aquilo que um falso espírito seudo-democrático e pagão gostaria de separar.

E o princípio de autoridade, na sua mais alta expressão.

Os privilégios d’Ela na sua mais alta categoria e realização não afastam do amor, mas pelo contrário convidam ao amor.

A devoção a Nossa Senhora de Lourdes nos comunica este amor à hierarquia sublime, à desigualdade harmônica.

Ela nos dá indiretamente uma lição de anti-igualitarismo. Quer dizer, uma lição do oposto do mal que corre pelo mundo em forma de Revolução imoral que ataca a família e a sociedade.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 7/2/65, sem revisão do autor)



Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Após as aparições, o torvelhino


Após as aparições, em poucas semanas a vida de Bernadette mudou radicalmente.

Antes das aparições era a digna, mas esquecida filha da família mais miserável de Lourdes. Depois, ficou no fulcro das atenções da cidade e, bastante rapidamente, da França e do mundo.

A fisionomia e a personalidade de Santa Bernadette era do tipo do plebeu digno, altivo de sua qualidade de criatura humana incorporada misticamente a Nosso Senhor Jesus Cristo pelo batismo, mas satisfeito em sua modesta condição.

Nas fotos, ela acostumava aparecer com roupas de camponesa no estilo das levadas durante as aparições. Ela vestia com decência e sensata simplicidade.

No todo manifestava uma compostura que, mais do que no traje, se patenteava no olhar sereno, firme, profundo, puro e equilibrado até o mais alto grau.

Em volta dela, seus admiradores e seus detratores criaram verdadeiros torvelinhos. Entre os admiradores havia os sinceros e os interesseiros.

Entre os sinceros, por sua vez, havia as almas retas e os influenciados por idéias deformadas a respeito da santidade, da vida espiritual e dos fenômenos das visões e revelações.

Entre os opositores havia os que ostentavam uma hostilidade explícita e acalorada e os tomados por uma fria e seletiva antipatia.


Todos eles disputavam de modos diversos entre si e Santa Bernadette era o pomo da discórdia.

O tufão teria feito perder a cabeça a mais de um. Mas a retidão e a firmeza da jovem mais o auxílio da graça a fez sair tranquilamente de todas as dificuldades. Ela impunha criteriosas atitudes a uns e outros.


Quero receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email

sábado, 11 de abril de 2009

Gloriosa resurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo no domingo de Páscoa


Assim que a alma de Nosso Senhor voltou ao corpo, Ele apareceu a Nossa Senhora. Como terá sido esse encontro?

Nós poderíamos imaginar que Ele tenha aparecido como Senhor esplendoroso — Rei, como nunca ninguém foi nem será rei.

Ou, pelo contrário, com um sorriso de afago que lembrava o seu primeiro olhar no presépio de Belém.

O que o olhar d’Ele comunicou a Ela? O que Nossa Senhora, a criatura perfeita, teria dito, vendo-O e amando-O inteiramente? Foi o primeiro louvor que Nosso Senhor recebeu da sua Mãe, após a Ressurreição.

Quando as cidades eram pouco ruidosas, ouvia-se o bimbalhar dos sinos ao meio- dia, celebrando a Ressurreição. Nas ruas, os moleques espancavam bonecos de Judas.

A Aleluia cantava-se por toda parte. As pessoas cumprimentavam-se, distribuíam ovos de Páscoa. As igrejas enchiam-se, a liturgia apresentava enorme pompa. Da dor do Calvário nasceu a imensa alegria da Páscoa. A alegria verdadeira, que não é filha do vício, mas fruto abençoado da virtude.

Quando Deus volta a sua Face para os homens, tudo se torna fácil, suave, alegre, brilhante. Quando Deus desvia a sua Face dos homens, são épocas de castigo.

É como o sol que desaparece. Ó Senhor Jesus, voltai para nós a vossa Face divina e olhai-nos com bondade.

Nesse momento a graça há de nos iluminar, e sentir-nos-emos outros.

Que o Divino Espírito Santo, pelos méritos de vossa Ressurreição, comunique aos que Vos são fiéis a força e o valor para congregar os bons e derrotar os inimigos da vossa Igreja.

Que Ele renove as almas, restaure as instituições, as nações e a Civilização Cristã — nós Vo-lo pedimos por meio de Nossa Senhora, Medianeira Onipotente e Co-redentora do gênero humano.




Desejaria receber gratis as próximas atualizações de 'Lourdes 150º aniversário das aparições' no meu Email