terça-feira, 16 de agosto de 2016

Na festa da Assunção, em Lourdes
devotos vencem moralmente terroristas do Islã

Os romeiros começaram a chegar a Lourdes na véspera da festa da Assunção.
Os romeiros começaram a chegar a Lourdes na véspera da festa da Assunção.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Sem temer a ameaça islâmica que semeia a morte na Europa, por volta de 25.000 fiéis foram até Lourdes para honrar a Assunção de Nossa Senhora, segundo noticiou a revista católica inglesa “Catholic Herald”.

O santuário de Lourdes foi intensa e prudentemente vigiado por forças militares e policiais. Da mesma maneira foram controlados locais públicos como a estação de trem. A segurança contou com cobertura aérea.

A multidão começou a se chegar à véspera da festa proveniente dos mais diversos países para comemorar a gloriosa Assunção de Nossa Senhora aos Céus em corpo e alma no 15 de agosto.

Milhares participaram da procissão das velas na noite. O percurso por motivos de segurança ficou limitado à área do santuário, aliás, enorme, que pode acolher todos eles.

O temor de atentados religiosos praticados por assassinos que obedecem aos preceitos do Corão, livro sagrado do Islã, era muito grande e justificado após o martírio do Pe. Jacques Hamel em Saint-Étienne-du-Rouvray, Normandia.

As autoridades de Lourdes se recusaram a cancelar as festas públicas como foi feito com muitos outros festivais pela França toda.

Por volta de 25.000 fiéis foram a Lourdes pela festa da Assunção.
Por volta de 25.000 fiéis foram a Lourdes pela festa da Assunção.
A decisão foi acertada e correspondida por um comparecimento extraordinário.

Uma coisa é um festival que visa o divertimento ou as mundanalidades e outra é a romaria a Lourdes para visitar a Rainha do Céu e da Terra a quem obedecem as legiões angélicas.

Obviamente houve os controles policiais de praxe, habitualmente inexistentes, mas que o furor dos inimigos de Nossa Senhora tornou inevitáveis.

Por volta de 300 soldados especializados e fortemente armados reforçaram as forças policiais de Lourdes e adjacências. A mobilização envolveu mais de 500 homens de armas.

E não somente os atentados não afastaram os fiéis, mas ajudaram a multiplicar seu número. Os peregrinos se inscreveram em massa para a romaria e para os hotéis num número que espantou os espíritos laicistas e até as autoridades eclesiásticas.

O martírio de Saint-Étienne-du-Rouvray modificou completamente o ambiente.

“Nas últimas semanas vimos um aumento espetacular das inscrições”, disse o Pe. Lejeune, responsável pelas romarias em nível nacional. O religioso julgou necessário prevenir aos eventuais romeiros sobre os perigos de ir a Lourdes no contexto atual.

Mas os devotos de Nossa Senhora de Lourdes desafiaram a insolência e o ímpeto criminoso dos islâmicos. E esses parecem ter percebido que não era o caso de mexer com católicos de fé verdadeira.

Daniel, que foi desde Deux-Sèvres disse à TV Europe1 que muitos percebiam que havia risco de atentado. Marion, mãe de três meninos sabia “que era um lugar ideal para reproduzir o mesmo gênero de atentados. Muitíssimas pessoas correram o mesmo risco”, explicou.

Os santuários de Lourdes ocupam 52 hectares incluindo 22 locais de culto. Os mais famosos são a própria gruta das aparições e as basílicas adjacentes.

Procissão transcorreu com grande participação e segurança garantida
Procissão transcorreu com grande participação e segurança garantida
Houve quem pedira a suspensão das cerimonias, mas a recusa foi imediata. O prefeito da região de Hautes-Pyrénées, Béatrice Lagarde, que havia anulado vários eventos de verão não ousou impedir o ato de fé multitudinário aos pés de Nossa Senhora.

Ela apenas, “modificou as condições da organização para dar mais segurança, segundo explicou ao jornal local “La Dépêche du Midi”.

“Eu temia que o telefone tocasse o tempo todo para avisar das desistências. Mas, pelo contrário, não parou de soar comunicando novas inscrições”, explicou à agência AFP o Pe. Fabien Lejeusne.

Além das romarias inscritas houve muitas dezenas de outras independentes.

Após a festa da Assunção, um grupo de trabalho se aplicará a estudar a melhora da segurança a prazo meio e longo.

Mas a nossa grande fonte de segurança está no Céu e é Nossa Senhora. E Ela exerce seu reinado de um modo muito especial no santuário de Lourdes.




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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Lourdes: como se constata um milagre
do ponto de vista científico

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Para o processo de reconhecimento médico de um milagre foi instituído em Lourdes um Bureau Médico.

Esse Bureau tem sede no próprio santuário e está sempre à disposição de quem se apresente. Fazem parte dele médicos de todas as especialidades, católicos ou não católicos.

Qualquer médico presente no santuário pode assistir à verificação de cura que esteja sendo feita. O fiel que se julga beneficiado pode se apresentar no Bureau. Nessa ocasião é elaborada uma ficha clínica do caso e feito um primeiro reconhecimento médico.

No momento de se apresentar ao Bureau, é fundamental que o interessado vá acompanhado da documentação que comprove o estado da doença antes da cura (resultados de exames, atestado médico sobre a natureza e gravidade da doença etc.).

Milhares de casos não foram aceitos para estudo por carência desse tipo de documentação, apesar de parecerem verdadeiros milagres.

Quando o Bureau julga — à luz dos documentos e da análise in loco — que o caso tem características extraordinárias, o interessado é convidado a voltar dentro de um ano, para verificar se a cura é durável.

Houve casos de fiéis que voltaram até vários anos consecutivos para conferir que a cura era definitiva.

Quando os médicos do Bureau, após atento exame, se pronunciam pela inexplicabilidade da cura, todo o dossiê é encaminhado a uma segunda instância: o Comitê Médico Internacional de Lourdes — CMIL.

O CMIL é inteiramente independente e nem sequer tem sede em Lourdes. Ele revisa todos os dados, pode proceder a novas investigações e análises, e até ao exame da pessoa curada, ou consultar especialistas alheios ao Comitê.

Satisfeitas todas as exigências, os membros do Comitê devem responder a uma série de 16 perguntas, que não deixam margem a objeção alguma sobre a natureza da cura.

Por fim, devem responder “sim” ou “não” à pergunta: “A cura constatada em ....... constitui, nas condições em que aconteceu ou se mantém, um fenômeno contrário às observações e às previsões da experiência médica, sendo cientificamente inexplicável?”.

Caso pelo menos dois terços votem pelo sim, o dossiê com o parecer final é encaminhado para o Bispo da diocese do miraculado, para eventual proclamação canônica. O processo todo costuma durar anos.


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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Muçulmanos tornam-se católicos no Oriente… e no Ocidente!
Urgente pedir por eles a Nossa Senhora de Lourdes!

O Pe Gottfried Martens batiza família iraniana em Berlim. Ex-muçulmanos constituem maioria dos 900 paroquianos.
O Pe Gottfried Martens batiza família iraniana em Berlim.
Ex-muçulmanos constituem maioria dos 900 paroquianos.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A grande mídia fala muito pouco, mas um número crescente de refugiados muçulmanos na Europa está se convertendo ao cristianismo, escreveu o jornal britânico “The Guardian”, citado pelo site “Aleteia”.

Na Áustria, por exemplo, só no primeiro trimestre de 2016 a Igreja Católica registrou 300 pedidos de batismo de adultos, 70% dos quais eram refugiados.

Os fiéis da igreja da Trindade, em Steglitz, Berlim, aumentaram há dois anos de 150 para 700, devido, segundo o pároco Gottfried Martens, às conversões de muçulmanos.

Em Liverpool, Inglaterra, a maioria das cerca de 100 a 140 pessoas que assistem à missa semanal em língua farsi é constituída por imigrantes do Irã e do Afeganistão. Um em cada quatro deles é convertido do islã, conforme levantamento realizado pelo bispo de Bradford, Dom Toby Howarth.

A conversão é uma questão delicada, porque o Corão rotula de apóstatas aqueles que se tornam cristãos e manda matá-los.

Por outro lado, nos círculos eclesiásticos católico-progressistas há muito medo de falar sobre o assunto, para não ofender o “ecumenismo”! Muitas almas que procuram Jesus Cristo são afastadas das igrejas como cães sarnentos para evitar complicações com o bispo ou o imã local!

Uma vez que massas islâmicas invadem a Europa, chegou a hora de os religiosos com verdadeira fé tomarem a iniciativa e pregar-lhes o Evangelho com ensinamentos e exemplos de vida.

Isso já aconteceu quando os bárbaros invadiram Europa através de quase todas as suas fronteiras. Muitos religiosos – pregadores ou monges – foram martirizados nessa épica e santa obra de evangelização ordenada por Jesus Cristo.

Mas, por fim, o continente europeu ficou pacificado sob o signo da Cruz, e os bárbaros saíram de sua situação miserável para integrar ou formar os países que são fulcros de civilização cristã e ocidental.

Zonoobi, marceneiro iraniano de Shiraz, chegou na Alemanha com sua mulher e dois filhos. Meses depois ficou cristão.
Zonoobi, marceneiro iraniano de Shiraz,
chegou na Alemanha com sua mulher e dois filhos. Meses depois ficou cristão.
O cardeal suíço Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, numa conferência inter-religiosa no Instituto Woolf da Universidade de Cambridge, disse: “Nós temos a missão de converter a todos os que pertencem a religiões não cristãs”.

“Precisamos converter, acima de tudo, os que usam da violência, porque, quando uma religião usa a violência para converter os outros, estamos diante do abuso da religião”, acrescentou o purpurado.

Bastou o uso da palavra “converter” para que se desencadeasse um grande tumulto. O diretor da sala de imprensa do Vaticano interveio para “esclarecer” que o Cardeal, ao dizer “converter”, pretendia dizer outra coisa e que tudo era invenção da imprensa.

Contudo, o que o cardeal tinha ecoado era o ensinamento de Cristo: “convertei-vos para serem apagados os vossos pecados”. (Atos dos Apóstolos 3, 19) .

O mesmo que o Espírito Santo clamou pela boca dos profetas: “Convertei-vos! Renunciai a todas as vossas faltas! Que não haja mais em vós o mal que vos faça cair. Repeli para longe de vós todas as vossas culpas, para criardes em vós um coração novo e um novo espírito. (...) Convertei-vos, e vivereis!” (Ezequiel, 18,30-32).

Positivamente, não há apenas o fanatismo jihadista, mas também o ecumenista!
“The Guardian” cita Johannes, um iraniano que mora em Viena e que narrou ao jornal como e por que se converteu. Nascido em família muçulmana, ele se chamava Sadegh.

Na universidade, Johannes começou a se interrogar sobre as raízes do Islã. E afirma: “Descobri que a história do Islã era totalmente diferente do que eu tinha aprendido na escola. Comecei a pensar que talvez fosse uma religião que se estabeleceu pela violência.

“Mas uma religião que dá os seus primeiros passos com a violência não pode levar as pessoas à liberdade e ao amor. Jesus Cristo disse que quem fere com espada, com espada perece. Isso realmente mudou a minha forma de pensar”.

Johannes começou a se converter no Irã, mas logo percebeu que lhe seriam infligidas as cruéis penas que o Islã prescreve contra os “apóstatas”: torturas e morte.

A Conferência Episcopal Austríaca alertou para o perigo de conversões insinceras, fingidas, para tirar um visto no país. Fingimentos sempre houve, como foi o caso de Simão o Mago nos tempos apostólicos (Atos 8:9-24), e requerem cautela.

Mártires na Síria. Vale mais do que nunca o dito: 'O sangue dos mártires é semente de cristãos'.
Mártires na Síria. Vale mais do que nunca o dito: 'O sangue dos mártires é semente de cristãos'.
Mas esse não é o caso geral. Na Alemanha, o Pe. Martens, que só batiza muçulmano, depois de três meses de catequese, narrou: “Muitos são mesmo atraídos pela mensagem cristã, que muda a sua vida”. Os que nunca mais põem os pés na igreja depois da suposta conversão chegam a cerca de 10%, explicou.

As conversões sinceras como a de Johannes acontecem até em países onde pareceria impossível. Na Arábia Saudita, por exemplo, o número de cristãos está crescendo, apesar da proibição de quaisquer cultos que não o Islã oficial.

É um crescimento em segredo, sob o medo da execução capital, mas real. A organização Open Doors (Portas Abertas), criada para defender os cristãos perseguidos em todo o mundo, revelou o fenômeno entre os sauditas.

O exemplo citado é o de Mohammed (nome fictício), que se converteu ao Cristianismo depois de obter informações na internet. Ele conheceu cristãos de fora das fronteiras do reino saudita e, tendo viajado para outro país do Oriente Médio, pela primeira vez na vida entrou numa igreja e começou a estudar a Bíblia.

Depois de alguns dias, perguntado sobre quem era Jesus, ele respondeu: “É meu salvador, é meu Deus”. Recebeu o batismo antes de voltar para casa, sem que ninguém soubesse.

Nabil Qureshi escreveu o livro Buscar Alá, encontrar Jesus. Quando jovem ele viveu no Ocidente, onde era continuamente alertado contra os “riscos de contaminação” dos cristãos.

Perseguição e guerra na Síria reafervora católicos.
Perseguição e guerra na Síria reafervora católicos.
“Os primeiros versos do Alcorão que memorizávamos na mesquita proclamam que Deus não é pai nem filho. Já o recitávamos aos seis anos de idade. Também aprendemos que Maomé foi o maior mensageiro de Deus e que nunca viveu neste planeta nenhum homem mais perfeito do que ele. Não é difícil entender como eu me tornei um ferrenho opositor da Trindade”, ri ele hoje.

Mas Qureshi discutia com seu amigo cristão David. Não faziam ecumenismo, mas sim polêmica e briga de bom nível teológico. Num certo momento, o seguidor de Maomé acabou concluindo:

“A visão cristã de Jesus é muito mais coerente do que a visão dos muçulmanos sobre o Nazareno. Eles podem ver que o islã foi construído sobre bases muito fracas do cristianismo. E podem parar de afastar as pessoas de Jesus, passando a anunciar o Evangelho. Foi o que aconteceu comigo. É o que pode acontecer com eles”.

Dom Bechara Boutros Raï, Patriarca de Antioquia dos Maronitas, havia explicado em 2012: “Constatamos, entre os muçulmanos, conversões secretas ao Cristianismo”.

Dom Raï falou do futuro advento de uma “primavera cristã”.

No Marrocos, triplicou em quinze anos a presença cristã. Os neófitos pertencem principalmente às classes médias altas, que veem no Cristianismo uma religião oposta ao Islã, demasiado restritivo e associado à ignorância.

O médico Abdul al Halim explicou que o credo muçulmano é a religião de Estado e por isso “somos forçados a rezar como se fôssemos uma associação secreta. Tivemos até que nos dividir em dois grupos para não chamar a atenção”. E ainda assim seu número triplicou!

Segundo o Patriarcado Latino de Jerusalém, as conversões ao Cristianismo no Egito repetem o mesmo esquema: não há números exatos porque “quem se converte sofre o risco de processos judiciais ou mesmo de morte, caso a conversão se torne pública”.

Convertidos entram na 'Igreja das Catacumbas' para não serem mortos pelo Islã.
Convertidos entram na 'Igreja das Catacumbas' para não serem mortos pelo Islã.
Há, portanto uma “Igreja das catacumbas”, segundo esse Patriarcado, “para se proteger das vinganças das comunidades de origem dos novos cristãos”, leia-se dos muçulmanos.

Mas como isso pode ser possível quando assistimos a tantos maus exemplos vindos também do clero e de seus hierarcas?

O Patriarcado Latino de Jerusalém explica: o fator que desencadeia o processo de crescimento da Igreja é o mesmo dos primórdios do Cristianismo.

Na perseguição, disse, quando a conversão parece mais improvável e mais perigosa, a mensagem de Cristo vai abrindo o caminho. E é justamente nisto que pensam os cristãos: eles são perseguidos, mas não obstante são encorajados a estender a sua Igreja, que cai, mas se levanta toda vez”.

Não era hora de uma grande cruzada de orações por esses irmãos na Fé que estão se convertendo sob a ameaça de violências, saques e morte cruel por parte do Islã?

Onde estão os pregadores convidando os fiéis a rezarem e oferecerem sacrifícios gratos a Deus pelos novos irmãos na Fé que estão ingressando na Santa Igreja Católica Romana, a única verdadeira, desafiando cruéis punições e até a perda da vida?

Veja também: Cristianismo cresce no Irã, apesar a perseguição fundamentalista



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domingo, 31 de julho de 2016

Dói o silêncio do Papa

No fundo: a igreja de Saint-Etienne du Rouvray, cenário do sacrílego crime islâmico. Na frente: crucifixo na igreja de St-Vincent em Baux-de Provence.
Fundo: igreja de Saint-Etienne du Rouvray, local do sacrílego crime islâmico.
Na frente: crucifixo na igreja de St-Vincent em Baux-de Provence.
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.




O primeiro mártir do Islã em terra da Europa tem um nome.

É o padre Jacques Hamel, assassinado enquanto celebrava a Santa Missa no dia 26 de julho, na igreja paroquial de Saint-Etienne-du-Rouvray, na Normandia.

Dois muçulmanos exaltando o Islã invadiram a igreja, e depois de tomar alguns fiéis como refém, degolaram o celebrante e feriram gravemente outro fiel.

Sobre a identidade dos agressores e o ódio anticristão que os moveu não pairam dúvidas.

Em sua agência de notícias Amaq, o Estado Islâmico definiu os dois assaltantes de “nossos soldados”.

O nome de Jacques Hamel se soma ao de milhares de cristãos que todos os dias são queimados, crucificados, decapitados em ódio à sua fé.

Mas o massacre de 26 de julho marca uma guinada, porque é a primeira vez isso que acontece na Europa, lançando uma sombra de medo e consternação nos cristãos do nosso continente.

Obviamente não é possível proteger 50.000 edifícios religiosos na França, e um análogo número de igrejas, paróquias e santuários na Itália e em outros países.

Cada sacerdote é objeto de eventuais ataques, destinados a se multiplicarem, sobretudo após o efeito emulativo engendrado por esses crimes.

“Quantas mortes são necessárias, quantas cabeças decepadas, para que os governos europeus compreendam a situação em que se encontra o Ocidente?”perguntou o cardeal Robert Sarah.

Saint-Etienne-du-Rouvray: a dor dos fiéis é a dor de todos os católicos do mundo.
Saint-Etienne-du-Rouvray: a dor dos fiéis é a dor de todos os católicos do mundo.
O que precisa acontecer, podemos acrescentar, para que os confrades do Cardeal Sarah no colégio cardinalício, a começar pelo seu líder supremo, que é o Papa, compreendam a terrível situação em que se encontra hoje não só o Ocidente, mas a Igreja universal?

O que torna esta situação terrível é a política de boas-intenções e de falsa misericórdia em relação ao Islã e a todos os inimigos da Igreja.

Os católicos devem naturalmente rezar pelos seus inimigos, mas devem também estar cônscios de que não basta se limitarem a rezar, pois têm também o dever de combatê-los.

É o que ensina o Catecismo da Igreja Católica no n° 2265, quando diz que a legítima defesa pode ser um dever grave para o responsável pela vida de outrem:

“Defender o bem comum implica colocar o agressor injusto na impossibilidade de fazer mal”.

O Papa Francisco se disse “especialmente chocado por este ato de violência acontecido em uma igreja, durante uma missa, ação litúrgica que implora de Deus a sua paz para o mundo”, renunciando mais uma vez a chamar os assassinos pelo nome.

O silêncio do Papa Bergoglio é paralelo ao dos muçulmanos de todo o mundo que não denunciam com voz alta, em uníssono e coletivamente, os crimes cometidos em nome de Alá pelos seus correligionários.

Saint-Etienne-du-Rouvray, o Pe. Hamel não está mais e o Papa parece não lembrar que muitos outros são visados pelo Islã.
Saint-Etienne-du-Rouvray, o Pe. Hamel não está mais
e o Papa parece não lembrar que muitos outros são visados pelo Islã.
No entanto, até mesmo o presidente francês François Hollande, em seu discurso à nação na noite de terça-feira, falou de uma guerra aberta da França contra Estado Islâmico.

Durante o seu pontificado, o Papa beatificou com procedimentos super-rápidos algumas personalidades do século XX, como Oscar Arnulfo Romero e Don Pino Puglisi, que certamente não foram mortos em ódio à fé católica.

Mas, em 12 de maio de 2013, também canonizou na Praça de São Pedro os oitocentos mártires de Otranto, massacrados em 11 de agosto de 1480 pelos turcos, por se recusarem a renegar a sua fé.

Se o Papa Francisco anunciasse o início de um processo de beatificação do padre Hamel, daria ao mundo um sinal pacífico, mas forte e eloquente, da vontade da Igreja de defender a sua própria identidade.

Se, no entanto, continuar a se iludir com a possibilidade de um acordo ecumênico com o Islã, repetir-se-ão os erros daquela desastrosa política que sacrificou as vítimas da perseguição comunista nos altares da Ostpolitik.

Mas o altar da política é diferente da mesa sagrada sobre a qual se celebra o sacrifício incruento de Cristo, e a esse sacrifício o padre Jacques Hamel teve a graça de unir-se em 26 de julho, oferecendo o próprio sangue.


(Fonte: “Il Tempo”, Roma, 27-7-2016).


Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.



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terça-feira, 26 de julho de 2016

Pe. Jacques Hamel R.I.P.: o crime revelador do Islã,
e não só do Islã...

Padre Jacques Hamel R.I.P., degolado na Missa por imigrantes islâmicos
Padre Jacques Hamel R.I.P., degolado na Missa por imigrantes islâmicos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Vivamente impactados pelo brutal e sacrílego assassinato do Pe. Jacques Hamel, oferecemos a nossos leitores uma tradução livre do inteligente e vibrante comentário de Antoine Burckhardt publicado em seu blog Civilisation Chrétienne. 









O martírio do Pe. Hamel: o tormento dos cristãos orientais agora é o nosso



A ameaça se realizou. Um padre foi degolado por muçulmanos enquanto celebrava a missa. Isso não aconteceu no Iraque, na Nigéria ou no Paquistão, mas numa pequena cidade da Normandia, sob o céu macio da nossa França como diz a canção.

Alguns estão atônitos face ao horror e se perguntam: por que nós? Por que um padre? Por que um homem de 86 anos?

E eles não saem do atordoamento: o padre Hamel mantinha relações amigáveis com a comunidade muçulmana. A mesquita de Saint-Etienne du Rouvray foi construída num terreno oferecido pela paróquia da cidade, informou “Le Point”. 

O medo é legítimo e atinge a todos nós, mas a surpresa é no fundo uma grave falta nossa.

Durante anos, nós, os cristãos ocidentais, vínhamos sendo avisados pelos nossos irmãos orientais que conhecem o furor islâmico há séculos.

Em 10 de agosto de 2014, o arcebispo de Mosul, Iraque, Mons. Amel Nona advertiu os europeus numa entrevista ao “Corriere della Sera”:

Policial diante da prefeitura de Saint-Etienne du Rouvray após o crime anunciado. D. Amel Nona: “vós vos tornareis vítimas do inimigo que recebestes em vossa casa”
Policial diante da prefeitura de Saint-Etienne du Rouvray após o crime anunciado.
D. Amel Nona: “vós vos tornareis vítimas do inimigo que recebestes em vossa casa”
Nosso·sofrimento hoje constitui o prelúdio daquele que os europeus ocidentais e cristãos vão sofrer no futuro próximo (...) vós acolheis em vossos países um número crescente de muçulmanos. (...) Vós deveis assumir posições fortes e corajosas (...) vossos valores não são os valores deles (...) Se vós não percebeis em tempo, vós vos tornareis vítimas do inimigo que recebestes em vossa casa”.

Mas, a Europa e o mundo cristão adormecido ficaram surdos às previsões do arcebispo Nona. Agora elas se tornaram realidade.

A agradável esplanada do restaurante, o belo passeio à beira-mar e agora uma pequena igreja provincial: já não há na França refúgio para se proteger do ódio dos islâmicos.

O arcebispo de Rouen apelou para a fraternidade e as mais altas autoridades do Estado invocaram a unidade nacional. Mas esses apelos humanistas não vão ajudar.

Os nossos algozes, escreve Burckhardt, querem nos apresentar sua própria interpretação da palavra “Islã”. E, em verdade, é uma versão única de arma na mão pingando nosso sangue. É claro que eles acham que em parte já ganharam.

O nosso hino nacional já não é cantado com vibração. A hierarquia eclesiástica descreve também como “vítimas” àqueles que vêm de assassinar brutalmente um de seus ministros, como diz o comunicado do arcebispo no site da diocese “Rouen Catholique”.

As sociedades doentes batem em aqueles que identificam a doença e receitam o remédio. Cantam as doçuras do “viver juntos”, mas falam com virulência sem precedentes contra os fabricantes de “ódio” e os semeadores de “divisão”, leia-se contra você e eu, que não aguentam mais tanta felonia.

Fim do Ramadan intercultural na igreja de Saint-Jean-Baptiste em Molenbeek, presidida pelo pároco e os imames do bairro dos terroristas
Fim do Ramadan intercultural na igreja de Saint-Jean-Baptiste em Molenbeek,
presidida pelo pároco e os imames do bairro dos terroristas
Abre-se as igrejas para a comemoração do Ramadã, como fez a igreja de São João Batista, no bairro de Molenbeeck, Bruxelas, bairro de onde tinham saído os assassinos que poucos meses antes ceifaram dezenas de vidas no aeroporto e no metrô da capital belga. O ágape ecumênico foi noticiado pelo site da Igreja Católica na Bélgica.

Não há lugar para famílias cristãs mas sim para famílias muçulmanas no avião papal. Veja-se a notícia do “Le Journal du Dimanche”.

Saudamos como libertadores dos nossos “vícios” consumistas e capitalistas aqueles que vêm para tomar posse da terra de nossos antepassados. Ver por exemplo.

Finalmente, se nos inocula tranquilizantes confeccionados com argumentos ridículos: todos os muçulmanos não são terroristas, alguns deles estão entre as vítimas...

Sim, nem todos os muçulmanos são terroristas, mas todos aqueles que atualmente proclamam agressivamente o Islã, o são sem sombra de exceção.

Terão os jihadistas necessidade de uma insurreição geral da população muçulmana na Europa para atingir seus objetivos numa guerra civil?

Passeata de muçulmanos no Reino Unido
Passeata de muçulmanos no Reino Unido
Não. Eles só precisam do silêncio benevolente mas cúmplice – inclusive discreto – de sua comunidade e da passividade da nossa.

Alguns europeus exasperados pela incapacidade dos nossos governos poderão se envolver por sua vez em abusos visando muçulmanos.

Então surgirá entre eles a “necessidade” de uma unidade entre “moderados” e radicais de todas as arestas.

Aqueles que atualmente são 15% da nossa população serão tratados como se fossem a metade.

Para o retorno da “paz civil”, os muçulmanos serão sistematicamente aceitos em “diálogos de paz” que irão moldar o futuro dos nossos filhos.

O contador populacional vai continuar fazendo seu trabalho, o afluxo de “refugiados” prosseguirá, e então nós nos abaixaremos para agradecer a tolerância que os “mais moderados” vão mostrar para nós.

O rei muçulmano Boabdil entrega as chaves de Granada à rainha e ao rei Fernando de Aragão, seu esposo. Francisco Pradilla y Ortiz (1848–1921).
O rei muçulmano Boabdil entrega as chaves de Granada à rainha Isabel
e ao rei Fernando de Aragão, seu esposo.
Francisco Pradilla y Ortiz (1848–1921).
Se·quisermos evitar esse cenário dantesco, é em Isabel a Católica expulsando os mouros de Granada que devemos procurar inspiração tão rapidamente quanto possível.

Caso contrário, a Europa em breve conhecerá o destino das cristandades outrora florescentes no Norte de África: em algumas décadas ela irá integrar o sinistro mundo regido pelo Corão e pela cruel lei islâmica, a Sharia.



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domingo, 24 de julho de 2016

A voz da eternidade falando inefáveis

Luis Dufaur
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Entra o empresário italiano bem trajado; ajoelha-se uma chinesinha maravilhada; desfila uma delegação de poloneses ainda marcados pela tragédia comunista; cantam os espanhóis; o casal inglês inclina-se reverente; a mulher de ébano beija o chão emocionada; a família americana não sabe onde pôr todas as velas que trouxe.

Ajoelhados, em pé ou sentados nos bancos, ficam em silêncio, olhando para essa gruta que é porta do Céu, com o ar de inocência e de paz de sua primeira comunhão.

Coisa paradoxal: o tempo lá parece não passar. É como se por um instante tivéssemos ingressado na eternidade.




Desvenda-se ante o peregrino uma paleta infinda de atrativos celestes, sublimes e temperantes, mudando sempre deliciosamente de matizes, que seduz, atrai, e ao mesmo tempo vai curando as chagas da alma e também do corpo.

A multidão passa, tocando suas mãos por toda a extensão da Gruta, beijando compungida o úmido granito, agradecida por essa restauração interior inefável.

Mais de 7.000 curas foram declaradas, oficialmente, inexplicáveis pela Medicina.

Muitíssimas outras curas físicas e morais foram operadas por Nossa Senhora, mas não registradas em virtude da natureza do problema, por falta de processo médico ou circunstâncias diversas.

Entretanto, quantos e quantos doentes também por aqui passaram e não foram curados, mas nunca se ouviu dizer que algum deles se tenha declarado enganado, decepcionado ou desesperado.

Pelo contrário, quando podem, voltam esperançados.

É que essa ação de Nossa Senhora no mais fundo da alma tem um não sei quê de restaurador, que vale mais do que a própria cura física, e deixa a todos encantados, cheios da sensação de terem sido largamente atendidos.


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quarta-feira, 20 de julho de 2016

UMA VISITA HOJE A LOURDES


Luis Dufaur
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É difícil descrever quão grata, sutil, sobrenatural, inesquecível e grandiosa é a acolhida que aguarda o peregrino que se aproxima da Gruta de Lourdes!

De dia ou de noite, grupos de romeiros ― grandes ou pequenos segundo a ocasião ―, doentes e sãos, de todas as idades, raças, povos e línguas afluem por ruas e acessos diversos, prelibando a doce e inefável bênção que faz de Lourdes o maior pólo de atração marial da Terra.

Cruzando o rio Gave, entra-se na esplanada do Santuário pelo portão de São Miguel.

Sobre a ponte, uma impressão acode ao espírito: dir-se-ia que as pessoas são outras.

Elas avançam com passo calmo e decidido, sereno e confiante, cheias de fé.

É como se esse charme misterioso de Lourdes reavivasse nelas sobrenaturalmente, também o amor da compostura, do alinho, da dignidade e do respeito.

Ao pé da letra, o movimento não cessa nas 24 horas do dia.

Pode-se chegar na mais alta madrugada, e sempre se encontrará gente.

No auge do inverno, o vento que sopra dos cumes dos Pireneus torna impossível qualquer presença ante a Gruta.

Mas, apertados uns junto aos outros, os fiéis se concentram nela, e ali ficam rezando dia e noite, dia e noite.

A cacofonia da vida moderna, com seus desgostos e tragédias, a agitação desgastante das cidades, o ritmo frenético, as “torcidas” angustiadas, as contradições e desapontamentos com os outros, instilam, quotidianamente, a deprimente idéia de que os homens em geral não têm conserto.

E quanto esta idéia tem de verdadeiro!






Porém, em Lourdes tem-se um antegozo de como será a humanidade regenerada pelo triunfo do Coração Sapiencial e Imaculado de Maria prometido em Fátima, após os castigos previstos por Ela naquelas aparições.

Descobre-se que, pela participação no espírito de Nossa Senhora, é possível uma harmonia e uma sublimidade no relacionamento, um entrelaçamento hierárquico, paterno e filial, nobre e bondoso, que nesta Terra pareceria impossível encontrar.

Em torno da Gruta de Lourdes há como uma campânula sobrenatural, que filtra as influências da Revolução gnóstica e igualitária que tudo polui e degrada em nossa época.

E suavemente faz brotar nas pessoas um fundo bom que habitualmente geme esmagado.

É uma ação profunda e discreta da qual só Nossa Senhora detém o segredo.


Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário. 




sexta-feira, 15 de julho de 2016

Exorcista: “Satanás atrás dos atentados islâmicos”

Padre Gabriele Amorth, exorcista oficial da diocese de Roma:
“Satanás impulsiona o Estado Islâmico, com certeza”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Os recentes atentados de Nice e Bruxelas, como os do fim do ano passado em Paris e as tentativas massivas de violação de mulheres em cidades da Alemanha e do norte da Europa no Réveillon obedecem a um objetivo: erradicar o cristianismo do mundo apagando seus últimos restos já tão diminuídos.

Nos casos citados da Europa o caráter estritamente religioso da ofensiva de crimes não aparece tão claramente, pois os atentados visam o comum dos cidadãos indiscriminadamente.

O islamismo mais moderno age diante das imagens dos velhos demônios dos templos pagãos desertos como um anjo das trevas que surge das cavernas mais escuras do inferno atropelando os seus cúmplices de menor posição.

E se volta contra o mundo ocidental que ainda pode ser chamado de cristão mais por causa do passado de que pelo presente, com o mesmo furor destruidor supra-humano.

Segundo o padre Amorth, exorcista de Roma, nas violências inauditas e nas perseguições contra os cristãos praticadas pelo Estado Islâmico, é perceptível a garra do demônio.

“Il Giornale” de Milão, perguntou ao exorcista se o pessoal do Estado Islâmico estava sendo então inspirado por Satanás, ao que o Pe. Amorth respondeu:

O atentado de Nice (14.07.2016) foi o mais recente e, infelizmente, tal vez não foi o último, do furor de Satanás impulsionando o anticristianismo
O atentado de Nice (14.07.2016) foi o mais recente e, infelizmente,
tal vez não foi o último, do furor de Satanás impulsionando o anticristianismo
“Com certeza! Onde está o mal, está sempre o demônio por trás incitando. Qualquer forma de mal, grande ou pequena, sempre é sugerida pelo diabo”.

– O Sr., com seus 90 anos continua fazendo exorcismos?

– “Agora faço pelo menos dois ou três ao dia, antes chegava a fazer 15, inclusive nas datas de Natal e Páscoa. Há alguns anos calculei ter feito cerca de 70.000 exorcismos. Talvez até mais”.

– Ficam poucos exorcistas?

– “Infelizmente. Com frequência os primeiros que não acreditam no demônio são os bispos que não estão nomeando novos exorcistas.

“Ontem eu falava com um exorcista, o Pe. Vincenzo, que me dizia que havia uma fila de 40 pessoas aguardando ser exorcizadas. Eu escrevi uma carta ao Papa Francisco pedindo-lhe que permitisse a todos os sacerdotes praticar exorcismos”.

– E o Papa respondeu?

 – “Enviou-me resposta por meio do Vigário da diocese de Roma dizendo que não se podem mudar as coisas de um dia para outro. São necessários demorados procedimentos e regras a ser cumpridos”.

Estado Islâmico: novos demônios irrompem no cenário mundial.
Estado Islâmico: novos demônios irrompem no cenário mundial.
– Este Papa fez exorcismos?

– “Não me consta. Ratzinger e Wojtyla sim”.

– Hoje há um sucessor para o Padre Amorth?

– “Há a Associação Internacional dos Exorcistas que eu fundei e da qual sou o presidente honorário. Hoje tem como presidente o Padre Francesco Bamonte, que também é exorcista. Entreguei a ele mais de dois quilos de coisas que me cuspiram os endemoninhados: chaves, cacos de vidro, pedaços de correntes, pregos”.

– Mas cuspiam esses objetos pela boca? 

– “Sim, sem jamais se ferirem. Eu pude tocar com a mão esses objetos que se materializavam na boca dos endemoninhados no momento de cuspi-los.

“Vivi muitos episódios estranhos, casos de levitação de gente que se elevava pelo menos meio metro do chão, que caminhava pelas paredes como se não existisse lei da gravidade”.

Prossegue o experiente Pe. Amorth: 

“E depois pessoas que falavam línguas como foi o caso certa vez de um camponês que apenas falava italiano e começou a perorar em inglês e em latim.

“Certa vez uma religiosa começou a se arrastar pela igreja como uma cobra, passando sob os bancos sem mudá-los um centímetro de local”.



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