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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

As Carmelitas de Lourdes

Santuário de Lourdes pela noite
Santuário iluminado na noite
Há uma coisa talvez mais bonita do que os milagres em Lourdes: o Convento de Carmelitas.

É um convento de contemplativas que têm o propósito de expiar e sofrer todas as doenças para obter graças para os corpos e almas das pessoas que vão lá pedir essas graças.

Elas nunca pedem a sua própria cura e aceitam todas as doenças que queiram cair em cima delas em benefício das almas que vão à Gruta de Lourdes para pedir a sua própria cura.

Então elas sofrem coisas horrorosas, elas levam às vezes uma vida inteira de sofrimentos, e às vezes morrem de uma morte prematura com objetivo especial de fazer bem para as outras almas.

Esses atos de abnegação estão tão longe da natureza humana, e causam um tal horror ao egoísmo humano, que este é um milagre maior do que todas as outras curas que se fazem em Lourdes.

E que mostra bem qual é a intenção de Nossa Senhora nas curas de Lourdes: é a de produzir milagres de caráter espiritual e moral que levam as almas para o Céu.

Por quê?

O quê é que seria Nossa Senhora, se Ela aparecesse em Lourdes para fazer bem para os corpos que perecem, e não para as almas que não perecem? Qual seria esse amor d’Ela aos homens, a não ser o principal objetivo de levar para o amor de Deus?

Diante da Gruta de Lourdes
Multidão de doentes diante da Gruta
O maior ensinamento de Lourdes não é o ensinamento apologético, aliás, tão grande e importante. Mas é esse ensinamento da aceitação da dor, do sofrimento, da derrota, do fracasso se preciso for.

Alguém dirá: “Mas é muito difícil aceitar isto. É muito difícil carregar a dor por esta forma”.

E a resposta nós temos na agonia de Nosso Senhor Jesus Cristo no Horto das Oliveiras. Quando posto diante de todo o sofrimento que estava diante d’Ele, Ele disse: “Se for possível afaste-se de mim este cálice. Mas seja feita a vossa vontade e a não a minha.”

E é a posição que nós devemos ter diante de nossos sofrimentos particulares: “Se for possível, afaste-se de mim este cálice. Mas seja feita a vossa vontade e não a minha”.

Veio então um Anjo consolar a Nosso Senhor. A graça nos consolará a nós também nos sofrimentos que Nossa Senhora nos manda.

Coragem, portanto, resolução, energia, compreensão do significado do sofrimento, e alegria por nós sofrermos.

Porque se sofre, é dos predestinados; são os réprobos os que não sofrem.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, palestra proferida em 6/2/65. Sem revisão do autor).

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ensinamento de Lourdes: coragem, resolução, energia e compreensão do significado do sofrimento

Procissão das velas em Lourdes
Os acontecimentos de Lourdes são ricos em ensinamentos para nós, e um desses ensinamentos é a respeito do sofrimento.

De um lado, Nossa Senhora tem pena do sofrimento dos homens, atende os rogos deles e pratica milagres para livrá-los das dores.

Além do mais, Nossa Senhora que tem pena das almas, para provar que a Fé Católica é verdadeira, pratica milagres para operar conversões.

Nisso Nossa Senhora nos dá um grande ensinamento. Ela mostra, pela bondade d’Ela em Lourdes, que Ela é nossa Mãe, que Ela quer e pode praticar maravilhas por nós, e Ela as pratica. E, entretanto, a maior parte dos doentes que vão lá voltam sem terem sido curados.

Mas, há em Lourdes outro aspecto. São inúmeros doentes que vão a Lourdes, e voltam sem terem sido curados.

Por que razão Nossa Senhora opera a cura de uns e não opera a cura de outros? Qual é o mistério?

Eu creio que é um dos mais estupendos milagres de Lourdes.

Peregrinos doentes em LourdesSe a gente prestar bem atenção, passa-se o seguinte: para a grande maioria das almas o sofrimento é necessário para a santificação. Então, as doenças bem levadas são meios para a santificação.

Por meio de doenças e provações espirituais a pessoa se santifica. E quem não compreende o papel do sofrimento e da dor para operar nas almas o desapego, o amor de Deus, e a regeneração, não compreende absolutamente nada.

São Francisco de Salles chegou a afirmar que o sofrimento é verdadeiramente o 8º sacramento, de tal maneira ele é indispensável.

O Cardeal Pedro Segura y Sáenz, com quem eu estive uma ocasião, me contou o diálogo que ele teve com o Papa Pio XI. S.S. Pio XI se gabava diante dele de nunca ter estado doente. O Cardeal Segura sorriu para ele e disse: “Então Vossa Santidade não tem o sinal de predestinado”.

Pio XI ficou assustado, e o Cardeal acrescentou: “Não há predestinado que não adoeça, e gravemente, sofra muito da saúde pelo menos em determinado período de sua vida. Se Vossa Santidade nunca teve nada de saúde, não é sinal de predestinado”.

Dias depois, Pio XI teve um enfarte de coração fortíssimo. E da cama ele escreveu um bilhetinho ao Cardeal Segura, que guardava o bilhete. Era assim: “Eminência, já tenho o sinal de predestinado”. E realmente a doença é, como o sofrimento de toda ordem, o sinal dos predestinados.

Doentes em LourdesOra, Nossa Senhora agiria contra o interesse da salvação das almas, se lhes tirasse as doenças.

Para certas almas convém tirar o sofrimento. Mas normalmente não convém. De maneira que essas pessoas vão a Lourdes e voltam sem terem sido curadas.

Prova de quanto Nossa Senhora, tão misericordiosa, acha indispensável o sofrimento para a salvação das almas.

Mas há uma coisa muito bonita: em Lourdes Nossa Senhora dá ao doente tal conformidade com a doença, que eu nunca ouvi contar o caso de uma pessoa que esteve em Lourdes e não sendo curada se revoltasse.

Pelo contrário, as pessoas voltam enormemente resignadas, satisfeitas de terem ido fazer sua visita a Lourdes, e verem outras que foram curadas.

Há até casos de pessoas que vêm da Índia, da América, sei lá de onde para serem curadas, e que vendo ao lado outras que têm mais necessidade de serem curadas, pedem a Nossa Senhora isto: que eu não seja curado contanto que aquele seja curado.

Quer dizer, uma pessoa que aceita a doença e o sofrimento em benefício do outro é um verdadeiro milagre de amor ao próximo por amor de Deus. Um milagre moral arrancado ao egoísmo humano, e que é milagre mais estupendo do que uma cura propriamente dita.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, palestra proferida em 6/2/65. Sem revisão do autor).

terça-feira, 13 de setembro de 2011

18ª e última aparição ― quinta-feira, 16 de julho

A última aparição aconteceu com um intervalo de algumas semanas em relação à anterior.

O chamado de Nossa Senhora surpreendeu Bernadette ao anoitecer, quando ela se encontrava em oração na igreja paroquial.

A Gruta tinha sido fechada com uma cerca de madeira, por ordem das autoridades hostis à aparição.

Bernadette passou então com sua tia Lucile e algumas amigas para o outro lado do rio Gave, diante da Gruta. Todas se ajoelharam e rezaram.

Após alguns instantes, as mãos de Bernadette afastaram-se em sinal de maravilhada surpresa, como por ocasião da quinzena de aparições.

Terminado o êxtase, e voltando à casa, ela confidenciou:
― “Eu não via a cerca nem o Gave. Parecia-me estar na gruta, na mesma distância das outras vezes. Eu via somente a Virgem”.

Esta última aparição ocorreu na festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo.

Sintomaticamente, em 13 de outubro de 1917, depois do milagre do sol em Fátima, Nossa Senhora se mostrou revestida do hábito da Ordem do Carmo.


Foi a última despedida na Gruta. Santa Bernadette Soubirous somente voltaria a ver Nossa Senhora 21 anos depois, em Nevers, no dia 16 de abril de 1879, quando deixou esta terra de exílio para contemplá-la eternamente no Céu!

TODAS AS APARIÇÕES. CLIQUE AQUI



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terça-feira, 6 de setembro de 2011

17ª aparição — quarta-feira, 7 de abril


A Virgem chamou Santa Bernadette durante a noite de 6 de abril. Tendo-se espalhado que a vidente iria à Gruta, 1200 pessoas já a aguardavam quando ela chegou por volta das 6h.

O êxtase durou 45 minutos.

O Dr. Dozous e outros constataram durante 15 minutos o “milagre do círio”:

Bernadette juntou as mãos sobre o fogo de uma vela, como para protegê-lo do vento. A chama encostava na pele das mãos e saía entre seus dedos.

― “Está se queimando!”, bradou alguém. Mas a vidente prosseguia insensível.


O médico verificou depois que ela não tinha sofrido qualquer queimadura.



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