quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Santa Bernadette em Nevers:
“Eu só tenho medo dos maus católicos” (1870)

Imagem no convento de Nevers representa Santa Bernadette durante as aparições
Imagem no convento de Nevers
representa Santa Bernadette durante as aparições
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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1870

Abril

Irmã Angela (na época, postulante):

Irmã Marie-Bernard [N.R.: nome de religião de Santa Bernadette] me perguntou: 

“Senhorita, o que você tem?”.

Eu lhe respondi: “Acabo de receber uma notícia ruim: minha mãe está para morrer; talvez a esta hora já esteja morta”.

Então irmã Marie-Bernard me disse, com um sorriso que jamais esquecerei e aquele seu olhar penetrante: “Não chore, Nossa Senhora vai curá-la; vou rezar por ela”.


Agosto

Irmã Madalena Bounaix:

Em 15 de agosto de 1870, eu estava com ela na enfermaria São José; ela havia me dado uma fruta para o lanche; nós conversávamos sobre a festa daquele dia e eu lhe disse:

“Irmã, você vai rezar por mim hoje?”.

“Sim, mas com uma condição: que você também o faça por mim. Todos precisamos de orações.”

Eu, então, acrescentei:

“Como deve ser bonita a festa no céu, e Nossa Senhora, como deve ser bonita também”.

“Oh, sim”, ela disse, “depois que a gente a vê, não consegue mais ficar apegada à terra!”.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

O milagre de Anna Santaniello (67º reconhecido canonicamente)

Anna Santaniello, antes da cura e 50 anos depois, Lourdes 150º aniversário das aparições
Anna Santaniello doente e 50 anos depois
Luis Dufaur
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O ante-penúltimo milagre de Lourdes reconhecido pela autoridade eclesiástica foi o de Anna Santaniello.

Sua mulher tomou um susto: o marido caminhava e foi até Compostela (1570 kms) !. LEIA AQUI

Um dos mais recentes reconhecimentos pela Igreja de um milagre (o 69º) aconteceu em 20 de junho de 2013. LEIA AQUI
 
A proclamação oficial aconteceu no domingo 13 de novembro de 2005.

O reconhecimento foi proclamado por Dom Gerardo Pierro, Arcebispo de Salerno, Itália, diocese da miraculada.

Nessa data Anna tinha 94 anos.

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Santa Bernadette no convívio do convento de Nevers (1866-1867)

Imagem de Santa Bernadette no convento de Nevers.
Imagem de Santa Bernadette no convento de Nevers.
Luis Dufaur
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Vejamos testemunhos das religiosas e de pessoas que encontraram Bernadete durante a sua permanência na casa-mãe da Congregação das Irmãs da Caridade de Nevers, de 1866 até sua morte, em 16 de abril de 1879.


1866

Julho

Irmã Emiliana Duboé:

Bernadete ficou sob meus cuidados desde sua chegada ao noviciado, para que se acostumasse. [...] O que lhe doía era não ver mais a gruta de Lourdes.

“Se você soubesse”, ela me disse, “o que eu vi de bonito ali”. Eu tinha a tentação de perguntar, mas ela me respondeu que não podia dizer nada, que a mestra das noviças a havia proibido.

Dizia-me: “Se você soubesse como Nossa Senhora é boa!”.

Um dia Bernadete me mostrou que eu fazia mal o sinal da cruz. Eu respondi a ela que certamente não o fazia tão bem quanto ela, que o aprendera de Nossa Senhora.

“É preciso ter atenção”, ela me disse, “pois fazer bem o sinal da cruz significa muito”.

quarta-feira, 13 de julho de 2022

O que falava Santa Bernadette quando era religiosa (1868-1869)

Santa Bernadette religiosa em Nevers. [N.R.: nome de religião irmã Marie-Bernard]
Santa Bernadette religiosa em Nevers.
[N.R.: nome de religião irmã Marie-Bernard]
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1868

Irmã Charles Ramillon:

Eu estava presente, um dia, quando uma de nós lhe disse: 

“Você contou os segredos de Nossa Senhora à madre superiora?”. 

“Não.”

“Nem à mestra das noviças?” 

“Nem a ela.”

Então, acrescentei: “Mas, e se o Santo Padre perguntasse quais são esses segredos?”. 

Ela respondeu: “Eu pensaria no caso”.

quarta-feira, 6 de julho de 2022

O que dizia Santa Bernadette quando falava com as pessoas?

Luis Dufaur
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Santa Bernadete não deixou quase nada escrito.

Mas os arquivos do convento de Saint-Gildard, em Nevers, onde viveu como irmã com o nome religioso Marie-Bernard, conservam as atas do processo canônico e os testemunhos reunidos naquela ocasião.

Os testemunhos foram recolhidos entre as religiosas e todos os que tiveram contato com ela, sobretudo nos anos que passou no convento, entre 1866 e 1879.

São lembranças, pequenos casos, episódios, respostas que ficaram impressas na memória dos interlocutores.

Desse material heterogêneo, o convento de Saint-Gildard, graças ao trabalho de pesquisa do Pe. René Laurentin, extraiu o conteúdo para um pequeno livro, publicado na França em 1978 com o título Bernadette disait... [“Bernadete dizia...”]

Reproduzimos a seguir uma pequena antologia de passagens do livro, da qual emerge a personalidade de Bernadete e sua maneira simples e profunda de viver a fé cristã.

Reproduzimos os testemunhos na ordem cronológica, a mesma usada pelo livro, mencionando em alguns casos o contexto do episódio descrito, para facilitar sua compreensão.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Lourdes: Nossa Senhora cura os corpos
porque cura as almas

Lourdes: doentes indo e vindo da Gruta
Luis Dufaur
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Eu me lembro de uma cançãozinha religiosa, que se cantava no meu tempo, em que havia um resto de piedade, e que dizia:

“Salve, ó Mãe! Salve, ó Virgem Santíssima! Do universo portento e primor; mais esplêndida glória que a Tua, só tem Deus, do universo Senhor.”


É piedosa a canção e realmente a conclusão é esta: mais esplêndida glória que a Tua só tem Deus, do universo Senhor.

Quer dizer, Nossa Senhora está infinitamente abaixo de Deus. E tudo quanto está abaixo de Nossa Senhora está incomensuravelmente abaixo dEla. É o que a perenidade das curas de Lourdes nos diz.

Há uma certa religiosidade um pouco dada a graças materiais, a pedir favores materiais, etc., etc., que desdenha os favores espirituais e que se impressiona muito com as graças materiais de Lourdes.

Há quem não compreenda que os favores materiais que Deus dá são de fato favores. E favores que a gente deve pedir. 

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Maior milagre de Lourdes: a aceitação do sofrimento

Luis Dufaur
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Em Lourdes se verifica que Nossa Senhora dá ao doente uma tal conformidade com a doença, que eu nunca ouvi contar o caso de uma pessoa que esteve em Lourdes e não sendo curada se revoltasse.

Pelo contrário, as pessoas voltam enormemente resignadas, voltam satisfeitas de terem ido fazer sua visita a Lourdes, e verem outras que foram curadas.

E até casos numerosos de pessoas que vêm de longe, vêm da Índia, vêm da América, vêm sei lá de onde para serem curadas.

E, elas vendo ao lado outras que têm mais necessidade de serem curadas, pedem a Nossa Senhora isto: que eu não seja curado contanto que esse seja curado, e aquele seja curado.

Santa Bernadete fugia dos que queriam vê-la

Capela do convento. Aqui pode se ver o corpo de Santa Bernadete.
Capela do convento de Nevers onde pode se venera o corpo de Santa Bernadette.
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No hospital de Lourdes como pupila e mais tarde no convento de Saint-Gildard em Nevers, como religiosa, Santa Bernadete trabalhou na enfermaria.

O trabalho lhe aprazia, pois atendia a seu profundo desejo de se consagrar aos mais pobres e desvalidos.

Tanto no hospital de Lourdes quanto no convento de Nevers a Santa não pôde evitar inteiramente as visitas mais categorizadas que queriam conhecê-la.

Ela escapulia dos compromissos quanto podia sem violar a obediência e o respeito. Muitas vezes,porém, tratava-se de bispos aos quais não podia evitar.

quarta-feira, 1 de junho de 2022

O verdadeiro feitio moral de Santa Bernadette

Santa Bernadette
Luis Dufaur
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Sobre a vida Santa Bernadette Soubirous, Virgem, a quem Nossa Senhora apareceu, em Lourdes, o conceituado hagiógrafo Rorbacher diz o seguinte:

“Bernadette Soubirous era uma criança em tudo igual às outras. Nela só se destacavam a expressão do olhar de invulgar inocência”.

“Na primeira aparição, Bernadette só pode fazer o Sinal da Cruz depois que Nossa Senhora o fez. Mas segundo numerosas testemunhas, depois dessa visão, em toda a vida de Bernadette, seu Sinal da Cruz era inigualável e realmente inesquecível. Um sinal inimitável, pois a vidente o aprendera com a Santíssima Virgem.”

“Uma ocasião, no convento, insistiam com a Irmã Bernarda para que dissesse como era o vestido com o qual Nossa Senhora lhe aparecia. Uma das religiosas dizia que era desta fazenda, outra, daquela. Respondeu-lhe Bernadette:

“`Eu não disse que o vestido era disso ou daquilo. Era de um pano que nunca vi. Ademais, se querem saber tanta coisa, fazei Nossa Senhora voltar outra vez e vede bem'.

“Grande era sua humildade. Quando alguém a procurou certa vez para que dissesse algumas palavras de edificação às noviças, respondeu sorrindo: `Ai, nada sei. O que se pode arrancar de uma pedra, minha Irmã?'

quarta-feira, 25 de maio de 2022

Oração de Santa Bernadete pedindo a resignação na hora do abandono – 3

Santa Bernadette: corpo incorrupto em Nevers, França.
Santa Bernadette: corpo incorrupto em Nevers, França.
Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: Oração de Santa Bernadete pedindo a resignação na hora do abandono – 2

Humilhai-me, então quanto Vos aprouver, e consolai-me somente a fim de que eu possa sofrer e perseverar até à morte no sofrimento.
Ela não diz, por exemplo: “Mandai-me agora novas humilhações”.

Não, é quanto quiserdes.

Se quiserdes fazer cessar essas humilhações agora, está bem. Se quiserdes inundar-me de consolações agora, está bem.

Mas também se, de outro lado, Vós quereis me humilhar, na aparência quebrar-me, eu aceito, ó meu Deus. Eu sei que é Vossa mão que está dirigindo as coisas.

Como um maestro com sua batuta dirige os vários instrumentos musicais, assim as várias causas da minha desolação funcionam à maneira de uma orquestra de dores.

Às vezes Nosso Senhor manda outro fator que torna a dor mais viva, ou manda outra decepção.

Então será a traição de um amigo, de um ser querido, será uma dor física, será um prejuízo nos negócios, será a perspectiva de um agravamento muito grande de uma moléstia, será isto, aquilo e aquilo outro.

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Oração de Santa Bernadete pedindo a resignação na hora do abandono – 2

Santa Bernadette, sendo velada
Santa Bernadette, sendo velada
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Continuação do post anterior: Oração de Santa Bernadete pedindo a resignação na hora do abandono – 1

Eu Vos conjuro, ó meu Deus, por Vossos desamparos, não que não me aflijais, mas que não me abandoneis na aflição, que me ensineis a procurar-Vos nela como o único consolador, que sustentais nela a minha fé, que nela fortifiqueis minha esperança, que purifiqueis nela o meu amor; concedei-me a graça de reconhecer nela a Vossa mão, e de não desejar nela outro consolador a não ser Vós.
É tão linda e tão cristalina essa súplica – aliás, se nós, por exemplo, colássemos aos pés de uma imagem de Nosso Senhor crucificado só essa súplica, sem o mais, já teria todo o sentido – que nem creio que seja necessário comentário.

Eu Vos conjuro, ó meu Deus,...
Eu Vos conjuro quer dizer Vos peço.

Eu Vos conjuro, ó meu Deus, por Vossos desamparos,...

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Oração de Santa Bernadete pedindo a resignação na hora do abandono – 1

Santa Bernadette Soubirous, Moret-sur-Loing.
Santa Bernadette Soubirous, Moret-sur-Loing.
Luis Dufaur
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Santa Bernadette Soubirous sofreu a pior sensação de abandono: quando parece que a graça de Deus nos abandonou.

E ela deixou uma oração que nos ensina a receber bem essa provação por amor a Jesus na Sua Paixão:

A oração diz:

Ó Jesus desolado e ao mesmo tempo refúgio das almas desoladas, Vosso amor ensina-me que é de Vossos abandonos que devo haurir toda a força de que necessito para suportar os meus.
Aqui está a primeira ideia. Eu devo sofrer porque Jesus na Sua Paixão sofreu desolações, Ele se sentiu abandonado, Ele se sentiu incompreendido.

No momento, por exemplo, em que Ele disse: “Esse pão é verdadeiramente minha carne...”. Ele disse alguma coisa que fazia alusão à divindade dEle e à presença real dEle no Santíssimo Sacramento.

Naquela ocasião alguns O abandonaram. Ele então se voltou para os que ficavam e fez uma pergunta, onde aparece toda a dor da desolação por causa daqueles que O tinham abandonado: “E vós também me abandonais?”

São Pedro então teve essa resposta magnífica: “Para onde iremos, Senhor, se só Vós tendes palavras de vida eterna?”
Santa Bernadette está sofrendo a desolação, mas lembra que Nosso Senhor sofreu a desolação. E, entre outras muitas intenções, sofreu pelas almas desoladas.

Então ela, por assim dizer, se refugia junto a Nosso Senhor e na desolação dela, ela vai fazer companhia ao grande Desolado, com “D” maiúsculo: é Ele. Estar junto de Jesus alguma coisa se alivia na desolação.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Um olhar brasileiro na festa de Nossa Senhora de Lourdes

Luis Dufaur
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Só Santa Bernadette viu, ouviu e falou com Nossa Senhora.

Porém, as multidões, acorrendo à gruta, vendo-a e imitando-lhe os gestos de piedade, tinham uma certeza inabalável da realidade das aparições.

Por assim dizer, os fiéis “viam” Nossa Senhora em Santa Bernadette, e experimentavam sua influência indizivelmente benéfica ao imitarem seus gestos.

A partir de então, Nossa Senhora continuou a exercer em Lourdes essa misteriosa ação de presença sobre os que lá vão rezar.

Essa ação misteriosa da graça constitui talvez o maior milagre daquele privilegiado lugar onde o Céu osculou a Terra que é Lourdes.

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Lourdes, a cura e a confiança

Piscina de Lourdes
Piscina de Lourdes
Luis Dufaur
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Todos ouviram falar de Lourdes, na França, o santuário famoso onde se curam doentes.

Descem trens inteiros com doentes.

Vêm famílias, amigos juntos e carregam os doentes até a gruta.

Chegam ao Bureau de exame médico, fazem exame para ver se estão doentes mesmo.

Alguns são doentes imaginários e outros são doentes mesmo.

Mas todos eles podem tomar o banho na água da Gruta que Nossa Senhora pediu.

Vamos dizer que, em cada dez mil que tomam banho naquela água, um se cura.

Que certeza tem a pessoa que é ela que vai se curar?

Provável não é, porque uma porção não se cura.

quarta-feira, 30 de março de 2022

Recusa dos milagres de Lourdes atrai castigos

Pranto miraculoso de Nossa Senhora de Fátima  em New Orleans em 1972
Pranto miraculoso de Nossa Senhora de Fátima
em New Orleans em 1972
Luis Dufaur
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Por que esse mundo que duvida não vai à Lourdes ver? Por quê? Era obrigação de ir ver.

Não, eles não vão, porque eles têm medo de ver a verdade!

Um grande escritor francês que não tinha fé foi contratado para ir a Lourdes escrever um livro contra Lourdes.

Quando chegou a estação, assuntou um pouco o lugar e saiu fugido de Lourdes, porque ele teve uma tal convicção de que aquilo era milagroso que ele não quis escrever o livro para o qual estava contratado.

Mas os maiores milagres não convertem essa gente.

Consequência: se os milagres não convertem, o castigo é que tem que converter.

O raciocínio é extremamente lógico: é preciso que se convertam, porque Nosso Senhor prometeu que a Igreja não seria destruída, e se isso for para frente, vai ser destruída.

Se é preciso que se convertam, tem que ser ou por uma graça extraordinária, ou uma prova extraordinária, ou por meio de um castigo. 

A prova lá está e eles não se convertem. Então por meio do castigo tem que ser.

quarta-feira, 23 de março de 2022

Triunfo de Nossa Senhora em Lourdes

Luis Dufaur
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Para a Igreja há três condições de florescimento tão essenciais, que se avantajam sobre todas as outras. Nunca será suficiente insistir sobre elas.

Antes de tudo, está a piedade eucarística. Nosso Senhor presente no Santíssimo Sacramento é o sol da Igreja. D’Ele nos vêm todas as graças. Mas estas graças têm que passar por Maria.

Pois é Ela a Medianeira universal, por cujo intermédio vamos a Jesus e Jesus vem a nós. A devoção mariana intensa, esclarecida, filial, é, portanto, a segunda condição para o florescimento da virtude.

Se Nosso Senhor está presente no Santíssimo Sacramento, mas não nos fala, sua voz se faz ouvir para nós através do Sumo Pontífice.

De onde a docilidade ao Sucessor de São Pedro ser o fruto próprio e lógico da devoção à Sagrada Eucaristia e a Nossa Senhora.

Quando, pois, florescem essas três devoções, cedo ou tarde a Igreja triunfa. E, a contrario sensu, quando elas estão em declínio, cedo ou tarde a civilização cristã decai.

quarta-feira, 16 de março de 2022

Lourdes: como saber se uma cura é inexplicável?

Fiéis doentes conduzidos no santuário de Lourdes
Fiéis doentes conduzidos no santuário de Lourdes
Luis Dufaur
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Os critérios que orientam o Bureau Médico de Lourdes e o Comitê Internacional refletem em termos especializados os princípios estabelecidos pelo Cardeal Prospero Lambertini — posteriormente eleito Papa Bento XIV — num célebre tratado que regula até hoje os processos de beatificação e canonização:

1. que a doença seja grave, e impossível ou difícil de curar;

2. que a doença não esteja numa fase em que logo começa a declinar;

3. que não tenham sido tomados medicamentos, ou que estes não tenham causado efeito;

4. que a cura seja súbita ou instantânea;

5. que a cura seja perfeita;

6. que a cura não seja precedida de uma “vazão” notável ou de uma crise;

7. que a doença não volte mais.