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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
Passou mais um 11 de fevereiro, comemoração festiva da primeira aparição de Nossa Senhora a Santa Bernadette em Lourdes.
Em todo o mundo, em grandes catedrais, em incontáveis igrejas, e numa quantidade insondável de capelas, uma multidão de almas foi a apresentar sua veneração e também suas chagas físicas e morais para pedir uma cura.
Uma cura que pode demorar na sua materialidade, mas da qual todos tem uma antecipação na suavidade especial com que Nossa Senhora afaga nossas almas.
O povo entra, o povo sai, a noite chega e a igreja fecha guardando a gruta quando está em seu interior.
Uma coisa não acaba, não para, no inverno e no verão, dia após dia, ano após ano, século após século: lá em Lourdes, no chão que Nossa Senhora mandou a Santa Bernadette raspar com as mãos, a fonte milagrosa não cessa de brotar.
É como Nossa Senhora, de cuja alma a graça divina nunca para de jorrar num manancial milagroso que faz bem a quem quer beber, tocar, se lavar, fazer o sinal da Cruz.
Nossa Senhora é a fonte onde emana toda graça divina criada pelo seu Divino Filho. Ela é a dispensadora incessante, universal, sempre à disposição, sempre propícia a nosso pedido de auxílio.
Voltamos aos nossos afazeres com um refrigério especial, um afago que tranquiliza, que dá a força e o ânimo que falta em toda parte.
Porque é inegável que o mundo navega em mares agitados onde triunfa a perda da esperança.
A percepção da proximidade de perigos é maior do que geralmente se pensa. Por vezes ficam rondando em volta como o ladrão da noite, por vezes nos assaltam, por vezes só fazem cara feia para nos desanimar. Mas sempre estão aí.

Mas ninguém atenta para um fato de importância primordial.
É verdade que o mundo vai sendo modelado para a realização de um sinistro desígnio. E, por isso mesmo, um profundo, imenso e indescritível mal-estar se vai apoderando dele.
É um mal-estar muitas vezes inconsciente, que se apresenta vago e indefinido, mas de um modo que ninguém ousaria contestar.
Dir-se-ia que a humanidade inteira sofre violência, que está sendo posta em uma fôrma que não convém à sua natureza, e que todas as suas fibras sadias se contorcem e resistem.
Há um anseio imenso por outra coisa que ainda não se sabe bem qual é.
Mas, enfim, fato talvez novo desde que começou, no século XV, o declínio da civilização cristã, o mundo inteiro geme nas trevas e na dor.
Foi-se a alegria de um futuro que prometia ser sempre mais prazenteiro, saudável e enriquecedor.
O mundo viu se desvanecerem as promessas ilusórias. Elas não se realizaram e o que ficou é o que está aí.

Por isso, quando a iniquidade parece triunfar, há algo de frustrado na aparente vitória do mal que causa insatisfação e desprazer.
A experiência nos mostra que é de descontentamentos assim que nascem as grandes surpresas da História.
À medida que a contorção se acentuar, acentuar-se-á o mal-estar. Quem poderá dizer que magníficos sobressaltos daí podem provir?
No extremo do pecado e da dor, está muitas vezes, para o pecador, a hora da misericórdia divina...
Ora, este sadio e promissor mal-estar é um fruto da ressurreição da fibra católica. Restos de vida e de sanidade afloram um pouco por toda parte nas mais diversas áreas de cultura do mundo.
E Nossa Senhora está aí, como a fonte de Lourdes vertendo todas as graças que a gente queira pedir.
Lá vai mais um filho pródigo, cujo espírito embotado pelo vício adquiriu nova lucidez bebendo água da fonte.
Sua vontade ganha novo vigor, medita sobre a situação miserável em que caiu, sobre a torpeza dos erros que o fizeram abandonar a casa paterna.
Então, tocado pela graça se põe de frente à grande alternativa: ou arrepender-se e voltar para a casa paterna, ou perseverar no erro e aceitar as mais trágicas consequências.
O murmúrio da fonte de Lourdes faz renascer nele maravilhosamente tudo quanto outrora teve de bom.
O mundo está se aproximando a essa opção decisiva que pode ser salvadora. E precisamente numa hora em que a tirania dos maus hábitos se afirma nele quiçá mais terrível do que nunca.
O resto da história do filho pródigo, pelo Evangelho o conhecemos.

Mas olhando para Nossa Senhora de Lourdes é lícito nos perguntar se não estaremos nos aproximando desse momento.
Todas as graças acumuladas para a humanidade pecadora prometidas por Nossa Senhora em La Salette e Fátima, para só mencionar essas, não descerão como esse dilúvio do Espírito Santo profetizado por São Luis Maria Grignion de Montfort?
Lourdes nos fala na alma que sim, e que a grande conversão virá precisamente nos lances trágicos de uma crise apocalítica que os homens vão tornando inevitável.
Na hora da dor e na hora da grande e imensa cura que é a conversão diremos: Nossa Senhora de Lourdes, rogou por nós!
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NOSSA SENHORA DE LOURDES ROGAI POR NÓS.
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