quinta-feira, 5 de abril de 2012

Paixão de Jesus


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O povo judaico gemia porque o Messias não vinha. Mas quando veio, se pôs a persegui-Lo. Ele praticou milagres, entusiasmou o povo.

A classe sacerdotal, a classe alta política, teve medo: ‘Quem é este homem que leva atrás de Si as multidões? O que restará do nosso poder? Ele é perigoso para nós!’.

A perseguição começou à maneira muito moderna: por uma guerra de calúnias e perguntas retorcidas, cheias de ciladas, montadas nos laboratórios da insinceridade.

A resposta divina era simples, direta, luminosa e pulverizadora!

Pôncio Pilatos só O condenou devido a uma jogada política dos sacerdotes. Disseram eles: ‘Se tu não condenares Cristo à morte, tu não és amigo de César!’ (Jo 19,12).

E Pilatos, mole e de maneira vil, diante da ideia de perder o cargo de governador da Judeia, mandou matá-Lo.

Pilatos começou parlamentando com a populaça, e propôs: ‘Quem desejais que seja solto: Jesus ou Barrabás?’ (Mt 27,17).

Barrabás era o chefe de um bando sedicioso. Era o pináculo da infâmia e do malfazejo. Jesus era símbolo da dignidade do povo judeu. Ele era o descendente de David, a figura mais eminente do Antigo Testamento. Só tinha passado pela Terra fazendo o bem.

Pilatos, sempre centrista, achou que os judeus não seriam tão maus que chegassem a preferir Barrabás a Jesus. Ele não compreendia que, quando os homens não seguem a Jesus, escolhem quase necessariamente Barrabás.

A primeira e a maior revolução de todos os tempos explodiu na Semana Santa.

A revolução é, por definição, uma revolta dos que devem estar em baixo, e devem amar e obedecer aqueles que estão acima.

Nosso Senhor possuía todos os graus possíveis de superioridade sobre todo o gênero humano.

A missão dos judeus era reconhecê-Lo como Homem-Deus e submeter-se a seu doce império.

Fizeram o contrário. Não O reconheceram e não Lhe tributaram nem admiração nem obediência, por maldade, por inveja.

Não quiseram a sua Lei, porque eram corrompidos e Nosso Senhor ensinava a austeridade. Revoltaram-se e mataram-No.

Foi a maior das revoluções, porque nunca se praticará tanta infâmia contra uma tão alta autoridade. A revolução protestante, a Revolução Francesa, a revolução comunista têm seu padrão arquetípico na revolta contra Nosso Senhor, o Rei dos reis.

Que a consideração de nosso Rei enxovalhado encha-nos de adoração e compaixão para com Ele e de indignação para com a revolução que O crucificou.


(Fonte: "Catolicismo", abril de 2003)



domingo, 1 de abril de 2012

Via Sacra: acompanhando a Jesus pela Via da Paixão em Jerusalém


A Via Sacra ‒ também conhecida como Via Crucis, Estações da Cruz ou Via Dolorosa ‒ é uma devoção que consiste numa peregrinação espiritual ajudada por uma série de quadros ou imagens que representam cenas da Paixão de Cristo.

A Via Sacra mais conhecida hoje é a rezada no Coliseu de Roma, na Sexta-Feira santa, com a participação do próprio Papa.

As imagens representando as cenas da Paixão podem ser de pedra, madeira ou metal, pinturas ou gravuras. Elas estão dispostas a intervalos nas paredes ou nas colunas da igreja.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Rue du Bac, La Salette, Lourdes e Fátima: uma corrente de apelos extraordinários de Nossa Senhora semi-ouvidos e semi-recusados (4ª parte)

Pe. Anderson e Dr. Adolpho Lindenberg, presidente do Instituto
Luis Eduardo Dufaur

Conferência pronunciada no Clube Homs, Av. Paulista, São Paulo, em 8 de fevereiro de 2012.

Continuação do post anterior



1917. Em Fátima – já não mais na França — mas em Portugal, no canto mais remoto do continente europeu depois do qual só tem o oceano, Nossa Senhora voltou a falar para a humanidade na beira do abismo final.

E o fez muito claramente, como uma mãe que diz ao filho: “Você não quis ouvir, eis o que virá se não fizeres penitência: ‘o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, a Rússia espalhará seus erros pelo mundo — são os erros do comunismo’”.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Rue du Bac, La Salette, Lourdes e Fátima: uma corrente de apelos extraordinários de Nossa Senhora semi-ouvidos e semi-recusados (3ª parte)

Aspecto da confêrencia
Luis Eduardo Dufaur

Conferência pronunciada no Clube Homs, Av. Paulista, São Paulo, em 8 de fevereiro de 2012.

Continuação do post anterior

E a França, o que fez da advertência de Nossa Senhora? Sem dúvida alguma, a Medalha Milagrosa produziu inúmeros benefícios, continua produzindo e produzirá até o fim do mundo, enquanto alguém queira portá-la consigo.

Mas e a conversão pedida?

quarta-feira, 14 de março de 2012

Rue du Bac, La Salette, Lourdes e Fátima: uma corrente de apelos extraordinários de Nossa Senhora semi-ouvidos e semi-recusados (2ª parte)

Luis Eduardo Dufaur

Conferência pronunciada no Clube Homs, Av. Paulista, São Paulo, em 8 de fevereiro de 2012.

Continuação do post anterior

Na História da Igreja, Nossa Senhora apareceu e fez milagres públicos e retumbantes centenas ou milhares de vezes. Se pudéssemos contar as graças e os favores concedidos por Ela aos fiéis, precisaríamos contar milhões, mais provavelmente bilhões.

Nossa Senhora sempre intervém, para fazer bem aos indivíduos e aos povos que A invocam. Nas imensas vastidões do Brasil, nós A encontramos intervindo nos momentos chaves da formação do país. Nem é preciso falar de Nossa Senhora Aparecida, e de muitas outras invocações da Mãe de Deus no Brasil.

É o que também sucede em toda a América Latina: no ato da fundação de cada país, encontramos sempre um milagre ou uma aparição da Virgem, um fato ou uma devoção aglutinadora que é o coração de cada um de nossos países.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Rue du Bac, La Salette, Lourdes e Fátima: uma corrente de apelos extraordinários de Nossa Senhora semi-ouvidos e semi-recusados (1ª parte)


Mesa da conferência do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
Luis Eduardo Dufaur
Conferência pronunciada no Clube Homs, Av. Paulista, São Paulo, 
em 8 de fevereiro de 2012.


Sua Alteza Imperial e Real, Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança;

Dr. Adolpho Lindenberg, presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira – IPCO;

Revmo. Padre Anderson Batista da Silva; professor de Teologia no Seminário de São José, Niterói, RJ;

domingo, 22 de janeiro de 2012

Lourdes: recitação do terço

Veja vídeo
Recitação do terço
na Gruta de Lourdes (italiano)
Mistérios Dolorosos.
CLIQUE PARA VER
Luis Dufaur
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Mistérios Dolorosos do Sacratíssimo Rosário



Antes da recitação de cada mistério, o sacerdote lê (em italiano no vídeo, clique na foto para ver) uma meditação para cada mistério, vertida abaixo para o português.



1º Mistério : Oração no horto de Nosso Senhor Jesus Cristo

Comentário: Peço a Nossa Senhora que me conceda uma alma capaz de amar os sofrimentos e de sofrer por Ela, pela Santa Igreja e pelo Grupo, em união com a Agonia infinitamente preciosa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Reflexões sugeridas para cada conta:

Pai Nosso: Felicidade de Deus - Essencial

10 Ave Marias:

1. Os divinos retiros que fez Jesus em Sua vida, principalmente no Horto.

2. Suas orações humildes e fervorosas durante Sua vida e na véspera da Paixão.

3. A paciência e doçura com que suportou Seus Apóstolos, particularmente no Horto.

4. O tédio de Sua Alma, durante toda Sua vida, principalmente no Horto.

5. Os rios de sangue que a dor fez brotar de Seu Ser adorável.

6. O consolo que teve por bem aceitar de um anjo na agonia.

7. Sua conformidade com a Vontade do Pai, apesar das repugnâncias da Natureza.

8. Sua traição por Judas e prisão pelos judeus.

9. O valor com que saiu ao encontro dos algozes, e a força da palavra com que os lançou por terra e os levantou.

10.O abandono que sofreu de Seus Apóstolos.


2º Mistério: Flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo

Comentário: Quando os sofrimentos se abaterem sobre mim como açoites, peço a Nossa Senhora que me comunique a força invencível, a serenidade inabalável e uma gota, pelo menos, da infinita dignidade de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Pai Nosso: Paciência de Deus - Admirável

10 Ave Marias:

1. As cordas com que Jesus foi atado.

2. A bofetada que recebeu em casa de Caifás.

3. As negações de São Pedro.

4. As ignomínias que sofreu em casa de Herodes, quando Lhe puseram a veste branca.

5. O despojamento de Suas vestes.

6. Os desprezos e insultos que sofreu, de Seus verdugos, pela Sua nudez.

7. As varas espinhosas e os açoites cruéis com que foi golpeado.

8. A coluna a que foi atado.

9. O Sangue que derramou, e as chagas que recebeu.

10.Sua queda pela fraqueza, no sangue que derramou.


3º Mistério: Coroação de Espinhas de Nosso Senhor Jesus Cristo

Comentário: Quando rirem de mim, me desprezarem e me evitarem sobretudo por minha pertencença à Igreja Católica, suplico a Nossa Senhora que me conceda a convicção da inteira sem-razão de todas essas perseguições, e uma fé inabalável de altaneira na santidade da Causa a que me dei.

Pai Nosso: Formosura de Deus - Inefável

10 Ave Marias:

1. O despojamento de Suas vestes pela terceira vez.

2. Sua coroa de espinhos.

3. O véu com que Lhe vendaram os olhos.

4. As bofetadas e escarros com que Lhe cobriram o rosto.

5. O andrajo que Lhe puseram sobre os ombros.

6. A cana que Lhe puseram nas mãos.

7. A pedra pontiaguda sobre a qual O sentaram.

8. Os ultrajes e insultos que Lhe fizeram.

9. O sangue e os suores que saiam de Sua cabeça adorável.

10.Os cabelos e a barba que Lhe arrancaram.


4º Mistério: Nosso Senhor Jesus Cristo carrega a Cruz.

Comentário: Nem um passo para trás, nem para o lado; determinação sobrenaturalmente inabalável de prosseguir o caminho da Cruz ainda mesmo quando prostrado pela terceira vez ao peso dela! Oh Mãe Dolorosa, fazei minha alma semelhante à de Vosso Divino Filho e à Vossa.

Pai Nosso: Onipotência de Deus - Sem limites!

10 Ave Marias:

1. A apresentação de Nosso Senhor diante do povo com o "Ecce Homo"

2. O haver sido preferido a Ele Barrabás.

3. Os falsos testemunhos que contra Ele deram.

4. Sua condenação à morte.

5. O amor com que abraçou e beijou a Cruz.

6. O trabalho espantoso que teve em carregá-la.

7. As quedas de pura debilidade sob seu peso.

8. O encontro doloroso com Sua Santa Mãe.

9. O véu da Verônica, no qual Seu rosto se estampou.

10.Suas lágrimas, as de Sua Santa Mãe e das piedosas mulheres que O seguiam até o Calvário.


5º Mistério: Crucifixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo

Comentário: A vítima expiatória levou às últimas consequências  sua missão: tudo feito, tudo aceito... cumpriu tudo até o fim. Concedei-me, oh Santa Mãe! a graça de levar até às últimas consequências  minha vocação, aceitando na vida de hoje, todos os sofrimentos que ela me importa. Fazei com que ir de encontro a esses sofrimentos e amá-los até o fim seja o meu ideal.

Débil, incapaz, carregado de maus hábitos, como poderei fazer isso sem auxílio sobrenatural? Que este auxílio me venha do Sangue Inocente do Cordeiro de Deus e de Vossas lágrimas puríssimas e indizivelmente preciosas, oh Maria!

Pai Nosso: Justiça de Deus – Espantosa

10 Ave Marias:

1. As cinco chagas de Jesus e o sangue que derramou na Cruz.

2. Seu Coração transpassado e a Cruz em que foi crucificado.

3. Os cravos e a lança que O atravessaram, a esponja, o fel e o vinagre que Lhe deram a beber.

4. A vergonha e a infâmia que sofreu sendo crucificado nu entre dois ladrões.

5. A compaixão de Sua Mãe Santíssima.

6. As 7 últimas palavras.

7. Seu desamparo e Seu silêncio.

8. A aflição de todo o Universo.

9. Sua morte cruel e ignominiosa.

10.A descida da Cruz e sepultamento.



O corpo incorrupto de Santa Bernadette Soubirous




terça-feira, 13 de setembro de 2011

18ª e última aparição ― quinta-feira, 16 de julho

Cerca de madeira posta por ordem das autoridades hostis à aparição
Cerca de madeira posta por ordem das autoridades hostis à aparição
Luis Dufaur
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A última aparição aconteceu com um intervalo de algumas semanas em relação à anterior.

O chamado de Nossa Senhora surpreendeu Bernadette ao anoitecer, quando ela se encontrava em oração na igreja paroquial.

A Gruta tinha sido fechada com uma cerca de madeira, por ordem das autoridades hostis à aparição.

Bernadette passou então com sua tia Lucile e algumas amigas para o outro lado do rio Gave, diante da Gruta. Todas se ajoelharam e rezaram.

Após alguns instantes, as mãos de Bernadette afastaram-se em sinal de maravilhada surpresa, como por ocasião da quinzena de aparições.

Terminado o êxtase, e voltando à casa, ela confidenciou:
― “Eu não via a cerca nem o Gave. Parecia-me estar na gruta, na mesma distância das outras vezes. Eu via somente a Virgem”.

Esta última aparição ocorreu na festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo.

Sintomaticamente, em 13 de outubro de 1917, depois do milagre do sol em Fátima, Nossa Senhora se mostrou revestida do hábito da Ordem do Carmo.


Foi a última despedida na Gruta. Santa Bernadette Soubirous somente voltaria a ver Nossa Senhora 21 anos depois, em Nevers, no dia 16 de abril de 1879, quando deixou esta terra de exílio para contemplá-la eternamente no Céu!




Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário. 


terça-feira, 6 de setembro de 2011

17ª aparição — quarta-feira, 7 de abril


Luis Dufaur
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A Virgem chamou Santa Bernadette durante a noite de 6 de abril. Tendo-se espalhado que a vidente iria à Gruta, 1200 pessoas já a aguardavam quando ela chegou por volta das 6h.

O êxtase durou 45 minutos.

O Dr. Dozous e outros constataram durante 15 minutos o “milagre do círio”:

Bernadette juntou as mãos sobre o fogo de uma vela, como para protegê-lo do vento. A chama encostava na pele das mãos e saía entre seus dedos.

― “Está se queimando!”, bradou alguém. Mas a vidente prosseguia insensível.


O médico verificou depois que ela não tinha sofrido qualquer queimadura.



Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário. 


terça-feira, 30 de agosto de 2011

16ª aparição — quinta-feira, 25 de março


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A COROAÇÃO DAS APARIÇÕES


Durante 20 dias, Bernadette não retornou à gruta. Nesse período as curas iam se multiplicando. Ao mesmo tempo iam se arrefecendo as resistências do pároco.

Santa Bernadette voltou a sentir o chamado de Nossa Senhora nas primeiras horas da festa da Anunciação, 25 de março.

É a data que o eminente doutor marial São Luis Maria Grignion de Montfort considera a mais importante para os devotos e escravos da Santíssima Virgem.

Então ela foi à Gruta de Massabielle.

Esta foi, sem dúvida, a aparição culminante da série de Lourdes.

Como sempre, Santa Bernadette puxou o terço. Pouco depois entrou em êxtase. Ela própria nos conta o que se deu entre ela e Nossa Senhora.


“Depois dos quinze dias, eu lhe perguntei de novo seu nome, três vezes seguidas.

Ela sorria sempre.

Por fim ousei uma quarta vez, e foi então que ela, com os dois braços ao longo do corpo [como na Medalha Milagrosa], levantou os olhos ao Céu e depois me disse, juntando as mãos na altura do peito,

que ela era a Imaculada Conceição

“Então eu voltei de novo à casa do senhor pároco, para lhe contar que ela me tinha dito que era a Imaculada Conceição.

“Ele me perguntou se eu estava bem segura. Respondi que sim, e que para não esquecer essa palavra eu a tinha repetido durante todo o caminho”.

Santa Bernadette não sabia o significado de “Imaculada Conceição”, cujo dogma o Bem-Aventurado Papa Pio IX proclamara poucos anos antes, deixando prostrados os partidários da Revolução e empolgando os devotos de Nossa Senhora no mundo inteiro!

O pároco custou a conter as lágrimas.

― “Ela quer mesmo a capela”, murmurou Santa Bernadette.

A partir desse momento, o sacerdote mudou de atitude.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

15ª aparição: última da "quinzena"

Lourdes, vitral da basílica superior

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15ª aparição — quinta-feira, 4 março


A quinzena de aparições concluiu-se no dia 4 de março. Desta vez reuniram-se entre oito e vinte mil pessoas, segundo as versões. Havia avidez de um milagre.

O delegado de polícia revistou a gruta e as proximidades, à procura de alguma espécie de fogo de artifício que servisse para simular uma aparição, mas nada encontrou.

Santa Bernadette foi amparada por um grupo de guardas que continha a multidão. O êxtase durou quase uma hora, sem que acontecesse algo excepcional.

No fim, Santa Bernadette disse: “Oh, sim, Ela vai voltar. Mas agora já não é mais necessário que eu vá à gruta. Quando ela voltar, então será necessário que eu retorne à gruta. Ela far-me-á saber”.

* * *

A “quinzena” terminou assim.

Entretanto Nossa Senhora voltou a aparecer na gruta para Santa Bernadette em mais três ocasiões.

Foi nestas vezes que a série de manifestações extraordinárias de Nossa Senhora atingiu seu ponto culminante.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

14ª aparição: pároco zomba dos pedidos

Pároco de Lourdes, Pe Dominique Peyramale
Pe. Peyramale, pároco de Lourdes
na época das aparições
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14ª aparição — quarta-feira, 3 de março

Três mil pessoas se apinhavam em torno da gruta. Santa Bernadette rezou por muito tempo. Mas se levantou com os olhos repletos de lágrimas, e clamou: “Não me apareceu”.

No mesmo dia, após a aula, sentiu um convite interior de Nossa Senhora. Retornou à gruta, e desta vez A viu.

Bernadette cumpriu a ordem do pároco:

“Eu lhe perguntei seu nome, por parte do senhor pároco. Mas ela não fazia outra coisa senão sorrir. Voltando, fui à casa do senhor pároco para dizer-lhe que tinha cumprido a missão, mas que não tinha recebido outra resposta senão um sorriso. Então ele me disse que ela zombava de mim, e que eu faria bem de nunca mais voltar. Mas eu não podia me impedir de ir”.

Fechando a questão, o Pe. Peyramale orientou:

“Se a Senhora deseja realmente uma capela, que diga seu nome e faça florescer a roseira da Gruta”.

No inverno, isso equivalia a pedir um absurdo.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

13ª aparição: Nossa Senhora pede uma capela e a procissão. Pároco não acredita

Procissão em Lourdes

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13ª aparição — terça-feira, 2 de março

Nessa data, Bernadette teve só uma breve visão da Dama. Havia por volta de 1650 pessoas.

“Ela me disse que eu devia dizer aos padres para construir uma capela aqui”.

Santa Bernadette contou como cumpriu essa missão:
“Fui procurar o senhor pároco, para lhe dizer que uma Dama me tinha ordenado de ir dizer aos padres para construir ali uma capela. Ele me olhou um momento, e logo me perguntou num tom incomodado quem era essa Dama. Eu lhe respondi que não sabia. Então ele me encarregou de perguntar a ela o nome, e de voltar para lhe contar”.

“A Dama disse: ‘Devem vir aqui em procissão’” — contou a vidente ao pároco, Pe. Dominique Peyramale. Para o sacerdote, isso foi demais.


domingo, 7 de agosto de 2011

12ª aparição: única assistida por um sacerdote. Primeiro milagre


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12ª aparição — segunda-feira, 1º de março


Desta vez, o pai de Santa Bernadette acompanhou a filha à Gruta. Desde cedo, havia ali por volta de 1500 pessoas.

A pedido, a vidente tinha levado o terço de uma outra pessoa, mas na hora de rezá-lo a Dama lhe perguntou: “Onde está o teu terço?”. Bernadette tirou-o então do bolso. Sorrindo, a Virgem lhe disse: “Usai-o”.

A Santa repetia os gestos: comer ervas, beber e se lavar com a água da gruta. O povo começou a imitá-la, e se constatou que a água brotava cada vez mais límpida e abundante.

Entre os assistentes, por primeira e única vez esteve um sacerdote. Foi o Pe. Antoine Dezirat, que ignorava a interdição ao clero de comparecer ao local. Ele escreveu:
“Só Bernadette viu a aparição, mas todo o mundo tinha como que o sentimento de sua presença. [...] Respeito, silêncio, recolhimento, reinavam por todo lado. [...] Oh! como estava bom. Eu acreditava estar no vestíbulo do Paraíso!”.
Na noite daquele dia aconteceu o primeiro milagre. Catherine Latapie, grávida de nove meses, tinha paralisados dois dedos da mão direita.

O mal lhe impedia atender às necessidades do lar e dos filhos. Ela imergiu a mão na água e sentiu um grande bem-estar, com os dedos movimentando-se naturalmente!


quarta-feira, 27 de julho de 2011

10ª e 11ª aparições: Santa Bernadette manda os presentes imitarem seus atos de piedade

Fieis na Gruta

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26 de fevereiro — sexta-feira, nova proibição


Aproveitando a momentânea confusão, as autoridades baixaram um novo interdito de voltar à gruta. Nessa sexta-feira repetiu-se a cena do dia 22: havia 600 pessoas, mas Nossa Senhora não apareceu.

10ª aparição — sábado, 27 de fevereiro


Uma massa compacta de 800 pessoas aguardava Bernadette na Gruta por volta das 6:30h.

Por 15 minutos, Bernadette caminhou de joelhos e beijou o chão várias vezes.

Em seguida comandou a multidão por duas vezes, com gestos, para que repetisse aquele ato de penitência.

Só na segunda vez os presentes obedeceram.

A partir daquele dia, o chão e a pedra sagrada de Massabielle são cobertos de beijos de pessoas de todo o mundo.

11ª aparição — domingo, 28 de fevereiro


Caía uma chuva fina e constante, e fazia um frio terrível. Cerca de 1200 pessoas se encontravam na Gruta desde o amanhecer.

Bernadette chegou às 7h. Pôs-se de joelhos, rezou o terço e beijou a terra, enquanto um potente sopro pareceu passar sobre os presentes. Todos ou quase todos os espectadores se ajoelharam, rezaram e beijaram o chão com Bernadette.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

9ª aparição: Nossa Senhora manda se lavar na fonte e comer grama

A fonte de Lourdes hoje

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9ª aparição — quinta-feira, 25 de fevereiro

 
A afluência de público atingiu aproximadamente 350 pessoas. Bernadette obedecia em êxtase às ordens da nobre Senhora, subindo até a gruta e beijando a terra com uma agilidade surpreendente.

Eis o que narrou a santa:


― “A Senhora me disse que eu deveria beber da fonte e lavar-me nela. Mas, como não a via, fui beber no Gave. Ela me disse que não era ali, e me fez um sinal com o dedo para ir à gruta, mostrando-me a fonte. Eu fui, mas só vi um pouco de água suja. Parecia lama, e em tão pequena quantidade, que com dificuldade pude colher um pouco no côncavo da mão. Eu me pus a arranhar a terra, até poder colhê-la, mas três vezes a joguei fora. Foi só na quarta vez que pude bebê-la, de tal maneira estava suja”.
Nossa Senhora ordenou também a Bernadette comer grama da gruta. “Ela me disse para comer da erva que se encontra no mesmo local onde eu fui beber. Foi só uma vez, ignoro por quê”.
Certa vez interrogada, ela explicou:

“A Senhora me levou a fazê-lo, com um movimento interior”.

Nossa Senhora pediu-lhe que se lavasse com aquela água: “Ide a beber da fonte, e lavai-vos ali”. Seu rosto ficou então enlameado.

A multidão não compreendia o que se passava, e começou a achar que a vidente estava louca. A cena, uma das mais transcendentais na história de Lourdes, num primeiro momento desiludiu a todos.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

8ª aparição: “Penitência, penitência, penitência!”

Santa Bernadette, foto tirada na casa do fotografo Dufour

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8ª aparição — quarta-feira, 24 de fevereiro

Aquele dia tinha afluído uma pequena multidão. O incrédulo delegado Jacomet estava aborrecido e hostilizou os presentes: “Como é possível que em pleno século XIX haja ainda tantos idiotas!” — exclamou. Os fiéis responderam com cânticos marianos.

Contou Jean-Baptiste Estrade, cobrador de impostos em Lourdes, que pouco tempo depois de ter entrado em êxtase, como alguém que recebe uma má notícia, Santa Bernadette deixou cair os braços, e abundantes lágrimas começaram a correr pela sua face.

Ela subiu de joelhos o aclive que precede a cavidade, osculando a cada passo o chão. Voltou-se depois em direção à multidão de 300 pessoas. Com a voz marcada pelos soluços, referiu à multidão o pedido de Nossa Senhora:

“Penitência, penitência, penitência!”; e “rezai a Deus pela conversão dos pecadores”; além da recomendação de “beijar a terra em penitência pelos pecadores”.

“Penitência, penitência, penitência” — lembremos que em Fátima, em 1917, Nossa Senhora faria ainda um derradeiro apelo, em termos ainda mais cogentes e dramáticos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

7ª aparição: Nossa Senhora dá três segredos

Dr. Pierre Dozous, único médico testemunha material das aparições contatou que Santa Bernadette estava perfeita de saúde física e mental
Dr. Pierre Dozous, único médico testemunha material das aparições
contatou que Santa Bernadette estava perfeita de saúde física e mental
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7ª aparição — terça-feira, 23 de fevereiro




Cerca de 150 pessoas foram até a Gruta por volta das 6 h.

O médico municipal, Dr. Pierre Dozous, de início um cético em relação às aparições, relatou:
“Eu consegui me posicionar muito perto de Bernadette Soubirous. [...]

“Ela fazia continuamente reverências graciosas e respeitosas em direção ao nicho. [...]

“Logo apareceram no seu rosto as mutações de que me tinham falado, refletindo precisamente a visão que ela tinha. [...]

“Parecia quase ver-se o que a criança via. [...]

“Tudo com uma verossimilhança que a maior das atrizes não conseguiria atingir. [...]

“Eu me inclinei perto dela e medi seu pulso: era quase normal. [...]

“Para ir mais fundo, observei os reflexos dos olhos. Também ali não apareceu anomalia alguma. [...]

“O vento soprava forte. Por vezes apagava o círio.

“Ela percebia e levava o círio para trás, para que o acendessem, sem afastar o olhar da gruta. Enquanto a observava, eu tinha a impressão de que ela sabia muito bem o que se passava em volta dela”.

O Dr. Dozous, na realidade, tinha sido industriado para elaborar um relatório provando que a vidente era doente, mental ou fisicamente.

Ele acabou elaborando um diagnóstico por escrito que atestava um estado de saúde inteiramente normal de Santa Bernadette durante a aparição.

Depois, o mesmo médico escreveu livro laudatório dos acontecimentos até o ponto de cair em exageros.

Naquele dia, Nossa Senhora confiou três segredos a Santa Bernadette.

“Ela me deu três segredos que me proibiu de contar”, disse Santa Bernadette. Ela jamais os revelou.

Interrogada, explicou: “Eles só se referem a mim, não são nem sobre a Igreja, nem sobre a França, nem sobre o Papa”.



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