quarta-feira, 12 de junho de 2019

De joelhos, sozinho, na meia luz e no silêncio ante o Santíssimo Sacramento


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Neste ano a festa de Corpus Christi se comemora o dia 20 de junho.



O maná que Deus enviou para alimentar os judeus durante a travessia do deserto, após abandonar o Egito sob a direção do profeta Moisés rumo à Terra Prometida, mudava de gosto.

Por causa disso diante do Santíssimo Sacramento exposto, antes de dar a bênção, o padre ajoelhado usando uma muito bonita capa pluvial cantava: Panem de caelo, prestistis eis alelluia, Vós destes a eles pão do Céu, aleluia. Quer dizer, o maná.

O coro respondia: Omne delectamentum in se habentem, alelluia, Que tinha em si todos os sabores aleluia.

Isso fazia parte daquela distinção, daquela classe, daquela categoria, de uma bênção do Santíssimo Sacramento bem dada.

Com o Santíssimo resplandecente dentro de um sol de ouro, a interlocução entre o oficiante e o povo representado pelo coro, era esta: vós destes a eles um pão do Céu.

E o coro respondia: que contém em si todos os sabores.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Em Lourdes, Deus instalou o milagre em série
rumo à vitória da contrarrevolução

No início do século XIX parecia que os inimigos da religião, inspirados na Revolução Francesa iriam devastar a Igreja
No início do século XIX parecia que os inimigos da religião,
inspirados na Revolução Francesa iriam devastar a Igreja.
Luis Dufaur
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No século XIX, após as devastações das guerras napoleônicos e a entrada generalizada das doutrinas imorais da Revolução Francesa, inúmeros ambientes católicos estavam em deplorável derrota ou debandada.

Sobre tudo entre os que na sociedade temporal deveriam defender a Igreja e a Civilização Cristã.

Podia se comparar à situação no tempo da invasão bárbara da Europa.

Diante dos hunos todos os generais e governadores do Império Romano se deixaram derrotar ou debandaram.

Foi o que aconteceu diante da Revolução e em número incontável.

Nesta situação, houve uma exceção de nobre e solene dramaticidade.

Foi o beato Papa Pio IX, que como São Leão Magno, foi o único a enfrentar o adversário e a lhe impor a retirada.

Recuar? A proposição parece ousada. Entretanto, nada mais verdadeiro.

A partir de 1854 com a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, a Revolução começou a sofrer suas grandes derrotas.

Na aparência e na realidade, a Revolução gnóstica e igualitária e, por isso mesmo, radicalmente anticristã, continuou a desenvolver seu império sobre a terra.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Após aparições, Santa Bernadete sofre hostilização

Missa na Gruta no centenário das aparições
No século XIX
Luis Dufaur
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Para Santa Bernadete não foram fáceis os dias que vieram após as aparições. Entretanto, ela em nada perdia a serena e sobrenatural disposição de alma.

O micro-mundo da política, do judiciário e da polícia de Lourdes estava dominado pelas utopias anti-cristãs da Revolução Francesa. Ele tramou vários golpes.

Do ponto de vista médico tentaram forjar um diagnóstico segundo o qual Bernadette seria uma psicopata e devia ser encerrada num manicômio.

Como vimos, foi em vão. As tentativas fracassaram face à solidez moral e psíquica de Bernadette.

Vieram, então, intimidações por parte do procurador, do juiz e do delegado de polícia. Eles acenaram com metê-la no cárcere se não declarava que as visões eram uma fraude. Também não lhes adiantou de nada.

O prefeito de Lourdes, Adolphe Lacadé, queria acabar de vez com as manifestações de piedade em torno da gruta.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Após as aparições, o torvelhino

Luis Dufaur
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Após as aparições, em poucas semanas a vida de Bernadette mudou radicalmente.

Antes das aparições era a digna, mas esquecida filha da família mais miserável de Lourdes.

Depois, ficou no fulcro das atenções da cidade e, bastante rapidamente, da França e do mundo.

A fisionomia e a personalidade de Santa Bernadette era do tipo do plebeu digno, altivo de sua qualidade de criatura humana incorporada misticamente a Nosso Senhor Jesus Cristo pelo batismo, mas satisfeito em sua modesta condição.

Nas fotos, ela acostumava aparecer com roupas de camponesa no estilo das levadas durante as aparições. Ela vestia com decência e sensata simplicidade.

No todo manifestava uma compostura que, mais do que no traje, se patenteava no olhar sereno, firme, profundo, puro e equilibrado até o mais alto grau.

Em volta dela, seus admiradores e seus detratores criaram verdadeiros torvelinhos. Entre os admiradores havia os sinceros e os interesseiros.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Lourdes no tempo das aparições

Lourdes no tempo das aparições
Fotografia de Lourdes no tempo das aparições
Luis Dufaur
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Lourdes no ano de 1858 pouco se assemelhava ao imenso conjunto de hotéis e hospitais hoje construído para receber milhões de peregrinos cada ano.

Lourdes, em verdade, é um quase fim de caminho. A cidade fica ao pé dos Pirineus.

Depois dela, a estrada ascende em vertiginosa escalada até o imponente Cirque de Gavarnie que fecha toda passagem.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

De nada adiantou a onda de difamações contra Santa Bernadette

Santa Bernadette (no centro) com toda sua família
Santa Bernadette (no centro) com toda sua família
Luis Dufaur
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No século XIX generalizaram-se as doenças nervosas, como repercussão da industrialização e das megalópoles nascentes.

E os primeiros vagidos da moderna psiquiatria revelaram toda uma coletânea de novas patologias, perturbações e desequilíbrios mentais.

Três médicos de Lourdes analisaram Santa Bernadette buscando pretexto para interná-la num asilo psiquiátrico.

Nada conseguiram.

Em 1872, o Dr. Voisin, médico do famoso hospital da Salpêtrière (Paris), em conferência sobre doenças psíquicas, apresentou Santa Bernadette como exemplo de alienada mental, de “criança alucinada”, “encerrada num convento das Ursulinas de Nevers”.

O Bispo dessa cidade respondeu em carta pública, esclarecendo que Bernadette não estava nas Ursulinas, mas no convento das freiras da Caridade, e convidou o pouco informado psicólogo a constatar diretamente como ela era “uma pessoa de uma sabedoria pouco comum e de uma calma que ninguém consegue nem de perto imitar”. O Dr. Voisin sumiu...

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Contra Lourdes: literatos e filósofos céticos nada puderam

Ex-eclesiástico e panfletista ateu Ernest Renan
atacou Lourdes e ficou sem cara
Luis Dufaur
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A investida laicista contra Lourdes procurou assumir aparências científicas. E também nada conseguiu.

Então, o espírito de orgulho apelou para a literatura anti-clerical.

Num escrito profundamente marcado pela impiedade e pela blasfêmia, intitulado Vida de Jesus, Ernest Renan, que abandonara a carreira eclesiástica, lançou exaltado desafio a quem ousasse apresentar um milagre qualquer.

Logo — dizia — será convocada uma comissão de cientistas que analisará a ocorrência, repetirá quantas vezes forem necessárias, e por fim demonstrará, com certeza, ser fato inteiramente explicável pela ciência, ficando esmagada para sempre a crença em intervenções sobrenaturais.

Renan escreveu isto cinco anos após as aparições de Lourdes. Entretanto, as numerosas curas dariam cabal e insofismável desmentido ao exacerbado autor revolucionário.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Lourdes triunfa contra as tentativas de fechar a gruta

Procurador Vital Dutour fez relatórios
contra milagres de Lourdes
Luis Dufaur
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Ficou claro desde o início que a ira do demônio e seus sequazes haveria de se lançar com fúria contra Lourdes.

Como de costume, agindo bem no seu estilo, isto é, ocultando as verdadeiras razões e procurando menosprezar, denegrir e, se possível, impedir o fluxo dos peregrinos.

Ainda não haviam terminado as aparições de Nossa Senhora, e já ocorriam milagres patentes. Mas igualmente a máquina difamatória estava em ação.

O procurador de Lourdes, em relatórios, perguntava ao governo da capital como impedir os “extravios da imaginação” que mencionavam milagres na Gruta, ridicularizando as curas acontecidas.

Num outro relatório ele denunciava a água de Lourdes por conter carbonato de cálcio (aliás, simples antiácido hoje utilizado pela medicina) e vituperava o descontrole dos “boatos” sobre curas.

Clément Pailhasson, farmacêutico da cidade, espalhava que a água era “muito ruim”.

O diretor da escola superior, Antoine Clarens, a apontava como causa de “graves perigos”; enquanto Jacomet, delegado de polícia, prevenia que era “malsã”.


quarta-feira, 20 de março de 2019

Santa Bernadette: exemplo de desinteresse, alienação e holocausto

Luis Dufaur
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Santa Bernadette e tantos outros santos morreram para que fôssemos desinteressados.

Para que tivéssemos uma vida espiritual em que procurássemos, mais do que o Céu para nós, a graça de amar desinteressadamente a Deus.

Não procurar o Céu para ser feliz no Céu, mas procurar o Céu porque Deus está lá e para amarmos desinteressadamente a Deus.

Antes de tudo e acima de tudo, colocando a nossa felicidade no Céu como uma coisa enormemente preciosa, mas secundária em comparação com a ideia de que nós vamos ver a Deus e vamos adorá-Lo.

De que vamos contemplar a glória dEle.

Então, exclusivamente para Ele. Que sejamos tais que também nós atuemos em nossa família de almas pelo exclusivo interesse da Causa católica.

Este é o perfeito holocausto, daquilo que tantos seguidores de Satanás chamariam de perfeita “alienação”.

Santa Bernadette é uma pessoa que se alienou a Nossa Senhora completamente.

Deu tudo e depois de dar tudo agradeceu o fato de não ser nada.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Uma janela do Céu: testemunho de um peregrino a Lourdes


Luis Dufaur
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Chegando a Lourdes um instinto misterioso conduz o neófito rumo à Gruta.

Os cartazes são inexistentes e desnecessários.

Os guardas são escassos e sem trabalho.

A multidão é ordenada, composta e fervorosa. Tudo é pulcro e bem conservado.

Magotes de peregrinos convergem para o local das aparições.

Uns rezam em grupo ou isoladamente, em voz alta ou baixa; outros cantam.

Ainda outros caminham em atitude recolhida, ou com ávida curiosidade, até o fulcro dessa unção que a tudo envolve maternalmente.

Não há algazarra nem pesado silêncio.

Há uma plenitude de vida harmoniosa, impregnada de sobrenatural, que empolga.

Alguns chegam acompanhados de um sacerdote. A imensa maioria vem por iniciativa própria.

O que os levou lá?

O que a graça disse na alma daquele romeno, australiano, japonês, brasileiro ou sul-africano, para virem de todos os recantos da Terra a Lourdes, com tanta consonância de espírito?

À direita de quem chega, o caudaloso rio Gave corre impetuosamente, emitindo leve murmúrio, imagem material dessa torrente de graças que ali age tão poderosa e discretamente nas almas.

À esquerda, as numerosas torneiras onde os romeiros colhem e bebem a água da fonte aberta por Santa Bernadete por ordem de Nossa Senhora.

Logo a seguir, a Gruta das aparições. Como descrevê-la?

É difícil.

Nada há nela que não se pareça com mais uma concavidade lavrada na rocha pelo vento e pelas águas.

Porém, olhando-a, tem-se a impressão de contemplar uma janela que abre direto para o Céu.

No alto, à direita, numa espécie de túnel aberto na rocha, a famosa imagem de Nossa Senhora de Lourdes, tão simples, sem mérito artístico especial, irradiando um oceano de graças.

No canto inferior à esquerda, no fundo, a fonte que Santa Bernadete cavou com suas próprias mãos, a mando de Nossa Senhora.

A água jorra límpida, incessante, com a musicalidade aconchegante de um despretensioso manancial de montanha.

Eis a água de Lourdes, eis o simples instrumento de que Nossa Senhora se serve para vencer a doença e o pecado, a lubricidade igualitária da humanidade que recusou a Civilização Cristã. Que contraste!

Que glória, que poder da Santíssima Virgem!

Toda a obra de impiedade erigida em séculos de Revolução, vencida pela Rainha dos Céus e da Terra com um simples fio de água!



Acompanhe online o que está acontecendo agora na própria gruta de Lourdes pela Webcam do santuário. 



quarta-feira, 6 de março de 2019

Santa Bernadette esquecida de todos

Luis Dufaur
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Santa Bernadette antes de ser freira, era uma camponesa, com a expressão do olhar muito viva, com muita firmeza de ideias e de princípios na sua atitude.

Embora se visse que ela era uma pessoa quase iletrada e que não era capaz, portanto, de estruturar normalmente, correntemente, um princípio e o apresentar a quem quer que seja.

Ela tinha, por obra do Espírito Santo, o que têm tantas outras almas de condição modesta e que não tiveram os meios para estudar.

Ela tinha um verdadeiro conhecimento de certos princípios e uma heroica atitude de amor ofensivo e defensivo em relação a esses princípios.

Muito cedo aflorou nela a vocação religiosa.

Essa vocação a conduziu a uma congregação religiosa que têm uma casa na cidade de Nevers, que é a capital da zona chamada antigamente Nivernais.

Ela entrou nessa congregação onde, com intencionalidade das superioras, o trato dado a ela foi o seguinte:

Entenderam muito bem que se se conhecesse lá que Bernadette era a moça das aparições, ela seria o objeto da veneração e do entusiasmo de todas as pessoas no convento.

E ela ao invés de ter dentro do convento a vida sacrificada e dura que deve ser própria a quem segue a vocação religiosa, ela teria uma vida de bonequinha. Ela seria a bonequinha das outras freiras.

Então resolveram ocultar que ela fosse Bernadette Soubirous.

Fora também não se sabia que ela estava nesse convento. A entrada dela para o convento foi completamente ignorada.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Santa Bernadette explica o significado de comer ervas: penitência

Santa Bernadette bebe por vez primeira da fonte
Santa Bernadette bebe por vez primeira da fonte
Luis Dufaur
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No dia 25 de fevereiro, Nossa Senhora mandou Santa Bernadette se lavar com a água da gruta e comer ervas da mesma gruta.

No dia anterior (24 de fevereiro) Nossa Senhora tinha feito um apelo insistente à penitência.

O comer ervas insere-se num contexto penitencial, por certo o mais explícito e taxativo de todas as aparições.

Num primeiro momento, o público ficou vendo a Santa comer ervas e se lavar com a água barrenta da fonte achou que enlouquecera.

No diálogo que então aconteceu encontramos, vindos dos próprios lábios da vidente, a explicação do até então insólito gesto:

― “E essa erva que tu comeste?”

― “Ela também pediu que fizesse…”

― “O que Ela te disse?”

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Santa Bernadette e a grandeza da Cruz

Nossa Senhora de La Salette
Nossa Senhora de La Salette
Luis Dufaur
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Além de Lourdes, houve na França, no mesmo século XIX, uma outra grande aparição.

Essa aparição foi ocasião de uma mensagem que, em última análise, é mais rica de conteúdo do que as aparições de Lourdes.

Foi a mensagem de La Salette com seu famoso segredo para o Beato Papa Pio IX. LEIA MAIS SOBRE A MENSAGEM DE LA SALETTE

Melânia foi a camponesa a quem Nossa Senhora apareceu junto com o camponesinho Maximino.

Por que é que ela não é tão grande quanto Bernadette?

Ela recebeu uma visão maior, talvez, do que Bernadette.

É porque o que faz a grandeza da pessoa não é a grandeza da visão, mas a grandeza da Cruz.

Então, nós vemos uma pessoa que não é nada, que reconhece que não é nada, que toma esse nada que é e faz desse nada uma hóstia para oferecer a Nosso Senhor.

É Santa Bernadette.

Ela viveu ensinando o seguinte:

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Ação de graças e engajamento com Nossa Senhora de Lourdes

Luis Dufaur
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Lourdes contém um eloquente apelo de Nossa Senhora a seus filhos, para que se aliem e empreendam sob o manto d’Ela essa grande batalha já engajada, a qual há de culminar com o triunfo final predito em Fátima.

Enunciara-o o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira nas páginas de Catolicismo, por ocasião do centenário das aparições.

Ele escreveu que Lourdes é para o mundo inteiro o primeiro marco do ressurgimento contra-revolucionário:

“Há um anseio imenso por outra coisa, que ainda não se sabe qual é.

“Mas, enfim –– fato talvez novo desde que começou, no século XV, o declínio da civilização cristã –– o mundo inteiro geme nas trevas e na dor, precisamente como o filho pródigo quando chegou ao último da vergonha e da miséria, longe do lar paterno. [...]

“Têm fim as misericórdias de uma Mãe, e da melhor das mães?

“Quem ousaria afirmá-lo?

“Se alguém duvidasse, Lourdes lhe serviria de admirável lição de confiança.

“Nossa Senhora [...] já começou a nos socorrer. [...]

“Os dias do domínio da impiedade estão contados.

“A definição do dogma da Imaculada Conceição marcou o início de uma sucessão de fatos que conduzirá ao Reinado de Maria”.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Lourdes confirmou o dogma da Imaculada Conceição e premiou a combatividade do Beato Papa Pio IX

"Eu sou a Imaculada Conceição": palavras de Nossa Senhora em Lourdes,
pronunciadas no dialeto da região de Santa Bernadette
Luis Dufaur
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Não muito antes da aparição de Nossa Senhora em Lourdes, o bem-aventurado Papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição.

Essa proclamação aconteceu em 8 de dezembro de 1854.

O glorioso Papa visou em primeiro lugar a afirmação de um dogma de grande importância para o progresso da mariologia dentro da Igreja.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Em Lourdes, Nossa Senhora coliga seus filhos para a vitória final

Procissão das velas em Lourdes
Procissão das velas em Lourdes
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Apelo de Nossa Senhora para formar uma grande aliança 


Na abertura do Jubileu do 150º aniversário das aparições de Lourdes em 8 de dezembro de 2008, festa da Imaculada Conceição, mais de 150 mil fiéis afluíram a Lourdes.

Em longas filas tranquilas, sob o frio e a chuva, os peregrinos passavam as mãos pelas paredes de granito da gruta, como que desejando apalpar o imponderável sobrenatural que delas emana.

A superfície áspera da pedra tornou-se suave e polida até onde alcançam as mãos, transformando-se no mais expressivo livro de visitas assinado pelos milhões de fiéis que ali desfilam anualmente.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Apelo de Nossa Senhora para formar uma grande aliança

Lourdes: o mundo inteiro geme nas trevas e na dor como o filho pródigo
Lourdes: o mundo inteiro geme nas trevas e na dor como o filho pródigo
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Em Lourdes, Nossa Senhora fez uma irrupção decisiva


Lourdes é, pois, um formidável apelo de Nossa Senhora a seus filhos, para que se aliem e empreendam sob o manto d’Ela essa batalha já engajada, a qual há de culminar com o triunfo final predito em Fátima.

Enunciara-o o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira nas páginas de Catolicismo, por ocasião do centenário das aparições.

Lourdes é para o mundo inteiro o primeiro marco do ressurgimento contra-revolucionário:

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Em Lourdes, Nossa Senhora fez uma irrupção decisiva

Luis Dufaur
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Quem volta de uma peregrinação a Lourdes traz gravada no coração algo como uma reprodução da gruta de Massabielle.

Para ela voltar-se-á com saudade e confiança nas horas mais difíceis, com a certeza de ser atendido.

E basta recordar-se dessa lembrança para fazer renascer em si o desejo ao mesmo tempo inefável e irrefreável de algum dia retornar à gruta de Nossa Senhora.

O que visa Nossa Senhora, inspirando esses sentimentos no mais fundo das almas?

Na abertura do Jubileu do 150º aniversário das aparições de Lourdes, o Cardeal Ivan Dias, então Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Legado Papal, pronunciou uma alocução merecedora de apurada meditação.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

A “água milagrosa” de Lourdes:
significado e efeitos sobrenaturais

A fonte de Lourdes, dentro da Gruta
Luis Dufaur
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Incontáveis multidões de fiéis vão a Lourdes a venerar à Santíssima Virgem, no local das Suas aparições à Santa Bernadete Soubirous.

E, obedecendo ao pedido da Mãe de Deus, essas multidões de fiéis bebem e lavam-se com a água da gruta das aparições.


Significado da “água milagrosa”

Já no tempo das aparições, a água da fonte de Lourdes foi tida como “milagrosa”.

E, no mesmo sentido em que numerosas imagens de Nosso Senhor, de nossa Senhora e de incontáveis Santos são tidas por “imagens milagrosas”. Do mesmo modo que, também a justo título, numerosas relíquias são chamadas “relíquias milagrosas”.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A tragédia da família de Santa Bernadette

Entrada do
Entrada do "cachot" (cela carcerária) onde sobrevivia a família Soubirous
Luis Dufaur
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No tempo das aparições, a família de Santa Bernadette estava composta pelo pai Francisco Soubirous, sua esposa Louise e seus quatro filhos: Bernadette, a mais velha, Marie, Jean-Marie e Justin.

Eram muito pobres. Mas, das famílias pobres de Lourdes sobre nenhuma a inclemência da miséria se abateu com tanto empenho como contra eles.

A desgraça atingira-os sem piedade. Francisco e Louise pertenciam a famílias de proprietários de moinhos de trigo.

Esta condição não era apenas uma fonte de renda, mas um título de honra e preeminência no ambiente camponês de Lourdes.

Mas, para eles, tudo dera errado. A crise arruinou seus moinhos.

As dívidas e maus negócios consumiram o resto.

Caíram numa miséria tão funda que perderam até a casa onde moravam.

Em desespero de causa tiveram que se instalar numa antiga cela da prisão da cidade que fora desativada por falta de condições higiênicas.